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O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) mostrou um “esquema de robôs” no Twitter, na madrugada deste domingo (29/03). Frota selecionou quatro tuítes de pessoas que contavam a mesma falsa história. As informações são do Jornal de Brasília.

As mensagens mostram pessoas dizendo que o primo do porteiro do prédio delas morreu atingido por um pneu de caminhão, e que o atestado de óbito classificou o caso como morte por coronavírus. Veja:

 

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O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada, na manhã deste domingo (29/03), por uma estrada de chão alternativa, paralela ao Lago Paranoá, com saída pela residência oficial da vice- presidência. O caminho é normalmente utilizado pela comitiva para despistar a imprensa. As informações são do Metrópoles.

Após passar pelo Palácio do Jaburu, os carros do comboio permaneceram por alguns minutos na casa do vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), antes de partirem. Bolsonaro seguiu para os Hospital das Forças Armadas, onde ficou por 20 minutos. Depois saiu sem informar o destino.

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O Governo do Maranhão conseguiu autorização da Justiça Federal para isentar do pagamento do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, álcool em gel, álcool 70% e seus insumos, além de luvas médicas, máscaras médicas e hipoclorito de sódio 5%.

Com base nesta decisão proferida nos autos do Processo nº 1015835-03.2020.4.01.3700, com tramitação na 13ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Maranhão, o Estado foi autorizado a isentar o ICMS, independentemente de prévio convênio no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ).

Desse modo, foi editada Medida Provisória que será encaminhada a Assembleia Legislativa que isenta do ICMS, até 31 de julho de 2020, as operações internas e de importação do exterior com álcool em gel (NCM 2207.20.1) e seus respectivos insumos, luvas médicas (NCM 4015.1), máscaras médicas (NCM 9020.00), hipoclorito de sódio 5% (NCM 2828.90.11) e álcool 70% (NCM 2208.30.90) do pagamento do ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação).

O esforço do Estado vem sendo adotado por uma série de medidas tanto de proteção e de fortalecimento da rede estadual de saúde quanto de estímulo ao setor econômico, sendo que o principal objetivo é que a crise sanitária seja superada o mais rapidamente possível.

Os produtos isentos do pagamento do ICMS são considerados fundamentais para fazer a prevenção contra o vírus e tem validade até o dia 31 de julho.

Inicialmente, o Estado do Maranhão já havia reduzido a tributação incidente sobre os produtos de 18% para 12%, por meio de Medida Provisória. Agora, com autorização para isenção do imposto sobre esses produtos, a expectativa é reduzir os preços e incentivar a produção e aquisição do produto que está em falta em muitos estabelecimentos comerciais.


Fonte: Governo do Estado do Maranhão
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Em tempo de quarentena por causa do coronavírus, quando as crianças estão em casa, as escolas buscam formas de garantir que os estudantes não percam o conteúdo durante esse tempo sem atividades pedagógicas.

Muitas escolas já adotaram o sistema de aulas online através de plataformas digitais. Algumas até informaram que vão contar esse período como hora-aula. E aí, com as aulas pela internet, fica a pergunta: as mensalidades devem continuar a ser cobradas integralmente?

Em Brasília, um grupo com mais de 200 pais foi formado para reivindicar descontos na mensalidade nesse período sem aulas presenciais. Eles alegam que, durante a quarentena, os gastos em casa vão aumentar, com mais uso de energia, água e internet, e ainda não sabem o quanto vai impactar a renda de cada lar.

Os pais apontam também que os gastos das escolas vão diminuir com luz, água e limpeza, vão diminuir, já que as crianças não estão lá. Por esses motivos, querem um desconto, aponta a representante comercial Érica Caldas, que gasta R$ 4,6 mil por mês com mensalidades.

Mas a Senacom, Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, divulgou nota técnica recomendando que os consumidores evitem cancelar ou pedir descontos, ou mesmo reembolso total ou parcial em mensalidades de instituições de ensino que tiveram as aulas suspensas em razão do novo coronavírus. O objetivo é evitar que as escolas não consigam pagar despesas, como salários de professores e alugueis.

A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, que representa as escolas particulares no Brasil, garantiu que as instituições estão se adaptando à atual realidade e não vão deixar de prestar os serviços, mesmo que de forma virtual.


Fonte: Radioagência Nacional
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Discussão no Twitter · 29/03/2020 - 10h20 | Última atualização em 29/03/2020 - 10h29

Rodrigo Maia responde Eduardo Bolsonaro: “Bem-vindo ao gabinete da sensatez”


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No Twitter, Eduardo Bolsonaro republicou uma postagem sugerindo que a popularidade do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estaria sendo manipulada. As informações são do Antagonista.

“Denúncia gravíssima. E depois dizem que nós temos gabinete do ódio. É de lascar. Quem está manipulando a internet desta maneira? A quem isso interessa? Não é ao Bolsonaro. E depois a mídia joga juntinho deles ainda!”, disse o filho do presidente.

Maia rebateu:
“Eduardo Bolsonaro, bem-vindo ao gabinete da sensatez. Viu como é possível ter uma rede orgânica e sem ódio? Acompanhe o meu perfil. Não tenho robôs. Aqui eu procuro contribuir para um Brasil mais justo e quero que passemos por essa pandemia com o menor número de mortes possível.”

 

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Para o general Hamilton Mourão, a Covid-19 não é apenas uma gripezinha. O vice  presidente foi questionado sobre a decisão de Bolsonaro de não mostrar o exame para Covid-19. As informações são do Antagonista.

“Acho que tem de confiar na palavra do presidente. Seria o pior dos mundos o presidente chegar e declarar que testou e deu negativo e depois aparecer que deu positivo”, disse Mourão.

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Ao comentar o impacto econômico da pandemia do novo coronavírus no país, o ministro Paulo Guedes afirmou que o Brasil foi atingido por um “meteoro”. As informações são do Antagonista.

“Nós fomos atingidos por um meteoro. Isso que aconteceu é um meteoro. Mas nós sabemos sair da formação. Vamos combater o meteoro. E, no ano seguinte, estamos de volta para o trilho das reformas estruturantes de novo. Aliás, nesse ano mesmo. Vamos retomar as estruturantes este ano mesmo.”

Em videoconferência realizada pela XP Investimentos, o ministro afirmou ainda que se trata do “momento mais difícil da nossa história”, mas que o Brasil vai “saber fazer a coisa certa”.

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“isolamento vertical” · 29/03/2020 - 08h56

Hábitos diários de Bolsonaro causa medo do Covid-19 em servidores


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Nesta semana, mesmo testando positivo para o coronavírus, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, foi a uma reunião de três horas no Palácio do Planalto. As informações são do Metrópoles.

Essa situação, somada à alta incidência de pessoas infectadas no entorno do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), tem elevado o nível de preocupação dos funcionários da Presidência.

Entre as demandas dos servidores está a edição de medidas que permitam controlar o ambiente de forma mais eficaz e frear a propagação do coronavírus dentro do centro do poder da República.

O grande entrave é o próprio presidente da República, que defendeu, nesta semana, o fim do que chamou de “confinamento em massa” da população. Ele prega, por outro lado, o chamado “isolamento vertical”, que deixa apenas pessoas do grupo de risco em isolamento.

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O governo do Distrito Federal publicou um decreto na noite desta sexta que permite o funcionamento de lotéricas, correspondentes bancários, lojas de conveniência e minimercados em postos de combustíveis da capital federal. As informações são do Antagonista.

Nesses estabelecimentos, no entanto, ficam vedados o consumo de produtos no local e a disponibilização de mesas e cadeiras.

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Sem sintomas · 28/03/2020 - 10h45 | Última atualização em 28/03/2020 - 11h21

Diagnosticado com Covid-19 General Heleno diz “Já estou muito bem”


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O ministro Augusto Heleno publicou um vídeo neste sábado em que afirma estar sem sintomas do novo coronavírus. As informações são do Antagonista.

“Já estou muito bem. Estaremos juntos em seguida. Juntos, unidos, para construir um Brasil melhor.”

Heleno foi diagnosticado com Covid-19 na semana passada. Ele esteve na comitiva que acompanhou Jair Bolsonaro nos Estados Unidos, no início deste mês.

 

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Em razão do novo coronavírus · 28/03/2020 - 10h27

Senado defende no Supremo ampliação benefício de prestação continuada


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O Senado apresentou ao Supremo Tribunal Federal parecer favorável à ampliação da faixa de idosos aptos a receber o benefício de prestação continuada, aprovado pelo Congresso no dia 11. AS informações são do Antagonista.

Afirmou que a decisão foi acertada, inclusive em razão do novo coronavírus.

“É justamente nessas faixas mais pobres da nossa população que a atualização do BPC (trazida pela norma ora atacada) poderá minimizar em algum grau as dificuldades por que já passam e por que passarão”, diz o documento, assinado pela advocacia do Senado.

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Jair Bolsonaro disse neste sábado que a Anvisa aprovou três novos testes para detectar o novo coronavírus. As informações são do Antagonista.

“No total, já são 11 os testes aprovados pela agência para aumentar a capacidade de diagnóstico do vírus no Brasil, nove do tipo rápido, com resultado em 15 minutos, e dois do tipo molecular”, afirmou.

 

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O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações (MCTIC) investirá R$ 100 milhões no enfrentamento do COVID-19. O recurso foi liberado como crédito suplementar pelo Governo Federal e terá como origem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

O MCTIC também está lançando o IdearuMCTIC (www.mctic.gov.br), uma ferramenta para a conexão de ideias e avaliação de maturidade de soluções tecnológicas, com foco inicial nos desafios apresentados pela pandemia.

Na área da ciência, está sendo anunciada nesta sexta-feira (27) uma chamada pública na área da saúde no valor de R$ 50 milhões, sendo que o MCTIC investirá R$ 30 milhões e o Ministério da Saúde 20 milhões.

O edital será lançado por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTIC. A chamada contemplará projetos nas áreas de diagnósticos, vacinas, testes clínicos com pacientes, patogênese do vírus e outros temas relacionados ao combate ao COVID-19.

Além disso, o MCTIC está anunciando 07 (sete) encomendas tecnológicas no valor total de R$ 50 milhões por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública do MCTIC.

São elas: sequenciamento do código genético do vírus, dois protocolos de testes clínicos com paciente utilizando medicamentos para combater o COVID-19, um estudo utilizando Inteligência Artificial para seleção de moléculas que possam inibir a replicação viral, pesquisa em inovação para testes diagnósticos, desenvolvimento de vacinas e projeto na área social.


Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
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Medidas para o enfrentamento · 28/03/2020 - 09h50 | Última atualização em 28/03/2020 - 10h05

Bolsonaro se reúne com ministros para definir seu novo pronunciamento


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O presidente participa nesta manhã de sábado (28/03) de reunião com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e com o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, no Palácio da Alvorada, em Brasília. As informações são do R7.

Na pauta, a decisão sobre pronunciamento neste sábado em cadeia de rádio e televisão com medidas para o enfrentamento ao coronavírus no país. Bolsonaro tem defendido o isolamento vertical, ou seja, quarentena apenas para idosos e doentes crônicos, que fazem parte do grupo de risco da covid-19.

Outros ministros são esperados para participar também da reunião, para alinhamento da estratégia de combate à doença no Brasil.

O levantamento mais recente do Ministério da Saúde, da tarde desta sexta-feira (27), mostra que o país já registra 92 mortes e 3.417 casos.

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Fechamento da fronteira aérea · 28/03/2020 - 09h40

Governo Federal proíbe temporariamente entrada de estrangeiros no Brasil


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O governo federal editou hoje (27/03) uma portaria para proibir temporariamente a entrada de estrangeiros de todas as nacionalidades que chegarem ao Brasil pelos aeroportos. A medida tem validade de 30 dias. 

O fechamento da fronteira aérea foi feito a partir de recomendações técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em função da pandemia do novo coronavírus (covid-19).  

A regra não será aplicada no caso de brasileiros que retornem ao país, imigrantes que moram no Brasil, parentes diretos de brasileiros e estrangeiros que são membros de órgãos internacionais. A norma também libera a entrada de quem estiver em trânsito para outros países, desde que o passageiro fique somente na sala de trânsito dos aeroportos, além de tripulantes de empresas aéreas. 

Na semana passada, o governo brasileiro tomou a primeira medida para restringir a entrada de estrangeiros.

A nova portaria foi editada pelo ministros da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, da Casa Civil, Braga Neto, da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. 


Fonte: Agência Brasil
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Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal tendem a votar para suspender portaria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que facilita o registro de novos agrotóxicos, mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Roberto Barroso. As informações são do Antagonista.

A medida que entra em vigor no dia 1 de abril, prevê aprovação tácita de novos agrotóxicos, caso sua liberação não seja analisada pela autoridade competente em até 60 dias.

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A Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sudeste realizou, nesta sexta-feira (27/03), ação para fiscalizar o cumprimento do decreto n° 19.540, que determina o fechamento obrigatório de comércios e serviços não essenciais em Teresina.

“Percorremos a região Sudeste verificando os estabelecimentos que estão abertos e orientando os que não estão contemplados no decreto do prefeito a fecharem as portas, visto a gravidade de transmissão do Coronavírus. O não cumprimento das determinações pode gerar busca e apreensão das mercadorias, além de multa ao proprietário”, informa Alexandre Nogueira, gerente de Controle e Fiscalização da SDU Sudeste.

Válida desde o dia 20 de março, a medida suspende, por tempo indeterminado, o funcionamento de bares, restaurantes, cinemas, clubes, academias, casas de espetáculo, clínicas de estética e shopping centers. Também proíbe a realização de eventos esportivos e atividades de saúde bucal/odontológica, exceto os atendimentos emergenciais.

A exceção é para farmácias, supermercados, mercados municipais, padarias, açougues, mercearias, centros de abastecimento e distribuição de alimentos, pet shops e postos de combustível.

“Estamos vivendo um período atípico e que pede a colaboração e compreensão de todos. Pedimos aos donos de estabelecimentos e aos demais cidadãos que obedeçam às determinações da Prefeitura. Ficar em casa e não abrir o comércio neste momento é o melhor para a segurança e saúde na nossa cidade”, ressalta Evandro Hidd, superintendente da SDU Sudeste.


Fonte: Prefeitura de Teresina
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Em meio a um embate com o governador João Doria (PSDB), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse na tarde desta sexta-feira (27) que não acredita nos números de casos de coronavírus no estado de São Paulo. Para ele, os números podem estar superdimensionados.

O número de óbitos relacionados ao novo coronavírus no estado de São Paulo cresceu 209 % em cinco dias, segundo balanço da Secretaria da Saúde divulgados nesta sexta-feira. No último domingo (22), o estado registrava 22 mortes, contra 68 agora.

"Está muito grande para São Paulo. Tem que ver isso aí", disse o presidente em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da TV Bandeirantes. O jornalistas insistiu no questionamento, indagando se ele não acreditava nos dados de São Paulo. "Não estou acreditando", afirmou Bolsonaro.

O presidente também foi questionado sobre os resultados de seus testes de coronavírus. Bolsonaro disse que ambos tiveram resultado negativo, mas nunca apresentou o comprovante do laboratório.

Bolsonaro afirmou que, por precaução, seus exames são feitos com o nome dele em código. "Se mostrar os códigos vai parecer que é mentira", disse o presidente.

Em outro momento da entrevista, Datena perguntou se Bolsonaro seria capaz de dar um golpe. "Quem quer dar o golpe jamais vai falar que quer dar", respondeu o presidente, ao negar qualquer tipo de iniciativa nesse sentido.

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Caso apresentado à PGR · 27/03/2020 - 08h11 | Última atualização em 27/03/2020 - 18h34

Bolsonaro é alvo de notícia-crime por incentivar descumprimento de medidas contra Covid-19


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O Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (Cadhu) e a Coalizão Negra por Direitos apresentaram à PGR (Procuradoria-Geral da República) uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A motivação foi o pronunciamento feito pelo presidente na última terça-feira (24), no qual criticou o fechamento de escolas e comércio para combater a epidemia, atacou governadores e culpou a imprensa pelo que considera clima de histeria instalado no país.

Se adotadas, as medidas irão na contramão de dezenas de países ao redor do mundo e de recomendações de especialistas.

Segundo a notícia-crime, o ato em rede nacional "incentiva a população a descumprir medidas sanitárias de governos estaduais e prefeituras no combate à Covid-19" e pode "caracterizar incitação ao crime de infração de medida sanitária preventiva".

A fala do presidente, de acordo com o documento, pode ser enquadrada no Código Penal por "incitar, publicamente, a prática de crime", "infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa" e "desobedecer a ordem legal de funcionário público".

Assinada por oito advogados, a notícia-crime ainda cita críticas ao discurso adotado por Bolsonaro feitas por autoridades para pedir uma investigação aprofundada.

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'Brasileiro deve ser estudado' · 26/03/2020 - 20h16 | Última atualização em 26/03/2020 - 20h52

Brasileiro mergulha no esgoto e não acontece nada, diz Bolsonaro ao minimizar coronavírus


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O presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar nesta quinta-feira (26) a pandemia do coronavírus e afirmou que o contágio no Brasil não será como nos Estados Unidos porque não acontece nada com o brasileiro.

Na entrada do Palácio da Alvorada, onde concedeu uma entrevista à imprensa, o presidente defendeu que o brasileiro seja estudado porque, segundo ele, mergulha no esgoto e não pega nenhuma doença. De acordo com ele, muita gente no país já foi contaminada pelo coronavírus e desenvolveu anticorpos.

"Eu acho que não vai chegar a esse ponto [dos Estados Unidos]. Até porque o brasileiro tem que ser estudado. Ele não pega nada. Você vê o cara pulando em esgoto ali. Ele sai, mergulha e não acontece nada com ele", disse.

Até o momento, 2.915 pessoas foram diagnosticadas com o coronavírus no Brasil e 77 morreram. Nos Estados Unidos, são 1.173 mortes.

"Eu acho até que muita gente já foi infectada no Brasil há poucas semanas ou meses. E eles já tem anticorpos que ajuda a não proliferar isso daí. Estou esperançoso que isso seja realmente uma realidade", disse o presidente.
Bolsonaro minimizou em diversas ocasiões os impactos do Covid-19 e criticou medidas de restrição de movimento que têm sido adotadas por governadores.

Ele já se referiu à enfermidade como "gripezinha" e argumentou que ações como o fechamento de comércios e divisas entre os estados causam prejuízos econômicos para o país.

O presidente redobrou a aposta nesta quarta-feira (25), criticou medidas de isolamento social e ganhou a oposição aberta de antigos aliados –como do governador goiano, Ronaldo Caiado (DEM)– e críticas generalizadas no Congresso, além de ter seus pedidos ignorados pelos chefes de Executivo dos estados.

Na terça-feira (24) à noite, Bolsonaro havia feito um polêmico pronunciamento em rede nacional no qual chamou a Covid-19 de "gripezinha". Também criticou medidas de isolamento social, como fechamento de escolas e de comércio, a principal recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) para tentar conter a propagação do vírus.

A fala de Bolsonaro foi repudiada por políticos e autoridades sanitárias, porque vão contra os principais exemplos disponíveis no combate à doença no mundo.

Na manhã desta quarta, em entrevista, ele voltou a criticar governadores pela restrição de movimentação de pessoas e defendeu que haja isolamento apenas para aqueles do chamado grupo de risco, como idosos e portadores de comorbidades.

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) provocou o grupo de repórteres que diariamente espera sua saída do Palácio da Alvorada e, para reforçar seu argumento contra as restrições de movimento para o combate à Covid-19, perguntou se os profissionais não estavam "com medo do coronavírus".

    Reprodução / Facebook

"Atenção povo do Brasil: esse pessoal aqui [aponta para os repórteres] diz que eu estou errado e que você tem que ficar em casa", disse Bolsonaro, aos risos, para apoiadores que o esperavam em frente à residência oficial, nesta quinta-feira (26).

O vídeo, gravado por um auxiliar do presidente, foi compartilhado nas redes do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

"Agora eu pergunto: o que vocês estão fazendo aqui? Não estão com medo do coronavírus, não? Vão para casa. E todo mundo sem máscara", acrescentou o presidente.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) orienta que, entre a população em geral, máscaras clínicas devem ser usadas apenas por pessoas que apresentam sintomas do coronavírus.

Em outro momento, que não consta no vídeo divulgado pelo deputado, Bolsonaro disse: "Ô imprensa. Vocês estão aqui trabalhando? Tem que ficar em casa, quarentena. Fica em quarentena em casa".

Desde meados do ano passado, o presidente tem parado para cumprimentar seus seguidores na entrada do Palácio da Alvorada. Em muitas ocasiões, ele aproveita a situação para conceder entrevistas. A prática levou a uma mudança na rotina das redações em Brasília, que passaram a destacar repórteres e cinegrafistas para registrarem as declarações de Bolsonaro.

Mesmo com a declaração do estado de pandemia, Bolsonaro não abandonou o hábito de conversar com seus apoiadores, embora, seguindo recomendações médicas, tenha deixado de se aproximar deles e de posar para selfies.

Apesar de ter tentado usar os profissionais como exemplo em seu esforço de minimizar a doença, o presidente não mencionou em nenhum momento que ele mesmo definiu a imprensa como atividade essencial durante a crise da Covid-19.

Em decreto de 22 de março, Bolsonaro determinou o resguardo do "exercício pleno e o funcionamento das atividades e dos serviços relacionados à imprensa, considerados essenciais no fornecimento de informações à população".Na mesma norma, Bolsonaro veda "a restrição à circulação de trabalhadores que possa afetar o funcionamento das atividades e dos serviços essenciais".

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Crise da Covid-19 · 26/03/2020 - 10h15 | Última atualização em 26/03/2020 - 10h26

Isolado, Bolsonaro diz que fazer politicagem com coronavírus é 'coisa de covarde'


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Isolado na estratégia de estimular a circulação da população em meio à crise do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quarta-feira (25), em redes sociais, que "fazer politicagem num momento como esse é coisa de covarde".

Desde terça (24), Bolsonaro passou a defender restrições ao isolamento e distanciamento social.

Ele diz que os idosos -grupo mais vulnerável à Covid-19- devem ser protegidos, mas que a maior parte da população poderia voltar à rotina.

As declarações do presidente contrariam recomendações de autoridades médicas, e os governadores decidiram ignorar os apelos de Bolsonaro para abrandar as restrições.

"É mais fácil fazer demagogia diante de uma população assustada do que falar a verdade. Isso custa popularidade. Não estou preocupado com isso!", escreveu Bolsonaro. "A demagogia acelera o caos."

Bolsonaro disse pensar na população, que, segundo ele, enfrentará um mal maior do que o vírus caso a atividade econômica continue paralisada. "Não condenarei o povo à miséria para receber elogio da mídia ou de quem até ontem assaltava o país", afirmou.

De acordo com o presidente, "quase 40 milhões de trabalhadores autônomos já sentem as consequências de um Brasil parado".

Ele afirmou, na postagem, que as empresas não terão condições de pagar salários enquanto durar o isolamento. Servidores também deixariam de receber salários em dia, disse Bolsonaro. "Não tem como desassociar emprego de saúde. Chega de demagogia! Não há saúde na miséria!", escreveu.

Após um pronunciamento na terça na contramão de órgãos de saúde e da tendência mundial no combate ao coronavírus, Bolsonaro dobrou sua aposta nesta quarta na tentativa de minimizar a doença e incentivar boa parte da população a abrir mão da quarentena e retomar a rotina.

O presidente acirrou a briga política com governadores e congressistas devido ao discurso radicalizado, perdeu novos aliados, falou em instabilidade democrática e se isolou ainda mais na crise.

Os apelos de Bolsonaro foram ignorados pelos chefes de Executivo dos estados, que se reuniram e decidiram manter a política de medidas restritivas.

O discurso de Bolsonaro em rede nacional de TV e rádio na noite de terça, com ataques à imprensa e em defesa da volta às aulas, foi repudiado pelas classes médica e política e teve reparos do próprio vice-presidente, general Hamilton Mourão, que fez a defesa do isolamento social.

"A posição do nosso governo por enquanto é uma só: isolamento e distanciamento social. Isso está sendo discutido e ontem o presidente buscou colocar e pode ser que ele tenha se expressado de uma forma, digamos assim, que não foi a melhor", disse Mourão.

Segundo ele, a intenção de Bolsonaro no pronunciamento era demonstrar a preocupação econômica. "O que ele buscou colocar é a preocupação que todos nós temos com a segunda onda como se chama nesta questão do coronavírus.

Nós temos uma primeira onda, que é a saúde, e temos uma segunda onda, que é a questão econômica."

A posição do presidente provocou não só bate-boca em reunião oficial com João Doria (PSDB), governador paulista e potencial rival para 2022, como levou ao rompimento com chefes estaduais que eram antigos aliados. Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Comandante Moisés (PSL-SC) criticaram Bolsonaro devido à crise do coronavírus.

Em videoconferência pela manhã com governadores do Sudeste, Bolsonaro discutiu com Doria.

O tucano criticou o discurso do presidente e apresentou demandas comuns dos governadores. Bolsonaro retrucou agressivamente, acusando o tucano de ser "leviano" e de ter sido eleito em 2018 de carona em sua popularidade, só para depois buscar protagonismo para tentar ser presidente da República em 2022.

"Subiu à sua cabeça a possibilidade de ser presidente do Brasil. Não tem responsabilidade. Não tem altura para criticar o governo federal", disse o presidente ao tucano. "Se você não atrapalhar, o Brasil vai decolar e conseguir sair da crise. Saia do palanque", afirmou Bolsonaro.

O embate ocorreu depois de uma consideração de Doria no encontro: "Peço que o senhor tenha serenidade, calma e equilíbrio. Mais do que nunca, o senhor precisa comandar o país".

Nesta quarta, pelo nono dia seguido, Bolsonaro voltou a ser alvo de panelaços em grandes cidades do país -impulsionados pela conduta do presidente na crise do coronavírus.

O discurso do presidente de minimizar a Covid-19 foi rebatido pelo diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que, em entrevista ao UOL, disse: "Em muitos países, as UTIs estão lotadas e essa é uma doença muito séria".

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Em seu terceiro pronunciamento em rádio e televisão sobre a crise do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou nesta terça (24) o fechamento de escolas para combater a epidemia.

A medida, no entanto, tem sido amplamente adotada pela grande maioria dos países. Até esta terça, 156 nações haviam fechado suas escolas, segundo levantamento da Unesco.

O órgão da ONU estima que 1,4 bilhão de alunos foram afetados pelas ações de resposta ao vírus, o que equivale a 82,5% dos estudantes de todo o mundo –cerca de 4 a cada 5.

Além do Brasil, apenas Estados Unidos, Rússia, Indonésia e Filipinas mantêm parte das escolas funcionando, segundo a Unesco. Nesses países, não houve, até o momento, uma ordem para de fechar todos os estabelecimentos.

Os demais se dividem entre aqueles que não suspenderam as aulas e aqueles que fecharam todas as escolas –este formado pela grande maioria dos países.
Nas Américas, apenas Nicarágua, Haiti, Guiana, Suriname e Guiana Francesa mantêm suas escolas abertas. Na Argentina, as aulas estão suspensas desde a segunda passada (16).

Na Europa, com exceção de Belarus, que ainda mantém as atividades escolares, e a Rússia (parcialmente), todos os países fecharam as escolas –Alemanha, Espanha, França, Reino Unido e Suíça estão entre eles.

A Itália, o país mais afetado da região, adotou a medida no dia 4 de março, mas muitas escolas do norte já haviam suspendido as atividades antes da decisão do governo federal.

O cenário se repete no Oriente Médio. A grande maioria dos países fechou todos os estabelecimentos de ensino. As exceções são Eritreia, Omã e Iêmen –este vive, desde 2014, uma guerra civil que destruiu seu sistema educacional.

Na África, países em que as escolas ainda funcionam também são exceção.
A Austrália é um dos poucos países com um alto número de casos (2.044 até esta terça) que ainda mantém todas as escolas abertas.

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Criticou fechamento de escolas · 24/03/2020 - 22h45 | Última atualização em 24/03/2020 - 22h54

Parlamentares se dizem perplexos e chamam Bolsonaro de irresponsável após pronunciamento


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Parlamentares, entre eles o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), reagiram nesta terça-feira (24) com perplexidade e irritação ao pronunciamento em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou o fechamento de escolas, atacou governadores e culpou a imprensa pela crise provocada pelo coronavírus no Brasil.

Até o momento, o Brasil registra 46 mortes e 2.201 confirmações da doença. O pronunciamento de Bolsonaro gerou muitas reações inflamadas. Poucos foram os congressistas que saíram em defesa do presidente.

"Neste momento grave, o país precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da sua população. Consideramos grave a posição externada pelo presidente da República hoje, em cadeia nacional, de ataque", disse Alcolumbre.

A presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no Senado, Simone Tebet (MDB-MS), se mostrou perplexa após o pronunciamento. "Adianta comentar?", respondeu à reportagem quando procurada.

Já o líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que Bolsonaro superou "todos os limites da irresponsabilidade".

"[Ele] Ataca todo mundo, questiona o isolamento social, vem com uma tese maluca de que a Itália tem um clima mais frio. Vai passar para a história como a primeira vez em que um chefe de Estado usou a cadeia de rádio e TV para espalhar mentiras, mentiras que podem levar as pessoas à morte", criticou.

Na Câmara, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM) se disse frustrado com a reação do presidente.

"Quando mais precisamos de um líder que una o país, mais ouvimos um presidente que luta contra inimigos imaginários. O povo preocupado em salvar as pessoas e o presidente preocupado em acirrar disputas políticas", afirmou. "Além disso, é angustiante o presidente contradizendo o ministro Mandetta [Saúde], o que confunde a população num momento que precisamos de segurança".

O pronunciamento também foi tachado de contraditório pelo deputado Fábio Trad (PSD-MS). "As medidas que o próprio Ministério da Saúde está adotando e recomendando não são compatíveis com um resfriadinho e uma gripezinha. Elas são compatíveis com uma patologia severa de gravidade acentuada."

Na visão de outros parlamentares, Bolsonaro foi irresponsável e inconsequente.
"O presidente dobrou a aposta do discurso lunático e colocou em xeque as políticas de isolamento defendidas pelo seu próprio ministro da Saúde", afirmou o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP). "Em vez de propor soluções, preferiu atacar a imprensa, os governadores e fazer piada em rede nacional. Tragédia anunciada."

Irresponsável e inconsequente também foram os adjetivos escolhidos pela ex-líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), para descrever o presidente.

"O Brasil precisa de um LÍDER com sanidade mental. Todas as chances que o PR teve de acertar ele mesmo jogou fora. ERRA E SE ORGULHA DO ERRO ESTÚPIDO", escreveu em uma rede social.

Na oposição, as declarações de Bolsonaro provocaram reações igualmente enérgicas.

"É uma fala irresponsável, criminosa. Ele se contrapõe à ciência, ao trabalho do próprio pessoal do governo, na área da saúde, minimiza a gravidade do que estamos enfrentando. Todos os líderes, presidentes, primeiros-ministros, estão querendo salvar a população, e aqui Bolsonaro quer expor a população a uma tragédia", disse o senador Humberto Costa (PT-PE).

Apesar disso, o petista diz acreditar que agora não é o momento de se falar em impeachment.

"Temos que conduzir este processo com tranquilidade. O grau de insatisfação que ele está produzindo vai terminar fazendo disso [do processo de impeachment] uma questão inevitável. A questão aí é o momento. A gente vai perdendo a crença de que ele possa se arrumar", afirmou.

Na avaliação do líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon (RJ), o presidente da República está desconectado da realidade. "Em pronunciamento que atingiu o ápice da irresponsabilidade, negou a gravidade do novo coronavírus, insistiu que se trata de uma 'gripezinha' e convocou as pessoas a voltarem às ruas", criticou.

"É um crime contra a vida do povo brasileiro."

O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) acusou Bolsonaro de mentir, debochar e provocar "um país que, apesar dele, luta bravamente e se une para enfrentar uma das maiores crises da história". "A resposta dos brasileiros foi dada."

JUDICIÁRIO
Ministros do STF e do STJ ficaram atônitos com o pronunciamento. Avaliam que a postura do governo é "errática". Um ministro do Supremo diz que o presidente dobra a aposta ao propor o fim de medidas restritivas, indo na contramão do mundo.

Ele aposta, porém, que os governadores seguirão adotando as medidas restritivas, mas que o governo expressa não ter controle sobre a condução da crise emitindo sinais contrários.

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, também criticou o pronunciamento. "Entre a ignorância e a ciência, não hesite. Não quebre a quarentena por conta deste que será reconhecido como um dos pronunciamentos políticos mais desonestos da história."​

APOIO
O presidente, porém, encontrou algumas vozes de apoio no Legislativo. O líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), saiu em defesa de Bolsonaro.

"[É] A fala de quem está trabalhando muito, dormindo pouco e atento aos movimentos políticos que infelizmente alguns setores ainda insistem em fazer num momento de calamidade como esse. As ações responderão por si, mas todas são resultado de um comando", afirmou o senador.
Já o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), qualificou de excelente o pronunciamento.

"A sua visão de estadista e a sua coragem em ir na contramão da histeria coletiva, construída sem critérios racionais, vão salvar as vidas de milhões de brasileiros", afirmou.

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População reagiu nas capitais · 24/03/2020 - 21h50

Bolsonaro é alvo do oitavo dia seguido de panelaço pelo país


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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi alvo de panelaço pelo oitavo dia seguido na noite desta terça-feira (24).

O protesto teve início por volta das 20h30, durante pronunciamento do presidente a respeito do coronavírus. Houve atos em grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Curitiba e Recife. Como nos outros dias, gritos de "Fora, Bolsonaro" foram ouvidos.

Os atos têm sido convocado em redes sociais desde o último dia 17, impulsionados pela reação de Bolsonaro à pandemia, que afetou a rotina de milhões de brasileiros e deve ter duro impacto na economia. Até esta terça, o país registrou 46 mortes e 2.201 casos confirmados da Covid-19.

Desde o início da crise mundial do coronavírus, o presidente tem dado declarações nas quais busca minimizar os impactos da pandemia e, ao mesmo tempo, trata como exageradas algumas medidas que estão sendo tomadas no exterior e por governadores de estado no país.​

No pronunciamento desta terça, o presidente comparou novamente a Covid-19 a uma "gripezinha" ou "resfriadinho" e pediu para prefeitos e governadores "abandonarem o conceito de terra arrasada", que, para ele, inclui o fechamento do comércio "e o confinamento em massa".

"O grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos."
Bolsonaro também atacou a mídia, que, para ele, criou um ambiente de pavor, e voltou a criticar governadores.

As declarações de Bolsonaro ocorrem em meio a diversas ações de governos estaduais para restringir a movimentação de pessoas, sob o argumento de que a redução de contato social é necessária para conter a transmissão do vírus.

Na última sexta-feira (20), Bolsonaro disse que não está preocupado com os panelaços. "Eu não estou preocupado com o panelaço. Eu estou preocupado com o vírus, com a saúde, com o emprego do povo brasileiro", afirmou. "Qualquer panelaço, qualquer coisa que venha a acontecer é manifestação democrática. Toca o barco."

A última vez que o presidente chamou o sistema de rádio e TV para falar à população tinha sido no dia 12 de março, quando ele sugeriu que seus apoiadores não comparecessem a atos de rua planejados para o domingo seguinte, 15 de março. A justificativa era que aglomerações poderiam facilitar a transmissão da Covid-19.

Bolsonaro, no entanto, descumpriu sua própria orientação e, no dia programado para as manifestações, se reuniu com simpatizantes em frente à rampa do Palácio do Planalto. Na ocasião, ele tocou em pessoas, as cumprimentou e posou para selfies.

Em crescente disputa com governadores de estado acerca da condução da crise do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro é pior avaliado do que eles neste quesito.

É o que revela pesquisa do Datafolha, que ouviu 1.558 pessoas de 18 a 20 de março. Feita por telefone para evitar contato com o público, ela tem margem de erro de três pontos para mais ou para menos.

Bolsonaro tem sua gestão da pandemia aprovada por 35%, enquanto governadores são vistos como ótimos ou bons em seu trabalho por 54%. Mesmo o Ministério da Saúde é mais bem avaliado que o presidente: 55% aprovam o trabalho da pasta de Luiz Henrique Mandetta.

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