Estaria fechando as portas · 26/12/2019 - 08h13

“Não posso sempre dizer não ao Parlamento”, se defende Bolsonaro


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    ISAC NÓBREGA/PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, por meio de uma rede social, que “nem sempre” pode vetar decisões oriundas do Parlamento. Ele se referia à sanção do projeto anticrime, principal bandeira do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que pediu a exclusão da figura do juiz de garantias do conjunto de medidas aprovado pelos parlamentares. As informações são do Metrópoles.

“Não posso sempre dizer NÃO ao Parlamento, pois estaria fechando as portas para qualquer entendimento”, informou o presidente na noite de Natal.

O ministro Sergio Moro também usou as redes sociais para falar sobre o assunto. Apesar do elogio inicial, ele não se furtou a criticar – mesmo que indiretamente – a ausência do veto.

“Sancionado hoje o projeto anticrime. Não é o projeto dos sonhos, mas contém avanços. Sempre me posicionei contra algumas inserções feitas pela Câmara no texto originário, como o juiz de garantias. Apesar disso, vamos em frente”, publicou o ministro.

Sancionado hoje o projeto anticrime. Não é o projeto dos sonhos, mas contém avanços. Sempre me posicionei contra algumas inserções feitas pela Câmara no texto originário, como o juiz de garantias. Apesar disso, vamos em frente.

— Sergio Moro (@SF_Moro) December 25, 2019

Bolsonaro, por sua vez, destacou que, mesmo que vetasse algum trecho do projeto, a palavra final seria do Congresso. “Na elaboração de leis quem dá a última palavra sempre é o Congresso, ‘derrubando’ possíveis vetos”, escreveu.


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