Automedicação pode ser respons · 10/09/2012 - 06h52

Automedicação pode ser responsável por 20 mil morte por ano no Brasil

Automedicação pode ser responsável por 20 mil morte por ano no Brasil


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Apesar de todos os alertas, há sempre incautos se automedicando. A automedicação parece já estar arraigada ao costume dos brasileiros, produzidos por décadas de descaso com a saúde, a onde os medicamentos eram, e ainda são em muitas regiões, visto como simples mercadorias e não como um importante insumo capaz de produzir modificação no organismo, utilizado para a recuperação e manutenção da saúde, mas, potencialmente cheios de riscos.

É comum ver pessoas, com preguiça de marcar consulta ou ir ao pronto-socorro, seguirem orientações de pessoas não preparadas (apesar de terem boas intenções) como mãe, vizinhas e amigas. Ou pior ainda, tentar resolver na farmácia algum problema de saúde, com o agravante de ser atendido por um vendedor, e não pelo farmacêutico responsável.

Recentemente a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica divulga um dado um tanto assustador: a automedicação é responsável pela morte de 20 mil pessoas por ano no país, sendo a maior parte dos casos resultante de intoxicação e reações alérgicas.

“Os problemas com medicamentos podem ocorrer de diversas formas, muitas delas acabam por não ser atribuíveis a estes e nem entram nas estatísticas. Por exemplo: um paciente que venha a sofrer um AVC, mesmo estando utilizando um medicamentos anti-hipertensivo prescrito pelo seu médico, pode ter tido o efeito deste reduzido por um simples analgésico que diminui o efeito do anti-hipertensivo podendo levar a um pico na pressão e ao AVC“.

Estes mesmos analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios podem, se usados sem critérios, causar lesões no estômago, fígado e rins, muitas vezes irreversíveis

Dosagens erradas também são outro problema. Muitos casos de arritmia que dão entrada nos hospitais de urgência podem ter sido ocasionado por um “simples” descongestionante nasal.”


Este é um dos motivos pelo qual a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem estudando uma nova regulamentação para controlar a venda de medicamentos de tarja vermelha. Desde 2010, a entidade já exige a retenção de receita para antibióticos, nos moldes das drogas de tarja preta.


Fonte: Abril