Púrpura autoimune · 15/08/2017 - 10h11

Púrpura autoimune destrói células sanguíneas e afeta qualidade de vida de pacientes

Púrpura autoimune destrói células sanguíneas e afeta qualidade de vida de pacientes


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Ainda pouco conhecida, a Trombocitopenia Imune Primária– também conhecida como PTI – é considerada benigna, mas requer tratamento adequado e acompanhamento médico para evitar complicações

Ainda pouco conhecida da população, a Trombocitopenia Imune Primária (PTI), conhecida popularmente como púrpura, apresenta-se como manchas avermelhadas na pele, hematomas sem causa aparente e sangramentos espontâneos na gengiva, narinas, urina e fezes. Aproximadamente 19 mil brasileiros, em torno de 73% mulheres, são acometidos pela enfermidade. Pela população, estima-se que somente no Piauí 285 pessoas sejam acometidas.

A PTI é uma doença hematológica autoimune em que o próprio organismo passa a destruir as plaquetas, células responsáveis pela coagulação do sangue. Em um indivíduo saudável, o número de plaquetas varia de 150 a 400.000 por microlitro, enquanto em pacientes com PTI esse número chega a menos de 20.000 nas formas mais severas. Essa baixa pode ocasionar sangramentos na pele e nas mucosas, além de sangramentos nasais, nas gengivas, gastrintestinais, no trato urinário e, em casos mais graves, hemorragias cerebrais.

A doença se manifesta de maneiras diferentes em crianças e adultos. Quando a doença se manifesta em crianças, é comum que ocorra uma remissão espontânea o nível das plaquetas retorne ao normal, desaparecendo os sintomas da doença. Já em adultos, não é comum a remissão espontânea e a doença tende a torna-se crônica, o que torna necessário acompanhamento e tratamento contínuo.

O maior cuidado do paciente é procurar manter as plaquetas no nível mais estável e seguro possível para evitar hemorragias espontâneas. Práticas esportivas devem ser evitadas para evitar contusões e ferimentos, que causariam hemorragia espontânea.

O diagnóstico da PTI é feito por exclusão. Quando um hemograma completo apresenta uma baixa contagem de plaquetas, busca-se encontrar a causa, pois medicamentos, outras doenças e infecções podem estar envolvidas. Somente com o descarte destas possibilidades pode-se suspeitar de PTI. Após a confirmação do diagnóstico deve-se classificar como aguda persistente ou crônica. É fundamental a classificação para a escolha do tratamento adequado.

Embora já existam medicamentos mais modernos para o tratamento da PTI, que apresentam menos efeitos colaterais, o uso de corticoides ainda é muito utilizado e apresentam diversos efeitos colaterais, como ganho de peso, irritabilidade, inchaço, insônia e alterações de humor, entre outros. Além do impacto na saúde, muitas pessoas sofrem com abalo emocional e social o que prejudica muito a adesão ao tratamento.

Outra dificuldade é a falta de informações sobre o assunto. Pensando nisso, a Abrale criou a campanha “É possível viver bem com PTI - Histórias de Superação”, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a doença e compartilhar histórias de pessoas convivem com a PTI. É o caso da atleta olímpica de natação Ana Marcela, Bicampeã Mundial da Maratona Aquática e madrinha da campanha. No hotsite da campanha, é possível conhecer histórias de pessoas que, assim como Ana, com acompanhamento adequado vivem bem com a PTI. Saiba mais em http://pti.abrale.org.br/. Um outro site que apresenta mais informações sobre a doença e seus tratamentos é o do Laboratório Farmacêutico Novartis. Para mais informações, acesse www.novartis.com.br


Fonte: Com informações de Caroline Ferreira, da Edelmansignifica