Advogado argumentou falta de materi -

Três tios suspeitos de assassinato de bebê em ritual macabro foram soltos pela Justiça

Um suposto ritual teria sido realizado pela família do bebê desaparecido Wesley Carvalho Ferreira no qual ele teria sido morto, em dezembro de 2021. Os familiares chegaram e ser presos mas, advogado Smaily Carvalho, constituído para defender a família do bebê, argumentou para Justiça falta de materialidade, uma vez que nem se sabe ao certo se um crime foi cometido.

"Justificamos o pedido de soltura baseado na negativa de autoria e da materialidade. Não está evidenciado que nenhum deles particiou do suposto crime. Além disso, não foram encontrados nem indícios de que a criança tenha sido assassinada. A família espera que a polícia tenha outras linhas de investigação", disse o advogado Smailly Carvalho.

Há muita polêmica em torno deste caso. A criança Wesley teria morrido de fome por ter sido submetida a um jejum forçado que durou 14 dias, numa espécie de purificação para ritual. Em seguida, seu pequeno corpo teria sido queimado na cerimônia. Durante a investigação, a polícia levantou informações de que um adolescente de 12 anos, membro da família, é considerado uma espécie de Deus e cultuado pelos outros membros.

Pai Welson Carvalho e mãe Ângela Ferreira com o bebê Wesley: pareciam formar uma família feliz
Pai Welson Carvalho e mãe Ângela Ferreira com o bebê Wesley: pareciam formar uma família feliz 

Nove meses se passaram desde o ocorrido e não há corpo ou qualquer resto mortal que demosntre que houve o assassinato. Os pais e avós da crianças foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio e ocultação de cadáver. A audiência de instrução está marcada para setembro.

"Já solicitei também a soltura dos meus outros constituintes. Faltam provas, faltam indícios. O que se tem no processo são acusações genéricas", finaliza o advogado Smailly Carvalho.

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