Durante um ano · 06/12/2018 - 10h13 | Última atualização em 06/12/2018 - 11h26

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta, segundo Coaf


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Um ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Fabrício José Carlos de Queiroz, teve as contas apresentadas em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), indicando um movimentação anormal no período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, segundo matéria do Estadão.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro    Agência Brasil

O valor movimentado chega a R$ 1,2 milhão informados pelo banco do ex-motorista do deputado, pois as movimentações não correspondem à atividade econômica de Fabrício (que é policial militar), ao patrimônio e capacidade financeira do mesmo.

O dinheiro ainda teria sido transferido em espécie, o que contraria a forma de pagamento do respectivo cargo, representado com outros instrumentos de transação.

Queiroz recebia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) R$ 8.517, segundo a folha de pagamento do órgão em setembro. O policial atuava como Assessor Perlamentar III no gabinete de Flávio. Fabrício ainda era remunerado pela PM no valor de R$ 12,6 mil.

O relatório foi anexado à Operação Furna da Onça, onde pelo menos 10 parlamentares da Alerj foram presos, suspeitos de um possível mensalinho, envolvendo contas de funcionários em transações que chegam a R$ 200 milhões.

Detre as transações na conta do policial, uma favorecia a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro, esposa do presidente eleito Jair Bolsonaro, com um cheque de R$ 24 mil. Outro fato é que o ex-motorista de Flávio efetuou um saque de R$ 320 milhões da conta e parte disso foi retirado em uma agência que fica na Assembleia Legislativa do Rio.

Outras 10 retiradas foram feitas no valor de R$ 49 mil e que podem significar uma tentativa de burlar os controles bancários, já que saques iguais ou maiores que R$ 50 mil são informados ao Coaf.

O ex-assessor foi procurado e afirmou desconhecer o caso. O gabinete de Flávio Bolsonaro alega que Queiroz serviu por mais de 10 anos na função de motorista e foi exonerado em outubro de 2018, não existindo indicativos de conduta irregular do mesmo. O presidente eleito Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro não se pronunciaram sobre o cheque.

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