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Dinheiro Público · 16/01/2016 - 16h35 | Última atualização em 16/01/2016 - 21h24

Depois de pego dando dinheiro para sobrinho, Flávio devolve a quantia

Escritório do sobrinho da mulher do deputado recebeu R$ 10 mil por “consultoria”, mas...


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Por Rômulo Rocha

- Nunca antes tal feito havia ocorrido por essas circunstâncias na história da bancada federal do Piauí...

O deputado federal Flávio Nogueira (PDT), aquele que pensava que a Câmara Federal é tal qual o Poder Legislativo no estado, se viu obrigado a devolver o dinheiro que antes havia repassado ao escritório de um sobrinho da sua esposa por serviços de “consultoria”. A devolução ocorreu depois da exposição da situação, feita pelo 180, ainda em novembro do ano passado.

O deputado não só devolveu o valor como mudou de escritório contratado para prestar assessoria ao seu mandato parlamentar após divulgações do Blog Bastidores, de que ele havia feito esse repasse usando dinheiro público, através da cota parlamentar.

O repasse feito foi da ordem de R$ 10 mil para o escritório do sobrinho da sua esposa, que vem a ser o jovem Victor Coelho Cavalcante.

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Notas do Blog Bastidores

- Flávio Nogueira contratou escritório de advogados com cota da Câmara

- Deputado estréia a cota parlamentar contratando sobrinho de sua mulher

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SOBRINHO FOI QUEM ASSINOU O CONTRATO
Victor é sócio no “Cavalcante e Dias – Sociedade de Advogados” de Carlos Eugênio Escórcio Dias. E foi o próprio sobrinho quem assinou o contrato de “consultoria” para prestar serviços para o tio por afinidade – Ver Íntegra do Contrato Abaixo da Matéria. Um privilégio sem tamanhos.

No mês de novembro, no entanto, após a exposição da relação familiar com o dinheiro público, eis que passa a prestar assessoria para o deputado federal Flávio Nogueira um outro escritório, o “Carvalho, Furtado e Pádua – Sociedade de Advogados”, que tem como sócio um amigo de infância de Victor, de nome Frederico Nunes Mendes de Carvalho Filho.

REGISTRO DE RECEBIMENTO FOI DADO BAIXA
O Portal da Transparência da Câmara, que antes atestava que o deputado entrou com o pedido de ressarcimento junto à Casa legislativa e foi atendido, ficou zerado.

E abaixo, de vermelho, a mensagem: “*Este documento tem valor de R$0,00(Reais) porque foi restituído integralmente pelo deputado à Câmara”.

No uso da cota parlamentar mensal, o deputado primeiro gasta, e depois pede a restituição, apresentando as notas fiscais e as comprovações dos serviços prestados.

Abaixo o 180 disponibiliza o recibo, uma nota fiscal, em que o escritório do sobrinho da sua mulher diz ter prestado os serviços, e o tal contrato, todos de posse do setor competente dentro do Poder Legislativo brasileiro.

Deputado Flávio Nogueira, e se esse caso não tivesse sido exposto, o senhor Victor Cavalcante estaria recebendo R$ 10 mil ao mês por serviços questionáveis até hoje?

Quanto a esse outro escritório, qual consultoria ele prestou?

VEJA OS DOCUMENTOS:

- O Recibo

- A Nota Fiscal

- O Contrato