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São protegidos por softwares · 30/08/2016 - 17h13

Em 20 anos de votações, urnas eletrônicas nunca foram fraudadas

Equipamento é protegido por softwares e não está conectado à internet para evitar interferência


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Ao longo de 20 anos de uso das urnas eletrônicas em votações promovidas pela Justiça Eleitoral no Brasil, nunca houve casos de fraude comprovados. Além disso, no decorrer desse tempo, o sistema de proteção das urnas também foi aperfeiçoado e reforçado.

Segurança digital
Hoje, além do sistema biométrico de reconhecimento da digital dos eleitores associado à urna, os equipamentos são protegidos por outros 90 sistemas de segurança, que podem ser tanto físicos quanto digitais.

Entre esses dispositivos, são instalados softwares para impedir fraudes e hardwares exclusivos para criptografar os dados da urna. Assim, além de gerar uma identidade para cada máquina, de modo que possam ser verificadas a origem dos votos pelos técnicos do TSE, as informações da máquina são embaralhadas para evitar a interceptação.

Para reforça a proteção às urnas, os equipamentos não possuem conexão com a internet ou qualquer outro dispositivo de rede.

Esse programa também bloqueia a execução de softwares oficiais que tenham sido desenvolvidos pelo TSE, incluindo o sistema operacional da urna. Além disso, cada urna é programada para só registrar votos durante os dias específicos de votação.

Produção
Durante o processo de fabricação, as urnas eletrônicas são verificadas e auditadas por inspetores do TSE. Se uma única urna for reprovada, todo o lote é devolvido. Quando a fabricação é concluída, a máquina recebe um lacre de segurança produzido pela Casa da Moeda, o qual deixa evidente qualquer tentativa de violação do material.

Assim como os aviões, as urnas também possuem um equipamento semelhante a uma caixa-preta, o log, que registra todas as atividades realizadas na máquina.

Depois de prontas, as urnas ficam armazenadas em mais de 1.100 galpões do TSE ou dos tribunais regionais. As máquinas só são distribuídas para as zonas eleitorais às vésperas do dia da votação e são transportadas com o apoio de militares das Forças Armadas. Para o translado em locais de difícil acesso, as máquinas são levadas de helicóptero, avião, barco e canoa.

Já no período de início da votação, os técnicos imprimem da urna a “zerésima”, comprovante para atestar que nenhum voto foi ainda computado pelo equipamento. No fim do processo eleitoral, um novo documento é impresso, o boletim de urna. Nele, há a descrição da quantidade de votos que cada candidato ou partido recebeu naquele local.

Checagem
Os sistemas de segurança das urnas são postos à prova periodicamente por cidadãos e técnicos que não compõem os quadros do TSE em eventos de Testes Públicos de Segurança. As máquinas ficam à disposição da população para que tentem violar a eficiência dos equipamentos. Dessa forma, o tribunal busca identificar falhas e corrigi-las antes das votações, segundo informa o Portal Brasil.

Além disso, a legislação eleitoral prevê a possibilidade de auditoria do sistema eletrônico de votação antes, durante e depois das eleições. Para isso, autoridades, como representantes de partidos, da Ordem os Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público, assim como pela Justiça Eleitoral, acompanham o processo de votação e podem pedir a verificação dos dados.

(Com Notícias ao Minuto)


Fonte: Com informações do Notícias ao Minuto