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Questionário do TCE · 29/09/2021 - 15h13 | Última atualização em 30/09/2021 - 17h45

Auditoria: 38% das mulheres da segurança pública do Piauí já fizeram uso de medicação controlada

Percentual de mulheres com depressão é maior do que o de homens nas instituições pesquisadas pelo Tribunal de Contas


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

_Imagem: Reprodução dos Autos
_Imagem: Reprodução dos Autos 

Um relatório preliminar de auditoria nas políticas públicas sobre a saúde física e psíquica dos profissionais de segurança pública nas corporações do estado do Piauí, realizado por técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), evidencia que 27% dos que participaram de questionários afirma que “já fez uso de tranquilizante, ansiolítico, calmante ou antidistônico”. Quando se trata do sexo feminino esse percentual sobe para 38%.

O documento informa ainda que “26% do sexo feminino apresenta depressão, contra 16% do sexo masculino”.

As unidades fiscalizadas são a Secretaria de Segurança Pública, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Departamento de Política Técnico e Científica. 

“Chama atenção o percentual de profissionais que informou sofrer depressão (17%), tendo em vista, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil, que é o segundo com maior número de depressivos nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, tem 5,8% da população com depressão”, informa o relatório preliminar.

_Imagem: Reprodução dos autos
_Imagem: Reprodução dos autos 

"A depressão é mais prevalente ainda no sexo feminino, no qual 26% informou ter a doença, enquanto o percentual no sexo masculino é de 16%. No sexo feminino há também um maior percentual que informou já ter feito uso de algum tranquilizante,  ansiolítico, calmante ou antidistônico, 38%, enquanto a média  abrangendo todos profissionais é de 27%”, acresce.

Para os auditores responsáveis pela auditoria, “esses dados podem evidenciar o que BEZERRA (2013)  apontou em artigo sobre o “Estresse ocupacional nas mulheres policiais” da existência de uma cultura masculina na atividade policial que gera preconceito e discriminação de gênero, que são fatores estressores que podem contribuir para o adoecimento”, destacam.

Em outra passagem afirmaram que “a grande maioria dos órgãos de segurança é composta por servidores do sexo masculino (88%)”.

QUESTIONÁRIOS

Segundo o relatório preliminar, a execução dos trabalhos compreendeu o período de 04/10/2020 a 18/12/2020. Já no tocante à pesquisa sobre a saúde dos profissionais de segurança pública um “questionário eletrônico ficou disponível para preenchimento no período de 22 de outubro a 07 de dezembro de 2020”

“Foram registradas 517 respostas válidas ao questionário considerando  os profissionais de segurança pública de todas as corporações/instituições que compuseram o escopo da Auditoria, atingindo o tamanho de amostra necessário para se obter um grau de confiança de 95%, com margem de erro de 5%, com uma distribuição da população mais heterogênea, se considerarmos o número total dos profissionais dessas corporações como o tamanho da população”, pontuam.

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