Teste rápido para HIV · 19/05/2017 - 09h59

Anvisa aprova registro do primeiro teste de detecção do HIV que poderá ser vendido em farmácias

Anvisa aprova registro do primeiro teste de detecção do HIV que poderá ser vendido em farmácias


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A Agência de Vigilância Sanitária - Anvisa registrou nesta semana, o primeiro autoteste para triagem do HIV. O produto é destinado ao público em geral e poderá ser vendido em farmácias e drogarias. O nome do produto no Brasil será Action, da empresa Orangelife Comércio e Indústria.

Impensável de ser disponibilizado até alguns anos atrás, quando a confirmação de que alguém era portador do vírus HIV era considerado uma sentença de morte, esta possibilidade começou a surgir quando os mecanismo e controle da doença se tornaram mais eficazes e a AIDS começou a ser vista como uma doença controlável, ainda que grave e incurável, assim como a hipertensão ou o diabetes.

Em 2015 quando a Anvisa regulou o tema por meio da resolução RDC 52/2015, a possibilidade do teste ser vendido ao público se concretizava, ainda que cercado de alguns cuidados para o usuário. De acordo com a regra, este tipo de teste deve trazer nas suas instruções de uso a indicação de um canal de comunicação para atendimento dos usuários que funcione 24 horas por dia e o número do Disque Saúde: 136.

Detecção de anticorpos

O teste funciona de forma semelhante aos testes já existentes para medição de glicose por diabéticos, onde se utiliza uma gota de sangue.O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids. O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O teste funciona para os dois subtipos do vírus que provocam a Aids.

E depois do resultado, o que o paciente deverá fazer?

O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. Porém, o produto só é capaz de indicar a presença do HIV 30 dias depois da situação de exposição. A situação de exposição é o momento em que a pessoa pode ter tido contato com o vírus da Aids, pode ter sido por uma relação sexual sem proteção ou pelo compartilhamento de agulhas, por exemplo. Esse perído de 30 dias é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consegue detectar. Se uma nova situação acontecer após esse período um novo teste precisa ser feito, respeitando o prazo necessário para detecção e as confirmações necessárias.

Resultado negativo: é recomendável que o teste seja repetido 30 dias depois e outra vez depois de mais 30 até completar 120 dias após a primeira exposição. O período sempre deve ser contado a partir da última situação de risco.

Resultado positivo: a pessoa deve procurar um serviço de saúde do SUS, para confirmação do resultado com testes laboratoriais e encaminhamento para o tratamento gratuito adequado, se for necessário.

O preço do produto será definido pelo mercado, já que no Brasil não existe regulação de preços para produtos de saúde e a Anvisa, por lei, não pode fixar este valor.

O teste de farmácia para AIDS não poderá ser utilizado na seleção de doadores de sangue, já que, para isso, existem outros procedimentos.

O teste deve ser repetido após 30 dias em caso de resultado negativo.

Em caso positivo o resultado deve ser confirmado em um serviço de saúde.
O teste é capaz de identificar o HIV 30 dias depois da possível contaminação. Se houver nova exposição (situação de risco), o teste deverá ser feito novamente respeitando este prazo.


Fonte: Com informações da Anvisa