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Reivindicado pela EMBRAPA · 21/02/2020 - 10h31

Dudu discute com o Governo permanência de famílias no assentamento Vale do Poti

Segundo o vereador, a reunião foi bastante produtiva para que as famílias possam continuar no local


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O vereador Dudu (PT) esteve reunido em audiência com o secretário de Governo, Osmar Júnior, além do secretário da Agricultura Familiar, Herbet Buenos Aires, e os permissionários do assentamento Vale do Poti, para tratar sobre a situação das famílias do campo agrícola da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), localizado na região do bairro Buenos Aires.

Segundo Dudu, a reunião foi bastante produtiva para que as famílias possam continuar no local. O vereador ainda afirma que o Governo do Estado vai intervir e comunicar a Embrapa que não vai permitir que as três edificações sejam retiradas do local. “O Governo estará na linha de defesa das famílias por entender que é um comodato que já tem mais de 30 anos. A Embrapa não pode nessa renovação de 2020 prejudicar essas famílias querendo a retirada das moradias populares e a sede da associação. Se Deus quiser a empresa vai recuar nesse posicionamento e vai renovar o comodato nos mesmos termos da renovação feita anteriormente. Quem vai ganhar com tudo isso é a nossa querida Teresina e as famílias que dependem do local para conseguir sua sobrevivência”, afirmou o parlamentar.   

Atualmente, cerca de 33 famílias moram e sobrevivem do local que pertence a Embrapa. A empresa alega que por se tratar de uma Área de Preservação Permanente (APP), três residências devem ser retiradas do terreno para que seja renovado o comodato com o Governo do Estado do Piauí. 

Clemilton Lira é presidente da Associação Vale do Poty e afirma que as famílias dependem do local para sobreviver. “A única coisa que queremos é que as famílias possam continuar onde estão há mais de 30 anos. É um direito de todos e vamos lutar para que o comodato seja renovado sem a retirada das famílias”, pontuou Clemilton Lira.

 “A associação começou com um trabalho de horticultura e foi construída uma escolinha para que os filhos dos horticultores pudessem estudar. Toda a nossa renda é fruto da associação e do nosso trabalho. A Embrapa está querendo retirar a nossa casa sem pensar na nossa situação de ser humano. São 33 famílias que dependem da terra para sobreviver”, diz a moradora Jéssica Braga.  


Fonte: AsCom

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