'Deviam me dar os créditos' · 14/01/2022 - 07h09

Bolsonaro: “Gostaria muito de estar conduzindo destinos da pandemia”


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Em sua live nas redes sociais, que faz toda quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a colocar sob dúvidas a vacinação, o passaporte da vacina e medidas restritivas contra a Covid-19. E citou matérias de imprensa que, segundo ele, confirmam o posicionamento que adotou desde o início da pandemia. As informações são do Metrópoles.

“Deviam me dar os créditos”. Bolsonaro lamentou: “Eu gostaria muito de estar conduzindo os destinos da questão da pandemia no Brasil”.

A declaração do presidente é mais uma fustigada no Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, o impediu de fazer qualquer ação de combate ao coronavírus em estados e municípios.

A fala, no entanto, não corresponde à verdade. O próprio STF pôs um ponto final na polêmica em torno do papel do governo federal, dos estados e dos municípios no enfrentamento da pandemia.

Há cerca de um ano, o Supremo esclareceu que União, estados, Distrito Federal e municípios “têm competência concorrente” na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus. “Esse entendimento foi reafirmado pelos ministros do STF em diversas ocasiões”, dizia nota da Corte.

“Ou seja, conforme as decisões, é responsabilidade de todos os entes da Federação adotarem medidas em benefício da população brasileira no que se refere à pandemia”, completava a nota.

Notícias de imprensa

Para sustentar sua tese, o presidente leu, na live, o que fez questão de salientar como “notícias de imprensa”. Entre elas, uma sobre a proibição pela Suprema Corte norte-americana do passaporte da vacina em empresas. “Os trabalhadores não precisarão ter o passaporte vacinal para continuar traalhando. No Brasil parece que tá um pouco diferente”, ironizou.

“O motivo disso nós estamos vendo, aqui no Brasil, inclusive: que as pessoas que estão vacinadas infelizmente não estão livres de contrair o vírus, de transmitir, bem como temos notícias de pessoas que entraram em óbito”, salientou.

Outra notícia foi sobre o fato de que 75% dos mortos por Covid nos EUA tinham quatro comorbidades. “Esses números estão sendo compilados na Saúde aqui no Brasil e quando tivermos condições a gente vai revelar para vocês o percentual, quantos morreram, obviamente, e o percentual das pessoas que tinham alguma comorbidade”.

Sem bola de cristal

Bolsonaro também faltou sobre uma notícia de fevereiro de 2021 – “Bolsonaro volta a atacar o isolamento” -, onde ele dizia: “Vamos conviver com o vírus a vida toda”. “A imprensa dando pancada em mim. Agora, em 10 de janeiro, temos a revista Nature que diz que a Covid veio para ficar. Gostaria que a imprensa brasileira desse crédito para mim. Não tenho bola de cristal, apenas a gente aqui discute entre nós (…) A conclusão que a gente chegava era que isso iria acntecer”, disse.

“Estou falando aqui, não vou discutir. Tudo o que eu falei até agora foi matéria de imprensa. Agora você na ponta da linha é que vai ter que formar juízo e entendimento para saber o que você faz com o teu corpo, com teus filhos etc aí”, finalizou.

 

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