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Hein? · 01/07/2015 - 08h29 | Última atualização em 01/07/2015 - 10h23

Fábio diz que PF só tem estatísticas porque se rouba mais verba federal

Quanto aos casos apurados pela Civil, disse que 'são poucos', por se tratar de dinheiro estadual


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Ao responder à jornalista do Portal 180, Bruna Veloso, sobre as estatísticas da Polícia Civil, no tocante ao combate à corrupção no estado, o secretário de Segurança Pública Fábio Abreu disse que os números são poucos porque os ratos do erário roubam mais verbas públicas federais, por isso a Polícia Federal teria mais estatísticas a apresentar.

“Veja só o que acontece com a corrupção, não sei qual é a corrupção que você está falando aí... se for a relacionada, por exemplo, a prefeitos, políticos, enfim, administradores, em regra são desvios que têm a presença de recursos federais. A partir do momento em que eu tenho um desvio e tenho indícios de que é apurado pela Polícia Federal, eu, como policial civil, ou como Secretaria de Segurança, eu não posso atuar”, disse.

O TAL DOS “99%” CONCENTRADOS NOS RECURSOS FEDERAIS
“Agora, se você for analisar, 99% de todos os desvios de recursos que têm é fundo federal. Por isso que a Polícia Federal tem esses números. É porque ela apura mais. Não é que nós não tenhamos. A questão é que cabe à Polícia Federal apurar desvios de recursos federais”, voltou a tentar explicar a ausência dos números da atuação da Civil. “Quando se fala de recursos de prefeituras, desses órgãos todos, a maioria é de atribuição da Polícia Federal”, acrescentou.

Porém, Fábio Abreu garantiu que com a restruturação da GRECO, local onde foi parar a Delegacia de Combate à Corrupção, só que como uma simples Divisão, os números de inquéritos no tocante a esse mal vão vir à tona. “Mas eu já lhe destaco, são poucos, com relação ao grande problema, que se trata do desvio de recursos que são federais e então cabe à polícia federal apurar”, voltou a frisar, ao responder a três perguntas da jornalista Bruna Veloso.

NO PARANÁ, EM 2013, CIVIL INVESTIGAVA 721 CASOS DE CORRUPÇÃO
Quando da disputa sobre quem tinha autonomia para investigar, isso em junho de 2013, portanto, há dois anos, se o Ministério Público poderia ter ou não as mesmas atribuições da Polícia, o jornal Gazeta do Povo fez um levantamento junto à Civil do estado e constatou que estavam em andamento 721 casos de corrupção sendo apurados pela Polícia paranaense naquele mês.

Um número grande, representativo, se comparado “aos poucos” que existem no Piauí, um dos estados mais corruptos do Brasil.

Afora essa 'predileção' dos gatunos do erário, segundo o secretário, pelo dinheiro público federal, seria bom ele explicar de onde exatamente tirou isso, e porque os corruptos piauienses não gostariam do dinheiro público estadual.

SUBMUNDO AMPLO
Sem falar que há um rol de crimes tidos como de corrupção para ser investigado.