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Prisão de Jornalista · 06/05/2021 - 13h24 | Última atualização em 06/05/2021 - 13h31

Delegado que comandou as investigações do caso Arimatéia Azevedo vai ser ouvido na justiça

Atendendo a questão de ordem dos advogados de defesa do jornalista e com manifestação favorável do MPE, juiz determina oitiva de Tales Gomes


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_Delegado Tales (Foto: Divulgação)
_Delegado Tales Gomes (Foto: Divulgação) 

O jornalista Arimatéia Azevedo tem tramitando na justiça de Teresina um processo criminal em que é acusado de prática de extorsão contra o médico Alexandre Andrade, que teria cometido erro médico ao realizar uma cirurgia plástica estética mamária em uma paciente.

Segundo o médico, Arimatéia lhe cobrou valores pecuniários para que a matéria publicada na sua coluna diária fosse retirada do ar, o que o jornalista nega.

A audiência de instrução e julgamento foi suspensa mais uma vez, e as testemunhas de acusação e defesa confrontaram a tese do médico Alexandre, que chegou a dizer que o acerto se deu com a intermediação de um outro médico, que, ao ser ouvido pelo Juiz, chamou o médico Alexandre Andrade de mentiroso.

Na continuação da audiência, no dia de hoje (06), atendendo a solicitação da defesa do jornalista Arimatéia Azevedo, comandada pelo advogado Palha Dias, o juiz da 8ª Vara Criminal, Dr. Washington Correia deferiu pedido de oitiva do delegado Tales Gomes, que comandou as investigações à época, e o colocou como testemunha do juízo. 

O magistrado neste ponto atendeu a solicitação do Ministério Público, que entendeu que existem pontos das relatos das testemunhas que precisam ser melhor esclarecidos. 

A Audiência vai continuar no dia 21 de junho, somente para ouvir o delegado Tales e, após encerrada a instrução, serão ouvidos os acusados, em interrogatório.

DENÚNCIA EM BRASÍLIA 

O médico Alexandre Andrade foi denunciado em Brasília, na justiça cível e na delegacia do 5o DP por ter deixado uma compressa de 40cm no seio de Emanuela Ferraz, durante procedimento cirúrgico. 

O delegado do 5o DP encaminhou o caso para ser investigado pela polícia civil do Piauí, em outubro de 2019, mas até agora não se tem informação sobre o paradeiro desse inquérito.

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