Acusado de operar esquema · 18/01/2022 - 07h01

Queiroz contraria bolsonaristas ao se lançar a deputado federal


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CATIA SEABRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

Acusado de operar esquema de "rachadinha" no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o policial aposentado Fabrício Queiroz contraria estratégia bolsonarista ao manifestar a pretensão de se lançar a deputado federal nas próximas eleições.

Na manhã de domingo (16/01), Queiroz –que foi assessor do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)– revelou nas redes sociais a disposição de concorrer à Câmara de Deputados. Procurado pela reportagem, confirmou essa intenção.

"Pretendo disputar a cadeira de deputado federal".

Na mensagem de domingo, Queiroz comenta notícia publicada no jornal O Dia, segundo a qual ele concorreria à Alerj.

"Se for da vontade de Deus, vou disputar uma cadeira legislativa, sim. Apenas uma correção na reportagem: sou pré-candidato a deputado federal!", publicou.
Queiroz já havia manifestado a intenção de concorrer à Câmara em entrevista ao SBT, em novembro.

Segundo aliados, a família Bolsonaro já tem, no entanto, um pré-candidato a deputado federal com trânsito entre os policiais militares: o ex-sargento do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) Max Guilherme Machado de Moura.
Segurança do presidente Jair Bolsonaro, Max é hoje assessor especial da Presidência. Ele foi apresentado por Queiroz a Bolsonaro.

Sua candidatura conta com a simpatia dos bolsonaristas. O lançamento do nome de Queiroz poderia prejudicar a campanha do assessor da Presidência.

Além disso, Queiroz ganharia exposição nacional com uma cadeira na Câmara de Deputados. Se eleito para Alerj, sua atuação seria mais discreta.

Segundo aliados do presidente, Queiroz poderá contar com o apoio informal dos Bolsonaros caso se lance a estadual. Mas deputados estaduais que transitam no mesmo campo que Queiroz o estimulam a concorrer à Câmara, com a promessa de parcerias.

À reportagem Queiroz disse desconhecer a estratégia do presidente para as próximas eleições. "Não falo com o presidente e o senador desde do início das investigações que me envolvem. Não sei das estratégias deles. Se vão lança A ou B, porque são de confiança", afirmou.

Disposto a afastar a ideia de um mal-estar com Max, Queiroz disse apoiar qualquer candidato que vier a ser lançado pelo partido do presidente, pois é fundamental ter a maioria no Congresso.

"Estou vendo um partido conservador, e caso consiga êxito no pleito, meu apoio será incondicional às pautas conservadoras e do Planalto", afirma.

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