Mulher quer indenização · 08/01/2020 - 16h39

Dona de bar resiste e obra do viaduto do Mercado do Peixe pode atrasar


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A recusa da proprietária de um bar em desocupar uma área que pertence à União pode atrasar o cronograma e a entrega da obra do Viaduto do Peixe, na zona Sudeste de Teresina. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o terreno precisa ser liberado para que as equipes desviem o fluxo de veículos, a fim de finalizar os acessos do viaduto.

Segundo reportagem da TV Cidade Verde, a comerciante Francisca Costa foi notificada pelo DNIT ainda em 2014, informada sobre o fato de estar ocupando uma área da União. Ela acionou então a Justiça, que ordenou ao departamento que aguardasse até que houvesse necessidade de uso efetivo da área.

A questão voltou a ser debatida com o início das obras do viaduto, que já avançam para a fase de conclusão. Mesmo assim, a mulher tem resistido alegando que não pode ficar no prejuízo.

    Imagem: Reprodução/TV Cidade Verde

"A minha situação está critica, vocês podem ver e observar que eles já estão quase dentro do meu estabelecimento. Estou neste local há mais de 20 anos, eu peço que me ajude, porque com o DNIT, já entrei em contato com eles, e simplesmente me mandam sair do local. Sei que vou ter que sair, mas não com uma mão na frente e outra atrás, eles vão ter que me indenizar ou arranjar outro local pra mim trabalhar", disse em entrevista à reportagem.

    Imagem: Reprodução/TV Cidade Verde

O superintendente do DNIT no Piauí, Ribamar Bastos, diz que a questão está nas mãos da Justiça. Alega que diferente da situação em 2014, hoje há um projeto, uma ordem de serviço e um contrato a ser cumprido. "Ela tem que sair. O interesse público, coletivo, se sobrepõe ao individual. Até porque ela está em uma área irregular, da União, não gera nenhuma indenização. Cada dia que ela permanece é um dia de atraso na obra", explica. 

    Imagem: Reprodução/TV Cidade Verde

A previsão inicial é que a obra fosse entregue em março deste ano, ajudando a desafogar o fluxo de mais de 33 mil veículos que passam pelo trecho diariamente.

Outro ponto que tem atrasado o cronograma está nas mãos da Equatorial. Segundo Ribamar Bastos, é necessário que a empresa conclua o serviço de transferência da rede elétrica, que já foi iniciado, mas precisa ser finalizado. 

A obra do viaduto é realizada pelo governo federal, com emendas do senador Elmano Férrer, e faz parte do novo Contorno Rodoviário de Teresina, 


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