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Dinheiro Público · 12/07/2021 - 15h50 | Última atualização em 12/07/2021 - 20h41

Psicóloga Emanuela Ferraz devolveu R$ 71 mil à Câmara dos Deputados após acúmulo de cargos

Entrelaçados: investigações iniciariam depois de suposto erro médico contra Emanuela, cuja exposição levaria à prisão o jornalista Arimateia Azevedo


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

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- Investigações contra Emanuela Ferraz seguiram e ganharam notoriedade. Investigações contra o jornalista Arimateia Azevedo seguiram e ganharam ampla notoriedade. Investigações preliminares e coleta de supostos indícios contra médico que teria cometido grave erro médico foram enviadas da Polícia Civil do DF para a do Piauí, há tempos. Até hoje instituição não veio a público dizer o que fez

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_Emanuela Ferraz ressarciu o erário. Mas e o que ela denunciou ?
_ Dois pesos, duas medidas? Emanuela Ferraz ressarciu o erário. Mas e o que ela denunciou?    Reprodução: Metrópoles

UM TEMPO A MAIS

A psicóloga Emanuela Dourado Ferraz devolveu a cifra exata de R$ 71.652,42 à Câmara dos Deputados após as denúncias de suposto acúmulo de cargos públicos dentre as três funções que exercia, quais sejam, Superintendente Operacional do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGES-DF), assessora técnico III, DAS-4, junto à Superintendência de Representação do Estado do Piauí em Brasília (SURPI), além de cargo em comissão na Câmara dos Deputados. 

Em relação ao cargo da SURPI, o superintendente do escritório de representação do governo do Piauí em Brasília José de Andrade Maia Filho, o Mainha, esclareceu ao Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) que “em razão do cargo de assessora técnica que [Ferraz] exercia, não estava [ela] sujeita ao controle de ponto por registro de batidas no âmbito dessa Superintendência, visto que exercia atividades externas, acompanhando projetos de interesses do Estado que tramitavam junto ao Poder Legislativo”.

E que Ferraz foi exonerada da função que exercia na SURPI “em face de denúncia de acúmulo de cargos chegada ao nosso conhecimento”.

Em meio ao processo administrativo instaurado pela SURPI, Emanuela Ferraz disse que seguiu vínculo junto ao IGES-DF, “instituição na qual é cumprida jornada de trabalho de segunda a sexta, com horários de almoço, estando livre para o convívio familiar diário no período noturno e aos fins de semana", vez que na SURPI realizava tarefas fora do horário de expediente comum.

_Comprovante de ressarcimento de valores à Câmara Federal, feito por Emanuela Ferraz (Imagem: Reprodução de Autos)
_Comprovante de ressarcimento de valores à Câmara Federal, feito por Emanuela Ferraz (Imagem: Reprodução de Autos) 

No tocante à representação do Ministério Público de Contas do Piauí junto ao TCE-PI, pelo acórdão emanado pela Primeira Câmara da Corte de Contas, houve o devido conhecimento do teor da peça e, no mérito, pela sua procedência, com o seu consequente arquivamento, vez que atingiu o seu fim. 

O acórdão da Primeira Câmara traz uma recomendação à SURPI, feita à unanimidade pelos conselheiros integrantes, que foi a determinação legal para que o superintendente do referido escritório de representação do governo do Piauí na capital federal exigisse no ato de nomeação dos servidores a Declaração de Ausência de Acumulação de Cargos.

Caso resolvido.

EMANUELA FERRAZ E A PRISÃO DE ARIMATEIA AZEVEDO

As denúncias contra Emanuela Ferraz foram apuradas e seguiram para seu desfecho.

Já uma denúncia da psicóloga foi o estopim que levaria à prisão do jornalista Arimateia Azevedo por suposta prática de extorsão a médico, ao expor aos seus leitores suposto erro médico na implantação de prótese mamária em Ferraz, em cirurgia realizada no Piauí. Crime que o jornalista nega. 

Arimateia Azevedo responde ao processo, também de forma célere, que se encontra em fase de instrução e julgamento, após uma operação policial midiática que o levou à prisão.

O que é visível, portanto, é somente o silêncio e demora para elucidação da denúncia feita por Ferraz, depois que a Polícia do Distrito Federal encaminhou o caso do suposto erro médico para a Polícia do Piauí.

Não se viu ainda o mesmo ímpeto da Polícia Civil quando da prisão do jornalista para vir a público e dizer o que fez com relação à denúncia de suposto erro médico que recheia remessa da polícia da capital federal, na qual constam relatos de uma mulher que chegou a convalescer e correr risco de vida, segundo ela.

Caso supostamente não resolvido.

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