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Do The Intercept Brasil · 11/05/2022 - 18h51 | Última atualização em 11/05/2022 - 19h15

Jornalista que escreveu sobre o caso Arimatéia Azevedo diz que Judiciário possui gente "intocável"

"Investigar excessos desse poder é minha contribuição para um país mais justo. Não existe democracia sem uma justiça que sirva a todas as pessoas"


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

_Nayara Felizardo (Foto: Reprodução/Twitter)
_Nayara Felizardo (Foto: Reprodução/Twitter) 

Nayara Felizardo, a jornalista que assina a matéria "Assédio Judicial - denuncie um juiz na imprensa e vá à falência (se não for preso)", através da qual reporta o caso envolvendo o jornalista piauiense Arimatéia Azevedo como que sendo um suposto caso de assédio judicial dentre os existentes contra jornalistas Brasil afora, disse no Twitter que o "Judiciário é o meu foco de cobertura favorito, porque envolve gente poderosa, que se sente – e de fato é – intocável".

A jovem jornalista sustenta na rede social que é "cearense de nascença, pernambucana de pai e mãe, piauiense de formação. Jornalista por teimosia. Lésbica com orgulho. Repórter do The Intercept Brasil".

Diz que "Investigar os excessos desse poder é a minha ínfima contribuição para um país mais justo" e que "Não existe democracia sem uma justiça que sirva a todas as pessoas".

_Imagem: Reprodução
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A profissional de imprensa diz ainda que reportagem publicada pelo Intercept Brasil, se referindo à que cita o jornalista do Piauí Arimatéia Azevedo, seria a 12ª reportagem sobre supostos abusos do poder judiciário. 

"Essa reportagem publicada ontem, no @TheInterceptBr, foi a 12ª investigação que fiz a respeito dos abusos do judiciário, nos últimos quase quatro anos", publicou em rede social.

_Imagem: Reprodução
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No "fio com algumas delas", as reportagens sobre o judiciário, a jornalista faz menção a várias, que tiveram significativo impacto.

"Uma das reportagens mais importantes foi sobre o nepotismo do Tribunal de Justiça do Amazonas. Alguns magistrados de lá fazem de tudo para terem seus filhinhos na corte e, assim, perpetuar a carreira jurídica na família", postou.

_Foto: Reprodução
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Em outra postagem a jornalista indaga: "Tem corrupção no judiciário?". Para responder: "Tem, sim senhora! Fiz um levantamento para descobrir qual é o preço de uma sentença no Brasil – e tem umas pechinchas de R$ 750, acredita?".

_Imagem: Reprodução
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Afirma em nova publicação que "junto com o judiciário, os cartórios também precisam de mais investigação – a grilagem de terras está aí pra provar. No Maranhão, uma desembargadora é investigada por favorecer seu ex-assessor em um concurso de tabelião. Contei o caso nessa reportagem".

_Imagem: Reprodução
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"Indo pro norte, mais especificamente no Amapá, mostrei como magistrados e servidores do judiciário ajudavam casais ricos a tirarem crianças de famílias pobres. A reportagem levou o TJAP a rever todos os processos de adoção realizados nos últimos 30 anos", acresceu.

_Imagem: Reprodução
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"Magistrados ajudando candidato a ganhar processos contra adversários? Tem demais. No Amazonas, mostrei como isso se dava – e fui censurada. Essa reportagem ficou três dias fora do ar, por determinação judicial. Mas eu descobri uma coisinha, e tudo mudou", conta.

_Imagem: Reprodução
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Segue afirmando que "Ricardo Nicolau, mencionado na reportagem, entrou com 4 representações iguais, pedindo não só a exclusão da matéria sobre ele, mas de todo o site. O juiz que acatou parte do pedido, veja só, tinha relações bem próximas com a família do então candidato", pontua.

_Imagem: Reprodução
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