Análise e interpretação · 16/09/2020 - 13h08

Seduc realiza Oficina de Apropriação de Resultados do SAEPI


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A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) realiza, de 21 a 23 de setembro, a Oficina sobre a Análise e Interpretação dos Dados e Resultados do Sistema de Avaliação Educacional do Piauí (SAEPI), edição 2019. Na ocasião, ocorrerá a apresentação da Plataforma de Avaliação e Monitoramento da educação piauiense.

A técnica da Unidade de Planejamento da Seduc, Sicília Amazonas, informa que o público-alvo da Oficina de Apropriação de Resultados do SAEPI 2019 são técnicos e gestores da Seduc, sendo que a mesma será realizada no formato on-line, via plataforma Google Meet, das 9h30 às 12h30, perfazendo uma carga horária de 9 horas.

"A formação será promovida pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Seduc -PI, e será ministrada pela professora Vânia Maria Machado de Oliveira. O principal objetivo é repassar aos técnicos e gestores da Seduc informações necessárias à compreensão e ao tratamento adequado dos dados e resultados do SAEPI-2019, bem como a apresentação da Plataforma de Avaliação e Monitoramento da educação piauiense. Os participantes serão multiplicadores da Formação", explica a diretora da Unidade de Planejamento. 

Programação da Oficina de Apropriação de Resultados do SAEPI 2019

Período:  21, 22 e 23 de setembro de 2020

Duração: 9 horas divididas em 3 horas por dia

Horário: 09:30 às 12:30

Participantes: técnicos da secretaria

Conteúdo Programático

Dia 21 - 1º dia - Navegar pela PLATAFORMA DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO e do moodle de Desenvolvimento Profissional com o objetivo de ressaltar a importância dos conteúdos ali presentes e de como podem ser utilizados no planejamento escolar e no monitoramento da política educacional.

Apresentação dos resultados gerais da rede

Dia 22 - 2º dia - Analisar os resultados de uma escola da rede, (que terá sua identificação removida) para orientar na apropriação dos resultados seguindo um roteiro, e definição de estratégias pedagógicas de intervenção, bem como plano de monitoramento.

Dia 23 - 3º dia - Orientação de análise e acompanhamento dos resultados de regionais e da secretaria, seguindo roteiros específicos.

Objetivos

·         A importância do uso de evidências na educação

·         Apresentação dos resultados

·         Apropriação e uso dos resultados

·         Plano de ação: ler, interpretar e compreender os resultados da avaliação;

·         Utilização dos resultados da avaliação no contexto de trabalho para orientar o planejamento das ações.

Conceitos fundamentais para o entendimento da avaliação

·         Avaliação externa x interna

·         Aprendizagem x Desempenho

·         Proficiência

·         Habilidade x Competência

·         Matriz de referência

·         Itens

·         TRI e TCT

·         Escala de proficiência

·         Padrões e níveis de desempenho

·         Resultados - Metodologia/ Sub escala

ANÁLISE DOS RESULTADOS

1.      Roteiro para gestores analisarem os resultados da escola

2.      Roteiro para regionais analisarem os resultados das escolas de sua região

3.      Ideias para acompanhamento dos técnicos da secretaria


Fonte: Seduc
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Escolas se reinventaram · 15/09/2020 - 10h59

Escola realiza ações inovadoras durante a pandemia


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Com a pandemia do novo coronavírus, o mundo se viu repentinamente obrigado a ficar em casa e as escolas se reinventaram para garantir a continuidade do ensino por meio das ferramentas tecnológicas.

A Unidade Escolar Professor Agripino Oliveira, localizada no Parque Piauí, que já caminhava com novas metodologias, também se reinventou, buscando, além do ensino aprendizagem, garantir o bem-estar físico dos jovens.

A unidade atualmente tem 173 alunos no Ensino Fundamental 2, funcionando no turno da manhã. "Quando assumi em 2017, montei grupos de Whatsapp pra cada turma, somente com pais. Neles, passávamos todos os informes da escola, bem como relatório de comportamento dos alunos e roteiros de estudo da semana para os pais saberem o que seus filhos estavam estudando.  Então, quando chegou a pandemia,  como já tínhamos  grupos, colocamos também os alunos e nossas aulas começaram acontecer pelo aplicativo", afirma a diretora. 

Como funciona a dinâmica das aulas
Os professores têm 2 horas de aula por dia em cada turma, iniciando às 8h e terminando às 12h. E as aulas acontecem em tempo real. "O grupo é fechado ao final de cada aula, às 12h, e à tarde, os professores ficam de plantão de 14h as 17h para tirar dúvidas dos alunos. Aos sábados, os professores fazem plantão de mutirão on-line para tarefas", ressalta Adriana. 

Dos 173 alunos, apenas 24 não possuem internet e, para esses alunos, a escola realiza as atividades personalizadas impressas, sendo que a cada 30 dias eles pegam o conteúdo do mês na unidade. 

A diretora Adriana Lebre destaca que, em períodos atípicos como o que tem se vivenciado, é gratificante ver como esses educadores são criativos nas atividades que desenvolvem, sempre visando o melhor para os alunos. "Como equipe do Agripino, só tenho que reconhecer o potencial e o talento que cumpre sua missão de ensinar com compromisso, responsabilidade e esmerada dedicação. Assim o sucesso é o resultado do trabalho desenvolvido com excelência", comemora a diretora.

Inovação 
Uma ação que tem estimulado os alunos durante a pandemia é o projeto "Eu sou Aluno nota 10". A ação tem como objetivo premiar os quatro melhores alunos das oito turmas da unidade. 

A equipe do Agripino montou cestas de café manhã e se dirigiram a casa dos alunos às 6h da manhã com confetes e certificação do melhor estudante. 

O critério de escolha foram as melhores notas, assiduidade nas aulas, entrega de atividades on-line e atividades gravadas na educação física. "A disputa dos melhores foi acirrada", fala Adriana.

O aluno Yuri César, que cursa o 8º ano, ficou muito feliz com a surpresa. "Melhor que ganhar a cesta é ser reconhecido pela minha escola, isso só me faz ter vontade de estudar cada vez mais", finaliza Yuri.

Bem estar 
A escola Agripino Oliveira, também preocupada com o bem está físico, vem trabalhando as atividades de educação física de uma forma dinâmica. 

A professora Fabiana Guilherme tem levado aos alunos aulas focada em assuntos relacionados a atividade física e saúde.  A disciplina Educação Física também possui a parte teórica, que leva os alunos à reflexão sobre diversos assuntos relacionados a esportes e bem-estar.

"Uma vez por semana, as aulas são sobre diferentes assuntos, como treinamento funcional (cada aluno faz as atividades práticas sugeridas de acordo com sua rotina e horário), sedentarismo, benefícios da atividade física para a saúde mental, como o corpo reage à quarentena, cuidados com a alimentação, a importância do bom sono. Postura, lesões esportivas, benefícios da caminhada, supervalorização da beleza física, ídolos no esporte, esportes paralímpicos também são assuntos abordados nas aulas", explicou a professora Fabiana.

Pensando no treinamento mental, dentro da Educação Física da escola, a professora Fabiana  trabalha ainda com atividades que envolvem a linha da vida, crenças limitantes, procrastinação e seu estado atual.

Nesse momento em que as tecnologias são tão importantes para a educação, trazer novas metodologias de ensino é essencial para a formação humana  e escolar dos alunos.

As ações da Unidade Escolar Professor Agripino Oliveira não param por aí, está previsto para o final do mês de setembro um show de talento virtual, englobando a interdisciplinaridade. "É uma surpresa e que será uma mola propulsora para alavancar e sair da mesmice da aula remota. Aguardem", finaliza a diretora empolgada.


Fonte: Seduc
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    ISAC NÓBREGA/PR

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou nesta terça-feira (15/09) que, em outubro, haverá discussão sobre o salário dos professores. Segundo o titular da pasta, a classe merece mais atenção. As informações são do Metrópoles.

Ribeiro pontuou ainda que o “governo Bolsonaro não é dono da verdade” e que o MEC está aberto a sugestões de educadores.

“Eu gostaria muito de mudar o eixo da atenção do MEC. Agora, eu gostaria de dar uma atenção aos professores. Um professor bom, embaixo de uma árvore, impacta a vida de um aluno. Precisamos valorizá-los. Vamos olhar com um pouco mais de carinho”, disse o ministro.

Ribeiro elogiou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por tê-lo escolhido para chefiar a Educação. “Eu quero dizer que tenho admiração pela escolha do senhor presidente da República sobre a minha pessoa. Sou um gestor. Mas quando ele me escolhe, ele faz uma opção que tem muita coerência com o que ele fala na teoria: que ele não iria lotear os ministérios”, disse.

“Nós temos uma linha, um propósito em relação à educação e a valores e princípios. Isso deve prevalecer. Estou comprometido com esses valores, mas acredito que cada um dos educadores tem uma contribuição e pode nos ajudar. Vamos ouvi-los. É isso que nós queremos. Vamos caminhar nesse propósito”, destacou Ribeiro.

As declarações foram dadas durante apresentação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Idec), em coletiva de imprensa no Inep.

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Após intermediação do vereador Dudu (PT) durante encontros com o Governador Wellington Dias (PT), o secretário de Estado da Educação, Ellen Gera, além de comissão de pais e professores da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), foi realizado um planejamento pedagógico para retorno das aulas remotas das unidades escolares. Na última quarta-feira (09), teve início as aulas para mais de 600 alunos oriundos da Unidade Escolar Cenecista Popular de Teresina e do Colégio Cenecista Deputado Átila Lira, ambos vinculados à Campanha Nacional de Escolas da Comunidade.

Com o fechamento das unidades de ensino no mês de maio devido a pandemia do novo coronavírus, o parlamentar buscou um diálogo efetivo com o Governo do Piauí em busca de soluções, como o início das aulas remotas e manutenção dos alunos da CNEC em seus antigos prédios, que agora passam a ser administrados pelo Estado. Dudu informa que os alunos terão todo o acompanhamento necessário por parte da gestão estadual.

"As Unidades Escolares CNEC fechadas ainda em maio deste ano, agora estão integradas com a Secretaria de Educação do Piauí. Com isso as duas escolas de Teresina podem dar continuidade ao seu ensino atendendo as famílias e cerca de 600 alunos da capital. A Prefeitura Municipal de Teresina não tomou nenhuma providência para absorver essas crianças, uma vez que o ensino fundamental em Teresina é responsabilidade da gestão municipal. Mas, o Governo do Estado teve a sensibilidade de acolher esses alunos”, disse o parlamentar.

Dudu agradece ao Governador Wellington Dias e ao secretário de Educação, Ellen Gera, pela atenção e disponibilidade em contribuir com o ensino aos estudantes de Teresina. “Agradecemos em nome da população de Teresina ao governador pela sensibilidade e ao secretário de Educação, Ellen Gera pelo empenho para poder acolher os alunos que desde maio estavam sem ter acesso ao ensino. Isso é resultado do compromisso do Governo do Estado com o processo de ensino e aprendizado de nossas crianças. Só temos a agradecer, pois agora os alunos terão acesso as aulas remotas", conclui o petista.


Fonte: Com informações da assessoria
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Alunos do ensino médio da rede pública de São Paulo poderão se inscrever para uma das 9.060 vagas de qualificação profissional que estão sendo oferecidas pelo governo paulista no programa Novotec Expresso. Segundo o governo paulista, poderão se inscrever estudantes do ensino médio da rede pública estadual, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e os concluintes do ensino médio em dezembro de 2018 e 2019.

    Tomaz Silva/Agência Brasil

São 11 opções de cursos rápidos, todos eles gratuitos, que oferecem novas oportunidades de profissionalização para os jovens do ensino médio de São Paulo.

As aulas semipresenciais terão início no dia 5 de outubro e vão até o dia 18 de dezembro. A maior parte da carga horária será realizada online e ao vivo na plataforma Microsoft Teams, mas haverá também encontros presenciais, respeitando os protocolos de saúde e de segurança durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o governo paulista, os encontros presenciais poderão ser aulas pontuais em laboratórios, visitas de campo, palestras e atividades de integração.

Os cursos são: Comunicação e Projeto de Vida para o Mercado de Trabalho; Criação de Conteúdo para Redes Sociais; Excel Básico; Informática Básica; Introdução à Programação de Computadores; Noções de Cibersegurança; Operador de Telemarketing;  Princípios do Empreendedorismo; Produção Multimídia; Recepção e Atendimento ao Cliente; e Vendas em Redes Sociais

As inscrições, também gratuitas, podem ser feitas até o dia 23 de setembro pela internet.

Curso de inglês

O governo paulista também vai oferecer 17 mil bolsas em curso online e gratuito de inglês por meio da plataforma EF – Education First. Poderão se inscrever para bolsas os estudantes do ensino médio da rede pública estadual, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e os concluintes do ensino médio de dezembro de 2018 e 2019. As inscrições também podem ser realizadas pela internet.

Ao realizar a inscrição, o estudante vai receber um e-mail permitindo o acesso à plataforma da Education First para iniciar o curso. As aulas deverão ser concluídas em até três meses.

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Números de 2019 · 12/09/2020 - 10h29

MEC anunciará resultados do IDEB no dia 15 de setembro


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O Ministério da Educação (MEC) divulgará os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019 e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2019 na próxima terça-feira, 15 de setembro, em coletiva de imprensa a ser realizada às 9h30, na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Escolas públicas estaduais do Piauí aguardam, ansiosas, os resultados na expectativa de uma evolução no desemprenho dos estudantes.

Na ocasião, estarão presentes o ministro da Educação, Milton Ribeiro; o presidente do Inep, Alexandre Lopes; e o diretor de Estatísticas Educacionais do instituto, Carlos Eduardo Moreno Sampaio; que fará a apresentação dos dados. Tanto o Ideb quanto o Saeb são produzidos pelo Inep.

A diretora do Centro Estadual de Tempo Integral (CETI), Djanira Alencar, revela que ao longo dos 11 anos na modalidade tempo integral, fez-se um trabalho de qualidade junto a comunidade escolar, sem medir esforços para obter bons resultados.

“Toda equipe pedagógica tem se comprometido com uma educação de qualidade e já colhemos frutos, como um índice que chega a 80% de aprovação em universidades públicas pelo Enem ou com bolsa em particulares. Isso nos mostra que estamos no caminho certo, onde a educação tem impactado na educação dos alunos. Todos os anos, a partir do nosso trabalho, aguardamos os resultados como do IDEB com uma grande expectativa, pois acreditamos na qualidade dos nossos esforços. Temos uma noção que mais uma vez superaremos a nossa meta que é 5,9, por conta do trabalho realizado, principalmente em 2019. Temos percebido a evolução. Acredito que será um dia de festa pra nós”, destaca a diretora.

O secretário de Estado da Educação, Ellen Gera, explica que o Ideb é um dos principais indicadores da Educação para medir a qualidade da aprendizagem e, a partir dele, estabelecer metas para a melhoria do ensino.

“O Ideb é calculado com base em dois componentes: aprovação, com dados obtidos por meio do Censo Escolar, e aprendizagem, baseado no desempenho dos estudantes nas provas de português e matemática aplicadas pelo Saeb.  A média desses componentes gera uma nota que pode variar de zero a dez. Pelo resultado do Ideb, estados, municípios e escolas podem identificar suas dificuldades e traçar planos para melhorar o seu desempenho. Por exemplo, se uma escola deixa de atingir a meta porque os estudantes não tiveram boas notas na prova de matemática, ela pode realizar um projeto de reforço com os estudantes para melhorar o aprendizado da disciplina. Por isso, o indicador é tão importante e os avanços devem ser comemorados”, explica.

De acordo com Ellen Gera, o Estado do Piauí avançou muito nos últimos anos na área da educação. Consolidou ações que permitiram aumento do acesso à escola pública e melhoria na qualidade do ensino. “No ano de 2017 foi criado o Pacto Pela Aprendizagem, com a expectativa de aprimorar a qualidade do ensino e aprendizagem das escolas públicas da rede estadual. A proposta foi construir um conjunto de ações a curto, médio e longo prazo, com o objetivo de elevar o grau de aprendizagem dos alunos em todos os níveis de ensino,  corrigir o fluxo educacional e garantir educação na idade certa, reduzindo os índices de distorção idade-série, de evasão e de abandono em todos os níveis educacionais, com metas específicas para cada etapa de ensino. Um outro foco é a formação cidadã, professores de excelência, gestores reconhecidos como líderes tendo uma escola acolhedora e inclusiva”, esclarece o secretário.

O Pacto Pela Aprendizagem tem como meta implementar as ações que já vinham sendo desenvolvidas, alinhadas ao Plano Nacional de Educação e ao Plano Estadual de Educação, associado ao plano de investimentos do governo do estado no eixo Educação, tendo sua organização pautada em sete em 7(sete) pilares estratégicos.

As ações de ensino e aprendizagem de forma engrenada nesses pilares contribuem para os avanços dos resultados educacionais do estado do Piauí.  “Ações como o Circuito de Gestão, Mais Aprendizagem, Avaliação Global Integrada, Poupança Jovem, Acompanhamento Pedagógico sistemático, Caravanas pedagógicas, Programa de Mediação Tecnológica, visitas técnicas às escolas. A continuidade dessas ações nos dá boas perspectivas de crescimento no Ideb que será divulgado ainda esse mês”, destaca ainda Ellen Gera.

SOBRE IDEB

O IDEB também é um importante condutor de política pública em prol da qualidade da educação. É a ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade para a educação básica, que tem estabelecido como meta para 2022, alcançar média 6 – valor que corresponde a um sistema educacional de qualidade comparável ao dos países desenvolvidos.

A diretora da Unidade de Ensino e Aprendizagem, Maria Jose Mendes Neta, destacou que em 2019, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc-PI)  criou o  “Se Liga no Saeb”,  um programa “guarda-chuva” que norteou  as escolas, as Gerências Regionais e a própria equipe da Seduc em como trabalhar, mobilizar e engajar todos os atores que fazem parte do processo de avaliação do SAEB.

“Para os gestores escolares, o foco principal é o aluno e o interesse é fazer com que ele aprenda e o resultado do Ideb atesta que estão no caminho certo e que a aprendizagem está acontecendo com qualidade. São vários os fatores que levam a esse resultado, sendo imprescindível levar em consideração o interesse dos alunos, a equipe pedagógica qualificada e comprometida com a escola, além do trabalho que vem sendo desenvolvido em um modelo de gestão democrática e participativa. Outro detalhe importante que auxilia chegar na meta é a parceria dos pais, apoio das Gerências Regionais e equipe central da Seduc”, finaliza a diretora.

Em junho, finalizou o prazo para representantes das instituições de ensino verificar os dados preliminares do IDEB e apresentar recursos ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O Saeb 2019 contou com a aplicação de testes para 7,6 milhões de estudantes matriculados em 291 mil turmas em todos os sistemas de ensino e regiões brasileiras. No Piauí, 31.214 dos 35.707 alunos matriculados no 3º ano do Ensino Médio, 9º e 5º anos do Ensino Fundamental da rede pública estadual realizaram a prova, uma taxa de presença de 90%.

Serviço

Divulgação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019 e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2019.

Data: 15 de setembro de 2020, terça-feira

Horário: 9h30

Local: Auditório do Inep | Setor de Indústrias Gráficas (SIG) Quadra 4 Lote 327 | Brasília-DF

Contato: imprensa@inep.gov.br | (61) 2022-3630 e (61) 98185-3601


Fonte: Com informações da CCOM
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Transformou a realidade · 11/09/2020 - 10h37

EJA em tempos de pandemia é tema de seminário virtual


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A pandemia do novo coronavírus transformou a realidade de todos os estudantes do país e com a Educação de Jovens e Adultos (EJA) não foi diferente. Para discutir os principais desafios da modalidade durante o período de isolamento social foi realizado o seminário virtual, com o tema ?A EJA em tempos de pandemia: desafios atuais e políticas de ação?.

A discussão, organizada pelo Fórum Nacional da EJA, contou com transmissão pelo aplicativo Zoom, e foi destinada aos servidores, professores, alunos e demais interessados na temática.

O encontro foi mediado pelo professor Antonio Ferreira, que é Coordenador Estadual do Fórum da Educação de Jovens e Adultos e mediador do Fórum Nacional/EJA, e contou com a participação de Conceição Andrade, diretora da EJA na Secretaria de Estado da Educação; e da professora Ana Vitória, que coordena a modalidade na Secretaria Municipal de Educação de Teresina/PI.

Durante o seminário virtual, o público enviou perguntas e comentários para os palestrantes ao longo da transmissão que trabalhará as seguintes temáticas: Diretrizes e Ações da Rede Estadual de Ensino; Diretrizes e Estratégias para o Plano de Ação Pedagógica da Escola; Orientações Pedagógicas específicas da EJA; Painel de Monitoramento e Busca Ativa (abandono e evasão).


Fonte: Seduc
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Formação de crianças · 10/09/2020 - 11h54 | Última atualização em 10/09/2020 - 12h00

Mais de 600 alunos do CNEC iniciaram aulas na rede estadual


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Mais um importante passo na formação de crianças e jovens foi dado na última quarta-feira, 9, com o início das aulas para mais de 600 alunos oriundos da Unidade Escolar Cenecista Popular de Teresina e do Colégio Cenecista Deputado Átila Lira, ambos vinculados à Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (Cnec). As duas instituições foram desativadas e a rede estadual está acolhendo os estudantes para que suas formações não sejam prejudicadas com a pandemia do novo coronavírus.

Toda a equipe de ensino da Seduc PI tem se reunido nas últimas semana para traçar um planejamento pedagógico para os estudantes das duas escolas. De acordo com Maria José Mendes, diretora da Unidade de Ensino e Aprendizagem da Seduc, "após todo o alinhamento da última sexta-feira (04.09), com uma reunião pedagógica, as aulas desses alunos recomeçaram com um acolhimento na rede estadual para que eles possam completar o ano letivo". 

Foram integrados à rede, 346 alunos do Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano, para a Unidade Escolar Gabriel Ferreira, remanejados da Unidade Escolar Cenecista Popular de Teresina, e 329 alunos, também do Ensino Fundamental do 1º ao 9º ano, foram para o Caic do Renascença, remanejados do Colégio Cenecista Deputado Átila Lira.

A professora Valmira, da disciplina de matemática, falou da ansiedade de conhecer os alunos, mas lembra que os encontros acontecerão apenas por videoaulas e nos grupos de whatsapp. "Eu estou disponível e vou ajudar vocês tanto nas questões das atividades, na resolução dos exercícios, como nas orientações", disse a professora no acolhimento aos alunos.  

A proposta é que os alunos possam continuar seus estudos de forma remota com os recursos já utilizados na rede de ensino estadual e os impactos sejam os mínimos possíveis durante a pandemia.


Fonte: Seduc
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A 38ª Promotoria de Justiça de Teresina, especializada na defesa da educação, obteve sentença favorável em ação civil pública movida contra o Estado do Piauí para reforma de cinco unidades escolares.

A promotora de Justiça Maria Ester Ferraz de Carvalho conduziu vistorias nas escolas estaduais Severiano Sousa (bairro Acarape), Dep. Alberto Monteiro (Mocambinho), Dep. Átila Lira (Itararé), Mundim Ferraz (Santa Maria) e Pequena Rubim (Mocambinho), constatando a existência de diversas irregularidades que comprometem a estrutura física dos prédios.

“É preciso que todas as deficiências estruturais sejam sanadas, para que haja garantia de que o ambiente escolar é propício à prestação de um serviço de qualidade a todas as crianças e adolescentes que frequentam os educandários”, destacou Maria Ester, na ação inicial.

Nesta quinta-feira, 03 de setembro, o juiz de Direito Aderson Antônio Brito Nogueira confirmou os termos de liminar já concedida e determinou que o Governo do Estado promova as melhorias necessárias nas cinco unidades escolares, realizando reformas no prazo de seis meses.

SENTENCA-PROCEDENTE-0819349-82.2019.8.18.0140

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Chamada pública · 06/09/2020 - 14h58 | Última atualização em 06/09/2020 - 15h09

Enem 2020: inscrições para certificadores começam na quarta-feira


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As inscrições para a Rede Nacional de Certificadores (RNC), a fim de atuação em atividades de certificação dos procedimentos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, começam na próxima quarta-feira (9) e vão até o dia 29 deste mês. O cadastramento destina-se a servidores públicos federais e professores das redes públicas estaduais e municipais.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou, nessa sexta-feira (4), no Diário Oficial da União, o Edital nº 64 de chamada pública. As inscrições podem ser feitas no seguinte endereço na internet: certificadores.inep.gov.br ou no aplicativo móvel, disponível nas principais lojas de aplicativos.

“Para realizar a inscrição, o candidato deverá atender aos requisitos descritos no edital, como: ser servidor público, efetivo e em exercício, do Executivo Federal ou ser docente, em exercício, das redes públicas de ensino estaduais e municipais e estar devidamente registrado no Censo Escolar 2019; ter formação mínima em ensino médio; não estar inscrito como participante no Enem 2020; não ter cônjuge, companheiro ou parentes de até 3º grau inscritos no Enem 2020; e possuir smartphone ou tablet, com acesso próprio à internet móvel”.

Entre as atribuições, os servidores vinculados à RNC deverão certificar in loco, sob demanda do Inep, a efetiva e correta realização dos procedimentos de aplicação nos dias de realização do exame; registrar, em sistema eletrônico, as informações coletadas com base em sua atuação; e informar ao instituto possíveis inconsistências identificadas. Segundo o Inep, o cadastramento prévio não garante a inscrição para atuação como certificador no Enem 2020.

Os convocados deverão participar de uma capacitação a distância promovida pelo Inep para divulgação de normas, procedimentos e critérios técnicos da RNC. Eles só serão considerados aptos somente após a participação e a aprovação nas atividades desenvolvidas no curso de capacitação, com no mínimo 70% de aproveitamento.

A atividade desenvolvida pelo certificador terá o valor de R$ 342 por dia. A remuneração se enquadra em atividade prevista no anexo do Decreto n.º 6.092, de 2007 (elaboração de estudos, análises estatísticas ou relatórios científicos de avaliação), equiparando-se ao valor da hora do servidor público do Poder Executivo Federal, de R$ 28,50.

De acordo com o cronograma previsto no edital, o resultado da chamada pública e o endereço eletrônico com a relação da homologação das inscrições e dos colaboradores convocados para realizar o curso de capacitação serão divulgados no Diário Oficial da União, no dia 14 de outubro.

O documento estabelece, ainda, que os certificadores selecionados deverão, obrigatoriamente, nos dias de atuação, portar álcool em gel e usar máscaras para proteção contra a covid-19. As máscaras poderão ser artesanais ou industriais e deverão ser utilizadas ao longo da aplicação e trocadas quando ficarem úmidas ou a cada quatro horas. Será proibida a entrada do certificador no local de aplicação sem a máscara de proteção facial. O Enem impresso está marcado para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021.


Fonte: Agência Brasil
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Comportamentos antes e depois · 05/09/2020 - 09h18 | Última atualização em 05/09/2020 - 09h28

Escola incentiva alunos a redescobrirem bairros na pandemia em Campo Maior


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    Reprodução

Em razão da mudança na vida das pessoas e impacto na rotina escolar provocada pelo novo coronavírus, a equipe pedagógica da Unidade Escolar Petrônio Portella, em Campo Maior, idealizou um projeto interdisciplinar. Conhecendo o seu bairro em tempos de pandemia, para engajar a participação e protagonismo dos alunos.

No projeto, os alunos da quinta à sétima etapa da Educação de Jovens e Adultos, buscaram informações para entender como se comportavam os frequentadores dos diversos locais mais frequentados pela comunidade, antes e durante a pandemia, como disse o professor Gilberto Chaves.

"O projeto fornece aos alunos da modalidade EJA um olhar para o seu bairro, a visualizar a importância de um lugar pela comunidade e a partir dai o aluno passou a conhecer a realidade do seu próprio local. Eles realizaram questionários junto aos frequentadores dos setores como a igreja, o mercado do produtor rural, a Praça da Bandeira e o campo de futebol, no lazer, e nestes lugares perceberem quais os cuidados adotados em relação a prevenção da Covid-19 para depois produzirem o texto do vídeo", detalhou.

Os professores orientadores realizaram reuniões com os alunos, foram montados questionários em relação a comunidade e assim conseguirem montar a produção textual. A fase seguinte foi a captura de imagens e inserção dos áudios narrados pelos alunos.

"Ao final da atividade percebemos os alunos mais motivados e engajados a conhecer a comunidade e criou um sentimento de pertencimento. Eles ficaram maravilhados com o resultado do trabalho deles e tivemos ainda como saldo positivo o maior interesse no grupo das turmas e o retorno das atividades", ressaltou Gilberto.

As gravações com as imagens aconteceram nos bairros Matadouro e Cariri, onde a maioria dos estudantes residem.

O resultado pode ser conferido abaixo neste vídeo:

Segundo a coordenadora pedagógica, Rosiana Ibiapina, a escola tem intensificado a formação continuada na própria sede via meios digitais, com auxílio da formação Chão da Escola, oferecido pela Seduc, e incentivando os professores a trabalharem as temáticas das realidades locais com o apoio da Gerência Regional de Educação.

Ela explica que o projeto faz parte do plano pedagógico que busca combater a evasão escolar e promover a permanência dos alunos.

"Este é o resultado do trabalho da coordenação pedagógica junto com os professores, na tentativa de resgatar o aluno, fazer esta virada metodológica, trabalhar com metodologia ativa, pedagogia de projeto, colocar o aluno como protagonista do desenvolvimento da vida dele. Temos conseguido resgatar o pertencimento dos nossos alunos junto à comunidade escolar e despertar que ele seja a diferença naquele espaço", afirmou.


Fonte: Seduc/PI
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Mudança o jeito convêncional · 02/09/2020 - 19h19

Vestibular ao ar livre: um novo método para evitar a Covid-19


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Para evitar a propagação do novo coronavírus, mais de 1 milhão de estudantes prestaram vestibular esta quarta-feira, 2, ao ar livre. Episódio ocorreu em uma arena esportiva no Uzbequistão, país da Ásia Central. As informações são do iG/ Saúde. 

Os 1,4 milhão de estudantes que realizavam a prova disputavam 150 mil vagas em universidades em um sistema centralizado de admissão. As mesas dos candidatos foram distribuídas em psitas de corrida de um estágio.

O vestibular no Uzbequistão tem duração de três horas e, segundo a agência Reuters, a aplicação da prova ao ar livre foi um problema para os estudantes que estavam sob a luz direta do sol. Para quem estava sentado à sombra, o clima estava "confortavelmente quente".

No Brasil as provas ao ar livre não foram cogitadas, na verdade, o planejamento do governo federal é aumentar a quantidade de salas para aplicação dos testes e tornar obrigatório o uso de máscaras. O maior vestibular do país, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foi transferido para janeiro devido a pandemia.

Covid-19 no Uzbequistão

O Uzbequistão já confirmou 42.370 casos de Covid-19, com 324 mortes em território nacional. O país tem 34 milhões de habitantes e acabou de enfrentar um aumento repentino de casos que levou seu sistema de saúde ao limite.

Foi anunciado esta semana que a volta às aulas será em 14 de setembro, após duas semanas de adiamento. Se necessário, o sistema online será reaplicado. Já nas universidades, o ensino continua à distância enquanto durar a pandemia. 

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Recurso de Precatórios · 02/09/2020 - 08h54

Escolas na região Sul são contempladas com Educar Piauí


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A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) inicia, na região sul do Piauí, as obras do Programa Educar Piauí. Em São Raimundo Nonato, o investimento inicial será de um milhão e trezentos mil reais com a fonte de recurso do Precatórios do FUNDEF/Programa Pro Educação. A ação irá contemplar todas as seis escolas da cidade do município com reformas, ampliações e construções de quadras poliesportivas cobertas.

No CETI Moderna, no município de São Raimundo Nonato-PI, o valor total da obra é de R$ 571.107,50 (quinhentos e setenta e um mil cento e sete reais e cinquenta centavos) com a climatização, reforma e ampliação, como explicou a diretora da Unidade de Gestão de Rede Física, Kátia Lemos.

"Nesse primeiro momento, temos previsto para iniciar em setembro de 2020 a reforma e ampliação do Ceti Moderna. A escola será contemplada com a construção de sala de aula, adequação de banheiros, acessibilidade e reforma geral do prédio, incluindo parte elétrica e hidráulica, entre outros. Essa ação vai beneficiar significativamente a educação na região e ampliar a possibilidade de aprendizagem dos alunos com escola adequada e excelente estrutura", destacou, Kátia Lemos.

A escola funciona há 10 anos como Tempo Integral e hoje atende 321 estudantes. A diretora Pauliceia de Assis Ribeiro comemorou os investimentos na escola e comentou a expectativa para o início da obra.

"A climatização da escola é algo esperando há muito tempo. Sabemos que uma escola com boa estrutura motiva tanto alunos como professores. Acreditamos que, com a climatização e a reforma, teremos um ambiente escolar mais propício e motivador, favorecendo assim a aprendizagem dos nossos alunos. E, com certeza, nossos professores se sentirão mais motivados", pontuou.

Mais investimentos
Em visita aos municípios do sul do estado, o governador Wellington Dias inaugura um série de obras e autorizou investimentos para a área da educação.

Será feita a construção de uma quadra na Unidade Escolar Margarida da Silva Costa, localizada na cidade de Coronel José Dias. O Ensino para Jovens e Adultos (EJA) também deve ser fortalecido na região, na Unidade Escolar Maria de Castro Ribeiro e na Unidade Escolar José Leandro. Foi autorizado a reforma e ampliação da Unidade Escolar Salomão Carvalho e investimentos em mais três escolas no município de São João do Piauí.

Os municípios de Canto do Buriti, Anísio de Abreu, Caracol, Guaribas e São Brás também serão contemplados com investimentos.


Fonte: Seduc
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Bryce Latimer, de 6 anos, construiu um espaço que lembra uma sala de aula do ensino fundamental para se sentir mais à vontade estudando dentro de casa em Arkansas, Estados Unidos. O menino foi para a 1ª série do ensino fundamental, mas por conta da pandemia do coronavírus sua escola permanece fechada dando aulas virtuais. As informações são do VIRTZ

“Ele sempre disse que não queria pegar o vírus, então ele entende o conceito do que está realmente acontecendo, eu senti que ele precisava sentir que ainda estava na sala de aula", disse a mãe de Bryce, Ashley Latimer ao Good Morning America.

O cantinho do estudo de Bryce inclui uma pequena biblioteca, uma escrivaninha, uma lousa, um laptop e muitos pôsteres educacionais. O menino disse que fazer seu espaço parecer uma sala de aula o ajudou a fazer a transição para o aprendizado remoto.

 

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PATRÍCIA PASQUINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em meio à polêmica em torno da volta às aulas, nenhuma das alternativas propostas pelas esferas governamentais vem ao encontro do que sugere o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clovis Arns da Cunha.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Cunha afirma que a retomada das atividades escolares deve ocorrer pelos alunos do último ano do ensino médio, porque estão perto do vestibular e já entendem a importância das medidas preventivas contra a infecção pelo novo coronavírus.

Num segundo momento, os estudantes do segundo e primeiro ano do ensino médio, e da última série do fundamental, gradativamente e de forma escalonada -metade em sala de aula e outra a distância.

Cunha também critica a defasagem da tabela de remuneração de procedimentos no SUS (Sistema Único de Saúde), que não acompanhou a inflação ao longo dos últimos 50 anos.

Segundo Cunha, sem o atendimento pelo SUS o número de óbitos por Covid-19 no Brasil já teria ultrapassado 150 mil.

PERGUNTA - Como o sr. avalia a estratégia de enfrentamento à pandemia das três esferas de governo?
CLOVIS ARNS DA CUNHA - No âmbito estadual, teve um pouco mais de homogeneidade. No governo federal, observou-se uma situação muito ruim. Tentando fazer sempre uma crítica construtiva, as medidas de prevenção tão importantes que o mundo inteiro preconiza -uso de máscaras, distanciamento físico de pelo menos um metro e a higienização das mãos- não só não foram preconizadas e orientadas pelo governo federal como contrariadas. Se você não segue uma orientação homogênea, como fica a situação dos brasileiros que ouvem os médicos orientarem o uso da máscara, mas o presidente [Jair Bolsonaro] não usa? Pelo contrário, promove aglomeração e situações contrárias ao que o mundo inteiro científico orienta, incluindo a OMS (Organização Mundial da Saúde) e as sociedades científicas?

P. - O que levou o Brasil a ultrapassar 100 mil mortes por Covid-19?
CAC - Em cidades populosas, especialmente no Brasil, onde há pessoas que vivem em casa com um cômodo, é impossível fazer um isolamento respiratório. Na primeira onda, tivemos seis epicentros: São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Manaus e Belém. Nas últimas seis, oito semanas, as regiões do Brasil que não tinham sido acometidas -os três estados do Sul, o Centro-Oeste e Minas Gerais -passaram a ser. Se você tem um povo que segue as medidas, lideranças de saúde que orientam corretamente e dão exemplo de como utilizar essas medidas e elas são eficazes, você elimina muito o impacto da Covid-19 em termos de números. No Brasil, houve por muitos meses e em várias esferas pessoas dizendo que não precisava usar máscara, do distanciamento físico, isolamento social de idosos e pacientes de risco. Foi o principal motivo que levou ao número grande de casos.

P. - Quais estados mais preocupam as autoridades médicas?
CAC - Estamos na segunda fase da pandemia. Sul, Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal, e Minas Gerais estão no pico da pandemia. O que está acontecendo também é a interiorização da Covid-19. Várias cidades do interior estão acometidas.

P. - O sr. concorda que São Paulo está no platô e a aceleração da doença diminuiu?
A população pode ficar mais tranquila em relação à pandemia?
CAC - Na verdade, é o que está acontecendo em vários estados -neste sentido São Paulo e Paraná são parecidos. Em São Paulo, o platô teve duas forças diferentes. O estado teve o pico, principalmente às custas da capital; depois, na capital diminuiu e no interior subiu. No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, atingimos o pico e estamos no platô do pico. O número de casos e mortes ainda é muito grande, mas esperamos tanto em São Paulo como no Sul e Centro-Oeste que esse platô progressivamente vá caindo. Na cidade de São Paulo, houve uma melhora significativa, tanto que foi possível desativar os hospitais de campanha.

P. - Se o governo tivesse implantado "lockdown" em SP já estaríamos numa situação mais segura?
CAC - Se você faz um "lockdown" só num estado ou município, só adia a epidemia. Foi o que aconteceu na Nova Zelândia, em Portugal e na Alemanha. Um "lockdown" localizado, quando a situação está completamente descontrolada, como aconteceu no Maranhão, funciona só para fazer com que a curva do número de casos diminua temporariamente. As pessoas viajam. No Paraná, quando começou a aumentar a epidemia, metade dos casos era de pacientes oriundos de São Paulo. Você não consegue fazer uma barreira sanitária num país como o Brasil por quatro, cinco ou seis meses.

P. - Com a pandemia, quais conclusões podem ser tiradas sobre a saúde pública do Brasil?
CAC - Primeiro, precisamos falar sobre a parte boa do SUS. Nenhum país grande como o Brasil tem um sistema igual ao nosso. Nos EUA, onde não existe sistema gratuito de atendimento, muitas pessoas morreram porque chegavam com Covid-19 grave ao hospital e não eram atendidas por não terem como pagar. O segundo passo é pensar sobre em que é possível melhorar e em que a pandemia escancarou as nossas fragilidades. Hoje há distorções [na tabela SUS]. Ao longo dos últimos 50 anos, independentemente do governo eleito, não houve a preocupação de acompanhar a inflação. A epidemia mostrou que o SUS salvou várias vidas. Se não tivesse atendimento pelo SUS, provavelmente o número de óbitos no Brasil estaria em mais de 150 mil. Uma vez elogiado o SUS, a pergunta que gestores públicos e médicos da linha de frente da batalha devem fazer é: como remunerar melhor [os procedimentos]?

P. - O que se sabe sobre o novo coronavírus até hoje?
CAC - Hoje, os infectologistas se sentem seguros em saber qual exame precisam pedir para diagnóstico de Covid-19, como interpretar o resultado, qual deles é melhor, quando medicar o paciente, qual remédio dar, quando internar o paciente e que cuidados devemos ter ao interná-lo. Um dos grandes aprendizados foi que a doença pode causar hipóxia silenciosa (quando o paciente tem falta de oxigênio no sangue, com saturação abaixo de 95%, mas não apresenta falta de ar).

P. - Quando o Brasil terá uma vacina segura para imunizar a população?
CAC - Na virada do ano. Você tem nas vacinas hoje uma seleção que foi para a semifinal da Copa do Mundo, ou seja, a seleção está indo bem, com grandes chances de ser campeã. Há quatro ou cinco vacinas que são semifinalistas e todas podem ser campeãs até o começo do ano, entre elas a chinesa e a de Oxford, que os estudos estão na fase 3 e na fase 2 foram bem. Uma outra vacina que vamos participar dos testes em Curitiba assim que aprovada pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) e Anvisa está sendo desenvolvida pela Janssen, do laboratório da Johnson & Johnson. Os testes no Brasil vão começar no início de setembro.

P. - A politização da Covid-19 pode atrapalhar o trabalho de imunização da população?
CAC - Sempre atrapalha, porque tem muita fake news, o que é um problema de saúde pública. Eu gosto de dizer que a vacinação é a segunda medida preventiva mais eficaz em saúde pública. Só perde para saneamento e água potável. Se você quer promover saúde pública, invista em vacina.

P. - Alguma possibilidade de termos um medicamento contra a Covid-19 antes da vacina?
CAC - Hoje nós já temos e essa medicação é eficaz e salva vidas, desde que feita no momento certo.

P. - O senhor está falando da dexametasona?
CAC - Isso mesmo. Esse tratamento deve ser feito ao primeiro sinal de hipóxia, quando a saturação de oxigênio fica abaixo de 95%.

P. - A Sociedade Brasileira de Infectologia é totalmente contra a cloroquina. No estado de São Paulo, o médico tem liberdade para receitar o medicamento, se achar adequado.
CAC - Como todo medicamento, essa medicação que você mencionou foi submetida a estudo clínico randomizado. Hoje, as sociedades médicas científicas e os ministérios da saúde do mundo inteiro mostraram que não tem benefício, não evita a pneumonia, a doença grave, e pode ter efeitos colaterais. Se o paciente toma na fase inicial, os efeitos colaterais são leves; na fase que está com pneumonia e muitas vezes com comprometimento cardíaco pelo novo coronavírus, a hidroxicloroquina causar arritmia cardíaca e ser fatal.

P. - O governo de SP anunciou que as escolas podem retomar as atividades extracurriculares em setembro e as aulas em outubro. É o momento de voltar às aulas?
CAC - Como deve ser este retorno? Você precisa analisar vários itens. Primeiro, se a epidemia está controlada. A segunda é implantar medidas preventivas para minimizar o impacto dessa volta. Em linhas gerais, a volta deve começar pelos alunos que estão terminando o ensino médio, que têm, em média, de 16 a 20 anos, e estão perto do vestibular. Depois, pelos das outras séries do ensino médio e, gradativamente, os mais velhos do ensino fundamental, porque são alunos que compreendem a necessidade e orientação das medidas preventivas, como o distanciamento físico, uso de máscaras e de álcool, água e sabão para a higienização das mãos. A volta deve ser escalonada. Metade da turma tem aula presencial e a outra fica no ensino a distância; na semana seguinte, inverte.

P. - Os municípios brasileiros estão preparados para as eleições municipais?
CAC - Tive a oportunidade, representando a Sociedade Brasileira de Infectologia, de participar e propor a mudança das eleições para 15 de novembro em uma reunião com o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. A nossa proposta foi aceita e adequada, porque já prevíamos naquela ocasião que, pelo Brasil ser um país continental, era provável que além daqueles epicentros que estavam sofrendo mais a epidemia outros estados e municípios seriam acometidos. No dia da eleição, certamente estaremos com a pandemia mais controlada no Brasil.

Clovis Arns da Cunha, 56
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná, mestre em Medicina Interna pela Universidade Federal do Paraná e Medical Fellow Specialist in Infectious Disease pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. É professor de Infectologia da UFPR, médico e chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Nossa Senhora das Graças e diretor médico do Centro Médico São Francisco. Participou como investigador principal em mais de 80 estudos clínicos internacionais em diferentes áreas da infectologia nos últimos 25 anos, incluindo novas vacinas, novos antirretrovirais, novos antibióticos e novos antifúngicos. Tem título de Especialista em Medicina Interna e Infectologia

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Reunião online · 29/08/2020 - 10h50 | Última atualização em 29/08/2020 - 17h26

Escola estadual conta com o apoio de pais no acompanhamento escolar


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O Centro Estadual de Tempo Integral (CETI) Inês Rocha, localizado na cidade de Piracuruca, reuniu pais e responsáveis a fim de solicitar a colaboração destes em acompanhar os estudantes nas aulas remotas. O encontro foi motivado em virtude do declínio na participação dos alunos nas atividades organizadas pelos professores.

A reunião aconteceu nesta sexta-feira (28/08), porém o primeiro contato foi realizado por meio das redes sociais e grupos de conversa na plataforma WhatsApp. Como a sede da escola em reforma, a gestão realizou o encontro na Unidade Escolar Hermínio Conde, que funciona nas proximidades do Ceti.

Cerca de 150 pais e mais de 180 alunos matriculados compareceram à reunião. O diretor Gilvan Fontenele pontuou a importância desse contato entre os responsáveis e a escola.

“Percebemos que alguns alunos, que antes participavam assiduamente das aulas na plataforma, se ausentaram ou não respondiam mais às atividades. Compareceram mais de 80% dos pais e conseguimos elencar os motivos pelos quais estes tinham se distanciado da escola, uma vez que o nosso maior objetivo é diminuir o número de alunos sem acesso às aulas remotas”, disse o gestor.

A escola organizou as reuniões seguindo cronograma por séries para que não houvesse aglomeração. Os pais ou responsáveis responderam com auxílio dos funcionários ao questionário on-line de cunho social à medida que adentrassem na escola. 

“Quando era detectado o pai de um dos alunos que não estavam participando das aulas on-line, ele era dirigido até mim para entender o motivo, anotar os contatos, o endereço completo e já marcava uma visita para próxima semana na casa do aluno. Alguns pais não puderam comparecer por residir na zona rural ou estarem no trabalho, mas fizeram contato por telefone e WhatsApp onde fizemos a mesma abordagem”, explicou Gilvan.


Fonte: Com informações da CCOM
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    Reprodução

Professores e alunos da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), do campus Professor Possidônio Queiroz, em Oeiras, estão desenvolvendo o Programa de Incentivo a Realização de Alternativas Orçamentárias nas Comunidades (Pirão Comunidades). A iniciativa que conta com quatro projetos de extensão, destinados a comunidade regional, visa beneficiar comerciantes, pequenos agricultores, comunidades quilombolas e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A proposta é coordenada pelo professor Harlon Homem de Lacerda, diretor do campus em Oeiras, e conta com a colaboração de mais dez discentes. Dentro do Programa, estão presentes quatro eixos para serem desenvolvidos sequencialmente, contudo, algumas ações serão realizadas apenas no período pós-pandemia.

Confira a seguir, a descrição das ações:

1) O observatório Esperança Garcia/Possidônio Queiroz dos direitos da pessoa negra e das comunidades quilombolas: volta-se para a defesa dos direitos, denúncia de atos de racismo e violência, para dar visibilidade as comunidades negras e quilombolas, promovendo ações educativas e de conscientização.

2) O projeto Educação Viva: visa facilitar a formação nas comunidades, através da alfabetização de jovens e adultos, promoção de cursos profissionalizantes, formação política e conscientização, dentre outras ações.

3) O projeto Feira Livre: procura reunir a tradição nordestina da feira com as concepções de consumo consciente, promovendo a agricultura familiar e a valorização dos produtos artesanais das comunidades.

4) Banco Pirão: promoverá o desenvolvimento regional a partir das comunidades tradicionais e periféricas, através da economia solidária baseada na criação de uma moeda social.

De acordo com o orientador da ação, professor Harlon Homem, o primeiro projeto já está sendo executado. “O foco principal do Pirão é o desenvolvimento da comunidade, através da tentativa de recuperação comunitária, por meio da educação, cultura e economia solidária. Além de proporcionar integração entre Universidade e comunidade”, contou o docente.

Letícia Souza, graduanda do 8º Bloco de Pedagogia e participante do Programa, concorda que essa iniciativa restabelecerá um diálogo com a sociedade. “A Uespi sempre devolveu o conhecimento acadêmico para a comunidade, porém, sempre de forma muito singela. Agora, essa devolução será solidificada para que a população Oeirense perceba esses conhecimentos desenvolvidos”, enfatizou a estudante.

Edivânia Lima, aluna participante da proposta, faz parte de uma comunidade quilombola. “Como sendo e convivendo diariamente numa comunidade quilombola, percebo a dimensão dos problemas e das demandas que a comunidade possui. Na grande maioria das vezes não tem nenhum poder público ou instituição que esteja presente junto a essas comunidades. Agora com esse projeto, vejo uma esperança para poder estar dando voz aos marginalizados que antes era silenciados”, finalizou a discente.

Confira mais informações sobre o Programa Pirão Comunidades no nosso Instagram – @uespioficial, aonde realizamos uma Live com o coordenador e ele contou mais detalhes dessa ação.

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Os estudantes, professores e todos que compõem a Rede Pública Estadual de Ensino do Piauí podem ter acesso às novas ferramentas da plataforma do Canal Educação. O site agora possui transcrição em libras, planos de curso, repositório de experiências e podcast.

Ao acessar www.canaleducacao.tv é possível notar uma imagem no canto esquerdo. Essa é a inteligência artificial responsável por fazer a transcrição em Libras, ou seja, Língua Brasileira de Sinais, legalmente reconhecida como meio de comunicação e expressão. Para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais, é necessário também conhecer a gramática para combinar as frases.

Devido à importância da linguagem, e para levar maior acessibilidade aqueles que buscam por informações na plataforma, a ferramenta fica estrategicamente disponível e também oferece a opção de áudio. Basta selecionar qualquer texto. Em poucos segundos, ela vai reproduzir o conteúdo em libras.

Os Planos de Curso das aulas transmitidas pelo Canal Educação também passam a ficar disponíveis na plataforma. Para acessar, basta clicar em materiais pedagógicos, escolher a turma, depois a série. Em seguida, faça o download.

Outra novidade é o Repositório de Experiência, uma aba destinada às Gerências Regionais de Ensino (GREs). Os gerentes podem publicar as experiências das escolas, como também baixar as ações de outras unidades de ensino, proporcionando uma comunidade de interações. ?Cada GRE terá sua própria pasta para visualizar e baixar as experiências de projetos e ações das escolas da rede?, explica a diretora do Canal Educação, Viviane Carvalhedo. A ferramenta fica em “Sistemas”.

Podcast Canal Educação

No Brasil, a ascensão dos podcasts já é uma realidade. Em 2019, o consumo no país cresceu 21%, de acordo com dados do serviço de streaming Spotify. Além disso, no mesmo ano, o Brasil assumiu o segundo lugar no ranking de consumo de podcasts, segundo pesquisa do Podcast Stats Soundbites, ficando atrás apenas dos EUA.

No podcast é possível ouvir um áudio por meio dos aplicativos, proporcionando maior facilidade, sendo possível ouvir no modo offline.

Pensando nisso, a Seduc, por meio do Canal Educação, criou o Podcast Canal Educação, com conteúdo de estudo exclusivo, começando pelas habilidades do ENEM. “Já iniciamos com 18 podcasts disponíveis nas plataformas digitais. E começamos com as habilidades essenciais do Enem. Nas próximas semanas sairão conteúdos das outras modalidades”, afirma Viviane.

O podcast está disponível no Spotify, Deezer e iTunes.

 

 

 


Fonte: Governo do Estado
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A Secretaria de Estado da Educação (Seduc-PI), em regime de colaboração com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-PI) e apoio do Ministério da Educação (MEC), certifica 23.489 participantes da Formação Continuada do 1ª ciclo do Currículo Piauí 2019/2020 à luz da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para Educação Infantil e Ensino Fundamental. O certificado está disponível na internet e os que não conseguiram concluir o curso têm até dezembro de 2020 para o fazerem.

Dos 23.489 certificados, 23.031 são cursistas, 192 articuladores municipais, 210 coordenadores municipais, 30 coordenadores regionais e 26 redatores formadores. A formação visa alcançar todas as redes, garantindo que os profissionais conheçam profundamente o currículo, saibam como trabalhar em sala de aula e para que seja implementado efetivamente.

A coordenadora ProBNCC dos Anos Finais do Ensino Fundamental da Seduc, Marília Aragão, esclarece que o público-alvo das formações são os coordenadores e articuladores  municipais, coordenadores regionais, professores e coordenadores pedagógicos. A carga horária é de 48 horas presenciais e 112 horas no sistema de educação à distância, perfazendo um total de 160 horas de formação.

“É muito gratificante a certificação, por todo o percurso percorrido, desde a homologação da base em 2017. Construímos o currículo em 2018 e 2019, este foi homologado em 2019 e tivemos o ciclo 1 de formação, tudo em regime de colaboração, o que contou com uma grande parceria da Undime-PI e Seduc-PI  e uma equipe engajada em todos os perfis. Dando continuidade, teremos o ciclo 2 ainda este ano, que está previsto para iniciar em setembro, com temáticas específicas para cada componente curricular, com webnários e encontros regionais e seminários”, explica Marília Aragão.

As formações foram realizadas de forma colaborativa ou de forma individualizada com os cursistas das redes municipais, estadual e privada.

O percurso resultará na definição e implementação de novas soluções para o ciclo formativo até a escola, que tenham como propósito a superação de desafios considerados prioritários pela escola, a partir de um amplo processo de mobilização, escuta, corresponsabilização e cocriação.

“Já foram concluídos todos os módulos, sendo que ainda teremos outros lotes de certificação, pois, devido à pandemia, alguns poucos cursistas não conseguiram finalizar pelo menos 75% da carga horária da formação. Esses, ainda terão até o fim de dezembro para concluir”, finaliza a coordenadora ProBNCC.

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A pauta de votações do Senado desta terça-feira (25) tem apenas um item: a PEC 26/2020, proposta de emenda à Constituição que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O fundo atual será extinto em 31 de dezembro e se não for renovado, fica ameaçada a distribuição de recursos para o financiamento educacional no país. A sessão deliberativa remota está marcada para as 16h.

Além de tornar o Fundeb uma política permanente de Estado, a proposta aumenta progressivamente o percentual de participação da União nos recursos do fundo de 10% para 23%, até 2026.

O texto ainda altera a forma de distribuição dos recursos da União. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cuja receita é distribuída aos municípios e ajuda a compor o fundo, também será modificado com base nos indicadores locais de aprendizagem.

A PEC teve como primeira signatária a ex-deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG) e como relatora na Câmara dos Deputados a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO). No Senado, a matéria é relatada pelo senador Flávio Arns (Rede-PR).

O texto foi fruto de consenso entre os parlamentares e vem sendo debatido desde o início de 2019. Criado em 2007 de forma temporária, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

— Todos estão concordando com o texto, os movimentos sociais, os prefeitos estão a favor, os governadores. Houve, eu diria, uma união em torno da educação no Brasil; suprapartidária, supra ideológica. Queremos que a educação seja boa desde a creche até a pós-graduação — declarou Arns.

O Fundeb é uma das principais fontes de financiamento da educação no país. Atualmente, o fundo representa 63% do investimento público em educação básica.

De acordo com Arns, se o fundo não existisse, os valores mínimos de aplicação em educação girariam em torno de R$ 500 por aluno/ano nos municípios mais pobres do Brasil. Com o Fundeb atual esse investimento é em torno de R$ 3,6 mil. Com a PEC, esse valor deve aumentar cerca de 50% até 2026, podendo alcançar o valor de R$ 5,5 mil.

O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), destacou a importância de garantir recursos permanentes para o futuro do desenvolvimento da educação básica.

“A vida já é muito difícil para quem tem escolaridade, falta emprego. Imagina para os analfabetos. A renda está muito prejudicada, imagina para os professores que lutam há tempos por uma remuneração que os ajude a sobreviver. Não adianta apenas criar creches, o recurso para mantê-las significa expansão na educação das crianças. É por esses, e tantos outros motivos, que precisamos da aprovação do Fundeb permanente e com mais investimentos”, defendeu o senador na internet.


Fonte: Agência Senado
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Várias disciplinas revisadas · 23/08/2020 - 14h10

Alunos reforçam conteúdos na 18ª Revisão do Pré-Enem Live


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Ampliando as possibilidades de preparação dos estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) dá continuidade às Revisões Pré-Enem Live. Neste domingo (23), quem acompanhou as aulas on-line da 18ª edição pôde revisar as disciplinas de Biologia, Linguagens, Matemática e Redação, ministradas pelos professores Thácio Vasconcelos, Nereyda Áyrea, Wagner Filho e Francisco Rufino, respectivamente.

Os conteúdos reforçados fazem parte das competências exigidas no Enem e possivelmente aparecerão nas questões do exame. Em Linguagens, foram ressaltados temas como: as funções sociais do texto, além das figuras de linguagem. Em Matemática, os alunos receberam dicas e puderam resolver questões de Estatística. Já em Biologia, foi trabalhado conteúdo voltado às relações ecológicas. Como nas demais revisões, os estudantes têm um momento destinado à redação, com bizus e informações para facilitar a elaboração do texto.

No Quadro ‘Fala Galera’, a participação veio da cidade de Regeneração. Carla Goriete, gerente da 6ª Regional de Educação; Ismael Dantas, diretor da Unidade Escolar Alberto Leal Nunes; e o estudante Wellington Silva falaram de suas experiências neste período das  aulas remotas e deram depoimentos positivos com relação às Revisões Pré-Enem Live.

“Mesmo neste tempo difícil, reunimos esforços e fizemos o possível para manter os alunos no ritmo. Sair do chão da escola, se reinventar, mudar a perspectiva de ensino é desafiante, mas o importante é que a educação não parou”, disse a gerente.

Ismael Dantas falou da importância das revisões do Pré-Enem. “As revisões têm sido de grande importância para auxiliar os estudantes no reforço aos conteúdos voltados ao Enem. Parabenizo ainda a criação deste Quadro ‘Fala Galera’ que dá voz aos gestores e aos alunos, excelente iniciativa”, finalizou o diretor.

As Revisões Pré-Enem são realizadas todos os domingos. A transmissão das aulas são pela plataforma do Canal Educação no YouTube, pelo Facebook e pela TV Antares (canal 2.1).

Além do ‘Fala Galera’, os demais quadros ainda continuam normalmente entre as aulas. Os quadros “Bora Louvar”, que homenageia e celebra artistas, escritores, personalidades que contribuem ou contribuíram com a cultura mundial; o “Bora Ler”, com sugestões de livros e que objetiva ao final do ano, a leitura de sete livros da literatura brasileira e piauiense; e o quadro “Bora Ver Filme”, que dá sugestões de filmes e ainda o  quadro “Bora Papear”, onde é possível fazer perguntas diretamente ao professor pelo chat da transmissão.

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio serão nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021. Já o Enem Digital será no dia 31 de janeiro e em 7 de fevereiro.

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Estudantes do Ensino Médio da Unidade Escolar Dom Joaquim Rufino do Rêgo, da cidade de Ipiranga do Piauí, inspirados na temática Cordel, exibida no Canal Educação, criaram o projeto “Nosso Cordel”. Cuidados e atitudes no período da pandemia inspiraram jovens para o reforço do vínculo escolar no momento o qual se vive.

A diretora da escola, Joelma Feitosa, revela que a comunidade escolar, preocupada com os alunos, nesse momento de isolamento social e aulas remotas, tentando fazer acontecer uma aprendizagem significativa, e na busca de trazer para a escola todos os alunos, colocou em prática o projeto “Nosso Cordel”.

“Idealizado e desenvolvido pela professora de Língua Portuguesa, Lecy Ramos, o projeto veio ao encontro da busca ativa pelos alunos, em meio ao desânimo de discentes a devolutiva das atividades muitas vezes não estava acontecendo. E na busca por alternativas de envolvê-los, a professora Lecy, após acompanhar as aulas do Canal Educação com a professora Flávia, que trabalhava o gênero Cordel, teve a ideia de uma produção textual coletiva, um cordel sobre o coronavírus, já que é uma temática muito presente na nossa vida atualmente”, relata a diretora.

Foi então proposto o desafio. A professora fez um verso e enviou para um aluno para dar continuidade e este passaria a outro aluno de forma que todos participassem. “O desafio foi aceito de forma que aqueles alunos que não estavam fazendo as devolutivas passaram a participar ativamente; aqueles que não têm acesso à internet também se envolveram e, por meio das atividades impressas, conseguiram aproximar-se outra vez da nossa escola. O projeto trabalha ainda a inclusão trazendo nossos alunos com deficiência a participarem efetivamente”, completa a diretora.

A professora Lecy Ramos observa que a Escola Dom Joaquim Rufino do Rêgo está sempre pronta a colaborar com a equipe de professores, conta com o apoio e incentivo da diretora Joelma Feitosa e toda a equipe gestora, além do apoio da 9ª Gerência Regional de Educação, sempre pronta a ajudar, e do Canal Educação.

“O Canal Educação tem sido um importante aliado neste momento, pois possibilita nossos alunos e professores acompanharem as aulas remotas de onde estiverem e, no melhor horário, bem como ideias inovadoras que ajudam na evolução da educação”, finaliza a professora.

O estudante Cristiano de Oliveira reside na zona rural de Ipiranga e relata que foi muito difícil o início das aulas remotas. “Não tinha acesso à internet em casa e era complicado buscar as atividades na escola pela distância. Então veio o projeto Nosso Cordel e foi interessante para nos incentivar. Por meio do Cordel, pude expressar nossas dificuldades e a satisfação nas aulas do Canal Educação”, disse o aluno.

Clique aqui e veja o cordel:

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Comemorado na dia 22 de agosto, o Dia do Folclore é tradicionalmente celebrado nas escolas da rede estadual de ensino por meio do resgate da cultura e das tradições brasileiras. Em razão da pandemia causada pela Covid-19, as comemorações no Ceti Baurelio Mangabeira, localizado no município de Piripiri, ocorreram no ambiente virtual.

O centro de tempo integral organizou o projeto Gincaninha do Folclore, idealizado pela coordenadora, Auzenir Morais, junto aos professores das disciplinas de Arte e História, para aproximar os estudantes do ambiente escolar.

“Em tempos de aulas remotas, nós temos que realizar estratégias diferenciadas para motivar toda a comunidade escolar entre alunos, professores e coordenadores envolvidos neste contexto de aulas on-line. Buscamos integrar os alunos nas atividades para que ultrapassem este momento difícil, em que estão longe dos colegas e do ambiente escolar”, ressaltou a coordenadora.

Durante a atividade, os professores lançam desafios para que os estudantes identifiquem e interpretem as narrativas sobre o folclore incluídos em contos, lendas, mitos, músicas, danças e festas populares referentes à cidade Piripiri, ao Piauí e Brasil.

Os estudantes das três séries do ensino médio concorreram a sete premiações com desafios estabelecidos pelos professores por meio do grupo de conversa junto aos estudantes.

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Aproporção máxima de estudantes que poderiam voltar às aulas presenciais no estado de São Paulo com nenhuma infecção ou baixo risco de contágio pelo novo coronavírus está entre 6,86% e 20,27%, considerando o cumprimento dos protocolos sanitários. No cenário em que a minoria segue as recomendações, seria preciso ter de 3,73% a 11% da quantidade de alunos no colégio para uma reabertura com maior segurança. As informações são do Metrópoles.

Isso é o que calculam os pesquisadores dos grupos Ação Covid-19 e Rede Escola Pública e Universidade, que lançaram esta semana uma ferramenta pública de simulação sobre riscos da reabertura das escolas.

O plano de retomada gradual de aulas no Estado prevê o retorno de 35% dos estudantes em uma primeira etapa.

Seguindo esse planejamento, o simulador de dispersão do vírus mostra que, mesmo que alunos, professores e funcionários respeitem as medidas de distanciamento social e de higiene, de 11% a 46% dos indivíduos estariam infectados após 60 dias letivos, a depender das características das escolas. Inicialmente, o governo cogitou o retorno com a parcela de 20% dos alunos na primeira fase, mas a ideia foi abandonada depois.

Colégio Porto Seguro

No Estado de São Paulo, o governador adotou o dia 7 de outubro como data oficial para o retorno das aulas presenciais nas redes pública e privada de ensino. Porém, deixou como opcional a volta para atividades de reforço em 8 de setembro. Com isso, o retorno vai depender da autorização das prefeituras e do planejamento de cada escola.

O prefeito Bruno Covas (PSDB), por exemplo, já descartou a retomada no mês que vem. O governo estadual e a Prefeitura têm afirmado que vão seguir as recomendações médicas para liberar o retorno das classes e dizem que vão investir em medidas de higiene e distanciamento para minimizar os riscos.

Um fator importante nas análises para dispersão do vírus é a densidade de pessoas nas instituições de ensino, ou seja, o número de estudantes e profissionais em determinada área. Segundo os pesquisadores, esse critério está relacionado à frequência de contato entre as pessoas e, consequentemente, à maior ou menor probabilidade de transmissão do novo coronavírus

Na nota técnica que serve para compreensão do simulador, a equipe destaca que o material foi produzido “com o objetivo de contribuir nos debates sobre a proposta de retorno a atividades escolares presenciais no estado de São Paulo e, sobretudo, de apoiar escolas e comunidades escolares na compreensão dos fatores que influenciam (ou até inviabilizam) a reabertura proposta pelo governo estadual”.

Sendo assim, trata-se mais de um artifício de análise, não de previsão do que realmente vai acontecer no retorno às aulas presenciais.

As simulações foram realizadas para quatro cenários distintos, com exemplos extremos de alta e baixa densidade em escolas estaduais hipotéticas na cidade de São Paulo. Uma seria em Pinheiros (zona oeste), com 400 estudantes e 9 mil metros quadrados de área (considerada dispersa), e a outra ficaria na Brasilândia (zona norte), com 700 alunos e 6,5 mil metros quadrados (comprimida).

Para todas, foi levado em conta o total de 35% dos alunos proposto na fase 1 de reabertura, além de professores e demais profissionais.

De acordo com a calibragem do simulador, foi estabelecido que a chance de transmissão do vírus em uma escola pode ser de 39% e que ocorre uma nova infecção a cada dez dias na unidade escolar. Foram considerados três momentos de maior interação pessoal: horários de entrada, intervalo e saída.

Cenários

No primeiro cenário, o melhor possível, uma escola mais comprimida inicia as aulas com 307 pessoas, uma delas já infectada pelo coronavírus, e o cálculo considera que 70% delas não circulam pelo ambiente. Mesmo que a maioria respeite as medidas de distanciamento social e higiene, 46,35% delas seriam contaminadas e 0,30% morreriam após 60 dias letivos.

Na segunda hipótese, em uma escola dispersa que começa com 110 pessoas, uma delas infectada, o mesmo período terminaria com 10,76% delas infectadas e 0,03% de óbitos.

Nos dois cenários seguintes, foi investigado qual seria o número máximo ideal de pessoas dentro da escola para que houvesse baixa ou nenhuma infecção, ou seja, apenas dois indivíduos infectados ao longo dos 60 dias. Considerando apenas os estudantes, seria preciso 6,86% deles na escola mais comprimida e 20,27% na mais dispersa para uma reabertura mais segura.

“Na escola mais adensada (comprimida), o porcentual encontrado torna inviável, na prática, sua reabertura em condições de maior segurança. Quanto à escola dispersa, hipoteticamente situada em Pinheiros, poderia restar a hipótese de reabertura em esquema de revezamento entre os estudantes, com atendimento de grupos de cerca de 20% dos estudantes a cada dia. Para que todos fossem atendidos, a frequência estaria, assim, limitada ao máximo de uma vez a cada cinco dias, isso na mais favorável das hipóteses”, dizem os pesquisadores.

Porém, eles observam que reabrir com essas restrições acentuaria as desigualdades sociais, principalmente para os estudantes e escolas em piores condições.

No último cenário, se a minoria das pessoas respeitasse as medidas de higiene e distanciamento, seria preciso ter 3,73% de estudantes na escola mais comprimida e 11% na mais dispersa.

“Nesse cenário, para garantir uma reabertura mais segura das unidades escolares e atendimento, ainda que limitado, de todos os estudantes em esquema de revezamento, o resultado das simulações indica que estes deveriam frequentar as unidades escolares a cada nove dias (escolas dispersas) ou a cada 27 dias (escolas comprimidas), o que é uma clara inviabilidade prática para a retomada das atividades presenciais nas escolas”, apontam

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Uma professora da educação básica da rede estadual foi demitida pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo após publicar em uma rede social mensagens dizendo que a menina de 10 anos estuprada pelo tio "tinha vida sexual há quatro anos" e que o caso não se trata de "violência". A exoneração do cargo aconteceu nessa quarta-feira (19/08). As informações são do O Dia.

    Reprodução/O Dia/Facebook

"Ela já tinha vida sexual há quatro anos com esse homem. Deve ter sido bem paga", disse Eliana Nuci de Oliveira. Em um segundo comentário, ela chegou a dizer que "criança se defende chorando para a mãe. Esta menina nunca chorou porquê?".

A criança, que foi violada dos 6 aos 10 anos de idade e engravidou, tem o pai preso e a mãe morta. A menina vivia sob os cuidados da avó e do avô, que vivem da venda de coco como ambulantes, em uma praia do Espírito Santo.

"(Ela foi) demitida imediatamente para não estar próxima de nossas crianças e jovens", disse o secretário da pasta, Rossielli Soares da Silva, para a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Na visão de Rossielli, "é um absurdo uma profissional que deve ser educadora e defensora da infância afirmar que não é uma violência. Repúdio total a qualquer um que defenda um absurdo".

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