Segurança do paciente · 23/11/2017 - 07h09 | Última atualização em 23/11/2017 - 07h49

Conciliação de medicamentos como forma de aumentar a segurança do paciente


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A segurança na prescrição e uso de medicamentos é uma das principais preocupações de órgãos de saúde ao redor do mundo, por se tratar de uma questão que envolve diretamente a segurança do próprio paciente. O enfrentamento do problema faz parte de um grande esforço internacional, que envolve a Organização Mundial de Saúde (OMS), Ministérios da Saúde e órgãos congeneres de todos os países desenvolvidos, manifestada aqui no Brasil, pelo Ministério da Saúde, com o Programa Nacional de Segurança do Paciente.

Dentro da proposições para aumentar a segurança do paciente, a conciliação de medicamentos é um serviço clínico realizado por farmacêuticos, que tem como essência, fazer fluir as informações sobre os diversos medicamentos utilizados por um mesmo paciente. É uma atividade muito específica em resolver o problema de como as informações podem se perder, na medida em que a pessoa está sendo cuidada por muitos profissionais de saúde.

Por acompanhar o paciente me todos os níveis de atenção, o farmacêutico é um profissional com grande capacidade de agregar nessa meta de segurança, pois caminho que geralmente envolve hospital, consulta em médicos de variadas especialidades, termina na farmácia. Em todo este percurso, muitas informações podem se perder, como sobre o que ele usa, o que e ele poderia usar e o que ele deveria usar, quando ele migra entre os diferentes profissionais que vão cuidar da saúde dele? A conciliação tem esse caráter de fazer todos os profissionais envolvidos sejam conhecedores de todas as intervenções feitas no paciente, tendo o farmacêutico, por ter contato direto com o paciente em todos os níveis de atenção, a capacidade de atuar como um mediador de todo este acompanhamento e também a possibilidade de encaminhar esses casos para outros serviços.

No Brasil o assunto tem sido tema de recentes congressos, como o ocorrido recentemente no I Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas, entre os dias 15 a 18 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR). Os farmacêuticos piauiense têm grande potencial , pois já vêm a algum tempo, se preparando para ofertar estes serviços a comunidade. Atualmente 25% dos farmacêuticos piauienses já se capacitaram ou estão se capacitando com especializações que serão de suma importância na implantação destes serviços, como especializações em farmácia clínica e farmacologia avançada.
 


Fonte: Com informações do CFF

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Do meio dia de hoje (08/11) até o meio dia de sexta-feira, os farmacêuticos de todos o Brasil estarão escolhendo novos representantes para seus Conselhos.

No Piauí, além da renovação de nove conselheiros, cinco para o período de 2018 a 2021 e quatro para o período de 2019 a 2022, será escolhida também a nova diretoria para o biênio 2018/2019.

Lembramos a todos os farmacêuticos que o voto além de ser um direito, é também uma obrigação, pois aqueles que estiverem aptos e não votarem, estarão sujeito a multa equivalente ao valor de metade da anuidade.

Farmacêuticos, exerção sua cidadania e escolha seus representantes! Analise as propostas e as ações de cada um dos candidatos e escolham aqueles que melhor representam o compromisso social, a ética e os valores da profissão farmacêutica.

Bons votos!


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Os idosos são os pacientes que mais podem ser afetados pelos efeitos colaterais de alguns medicamentos e pelas mudanças no estilo de vida devido à intensidade do tratamento.

O diabetes tipo 2 afeta a capacidade do organismo de controlar os níveis de açúcar no sangue. A doença pode estar ligada à obesidade e, no longo prazo, causar problemas cardíacos, nas funções renais, no sistema nervoso e até cegueira. O tratamento consiste em combinar restrições a dieta alimentar com o uso de medicamentos antidiabéticos, como metformina, para baixar as taxas de açúcar no sangue e prevenir os sintomas da doença.

Porém, existem alguns estudos que advertem, que os tratamentos com medicamentos podem causar mais efeitos colaterais em idosos, do que benefícios. Segundo especialistas, um diabético de 45 anos que consegue reduzir o nível de açúcar no sangue em um ponto percentual consegue, em retorno, dez meses de vida saudável. Já para um paciente de 75 anos sob as mesmas medicações, esse ganho é reduzido para apenas três semanas.

Além disto, os pacientes mais velhos geralmente fazem outros tratamentos para outras comorbidades, tais como injeções diárias de insulina, exames de sangue frequentes, remédios que causam indigestão e enjoos, que podem levar a um maior risco de hipoglicemia.

Há pesquisadores que defendem que os portadores da doença devem ter o direito de saber quais os reais benefícios do tratamento em relação a ganhos na expectativa de vida e redução do risco de doenças cardíacas ou cegueira e o próprio paciente decida por aceitar ou não mais um tratamento e, todas as opções disponíveis e as formas de realizá-lo.Para o Instituto Nacional para Saúde e Excelência Clínica da Grã-Bretanha (Nice, na sigla em inglês) o controle dos índices glicêmicos em diabéticos tipo 2, não deve prejudicar sua qualidade de vida.

 


Fonte: Com informações da BBC Brasil

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Em muitos países o farmacêutico é um dos profissionais de saúde mais respeitados e imprescindíveis a uma saúde de qualidade, seja pública ou privada. Em um contingente de aproximadamente 4 milhões de farmacêuticos em todo o mundo, este profissional membro da equipe de saúde responsável por otimizar tratamentos, procurando reduzir efeitos colaterais e os riscos de intoxicações, possibilitando ao paciente que o mesmo obtenha o melhor da terapêutica com o menor dano possível ao organismo.

Aqui no Brasil, o farmacêutico atua ainda no laboratórios de análises clínicas, onde são responsáveis pela grande maioria dos exames laboratoriais realizados no País. Possuem ainda grande atuação na área educacional e em mais de setenta outras áreas afins.

Parabéns a todos os farmacêutico!

 

Qual sua idade? · 22/09/2017 - 19h36

Idade biológica x idade cronológica


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Nem sempre a idade expressa na nossa certidão de nascimento retrata a idade do nosso corpo, pois não considera diversos fatores, que sejam, o como o tratamos, como o alimentamos, os riscos e vícios que os impomos ou ainda os fatores genéticos que carregamos.

Mas, afinal, como medir a idade? Os desgastes do tempo ocorrem com a mesma intensidade para todos? Como encontrar um número certeiro, que mostre a qualidade com que seu corpo está funcionando, que prevê o seu tempo de envelhecimento e os possíveis riscos de saúde sem ser exatamente a idade impressa no sua certidão de nascimento?

Um estudo da instituição de ciências norte-americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States) analisou o funcionamento dos múltiplos sistemas do corpo humano de cerca de 1000 jovens adultos, e obteve resultados discrepantes. Alguns dos participantes envelheciam três vezes mais rápido do que outros com a mesma idade.

Munidos de dados funcionais do fígado, rim, coração, pulmão, sistema imunológico, taxas metabólicas, níveis de colesterol, condicionamento aeróbico, memória, raciocínio, criatividade e informações genéticas, a equipe de cientistas construiu um algoritmo que calcula a idade biológica de uma pessoa e prevê seu ritmo de deterioração. Além dessa análise ajudar os profissionais de saúde a serem mais precisos em sua conduta assistencial, o paciente acaba tendo maior noção de suas condições e alternativas para a melhoria delas.

Entretanto, o teste de idade biológica ainda precisa de melhorias e preços menos elevados até chegar comercialmente no mercado, segundo o pesquisador Dan Belsky, da Duke University Center for Aging. O sonho é medir a idade biológica retirando apenas uma pequena amostra de pele ou sangue, mas, por enquanto, os cientistas ainda discutem e discordam sobre o que constitui um bom marcador para o teste.

A título de curiosidade, aqueles que quiserem calcular a sua idade biológica, ainda de de forma não tanto precisa, existe um site um português que faz este cálculo analisando alguns parâmetros de como está sua saúde e os cuidados que você tem, a longevidade de seus ancestrais e até os cuidados no trânsito para lhe atribuir uma idade biológica e sua expectativa de vida. O site é http://pt.calcuworld.com/esportes/idade-biologica/.


Fonte: Com informações de Saúde Business 365
Medicamentos expostos? · 31/08/2017 - 10h21 | Última atualização em 31/08/2017 - 10h22

Caixas de medicamentos transportados de maneira irregular no aeroporto de Teresina


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Medicamentos são produtos facilmente perecíveis se armazenados ou transportados de forma incorreta, podem ter sua qualidade e eficácia comprometidas, considerando que a maioria destes não podem ser submetidos a temperaturas superiores a 30 graus Celsius, temperatura esta facilmente ultrapassada em 365 dias do ano em Teresina.

Entre muitas viagens já realizadas a trabalho, não era incomum deparar com o transporte irregular, de medicamentos, ou seja, submetendo-os a intempéries (frio, calor e sol) em aeroportos que estão entre os maiores da América Latina, como Brasília e Guarulhos.

Ontem, por conta de problemas técnicos de um voo, ficamos durante uma hora e meia dentro da aeronave e, durante todo este tempo, foi possível ver e fotografar um carro de transporte de bagagens carregado de caixas de laboratórios de medicamentos em pleno sol da tarde teresinense, durante o horário de 14:50 até aproximadamente 16:30, quando buscamos o posto da Anvisa que fica no aeroporto e solicitamos verificação e providências.

Caso realmente se trate de medicamentos, o que é muito provável, não nos será possível saber se o tempo de exposição destes medicamentos a temperaturas bem superior a preconizada foi suficiente para arruiná-los, porém o risco é grande. E se chegarem a ter danos a qualidade, o prejuízo será da população que os irá consumir, seja ao adquiri-los em uma farmácia ou recebê-los em um leito hospitalar.

Esperamos que as Vigilâncias Sanitárias fiquem atentas para que não tenhamos que depender da sorte.

Evite as arritmias cardíacas · 28/08/2017 - 19h01 | Última atualização em 28/08/2017 - 19h09

Arritmias cardíacas: cuidados que ajudam a preveni-las


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Emboras poucas pessoas se deem conta, as arritmias destacam-se como um dos problemas cardiovasculares mais comuns enfrentados pela população. A doença provoca aceleração ou retardamento dos batimentos cardíacos e que podem ser prevenidas por meio da adoção de alguns hábitos simples no dia-a-dia.

A fibrilação atrial, o tipo mais comum de arritmia ainda é uma doença que leva os átrios do coração a contraírem de forma desordenada, prejudicando o bombeamento do fluxo de sangue para o restante do corpo. Essa condição, que atinge sobretudo a população idosa, tem como principais sintomas as palpitações, que causam um forte mal-estar e a sensação de que o coração está disparando, além de tonturas e cansaço. Estes sintomas aparecem sobretudo em sua forma aguda, e o diagnóstico costuma ser feito em situações de emergência por um eletrocardiograma.

A fibrilação atrial, além do descompasso cardíaco, dificulta a circulação do sangue facilita a formação de coágulos dentro do coração que, ao transitarem pelo sistema circulatório, têm potencial de provocar consequências graves para os pacientes. A consequência mais séria ocorre quando um coágulo migra para o cérebro por meio das artérias carótidas, bloqueando o fluxo de sangue para o órgão e provocando um acidente vascular cerebral (AVC) – mais conhecido como derrame cerebral, de tipo isquêmico. Este é o tipo mais comum de AVC, representando cerca de 85% dos casos, e pacientes com fibrilação atrial têm até cinco vezes mais chances de tê-lo em relação a pessoas com uma frequência cardíaca normal.

COMO PREVENIR

As arritmias como a fibrilação atrial, apesar de comuns e de serem porta de entrada para problemas mais graves, estão muito relacionadas a hábitos prejudiciais praticados no decorrer da vida e podem ser prevenidas por meio da adoção de um estilo de vida mais saudável.

Vamos a eles:

1) Praticar exercícios físicos

Os exercícios trazem benefícios físicos, sociais e psicológicos, levando a uma melhora no humor e consequentemente ao fortalecimento do sistema imunológico. Combatem não somente a arritmia, mas também diversos outros males que se agravam no decorrer da vida, como o diabetes, a osteoporose o aumento indesejado de peso, além de diminuir o estres e a ansiedade.

2) Ter uma alimentação saudável

Alimentar-se de forma equilibrada, ingerindo nutrientes variados em quantidades balanceadas, também é uma forma de prevenir arritmias. O excesso de gorduras leva ao aumento da pressão sanguínea e pode provocar uma série de complicações cardiovasculares.

3) Dormir bem

A apneia do sono, uma obstrução das vias respiratórias superiores durante o sono, está entre os fatores que favorecem a FA, por levar o paciente a fazer um esforço maior do que o normal para respirar, o que aumenta os batimentos cardíacos e, consequentemente, os riscos de arritmia. Mudanças nos hábitos de vida podem contribuir muito com a melhora da apneia do sono. Perder peso, dormir de lado, evitar o fumo, o consumo de bebidas alcoólicas e de comidas pesadas antes de dormir são alguns exemplos. Elevar a cabeceira da cama também é um hábito benéfico.

4) Beber com moderação

O álcool é uma toxina que se difunde facilmente pelo corpo e, se consumido em excesso, prejudica a capacidade de contração do coração, provocando arritmias e outras disfunções cardiovasculares.

5) Não fumar

O tabagismo é fator de risco para arritmias como a fibrilação atrial, pois aumenta a liberação de substâncias como a adrenalina, que aceleram os batimentos cardíacos e podem provocar arritmias no médio e longo prazo.

TRATAMENTO

As arritmias também podem e devem ser tratadas. Esse tratamento inclui as mudanças dos hábitos acima descritos e a prevenção da formação de coágulos por meio de medicamentos anticoagulantes. Atualmente há opções mais seguras de tratamentos a disposição da classe médica. Novos produtos que diminuem a coagulação sanguínea mas seus efeitos podem ser revertidos rapidamente em casos de cirurgias de emergência e de acidentes.


Fonte: Com informações de Bárbara Gaspar da EdelmanSignifica

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Ainda pouco conhecida, a Trombocitopenia Imune Primária– também conhecida como PTI – é considerada benigna, mas requer tratamento adequado e acompanhamento médico para evitar complicações

Ainda pouco conhecida da população, a Trombocitopenia Imune Primária (PTI), conhecida popularmente como púrpura, apresenta-se como manchas avermelhadas na pele, hematomas sem causa aparente e sangramentos espontâneos na gengiva, narinas, urina e fezes. Aproximadamente 19 mil brasileiros, em torno de 73% mulheres, são acometidos pela enfermidade. Pela população, estima-se que somente no Piauí 285 pessoas sejam acometidas.

A PTI é uma doença hematológica autoimune em que o próprio organismo passa a destruir as plaquetas, células responsáveis pela coagulação do sangue. Em um indivíduo saudável, o número de plaquetas varia de 150 a 400.000 por microlitro, enquanto em pacientes com PTI esse número chega a menos de 20.000 nas formas mais severas. Essa baixa pode ocasionar sangramentos na pele e nas mucosas, além de sangramentos nasais, nas gengivas, gastrintestinais, no trato urinário e, em casos mais graves, hemorragias cerebrais.

A doença se manifesta de maneiras diferentes em crianças e adultos. Quando a doença se manifesta em crianças, é comum que ocorra uma remissão espontânea o nível das plaquetas retorne ao normal, desaparecendo os sintomas da doença. Já em adultos, não é comum a remissão espontânea e a doença tende a torna-se crônica, o que torna necessário acompanhamento e tratamento contínuo.

O maior cuidado do paciente é procurar manter as plaquetas no nível mais estável e seguro possível para evitar hemorragias espontâneas. Práticas esportivas devem ser evitadas para evitar contusões e ferimentos, que causariam hemorragia espontânea.

O diagnóstico da PTI é feito por exclusão. Quando um hemograma completo apresenta uma baixa contagem de plaquetas, busca-se encontrar a causa, pois medicamentos, outras doenças e infecções podem estar envolvidas. Somente com o descarte destas possibilidades pode-se suspeitar de PTI. Após a confirmação do diagnóstico deve-se classificar como aguda persistente ou crônica. É fundamental a classificação para a escolha do tratamento adequado.

Embora já existam medicamentos mais modernos para o tratamento da PTI, que apresentam menos efeitos colaterais, o uso de corticoides ainda é muito utilizado e apresentam diversos efeitos colaterais, como ganho de peso, irritabilidade, inchaço, insônia e alterações de humor, entre outros. Além do impacto na saúde, muitas pessoas sofrem com abalo emocional e social o que prejudica muito a adesão ao tratamento.

Outra dificuldade é a falta de informações sobre o assunto. Pensando nisso, a Abrale criou a campanha “É possível viver bem com PTI - Histórias de Superação”, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a doença e compartilhar histórias de pessoas convivem com a PTI. É o caso da atleta olímpica de natação Ana Marcela, Bicampeã Mundial da Maratona Aquática e madrinha da campanha. No hotsite da campanha, é possível conhecer histórias de pessoas que, assim como Ana, com acompanhamento adequado vivem bem com a PTI. Saiba mais em http://pti.abrale.org.br/. Um outro site que apresenta mais informações sobre a doença e seus tratamentos é o do Laboratório Farmacêutico Novartis. Para mais informações, acesse www.novartis.com.br


Fonte: Com informações de Caroline Ferreira, da Edelmansignifica
Aumento no risco de câncer · 07/08/2017 - 09h08 | Última atualização em 07/08/2017 - 09h10

Risco de desenvolver melanoma aumenta 35 vezes em sete décadas


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Em 1935, o risco de um indivíduo desenvolver melanoma durante sua vida era de 1 para 1.500; em 2010, esse risco já era para 1 em 48

Segundo a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (Iarc), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS) responsável por pesquisas relacionadas ao câncer em todo o mundo, os casos de câncer devem crescer cerca de 50% nas próximas duas décadas, alcançando 22 milhões de pessoas diagnosticadas em 2030 – em comparação com os 14 milhões de 2012. Essa estimativa reforça que o câncer é uma questão de saúde pública, com impacto social e econômico.

Esta previsão se aplicar a todos os cânceres, porém, alguns tipos merecem destaque, dentre estes o melanoma, que embora menos comum, seja o mais agressivo entre os cânceres de pele e tem apresentado uma incidência crescente. No mundo, cerca de 200 mil casos de melanoma são diagnosticados por ano e 55 mil pessoas vão a óbito, o equivalente a 6 mortes por hora, segundo a OMS.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) no Brasil, são diagnosticados anualmente 5.560 novos casos da doença, com aproximadamente quinze óbitos por dia (1.547 óbitos/ano).

Rodrigo Munhoz, médico oncologista especialista em melanoma do Hospital Sírio Libanês e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), afirma que ainda não é possível atribuir esse aumento de casos a um fator específico, embora estudos mostrem que 65% dos casos estejam relacionados a exposição solar excessiva.

Queimaduras solares graves na adolescência aumentam em 80% riscos de desenvolver melanoma
Um estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention (CEBP) revelou que, em uma população de mais 108 mil mulheres brancas analisadas (nos EUA), aquelas que sofreram pelo menos cinco incidentes de queimaduras solares graves entre 15 e 20 anos apresentaram risco 68% maior de desenvolver carcinoma basocelular ou espinocelular e 80% maior de desenvolver melanoma6. Dentre as participantes do estudo, cerca de 24% tiveram episódios de queimadura solar com bolhas dolorosas no início da vida, sendo que 10% relataram já ter passado por esses episódios mais de cinco vezes. Do total de participantes, foram diagnosticados 6.955 casos de carcinoma basocelular, 880 de carcinoma espinocelular e 779 de melanoma.

Para os especialistas, esses dados sugerem que o risco de desenvolver melanoma pode estar diretamente relacionado à exposição solar excessiva na juventude, quando a atenção com a saúde da pele costuma ser menor. Estes fatos demonstram a necessidade de que a preocupação com a saúde da pele comece ainda na tenra idade, quando os pais são os responsáveis.

Alterações genéticas também estão envolvidas em mais de 50% dos casos de melanoma, como uma mutação identificada como mutação V600, ocorrida no gene BRAF, levando a uma maior proliferação celular, o que torna fundamental ao paciente que receba um diagnóstico de câncer tipo melanoma, a realização de teste genético para verificar a existência de alguma mutação, o que permitirá ao médico prescrever o tratamento adequado ao paciente


Fonte: Com informações de Caroline Ferreira, da Edelmansignifica
Eleições CRF-PI · 04/08/2017 - 12h43 | Última atualização em 04/08/2017 - 12h43

Inscrições para Conselheiros e Diretores do CRF PI encerram segunda-feira (07/08)


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Encerram segunda-feira, dia 07/08/17, às 18:00 horas, as inscrições para concorrer ao cargo de Conselheiro Regional do Conselho Regional de Farmácia do Piauí e compor chapa para Diretoria.

Todos os farmacêuticos que cumprirem os requisitos abaixo, podem concorrer individualmente ou ainda, inscrever chapas completas para compor a Diretoria, para o biênio 2018/2019.

Dos requisitos:

a) ser brasileiro;
b) estar com inscrição profissional principal e definitiva no quadro de farmacêuticos, aprovada pelo Plenário do respectivo CRF, até a data de encerramento do prazo de inscrição de candidatos;
c) não estar proibido ou suspenso de exercer a profissão;
d) estar quite com a Tesouraria do CRF, sem qualquer débito ou parcela vencida no ato da inscrição do candidato;
e) ter, no mínimo, 3 (três) anos de inscrição em CRF;
f) apresentação de certidão da justiça estadual, federal, militar e eleitoral, essa última fornecida pelas zonas eleitorais, pelos Tribunais Regionais Eleitorais e pelo Tribunal Superior Eleitoral, onde não conste sentença condenatória transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, ainda que não transitada em julgado, consoante ao previsto na Lei Complementar nº 64/90 e na Lei Complementar nº 135/10;
g) apresentação de certidão da justiça estadual e federal onde não conste sentença condenatória por improbidade administrativa transitada em julgado ou acórdão proferido por órgão judicial colegiado, ainda que não transitado em julgado, consoante ao previsto na Lei Complementar nº 64/90 e na Lei Complementar nº 135/10;
h) apresentação de declaração própria, sob as penas da legislação vigente, atestando que não tem qualquer outra causa de inelegibilidade, nos termos desta Resolução.

O candidato deve apresentar ainda uma foto atual, frontal, colorida, impressa ou digitalizada, em formato .JPEG, com até 110 KB de aproximadamente 220 pixels de largura por 340 pixels de altura.

Nove das doze certidões negativas, podem ser obtidas diretamente nos sites do respectivos tribunais, em poucos minutos, somente a Certidão de que não há condenação por improbidade administrativa, do Tribunal de Justiça do Estado 2º instância e as do CRF-PI é que se obtêm presencialmente.

Detalhadamente:

Justiça Eleitoral 1º instância
Certidão de Quitação Eleitoral (no site)
Certidão de que não tem processo criminal (no site)

Tribunal Regional Eleitoral 2º instância
Certidão de Quitação Eleitoral (no site)
Certidão de que não tem processo criminal (no site)

Justiça Estadual 1º instância
Nada Consta: Cível, Criminal e Militar (no site)
Certidão de que não há condenação por improbidade administrativa (presencial)

Tribunal de Justiça do Estado 2º instância
Nada Consta: Cível, Criminal e Militar (no site)

Justiça Federal 1º instância (subseção do Piauí)
Nada Consta: Cível, Criminal e Militar (no site)

Justiça Federal 2º instância
Nada Consta: Cível, Criminal e Militar (no site)

Justiça Federal 2º instância
Nada consta: Eleitoral (no site)

Conselho Nacional de Justiça
Certidão de que não há condenação por improbidade administrativa (no site)

CRF – PI
Certidão de quitação com a Tesouraria (presencial)
Certidão de que não há impedimentos (presencial)

Inovação brasileira · 31/07/2017 - 08h49

Fiocruz cria diagnóstico personalizado para o câncer


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A Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), criou uma metodologia inovadora e inédita no mundo para o diagnóstico molecular no tratamento personalizado do câncer. Ao identificar, através de análises genéticas, o perfil molecular do tumor e do tecido saudável de cada indivíduo, poderá ser indicado o coquetel de medicamentos mais relevante para cada paciente, minimizando os efeitos colaterais.

De acordo com o especialista em Bioinformática do CDTS/Fiocruz, Nicolas Carels, a proposta da Fiocruz permite a indicação de uma terapia mais precisa, o que significa, em termos de benefícios diretos, mais chance de cura, menos efeitos colaterais e melhor sobrevida para os pacientes. As terapias atuais são altamente agressivas. Além disso, a economia representada pela escolha adequada do medicamento pode ser revertida para ampliar o acesso da população ao tratamento.

A especialista Tatiana Tilli, que divide o desenvolvimento da metodologia com Carels, reitera que o método foi desenvolvido para ser aplicado a pacientes com qualquer tipo de câncer e está validado, ou seja, testado em linhagens celulares tumorais e não tumorais com resultados de máxima eficiência para o câncer de mama. Isto representa indiretamente uma economia financeira substancial para o gestor hospitalar em termos de despesas com efeitos colaterais, novas internações e ciclos longos de tratamento.

Carlos Medicis Morel, coordenador-geral do CDTS/Fiocruz, ressalta que a metodologia poderá beneficiar pacientes, médicos, equipe médica, gestores e laboratórios farmacêuticos. A tecnologia é objeto de empreendedorismo, de investimentos e parcerias públicas e privadas. O CDTS/Fiocruz tem como missão levar o novo conhecimento gerado pela pesquisa e desenvolvimento tecnológico até a população.
Câncer

O câncer é uma doença grave cujo impacto global estimado é de 27 milhões de casos no mundo até 2030, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O câncer de mama é o mais comum em mulheres (atinge uma proporção de 25% de todos os cânceres). No Brasil, cerca de 70% do tratamento realizado para todos os tipos de câncer é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Fonte: Com informações de Regina Castro (CCS/Fiocruz)
Eleições CRF-PI · 18/07/2017 - 22h00 | Última atualização em 18/07/2017 - 22h25

Inscrições para Conselheiro(a) e Diretor(a) do CRF-PI ocorrerão de 01 a 07 de agosto


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No próximo dia primeiro de agosto estarão abertas as inscrições para eleição dos novos Conselheiros(as) do Conselho Regional de Farmácia (CRF-PI) para os quadriênios de 2018 a 2021 e 2019 a 2022 e para a Diretoria no biênio 2018/2019.

O Conselho Regional de Farmácia, assim como todos os Conselhos de Profissões Regulamentadas do País, é um órgão Autárquico, incumbido pela Lei 3.820/60, para prestar serviço a população, garantindo que as atividades realizadas pelos seus inscritos, tenham qualidade, segurança e estejam em conformidade com o estabelecido pelo Código de Ética da Profissão Farmacêutica.

Entenda a eleição

No mesmo pleito eleitoral, ocorrerão eleições para dois períodos de mandatos distintos e a eleição para uma nova Diretoria. Serão eleitos cinco Conselheiros(as) (os cinco mais votados para o quadriênio 2018/2021) e dois suplentes destes mandatos (que obtiverem a sexta e sétima melhor votação para o quadriênio 2018/2021), que assumirão no dia 01 de janeiro de 2018 e terão mandato até o dia 31 de dezembro de 2021.

Também serão eleitos, quatro Conselheiros(as) (os quatro mais votados para o quadriênio 2019/2022) e um suplente destes, (o quinto mais votado para o quadriênio 2019/2022) que assumirão apenas no dia 01 de janeiro de 2019 e terão mandato até 31 de dezembro de 2022. Os candidatos têm que escolher previamente a qual dos mandatos irão concorrer, sendo vedada a inscrição nos dois mandatos.

Será também eleita a nova Diretoria para o biênio 2018/2019, que deverá ser composta por candidatos entre os novos inscritos a Conselheiro(a) para os mandatos acima citados e/ou por Conselheiros(as) que ainda tenham mandatos remanescentes, ou seja, entre os três Conselheiros que tiveram seus mandatos iniciados em 2016 para o período 2016/2019. O CRF-PI é composto por 12 conselheiros no total.

O cargo é honorífico (não remunerado) e poderão inscrever-se todo farmacêutico(a) que estiver em dia com suas obrigações perante o CRF-PI e cumprirem os requisitos e apresentarem a documentação exigida pelo edital que será lançado, no mais tardar, no dia 20/07/2017.

Medicamentos x Direção · 10/07/2017 - 06h34

Medicamentos podem ser causa de acidentes no trânsito


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Quando o Contran aprovou a necessidade de testes para detecção do uso de substâncias proibidas, por motorista profissionais (Carteiras de habilitação C, D e E), demonstrou uma evolução com a preocupação com a interação entre direção e substância que modificam o humor, a consciência e estado de virgília, que até então estava focada somente no consumo do álcool.

Inegavelmente houve um avanço, mas, não são somente substância proibidas que podem ser a causa de grandes tragédias no trânsito. Medicamentos comuns, para tratamentos dos sintomas de uma gripe podem ser potencialmente perigosos.

Este fato se agrava por estamos entre os maiores consumidores de medicamentos do mundo e provavelmente em primeiro do mundo no consumo de medicamentos adquiridos sem receita médica e sem a orientação de um farmacêutico e, embora existam registros de centenas de casos de intoxicações e hospitalizações decorrente desta prática, não há no Brasil estatísticas que demonstrem a quantidade de acidentes de trânsito que são causados pelo uso de medicamentos pelos motoristas.

Todo medicamento provoca alterações no organismo e por isso, deve-se estar atento para as alterações mais frequentes. Nos casos de medicamentos mais comuns, como analgésicos, antialérgicos e antigripais, se há chance de sonolência, isso deve ser avisado aos pacientes e consumidores pelo médico ou pelo farmacêutico que realizar a dispensação.

Alguns medicamentos trazem em suas bulas, alertar sob a condução de veículos e máquinas perigosas, mas que, raramente são observadas. Além do mais, não é somente sonolência que os medicamentos podem causar, mas, também podem alterar a rapidez do raciocínio em tempo de resposta, visão, audição e outros sentidos necessários para condução de um automóvel.


Fonte: Guia da Farmácia
Separando boatos da realidade · 03/07/2017 - 20h42

Fenilpropanolamina já não é comercializada há 17 anos


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Nem tudo que circula nas redes sociais merecem crédito, principalmente o que se trata de saúde. Recentemente a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, tem alertado para uma corrente nas redes sociais sobre a fenilpropanolamina voltou a circular em aplicativos de troca de mensagens como o Whatsapp. O texto traz a informação de que a substância chamada fenilpropalamina, suspensa pela Anvisa em 2000, por meio da Resolução RDC 96/2000, ainda estaria presente em 22 medicamentos.

A mensagem chega a orientar as pessoas a suspenderem o uso dos produtos, em sua maioria destinados ao tratamento dos sintomas da gripe. No entanto, tudo não passa de um boato. Há 17 anos a fenilpropanolamina não existe mais no mercado nacional.
Verdade sobre a Fenilpropanolamina

A substância era utilizada em alguns medicamentos disponíveis no mercado, mas foi banida do Brasil e no restante do mundo há quase 17 anos. Na época, este ingrediente foi retirado do mercado depois que o FoodDrug Administration (FDA), agência de medicamentos dos Estados Unidos, constatou que a substância vinha provocando hemorragia cerebral fatal em alguns usuários. No Brasil, não foram registrados casos e a suspensão foi preventiva.
Atualmente nenhum medicamento disponível no mercado brasileiro possui a fenilpropanolamina. Confira a Resolução RDC 96/2000 que proibiu a substância.


Fonte: Anvisa

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Quem tem mais experiencia (idade) e estava atento ao que aconteceu no Brasil em 1998, lembra com muita clareza dos fatos que levaram o Congresso Nacional a entender que o país deveria criar uma Agência Regulatória e Independente de Vigilância Sanitária de nível nacional.

A ideia era fazer com que no Brasil, assim como ocorre nos Estados Unidos da América e na Europa, onde existem a Food and Drugs Administration (FDA) e na Europa com a European Medicines Agency (EMA respectivamente, tivesse um agência que por meio de um grupo de expertises, pudesse legislar (através de suas Resoluções), sobre o controle sanitário do País, que à época, encontrava-se mergulhado em diversos escândalos que envolviam falsificação de medicamentos de todos os tipos, inclusive para o tratamento do câncer.

Passados 18 anos após sua criação, o mesmo Congresso Nacional resolve atropelar novamente a Agência ao aprovar a o Projeto de Lei 2.431/2011, que autoriza a produção, a comercialização e o consumo, sob prescrição médica, de medicamentos à base das substâncias anorexígenas sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol.

A Agência entende que a medida representa sério risco para a saúde da população ao retirar do órgão a competência legal para a regulação a respeito do registro sanitário dessas substâncias. Por conta disso, a posição da Agência é bem clara: vai recomendar ao presidente Michel Temer que vete a proposta.

Para a Anvisa, a aprovação do PL promove sério dano ao regime jurídico dos produtos submetidos ao controle da vigilância sanitária, estabelecido pelas Leis nº 6.360/76 e 9.782/99, e resguardado por recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A venda (dispensação) dos medicamentos à base de anfepramona, femproporex, mazindol e sibutramina é regulada pela Anvisa através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 133/2016.

Segundo o Diretor Presidente da entidade, Jarbas Barbosa, não é possível concordar com a liberação de medicamentos feita por lei, considerando que posteriormente, pode se descobrir que esses medicamentos possam oferecer algum risco ou perigo a quem os consumir.

Ainda segundo o Diretor, o papel do Congresso é outro: cobrar da Anvisa eficiência, transparência e acompanhar seus processos. Mas não substituir as funções da Anvisa.
O registro sanitário visa garantir a segurança e eficácia terapêutica dos medicamentos. Trata-se, portanto, de medida destinada a assegurar o direito constitucional fundamental da saúde, prevista de forma expressa como dever do Estado. A decisão do Congresso permite que as substâncias em questão sejam manipuladas mesmo sem a devida comprovação de segurança e eficácia asseguradas pelo registro na Anvisa, caracterizando-se, portanto, como risco para a saúde da população.

Um bom exemplo disso é o caso da fosfoetanolamina, propagada por seus produtores como a “pílula do câncer” e que teve seu uso autorizado pela Câmara, mesmo sem que a substância tenha registro na Anvisa. O STF barrou esta decisão, por entender que “a busca pela cura de enfermidades não pode se desvincular do correspondente cuidado com a qualidade das drogas distribuídas aos indivíduos mediante rigoroso crivo científico”.

Posteriormente à decisão do STF, todos os testes em torno da fosfoetanolamina demonstraram a não eficácia ou benefício clínico significativo na substância. Ou seja: se a decisão da Câmara estivesse em vigor, as pessoas teriam se submetido ao tratamento com um “medicamento” ineficaz e que poderia até mesmo ser prejudicial a esses pacientes ao fazê-los abandonar a quimioterapia tradicional.

Por fim, ressalta-se que a substância ativa sibutramina continua como opção terapêutica disponível para a população brasileira em medicamentos industrializados - com o devido registro na Anvisa - e que podem ser produzidos e comercializados por farmácias de manipulação. O registro de medicamentos com as substâncias anfepramona, femproporex, mazindol pode ser solicitado e poderá ser concedido mediante a apresentação de dados que comprovem a eficácia e segurança dos mesmos, conforme Art. 2º da Resolução de Diretoria Colegiada-RDC nº. 50/2014.

A Anvisa se coloca à inteira disposição do Congresso para colaborar com o debate e fornecer todas as informações técnicas possíveis. No entanto, é importante reiterar que liberar medicamentos que não passaram pelo devido crivo técnico seria colocar em risco a saúde da população.


Fonte: Com informações da Assessoria de Comunicação da Anvisa
Segurança é necessária · 19/06/2017 - 06h22 | Última atualização em 19/06/2017 - 09h49

Novos medicamentos: até que ponto são realmente seguros?


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O lançamento de um medicamento realmente novo no mercado é precedido por muitos anos de estudos (às vezes mais de uma década) e muitos milhões (ou até bilhões) de dólares gastos.

A cada nova molécula aprovada para uso, milhares de outras foram testadas e descartadas, em três fases de pesquisas. Após o lançamento no mercado como um medicamento, o monitoramento continua, tentando-se identificar situações, interações e efeitos adversos na grande variabilidade peculiar a raça humana, seja genética, etária, por comorbidades ou relativas a alimentação e hábitos.

Porém, todos estes testes realizados são atualmente questionados por diversos profissionais de saúde e da pesquisa em todo o mundo, por um simples motivo: quem financia e coordena estes teste são as próprias indústrias, o que obviamente gera conflitos de interesses.

Há uma corrente de pesquisadores e profissionais da saúde, principalmente nos EUA e na Europa, que estão pressionando as agências de vigilância sanitária (americana FDA e europeia EMA) para que os relatórios de testes dos medicamentos tornem-se públicos e pesquisadores independentes possam revisá-los e certificar que as informações prestadas as agências estão completas e corretas.

Toda esta pressão baseia-se em casos recentes de medicamentos retirados do mercado em decorrência de riscos não relatados anteriormente o da contestação da eficácia. Existem publicações que sugerem que estas ocorrências pode não ter relação somente com novos dados coletados na fase após o lançamento, mas também de omissões de dados já conhecidos e não divulgados às agências, aos médicos e consequentemente aos pacientes.

Ou seja, o fabricante e financiador da pesquisa, divulga os dados mais positivos e relevantes. Em um levantamento da Agência Alemã de Vigilância Sanitária, na comparação entre 1.080 conclusões oriundas de trabalhos científicos publicados e dados divulgados pelos relatórios das indústrias, apenas 39% haviam sido relatados, sendo excluídos dados como a não remissão de sintomas após o uso da medicação e de alguns efeitos colaterais.

Com a pressão realizada, a Agência Europeia de Medicamento (EMA) divulgou em outubro do ano passado, os dossiês de medicamentos completos enviados pelas empresas farmacêuticas, porém, somente o que fora lançado após janeiro de 2015, ficando de fora parte dos medicamentos já comercializados.

Ao tempo em que a Agência Europeia abria relatórios ao público, no mesmo período aqui no Brasil, uma pressão contrária realizada pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfama) buscava a criação de uma Lei que garanta um período de proteção aos dossiês de teste de medicamentos, argumentando haverá risco de vazamento de segredos industriais caso estes documentos tornem-se públicos, o que coloca em risco o desenvolvimento de novas drogas.


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Segundo um ensaio clínico realizado por uma equipe de investigadores da Universidade McMaster, Hamilton, Canadá, o tratamento com o anticorpo benralizumab, fez reduzir a possibilidade, em mais de quatro vezes, de pacientes asmático com a forma severa da doença, usarem corticosteroides orais do que os que receberam um placebo.

Como resultado, os pacientes conseguiram reduzir a dose de prednisona em 75%, apresentaram 70% menos de crises de asma e 93% menos de idas às urgências ou hospitalizações, tendo mantido a função pulmonar.

Embora sejam medicamentos de grande importância no “arsenal terapêutico” para o controle de diversas alergias e doenças autoimunes, o uso frequente de corticoides, principalmente me altas doses, trazem alterações graves no organismo do paciente que podem comprometer-lhe a qualidade de vida.

O ensaio ZONDA, que se encontra na fase III, contou com a participação de 220 pacientes de 12 países. Foi avaliado o efeito do tratamento com o anticorpo monoclonal benralizumab 30 mg sobre o recetor interleucina-5, durante 28 semanas em adultos com asma severa e que recebiam dosagens elevadas de corticosteroides e prednisona por inalação.

O benralizumab removeu quase completamente uns glóbulos brancos conhecidos como eosinófilos da circulação sanguínea e dos tecidos pulmonares.

Os resultados são muito promissores e poderão trazer mais uma ferramenta terapêutica para o tratamento da asma grava, porém ainda são necessários estudos mais longos com este fármaco para se ter absoluta certeza da segurança desta estratégia de tratamento.

O fármaco benralizumab não está ainda aprovado, encontrando-se atualmente em avaliação em vários países.


Fonte: Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Anti-inflamatórios x infarto · 27/05/2017 - 11h29 | Última atualização em 27/05/2017 - 11h30

Uso de anti-inflamatórios apenas uma vez por semana já aumenta o risco de infarto do miocárdio


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Em conformidade com um novo estudo publicado no British Journal of Medicine (BJM), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) comuns, dentre os quais o ibuprofeno e naproxeno, podem aumentar o risco de infarto do miocárdio (IM) ainda na primeira semana de uso.

Estudos anteriores sugeriram que tanto AINEs tradicionais quanto seletivos da COX-2 aumentam o risco de infarto agudo do miocárdio (IM), mas a cronologia do risco, o efeito da dose, a duração do tratamento e os riscos comparativos entre os AINEs ainda não são bem compreendidos.

Esta análise sistemática e metanálise de evidências disponíveis observaram que tomar qualquer dose de AINEs por uma semana, (situação extremamente comum a maioria dos brasileiros), pelo período de um mês ou mais de um mês estava associada a um risco aumentado de IM.

A probabilidade de um IM dentro de uma semana do início do tratamento foi aumentada em 24% com celecoxibe, 48% com ibuprofeno, 50% com diclofenaco, 53% com naproxeno e 58% com rofecoxibe. Foi observado um risco maior com doses mais elevadas de AINEs.

Os autores concluíram que “tendo em vista que o risco de infarto agudo do miocárdio teve seu início na primeira semana e pareceu ser maior no primeiro mês de tratamento com doses mais elevadas, os prescritores devem considerar a possibilidade de pesar os riscos e benefícios de AINEs antes de instituir o tratamento, particularmente no caso de doses mais elevadas”.

O grande problema é que a maioria dos brasileiros que utilizam AINEs, o fazem por conta própria, muitas vezes sequer sem o conhecimento do seu médico ou do farmacêutico.


Fonte: Com informações de Univadis

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A Agência de Vigilância Sanitária - Anvisa registrou nesta semana, o primeiro autoteste para triagem do HIV. O produto é destinado ao público em geral e poderá ser vendido em farmácias e drogarias. O nome do produto no Brasil será Action, da empresa Orangelife Comércio e Indústria.

Impensável de ser disponibilizado até alguns anos atrás, quando a confirmação de que alguém era portador do vírus HIV era considerado uma sentença de morte, esta possibilidade começou a surgir quando os mecanismo e controle da doença se tornaram mais eficazes e a AIDS começou a ser vista como uma doença controlável, ainda que grave e incurável, assim como a hipertensão ou o diabetes.

Em 2015 quando a Anvisa regulou o tema por meio da resolução RDC 52/2015, a possibilidade do teste ser vendido ao público se concretizava, ainda que cercado de alguns cuidados para o usuário. De acordo com a regra, este tipo de teste deve trazer nas suas instruções de uso a indicação de um canal de comunicação para atendimento dos usuários que funcione 24 horas por dia e o número do Disque Saúde: 136.

Detecção de anticorpos

O teste funciona de forma semelhante aos testes já existentes para medição de glicose por diabéticos, onde se utiliza uma gota de sangue.O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids. O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O teste funciona para os dois subtipos do vírus que provocam a Aids.

E depois do resultado, o que o paciente deverá fazer?

O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. Porém, o produto só é capaz de indicar a presença do HIV 30 dias depois da situação de exposição. A situação de exposição é o momento em que a pessoa pode ter tido contato com o vírus da Aids, pode ter sido por uma relação sexual sem proteção ou pelo compartilhamento de agulhas, por exemplo. Esse perído de 30 dias é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consegue detectar. Se uma nova situação acontecer após esse período um novo teste precisa ser feito, respeitando o prazo necessário para detecção e as confirmações necessárias.

Resultado negativo: é recomendável que o teste seja repetido 30 dias depois e outra vez depois de mais 30 até completar 120 dias após a primeira exposição. O período sempre deve ser contado a partir da última situação de risco.

Resultado positivo: a pessoa deve procurar um serviço de saúde do SUS, para confirmação do resultado com testes laboratoriais e encaminhamento para o tratamento gratuito adequado, se for necessário.

O preço do produto será definido pelo mercado, já que no Brasil não existe regulação de preços para produtos de saúde e a Anvisa, por lei, não pode fixar este valor.

O teste de farmácia para AIDS não poderá ser utilizado na seleção de doadores de sangue, já que, para isso, existem outros procedimentos.

O teste deve ser repetido após 30 dias em caso de resultado negativo.

Em caso positivo o resultado deve ser confirmado em um serviço de saúde.
O teste é capaz de identificar o HIV 30 dias depois da possível contaminação. Se houver nova exposição (situação de risco), o teste deverá ser feito novamente respeitando este prazo.


Fonte: Com informações da Anvisa

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A rede de Farmácia Big Bem encerrou hoje as suas atividades no Piauí. Muitos clientes já observavam que a empresa estava passando por uma situação difícil, onde a falta de muitos medicamentos se estendia por longos períodos de tempo e o desabastecimento era perceptível pelas prateleiras vazias.

A rede já havia fechado suas farmácias de vários estados, em de janeiro foram fechadas todas as farmácias do Ceará, em fevereiro as de Pernambuco, no final de abril as da Paraíba e hoje as farmácias do Piauí e Maranhão.

Breve histórico

A rede de farmácias Big Bem teve sua origem no estado do Pará e durante muitos anos foi uma empresa forte e com grande responsabilidade social pelo que vendia (medicamentos), pois, foi ainda na primeira década do milênio, uma das primeiras farmácias a investir na valorização dos farmacêuticos para que estes prestassem um serviço diferenciado na orientação aos usuários de medicamentos, também foi uma das primeiras redes do nordeste a construir salas para a realização destes atendimento.

Em novembro de 2011, a rede Big Bem foi adquirida pelo Grupo BTG Pactual do empresário André Esteves, por 453 milhões, passando a compor os ativos da BR Farma, que já havia adquirido a Mais Econômica, a Rosário a rede Farmácia Santanna e da cadeia de franquias FarMais.

A ideia do Banco BTG era de montar uma rede gigante de farmácias através da aquisição de diversas redes menores que atuavam em diversos estados do País, porém, em pouco tempo o negócio revelou-se de difícil retorno e a BR Farma se tornou um dos ativos mais problemáticos na carteira de negócios do BTG, obrigando ao banco realizar por mais de uma vez, aporte milionários de recursos no ativo.

Com todo o problema financeiro, o BTG pretende retirar as ações da rede de farmácia BRFarma da sua carteira, já tendo vendido separadamente a Rosário e a Mais Econômica, repassará agora a Big Ben pelo valor simbólico de R$ 1,00 (um real) para o empresário Paulo Remy, sócio da Construtora WTorre e especialista em assumir negócios em dificuldades. Ao passar à frente o controle da BRFarma, o BTG sairá do negócio sem receber nada, mas se livrando do pagamento de pesadas obrigações.

No Piauí o fechamento da Big Ben será sentido por todos, e deixa aproximadamente 300 profissionais desempregados, 62 deles farmacêuticos. Estes profissionais não somente fizeram crescer o nome da empresa no estado, tornando-a uma das mais repeitadas e preferida dos piauienses, mas que também ajudaram a moldar um novo modelo de farmácia no Piauí.


Fonte: com informações do jornal O Estado de São Paulo,

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Muitas dietas não passam de modismo e logo se encontra várias falhas nas sua condutas alimentares. Nos últimos anos o consumo do glúten foi praticamente demonizado e retirado da dieta por muitas pessoas, inclusive celebridades que em sua maioria ditam tais modas.

O glúten é o desencadeador e o responsável pelos problemas gastrointestinais e hematológicos das pessoas celíacas e por tais pessoas tem obrigatoriamente que ser totalmente banido, inclusive alimentos que possam apresentar apenas “traços” da proteína, porém, para os não celíacos, a retirada de alimentos que contenham glúten poderá fazer com que haja redução no consumo de produtos que servem para prevenir doenças coronarianas, que atingem os vasos sanguíneos do coração.

Uma pesquisa norte-americana, que contou com 110 mil participantes sendo quase 65 mil mulheres e 45 mil homens, sem a doença celíaca, tiveram seus hábitos alimentares observados e foram divididos em grupos, conforme a quantidade de ingestão da proteína e, a partir dessa informação, os cientistas cruzaram os dados com a quantidade de infartos sofridos por cada um dos participantes do estudo.

Os resultados mostraram que quem consumia mais alimentos com glúten, tinha menos chance de desenvolver doenças cardiovasculares do que os que quase não consumiam. Embora os pesquisadores afirmem que as conclusões não possam ser tratadas como verdades absolutas, os resultados mostram que a exclusão do glúten da alimentação de não celíacos, deve ser pelo menos desaconselhada.

Na prática, nunca houve um estudo que comprovasse que uma alimentação sem alguns cereais, como trigo, centeio e cevada, grãos que há milhares de anos alimentam a humanidade e que contém o glúten, ajudem a emagrecer e previna problemas intestinais além de outras doenças, como diabetes. Quando alguém faz restrição do glúten, acaba cortando alimentos com alto teor de carboidratos, como pães e massas, o que faz com que ela emagreça, não sendo necessariamente a retirada do glúten que provoque esse efeito, e sim a diminuição dos carboidratos presentes nas farinhas brancas.

Para uma dieta segura e eficaz, consulte sempre um nutricionista.


Fonte: Com informações do Saúde IG
Droga antiga, novas indicações · 12/05/2017 - 06h41 | Última atualização em 12/05/2017 - 10h39

Metformina apresenta fortes evidências que poderá vir a ser utilizada no tratamento do Alzheimer


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Sempre temos mostrado novas descobertas que têm levado a novos usos de antigos medicamentos. Em meados de agosto do ano passado, publicamos que a metformina, droga conhecida e utilizada há mais de 60 anos em vários países do mundo, inclusive no Brasil, poderia ser uma alternativa para o tratamento do Alzheimer.

Pesquisas recentes tem demonstrado que a droga poderá se sair melhor que o esperado nos testes e, além do Alzheimer, pode ser benéfica também no tratamento da doença de Parkinson e outros tipos de demência e comprometimento cognitivo.

Há muito tempo que o o diabetes é considerado um fator para o surgimento de doenças neurodegenerativas. Porém, o uso de metformina está associado a uma redução radical na incidência dessas patologias.

Cientista da Universidade de Tulane que acompanharam 6 mil veteranos diabéticos, demostraram que, quanto mais tempo um paciente utilizava metformina, menores eram as possibilidades de desenvolver as doenças degenerativas. Pacientes que utilizavam a droga por mais de quatro anos apresentavam um quarto da incidência da doença em comparação com pacientes que só faziam uso de insulina ou a insulina associada a alguma outra medicação, trazendo o nível de risco de diabetes para um nível correspondente àquele da população geral.

A esperança de pesquisadores é que a metformina possa ajudar a corrigir os problemas ligados à insulina no cérebro em processo de envelhecimento. Pesquisas em animais mostram que o efeito da droga nas células-tronco neurais pode ser a chave para novas descobertas nessa área.
Estudos conduzidos no Hospital de Toronto para Crianças, tem demonstrado que quando se administra metformina a ratos não diabéticos, sua memória melhora devido a um aumento na população de células-tronco neurais e maior número delas que se desenvolvem de forma saudável no hipocampo, o centro da memória no cérebro.

Estudos clínicos humanos também acenam com promessas no tratamento de Alzheimer na fase inicial da patologia. O neurologista Steven E. Arnold, do Hospital Geral Massachusetts, demonstrou recentemente que pacientes diagnosticados com a doença apresentavam melhoras pequenas, mas significativas - na capacidade mnêmica e no funcionamento cognitivo - após ingerir metformina por oito semanas, em comparação àqueles que tomavam placebo. O imageamento do cérebro revelou também algumas melhoras no metabolismo neural. Os efeitos modestos são a norma quando se trata de Alzheimer: mesmo as drogas já aprovadas e utilizadas apresentam somente uma pequena eficácia e por um período limitado.

O pesquisador pretende conduzir um estudo maior que possa avaliar melhor a eficácia da metformina, um medicamento simples, comum e barato que pode afetar um aspecto importante do comprometimento cognitivo em adultos idosos, e há uma razão científica convincente para examiná-la, porém os financiamentos têm sido um problema. É que, como a medicação é genérica, as indústrias farmacêuticas têm pouca motivação em termos de lucro para testá-la. Se a industria ou algum órgão governamental tivesse interesse na pesquisa, um estudo definitivo poderia ser concluído em dois anos.

Se aprovada para uso em humanos com doenças degenerativas, o medicamento apresenta ainda outra grande vantagem: é que a mesma já é utilizada por milhões de pacientes, é considerada bastante segura e apresenta poucos efeitos colaterais além do desconforto gastrointestinal que provoca em parte dos usuários. Outra vantagem é que seu custo é acessível. A novidade agora é que, segundo novos estudos, há indícios de que a metformina possa ajudar a proteger o cérebro de desenvolver doenças do envelhecimento, mesmo em não diabéticos.

Lembro aos leitores que pesquisas ainda necessitam ser realizadas e qualquer medicamento somente deve ser utilizado com prescrição médica ou orientação de um farmacêutico (para os isentos de prescrição)!

Vamos aguardar quem financie os estudos!!!


Fonte: Com informações da Revista Mente e Cérebro

Há séculos, a gonorreia ou blenorragia, doença sexualmente transmissível, provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, aflige a humanidade. Antes do desenvolvimentos dos antibióticos, diversos tratamentos com drogas extremamente tóxicas, foram tentados e nem sempre com garantia de cura.

Parecia que tudo havia mudado com a introdução dos antibióticos, que embora tenham ocorrido a banalização do seu uso nas últimas décadas, havia a sensação de ter deixado a gonorreia como uma preocupação do passado, levando pessoas a tomarem até mesmo de forma "preventiva".

Porém, desde 2012, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem divulgado alertas sobre uma variante da bactéria que causa a gonorreia e que não responde ao tratamento disponível, o que nos remete a uma situação semelhante ao passado.

A primeira infecção com a nova variante da Neisseria gonorrhoeae, chamada H041, foi registrada no Japão em 2008 e casos de resistência da gonorreia ao antibiótico cefalosporina já foram registrados em vários países, incluindo Austrália, França, Japão, Noruega, Suécia e Reino Unido. É importante considerar que não existem novas drogas terapêuticas em desenvolvimento na classe dos antibióticos.

A OMS estima que 106 milhões de pessoas são infectadas todos os anos com a gonorreia, que é transmitida sexualmente e casos esta variante resistente a vários dos antibióticos mais comuns usados no tratamento, incluindo penicilina, tetraciclinas e quinolonas, tornando-a novamente intratável, as implicações para a saúde serão significativas.

Uma infecção gonocócica não tratada pode causar problemas de saúde em homens, mulheres e recém-nascidos, incluindo:

- infecção da uretra colo do útero e do reto;
- infertilidade em homens e mulheres;
- um risco significativamente maior de infecção e de transmissão do HIV;
- gravidez ectópica, aborto espontâneo, natimortos e partos prematuros, e
- infecções oculares graves ocorrem em 30-50% dos bebês nascidos de mulheres com gonorreia não tratada, o que pode levar à cegueira.


Fonte: Diário da Saúde
Nem sempre com medicamentos · 08/05/2017 - 06h43 | Última atualização em 08/05/2017 - 07h27

Estudo revela que tratamento psicológico para disfunção erétil pode ser tão eficaz quanto medicação


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Segundo estudo publicado recentemente, pela Universidade do Porto, em Portugal, o tratamento psicológico para a disfunção erétil, um problema que afeta 10% dos homens portugueses, é tão eficaz como a medicação e prolonga-se a longo prazo.

O estudo revelou que, o tratamento psicológico e farmacológico da disfunção erétil, os homens que receberam terapia cognitivo-comportamental durante três meses apresentaram melhorias “tão eficazes quanto o próprio efeito da medicação tomada diariamente”, designadamente ao nível da “resposta de ereção”, “funcionamento sexual em geral” e “satisfação sexual”.

Um outro dado relevante do estudo é que as melhorias na saúde dos homens com o problema de disfunção erétil, prolongam-se a médio e longo prazo (três e seis meses depois da terapia), enquanto nos homens que fizeram apenas medicação, “uma parte significativa” voltou a ter o problema assim que parou de tomar os medicamentos.

“A grande diferença aqui parece ser que a psicoterapia não só em termos de curto prazo é tão eficaz como a medicação, mas a longo prazo mantém o seu efeito, portanto mantém uma capacidade de manter as pessoas com uma vida sexual ativa muito para além do tratamento, enquanto com a medicação esse impacto é muito mais reduzido”, observou Pedro Nobre, pesquisador da Universidade do Porto.

Segundo ainda o pesquisador, os resultados preliminares são “bastante promissores”, pois sugerem que o tratamento de uma das mais perturbantes dificuldades sexuais masculinas “não está necessariamente dependente da medicação”, existindo alternativas igualmente eficazes que melhoram “não apenas a própria capacidade de ereção, como a própria satisfação sexual”.


Fonte: Com informações de ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Curso de Formação Sindical · 04/05/2017 - 21h09

Sinfarpi promove curso de formação sindical


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Neste momento de grandes flexibilizações nas relações de trabalho e de priorização das negociações trabalhistas ante a legislação, o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Piauí – Sinfarpi, estará promovendo nesta sexta-feira e no sábado, o curso de Formação Sindical.

O curso se destina a profissionais que participam ou tenham interesse de participar do movimento sindical em suas categorias, não somente a farmacêutica.

O curso tem vagas limitadas a 40 participantes e iniciará às 9:00 horas da sexta-feira (05/05) e seguirá pelos dois turnos. No sábado (06/05) iniciará às 9:00 durante todo o dia e encerrará às 17:00. Disponibilizamos a programação abaixo.

Programação:
DIA 05|05
9h Relações de Trabalho na profissão farmacêutica (negociação, acordos e convenções coletivas) – Lavínia Salete Maia Magalhães
10h30 Intervalo
10h45 Relações de Trabalho na profissão farmacêutica (negociação, acordos e convenções coletivas) – lavínia Salete Maia Magalhães (continuação)
12h00 Almoço
13h30 Origem, História do movimento sindical brasileiro – Profº Adelmo Oliveira
16h Intervalo
16h15 Origem, História do movimento sindical brasileiro – Profº Adelmo Oliveira (continuação)

DIA 06|05
9h Concepções sindicais – Profº Adelmo Oliveira
10h30 Intervalo
10h40 Concepções sindicais – Profº Adelmo Oliveira (continuação)
12h00 Almoço
13h30 Administração e contabilidade para entidades sindicais - Profº Ednilson Arendit
16h Intervalo
16h15 Administração e contabilidade para entidades sindicais (continuação) - Profº Ednilson Arendit
17h Avaliação, entrega de certificados e encerramento do curso

Maiores informações no local do curso