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Tem confiança dos deputados · 16/07/2015 - 09h32 | Última atualização em 16/07/2015 - 10h03

DIRIGENTE alvo da CGU, PF E TCU recebeu R$ 4,7 milhões

LIMA DA CRECHE: Polícia Federal e CGE evitaram licitação suspeita' com FCAMC no meio


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Por Aquiles Nairó

Na terceira matéria da série “Farra das Associações”, a Fundação Centro Menor Carente (FCAMC) continua tendo destaque. Seu dirigente, Raimundo Gomes de Lima, o “Lima da Creche”, teve total confiança dos secretários e deputados estaduais do Piauí para administrar R$ 5,3 milhões empenhados de janeiro de 2014 até agora.

Lima da Creche já teve seu nome citado mais de uma vez em julgamentos e investigações sobre o mau uso do dinheiro público. Na década de 90, ele foi condenado pelo Tribunal de Contas da União por causa de omissão na prestação de contas de recursos recebidos da antiga Fundação Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (FCBIA). Na época, ela parcelou o débito em 24 parcelas.

Prestar contas à sociedade, com notas fiscais, relações de pagamentos continuam sendo desrespeitadas pela FCAMC. Ela não tem um site para prestar contas de suas despesas. Segundo a Lei de Acesso à Informação (12.527/11), as entidades privadas sem fins lucrativos que recebem recursos públicos também são obrigadas a dar transparência em suas prestações de contas (art. 2°).

POLÍCIA FEDERAL E CGU EVITAM PREJUÍZO
Durante o governo Wilson Martins, a fundação de Lima da Creche (FCAMC) foi citada num relatório da Controladoria Geral da União sobre suspeitas de fraude numa licitação de R$ 6,9 milhões na Fundespi. A CGU passou a monitorar o pregão após ser alertada pela Delegacia da Polícia Federal.

RELATÓRIO COMPLETO DA CGU

Mesmo apresentando a pior proposta, a FCAMC foi uma das vencedoras da licitação da Fundespi, que foi comandada por Marcos Sampaio, no início de 2013. Mais de R$ 3 milhões já tinham sido depositados nas contas da Fundespi.e tiveram que ser devolvidos aos cofres da União.

Porém, quem foram escolhidas para firmar o convênio foram a Fundação Cajuína (R$ 8,4 milhões) e a Fundação Centro de Apoio ao Menor Carente (R$ 8,4 milhões). Depois do relatório da CGU, R$ 3 milhões foram devolvidos aos cofres públicos.

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