Geral

Operação Trevo da PF · 13/11/2014 - 08h54

'Piauí Cap' decide suspender sorteio de domingo após operação da PF-PI

Apostadores que compraram as cartelas podem pegar o dinheiro de volta na sede da Frei Serafim


Compartilhar Tweet 1



O advogado do Piauí Cap, Igor Cavalcante, confirmou em entrevista nesta manhã ao Bom Dia Meio Norte que o sorteio do título de capitalização do próximo domingo (16/11) está suspenso. Segundo ele, os apostadores que compraram a cartela desta semana podem se dirigir ao prédio do Piauí Cap na Frei Serafim para pegar o dinheiro de volta.

A venda está suspensa conforme determina a justiça após a operação Trevo deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (12/11). Porém, o advogado diz que ainda não foram notificados oficialmente, mas pelo “burburinho” decidiu-se por suspender o sorteio.

Operação Trevo da PF

Ainda ontem o 180 informou que as regionais já estavam recolhendo os selos e material de venda das cartelas, e pagando os vendedores de Teresina. Bem como o site e a página do Piauí Cap no Facebook estavam fora do ar, pelo menos até 8h40 desta manhã.

A operação Trevo da Polícia Federal visa desarticular uma quadrilha que agia em atividades que se estendiam desde a prática do jogo do bicho e máquinas caça-níqueis até a emissão de bilhetes de loteria, disfarçados como títulos de capitalização. De acordo com a Polícia Federal, o grupo operava por meio de loterias estaduais, cujos valores arrecadados eram repassados a entidades filantrópicas de fachada, fazendo com que o dinheiro ilícito retornasse ao grupo, em procedimento suspeito, com fortes indícios de lavagem de dinheiro.

A empresa Pernambuco dá Sorte é suspeita de comandar o esquema. Em Teresina, a sede do Piauí Cap foi alvo da PF, de onde dezenas de documentos, além de CPUs e o cofre, foram apreendidos.

Através das loterias estaduais, que deveriam ter 50% dos valores arrecadados destinados à instituições filantrópicas. Entretanto, apenas 1,67% do valor era, de fato, enviado. O restante do dinheiro era encaminhado ao Instituto Ativa Brasil, em Belo Horizonte, que possuía funcionários ligados ao esquema e, dessa forma, o dinheiro retornava à empresa. De acordo com a polícia, nos últimos quatro anos, mais de R$ 400 milhões teriam sido desviados do instituto.