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Veja cobertura e as fotos · 10/01/2012 - 12h13

Acompanhe a cobertura do sétimo dia do protesto #ContraOAumento

Estudantes pretendem mais uma vez parar o trânsito e dessa vez com muito barulho


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O sétimo dia de manifestações #ContraOaumento foi sem dúvidas um dos mais violentos. O movimento que começou discreto e com poucos manifestantes na Praça do Fripisa, terminou com muita tensão e prisões na Avenida Frei Serafim.
No começo da tarde os estudantes se dirigiram para frente do Palácio da Cidade, depois voltaram em caminhada pelo centro comercial e voltaram para a Praça do Fripisa onde decidiram terminar os manifestos daquele dia.

Mas um grupo de estudantes no canteiro Frei Serafim foi aumentando aos poucos enquanto cerca de 450 policiais se agrupavam próximo, quando o movimento invadiu a avenida, mesmo sem nenhum ato de vandalismo foi recebido com bombas de efeito moral e balas de borracha.

Alguns manifestantes foram arrastados pela rua até as viaturas em seguida presos, ao todo cerca de 20. Policiais invadiram a Panificadora Modelo e prenderam um funcionário e uma cliente que nada tinham haver com os protestos, além de várias pessoas incluindo um fotógrafo.



Os manifestantes se dispersaram e a policia tomou conta das ruas. Um pequeno grupo de manifestantes chegou a acender velas na estátua de Wall Ferraz e outro foi para central de flagrantes. O tráfego ficou liberado e a polícia se retirou. Os ônibus circularam normalmente.

CONFIRA A COBERTURA EM TEMPO REAL

Atualizada às 21h
A reportagem do 180graus foi à Central de Flagrantes e conferiu: foram mais de 16 presos. Um grupo de manifestantes, estudantes e amigos foram para o local tentar a soltura dos amigos. Por volta das 22h cerca de 11 advogados foram à Central de Flagrantes tentar a soltura e entender quais as acusações os seus clientes respondiam. Segundo Ana Sales, algumas prisões foram arbitrárias pois os delegados não sabiam explicar se respondiam acusação de formação de quadrilha ou depredação de patrimônio. A fiança chega a dez salários mínimos, por pessoa. O clima continuou tenso.

Atualizada às 20h09
A polícia se retirou da avenida, permanece apenas viaturas do Ronda Cidadão e alguns policiais. Cerca de 20 manifestantes foram detidos e estão na Central de Flagrantes. As vias estão liberadas na Frei Serafim.

Atualizada às 19h36
Um grupo de 20 manifestantes, em fila indiana e com velas nas mãos, seguiram para a Central de Flagrantes acompanhar o andamento da prisão de vários estudantes. Mas foram advertidos pela polícia que se interrompessem o tráfego, seriam detidos também naquela central.

Atualizada às 19h11
A polícia continua na Frei Serafim. O tráfego está liberado em todos os sentidos. Alguns manifestantes continuam no canteiro central da avenida, eles acenderam velas na estátua em homenagem a Wall Ferraz. Depois cantaram o Hino Nacional emocionados com as velas nas mãos.

Atualizada às 18h41
“No primeiro momento teve uma quantidade de manifestantes que fez passeata pacifica sem obstruir as vias, só consideramos a parte da quebradeira, por isso a reação da polícia, tentamos negociar, não fomos ouvidos e usamos a tropa da PM, como eles não tem equipamento de proteção, tivemos que entrar a tropa de choque que fez o uso mínimo da força”, disse o Tenente Coronel Marcio.


Foto: Thiago Amaral

As palavras da autoridade policial são contraditórias, pois o manifestantes não fizeram uso do vandalismo, como foi constatado inclusive por populares que encararam como covardia a atitude. E a polícia não fez uso mínimo da força, usou bombas de efeito moral, balas de borracha, a cavalaria, arrastou manifestantes pelas ruas depopis de espancá-los.

Funcionários da Panificadora Modelo estão revoltados, pois um funcionário da empresa, Jardel, foi preso. Ele estava trabalhando quando policiais invadiram, sem mandato, a empresa e levaram também uma cliente que nada tinham a ver com o manifesto.

Atualizada às 18h29
Policiais militares se apossaram do parapeito do Supermercado Bompreço, onde antes era ocupado por populares. Manifestantes se dispersaram, mas ainda há pequenos grupos que não fazem reação. Prisões continuam sendo feitas. O tráfego está liberado apesar do clima tenso, a avenida ainda está tomada por militares.

Atualizada às 18h17
Policiais continuam fazendo prisões sem sequer saber quem são, inclusive repórteres e fotógrafos. Chegaram a empurrar a mesa em que a redação do 180graus estava montada na Panificadora Modelo quando a invadiram. Há muitos policiais ainda na avenida, o movimento se dispersou. A sensação de terror predomina. A polícia tenta aos poucos controlar o tráfego.

Atualizada às 18h10
Policiais invadem a Panificadora Modelo e prendem uma moça que sequer fazia parte do movimento, tiros não param de ser disparados, o clima é de muita tensão.

Atualizada às 18h08
Estudantes são espancados e arrastados covardemente pela polícia. A própria população grita "covardia, covardia". Tiros e bombas continuam sendo disparados.

Atualizada às 18h05
Tropa de choque está pronta para agir. Manifestantes acendem velas na avenida. O clima é de caos. O grupo só aumenta. Policiais vão para cima dos manifestantes, há grande gritaria na avenida, estudantes começam a jogar tudo que aparece na frente. a polícia recua. Bombas são jogadas, tiros disparados.

Atualizada às 17h57
A tropa de choque chega, a avenida se transforma num palco de guerra, mas até o momento não houve reação de nenhum dos lados.

Atualizada às 17h53
“Aquele de vermelho é teu, aquele de azul é teu” dizem policiais do RONE falam entre eles. A Polícia Militar faz um paredão no cruzamento, populares assistem tudo do supermercado Bompreço e aplaudem o movimento que neste momento canta o Hino Nacional.

Atualizada às 17h39
Atualizada às 17h01 O movimento tem cerca de 200 manifestantes e nesse momento eles fecham a Frei Serafim, na via em frente ao Prontomed. Mas a polícia militar tem mais de 450 policiais que fecham o cruzamento, o clima está tenso, a ordem é não deixar nenhum manifestante fechar o cruzamento.

Atualizada às 17h01
Apesar da liderança do movimento ter decidido parar os protestos por hoje, um grupo se reúne no canteiro central da Avenida Frei Serafim, em frente ao Hospital Prontomed e por enquanto não interrompem o tráfego de veículos. São cerca de 100 manifestantes a maioria de uma ramificação conhecida como ‘anarquistas’.

Atualizada às 16h25
Os manifestantes decidiram que não haverá mais nenhum tipo de protesto hoje. Há cerca de 15 manifestantes na Frei Serafim que aguardavam os outros que vinham da prefeitura, mas como foi decidido em reunião que não haveria mais manifesto, eles ainda decidem se vão tomar alguma atitude ou não.

Atualizada às 16h12
Os estudantes estão mais uma vez na Praça do Fripisa, depois de passarem por algumas ruas comerciais do centro da cidade

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Segundo os organizadores do movimento, os protestos continuam por toda essa semana e quinta-feira (12/01) acontecerá o maior manifesto, juntamente com os alunos da Escola Municipal Eurípedes de Aguiar, que os mesmos afirmam que a prefeitura está fechando a escola.



De acordo com os lideres do manifesto haverá um panelaço a partir de amanha e em tom de denuncia afirma que os proprietários dos carros que som que davam apoio ao protesto, estão recusando participar por causa de ameaças sofridas.

Atualizada às 15h39
Os manifestantes estão neste momento saindo do Palácio da Cidade e indo em direção à Praça do Fripsa indo pelo centro comercial, pela Rua Álvaro Mendes. A manifestação é pacífica e está ganhando a adesão de populares que estão se juntando à caminhada.

Atualizada às 15h28
Neste momento os manifestantes estão concentrados em frente ao Palácio da Cidade em um número bem menor que nos outros dias. A previsão é de que de lá eles partam para a Avenida Frei Serafim para dar continuidade aos protestos.

Os estudantes do movimento #ContraOAumento mais uma vez estão reunidos para um dia de protestos. A concentração começou por volta de 10h na Praça do Fripisa e na caixa de som fizeram vários discursos contra o preço da passagem da tarifa no transporte coletivo da capital desde o dia 2 de janeiro, além da integração que não atende as necessidades da população.



Mais uma vez pretendem seguir em caminhada pela avenida Frei Serafim e parar o trânsito para chamar a atenção das autoridades, principalmente a Prefeitura de Teresina.



Hoje em especial, levaram vários tambores para usarem durante a caminhada que vai continuar, segundo eles até a passagem cair. “Se a passagem não cair, o Elmano vai cair”, diz uma das músicas que cantam.

A Coronel Júlia Beatriz, negociadora da PM, esteve conversando com os líderes do movimento. Ela orientou que o movimento evitasse ao máximo atos de vandalismo e que realizassem um protesto pacífico.

REPÓRTERES: Jhone Sousa e Ellyo Teixeira - Direto das manifestações