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Já faz quase um mês, e nada · 23/09/2011 - 18h31

CASO FERNANDA LAGES: Pode ter tido até um mandante

POLÍCIA ESTARIA TRABALHANDO COM NOMES: Família espera desfecho apontando quem matou


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Quase um mês após o intrigante 'Caso Fernanda Lages', até agora ninguém sabe como realmente a estudante, de apenas 19 anos de idade, foi encontrada morta em um prédio em obras do Ministério Público Federal. Enquanto isso, a família da vítima, a sociedade e as entidades que combatem a violência contra a mulher, cobram um rápido desfecho.

A Polícia estaria perto de um desfecho, mas não confirma nada até agora. Extra-oficialmente, através de fontes, o 180graus teve acesso a informações que o crime de Fernanda Lages pode ter sido ocasionado sob encomenda. Isto é, existiriam fortes indícios de que teria um mandante (ou uma mandante, mulher) no caso. A informação é da própria família Fernanda Lages.

O corpo de Fernanda Lages, que fazia o curso de Direito em faculdade particular de Teresina, foi encontrado por vigilantes da obra citada por volta das 5h30 do último dia 25 de agosto. Usando um vestido cinza, ela estava com alguns ferimentos e marcas de pancadas por todo o corpo. Teria caído da altura do quinto andar e sofreu traumatismo craniano. Morreu na hora.

Ela vinha de uma noite de ‘balada’. Por volta das 19h30, conforme entrevista recente de seu pai o ex-vereador de Barras, Paulo Lages, falou pela última vez com ele e disse que estava na faculdade. Mais tarde, por volta das 21h, encontrou com amigas em um restaurante da zona Leste de Teresina (Chão Nativo). Assistiu a um jogo (do Flamengo, pela TV), jantou e depois foi para uma casa noturna (Cenário Club). Saiu nas primeiras horas da madrugada e foi para um bar (Bar do Pernambuco), na zona Norte. Se despediu dos amigos, com quem bebia em uma mesa, e saiu sozinha, num Fiat Uno de cor preta, que estava no nome de sua avó paterna mas foi comprado para ela.

Neste intervalo de tempo, do Bar do Pernambuco até quando foi encontrada morta, ninguém sabe o que realmente aconteceu. No início quem comandava as investigações era o delegado Mamede Rodrigues, do 5º DP, que cobre a região da obra onde seu corpo foi achado. Alegando “falta de estrutura” para continuar o inquérito, ele passou o caso para a Comissão Investigadora do Crime Organizado (CICO), da Polícia Civil. O delegado Paulo Nogueira está no comando até hoje. Ele se reserva a manter o sigilo sobre as investigações. Na última vez que falou à imprensa, quinta-feira passada, pediu para prorrogar as investigações por mais 30 dias e revelou que ainda aguarda os laudos da pericia que foi levada para especialistas na Paraíba. Até protesto com um cartaz enorme dizendo “Quem matou Fernanda Lages” já foi feito. Mas nada de aparecer esse suposto criminoso. À sociedade, só resta aguardar.