Após "vazamentos de mensagens" · 10/06/2019 - 15h21 | Última atualização em 11/06/2019 - 10h07

Alepi: Deputados afirmam que Sergio Moro fez 'conluio' e criou uma 'quadrilha' contra Lula


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Deputados da bancada do PT comentaram nesta segunda-feira (10/06) sobre as matérias divulgadas pelo site The Intercept, no qual mostrou 'supostas' mensagens do ministro Sergio Moro com o procurador Deltan Dallagnol e procuradores, durante condução da operação Lava Jato.

Na sessão da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), o deputado estadual Franzé Silva (PT) afirmou que foi formado um 'conluio' e declarou que foi criada uma 'quadrilha' para não deixar que o ex-presidente Lula (PT) disputasse as eleições de 2018.

"´É um conluio, é uma quadrilha formada para tirar o direito do ex-presidente Lula na eleição [2018]. É preciso que nós aqui da Casa, venhamos denunciar essa quadrilha". É por isso que estamos apresentamos um requerimento para que a OAB esteja firme acompanhando esse processo da democracia do país. Não é possível que depois das informações que foram colocadas ontem, o país fique calado", disse Franzé.

O deputado estadual Fábio Novo (PT), também concordou com Franzé e ressaltou que ficou "estarrecido" após ler a matéria divulgada no site. Ele também disse que ainda tem 'muitas coisas' a serem desvendadas, ele considerou a situação como apenas uma "ponta do iceberg".

"Fiquei estarrecido depois de ler ontem. E ainda tem muita mais coisa por aí, isso é só a ponta do iceberg. "Eu desejo é que a verdade venha à tona, a justiça precisa julgar com imparcialidade(...) Isso deve ser investigado. Nós queremos a verdade", afirmou Novo.

O deputado estadual Ziza Carvalho (PT) também adicionou sua fala de apoio aos deputados, Ziza declarou que ficou "perplexo" e falou que deve haver uma investigação profunda sobre as 'mensagens vazadas' de Moro, ele também afirmou que houve um "conluio" de Moro com os procuradores.

"Me causou perplexidade ontem. Nessas conversas mostra o conluio de um juiz federal com procuradores.(...) O STF deve agora, mostrar de vez que o Brasil tem o poder judiciário justo", declarou.

Cícero Magalhães também se posicionou sobre a repercussão, o estadual criticou o ministro Sergio Moro e o considerou como um "ex-justiceiro" que "vendeu" seu cargo para ser ministro e ainda disse que Moro 'combinou' a acusação contra Lula.

"Um ex-justiceiro que vendeu seu cargo para ser ministro. Não podemos ver isso como uma coisa normal, um juiz combinar uma acusação contra alguém para este ser condenado, isso é ridículo", disse.

Magalhães também relatou o episódio em que o Papa Francisco escreveu para Lula uma carta pedindo-lhe paciência. Cícero destacou que o Papa foi "profético" e que Moro "passou quase como um deus", mas que no fim a "verdade" apareceu.

"Ele passou quase como um deus, mas o papa foi profético quando escreveu uma carta ao ex-presidente Lula e pediu para ele ter paciência. Deus não tarda, e nunca falha e a verdade sempre aparece", pontuou Magalhães.

O líder do Governo na Alepi, deputado Limma também se manifestou, o parlamentar disse que assim como em um certo ditado, a "mentira tem perna curta", e ainda afirmou que foi criado um "conluio" contra o ex-presidente.

"O ditado diz: Mentira tem perna curta. Então o que fica provado?, que de fato tem um conluio pelo ministro com os procuradores da Lava Jato.


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