Jovem de Futuro -

Seminário destaca impacto na gestão das escolas públicas com o uso de evidências científicas

O impacto definitivo do Jovem de Futuro, porém, será divulgado em 2018, depois de três anos de implementação do projeto nas escolas, fechando um ciclo de aprendizado. O Jovem de Futuro é uma tecnologia educacional desenvolvida pelo Instituto Unibanco e implementada na rede de ensino em parceria com a Seduc, com o intuito de melhorar o desempenho de aprendizagem dos estudantes do Ensino Médio. A metodologia usada para avaliar o seu impacto, chamada Experimento, é considerada inovadora para a área de políticas educacionais e consiste em dividir as escolas em dois grupos: o de tratamento, que recebe o Jovem de Futuro, e o de controle, sem o projeto e para efeito de comparação.

“32% das escolas que participam do Jovem de Futuro no Piauí superaram as metas estabelecidas no projeto, 7% estão próximas de atingir e 50% não conseguiram alcançar as metas. Isso demonstra que o resultado de aprendizagem ainda pode melhorar muito”, disse o pesquisador Samuel Franco, durante o Seminário Gestão Educacional em Teresina.

Maria Júlia Azevedo, Gerente de Implementação de Projetos do Instituto Unibanco, abriu o Seminário destacando a importância das evidências científicas para que projetos educacionais melhorem de fato o aprendizado dos estudantes. “Temos que usar a ciência na tomada de decisão na educação. Com isso, conseguimos contribuir para garantir o direito à aprendizagem dos jovens na escola pública. Vamos fazer acontecer, incluir a ciência na tomada de decisão para nos ajudar a resolver os desafios que temos na educação”, afirmou Maria Júlia. “Estamos fazendo um conjunto de mudanças com o Jovem de Futuro, mas é preciso acelerar isso. Temos que garantir que mais jovens acessem o Ensino Médio, permaneçam e aprendam no Piauí”, completou.

O pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), César Augusto Nunes, mostrou, em sua apresentação, como as pesquisas de clima escolar podem fazer diferença no desempenho dos estudantes e podem orientar a formatação de políticas públicas. “As evidências de clima podem ser trabalhadas dentro da escola, mas também podem orientar políticas educacionais”, disse Nunes. “Escolas que possuem clima escolar positivo apresentam bons relacionamentos interpessoais, ambientes de aprendizagem com decisões compartilhadas, espaços de participação, senso de justiça e indivíduos que se sentem seguros. Isso tudo influencia no aprendizado. Há muitos ganhos positivos ao se olhar o clima escolar”, afirmou o pesquisador.

No período da tarde, os professores, supervisores e diretores escolares da rede do estado se dividiram em grupos para realizar trabalhos e debates sobre os desafios e possibilidades do uso de evidências na gestão educacional. Ao final, compartilharam suas experiências em uma plenária com todos os participantes.

Jovem de Futuro
O Jovem de Futuro é uma tecnologia educacional voltada para o aprimoramento contínuo da gestão escolar com o objetivo de melhorar o resultado de aprendizagem dos estudantes de Ensino Médio. Iniciado em 2008, o projeto já foi implantado em dez estados brasileiros e até 2015 beneficiou 2,5 mil escolas estaduais e 1,6 milhão de estudantes do Ensino Médio.

Fonte: Com informações da Assessoria

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