Medida seria inconstitucional · 03/12/2020 - 06h05 | Última atualização em 03/12/2020 - 09h31

Ministro deve recuar sobre retorno de aulas presenciais em universidades


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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, deve recuar e revogar a portaria que determinava o retorno das aulas presenciais em universidades federais e particulares a partir de 4 de janeiro.

O recuo, ainda não oficial, veio depois de dirigentes das universidades dizerem que a medida é inconstitucional e que não há tempo hábil ou recurso para o retorno presencial na data estabelecida.

A reportagem confirmou com fontes do ministério o recuo e ainda que Ribeiro deve, após ter resistido homologar a resolução do CNE (Conselho Nacional de Educação) que estende a autorização das aulas remotas até o fim de 2021.

À CNN o ministro disse que não esperava tanta resistência e que "só vai liberar o retorno das aulas presenciais quando as instituições também estiverem confiantes de que podem ocorrer." Ele afirmou ainda que vai abrir uma consulta pública para discutir a volta.

A publicação da portaria surpreendeu dirigentes das instituições de ensino e até membros do alto escalão do Ministério da Educação (MEC). A decisão não foi discutida nem mesmo com a Sesu (Secretaria de Educação Superior), que tem a atribuição de articular e coordenar as ações com as universidades.

A avaliação é de que, isolado e com pouco apoio político, Ribeiro procura ações para se aproximar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e agradá-lo. A abertura das universidades, para minimizar a gravidade da pandemia, é defendida pelo presidente. A polêmica em torno da portaria e o recuo enfraquecem o ministro, que tem sido alvo de críticas de integrantes do próprio governo pela inação nos rumos da política educacional.

A situação é comparada a quando o ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez enviou uma carta às escolas para que filmassem as crianças cantando o hino nacional e entoassem o slogan do presidente ("Brasil acima de tudo. Deus acima de todos").

O recuo, após a repercussão negativa, enfraqueceu o primeiro ministro de Bolsonaro a ocupar a pasta.

A portaria, publicada no Diário Oficial da União desta quarta (2), determinava o retorno das aulas presenciais para todo o sistema federal de ensino superior do país a partir do dia 4 de janeiro. A medida incluía universidades e institutos federais e instituições de ensino da rede privada.

Universidades federais comunicaram ainda na manhã desta quarta que a medida era inconstitucional, já que possuem autonomia administrativa e acadêmica, o que lhes confere o poder de decidir sobre o retorno das aulas presenciais. Elas também disseram que não haveria tempo hábil e recurso para fazer as adequações necessárias para receber todos os alunos no próximo mês.
Instituições como Unifesp, UnB, UFABC e Ufba comunicaram suas comunidades estudantis que manteriam o planejamento com as aulas remotas.

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Os estudantes da Unidade Escolar Petrônio Portella, localizada no município de Campo Maior, conquistaram o 1º lugar na 5ª edição da Exposição de Ciência, Engenharia, Tecnologia e Inovação (Expoceti). O evento aconteceu entre os dias 23 e 27 de novembro de 2020, no Colégio Anglo Líder, em São Lourenço da Mata, no estado do Pernambuco.

Com o projeto “Conhecendo seu bairro em tempo de pandemia”, os alunos matriculados na sexta e sétima etapa da modalidade de Educação de Jovens e Adultos concorreram com mais de 200 projetos inscritos e conquistaram o prêmio na categoria Destaque de Incentivo à Pesquisa Científica.

Estiveram no evento representado a escola, os estudantes Maria Ceuma e Ednaldo Ribeiro, junto com os professores e orientadores, Gilberto Chaves e Rosiana Ibiapina. A premiação do projeto pela Associação Brasileira de Incentivo à Tecnologia e Ciência (Abritec), responsável pela exposição, garantiu aos alunos e orientadores a participação no Encuentro Internacional de Ciência, Tecnologia e Innovación, que acontecerá em 2021 no México.

Rosiana Ibiapina é coordenadora pedagógica da escola e comentou após a conquista o sentimento da comunidade escolar pelo prêmio.

“Chegar aqui foi uma grande vitória e os avaliadores gostaram bastante da forma que os alunos apresentaram o projeto, da metodologia que utilizaram e para nós da escola está sendo gratificante. Estamos todos os professores felizes de ver estes jovens que hoje vão sair do evento com uma nova percepção de vida. Isto aqui é o início para outras vitórias que iremos conquistar naquela comunidade. Estou extremamente feliz por todos abraçarem as ideias que propomos e particularmente me sinto realizada com esta vitória”, disse emocionada.

Conhecendo seu bairro em tempo de pandemia

No projeto, os alunos da quinta à sétima etapa da Educação de Jovens e Adultos buscaram informações para entender como se comportavam os frequentadores dos diversos locais mais frequentados pela comunidade, antes e durante a pandemia.

Maria Ceuma estava há 24 anos longe da sala de aula e, em 2020, decidiu retomar os estudos. Mesmo com a pandemia, provocada pela Covid-19, ela decidiu abraçar o projeto e continuar se dedicando aos estudos. Ela falou sobre a origem da atividade proposta nas aulas remotas.

“Com o projeto, percebemos que muitos na cidade estava com dificuldade de entender como a pandemia estava acontecendo e levamos a ideia para os professores que logo aceitaram. Fomos a todos os locais registrando as fotos, juntamos outros colegas e realizamos os vídeos com as nossas vozes explicando o que estava acontecendo na cidade”, detalhou a estudante.

Confira Aqui o vídeo do projeto

A intenção dos estudantes era identificar as mudanças sociais causadas pela pandemia da Covid-19 nos bairros Matadouro e Cariri.  Os estudantes realizaram o estudo após observação e visita de campo na comunidade. Eles percorreram cinco locais em que cada um teria uma representação importante para a comunidade. Após a coleta de depoimentos, os estudantes produziram um vídeo socioeducativo e hospedaram nas redes sociais.

A escola Petrônio Portella atende mais de 120 alunos ofertando o Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Estão matriculados na modalidade, 30 alunos na nas turmas de V (Ensino Fundamental) VI e VII etapas (Ensino Médio).


Fonte: Com informações da CCOM
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Conteúdos preparatórios · 22/11/2020 - 15h35

Escolas ampliam preparação dos estudantes com Pré-Enem Live


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A Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por meio do Pré-Enem Seduc, segue incentivando a preparação dos estudantes, seja com aulas por transmissão ao vivo ou presencial, para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Neste domingo, 22 de novembro, os estudantes acompanharam mais um Pré-Enem Live, transmitido pela TV Antares (canal 2.1), Facebook e YouTube do Canal Educação e TV Meio Norte.

A dois meses da realização das provas, os estudantes revisaram, no horário de 8h às 12h, os conteúdos preparados pelos professores Nereyda Áurea, Alexandro Kesller, Keury Campelo e Erick Soares, para as disciplinas de linguagens, matemática, história e redação, respectivamente.

Uma das marcas da live é a interação entre professores e alunos durante a transmissão. Sempre atentos às dicas e questionamentos dos professores, os estudantes participaram das aulas por meio dos grupos na plataforma Whatsapp Salas de Aula On-line Pré-Enem Seduc e também pelo chat no Youtube. Ao final de cada aula, os estudantes ainda podem conversar com os professores no quadro Bora Papear e resolver eventual dúvida sobre o conteúdo.

Outra forma de interação acontece no quadro Fala Galera e, nesta semana, o professor Wellington Soares conversou, via ligação de vídeo, com a comunidade da 10ª Gerência Regional de Educação (GRE), sediada em Floriano.

Francis de Deus, estudante da Unidade Escolar Pe. Pedro da Silva Oliveira, localizada em Rio Grande do Piauí, bateu um papo sobre o Enem. “Busco uma vaga na área da enfermagem. Sei que é um curso concorrido, mas estou me esforçando para alcançar a aprovação com o material da escola e o conteúdo do Pré-Enem”, comentou.

Representando a 10ª GRE, a coordenadora da regional Hildagia Araújo Sousa ressaltou a preparação da gerência para os estudantes diante da pandemia da Covid-19.

“Nesse período de pandemia conseguimos nos reinventar com os nossos alunos. A escola na qual Frances estuda retornou gradualmente de forma presencial com a 3ª série do ensino médio, a etapa VII da EJA e o Pré-Enem. Já os estudantes das outras escolas que ainda não retornaram de modo presencial estão sempre acompanhando as aulas remotas, via material disponibilizado pelo Canal Educação e o Pré-Enem Live e isto vai fortalecendo os estudantes”, destacou.

Maria do Espirito Santos Brandão é professora da U. E. Luis Soares da Silva, localizada em São José do Peixe, e também contou sobre o trabalho desenvolvido na escola para voltar a atenção dos estudantes aos estudos diante da pandemia.

“Os estudantes, professores e coordenadores estão engajados mesmo neste momento diferente. Tivemos que nos adequar para continuar dando acesso aos materiais e à nossa escola. Como toda a rede, tivemos que superar os desafios para que o ensino continuasse. A 10ª GRE tem a preocupação de nos enviar o material de preparação e buscamos fazer com que os alunos consigam acompanhar os assuntos. Utilizamos muito grupos de conversas no Whatsapp para dar o suporte aos estudantes”, declarou a professora.

Ainda durante a transmissão, os estudantes acompanharam os quadros “Bora Louvar”, que homenageia e celebra artistas, escritores e, personalidades que contribuem ou contribuíram com a cultura mundial; “Bora Ler”, com sugestões de livros e que objetiva ao levar o aluno a ler sete livros da literatura brasileira e piauiense até  o final do ano; e o quadro “Bora Ver Filme”, com sugestões de filmes.

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Escolas da rede estadual · 22/11/2020 - 11h36

Piauí é destaque em olimpíadas científicas nacionais


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As Olimpíadas Científicas estimulam os jovens de escolas públicas e privadas a participarem de avaliações em várias áreas do conhecimento, como Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, Química, Física, Biologia, História, Geografia, Astronomia, entre outras. Competições como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), Olimpíada Nacional de História do Brasil e concursos de Redações, como o da Corregedoria Geral da União, movimentam as escolas públicas estaduais do Piauí com seus alunos obtendo ótimos resultados.

Na edição de 2019, os estudantes das escolas piauienses conquistaram entre ouros, pratas e bronzes, 237 medalhas na Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) e 1.314 medalhas na OBA. Dentre os inúmeros destaques pertencentes à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), podemos citar o Patronato Irmãos Dantas, de Piracuruca, que conquistou três medalhas de ouro, 12 de prata e 46 de bronze; e o Patronato Nossa Senhora de Lourdes, de Campo Maior, que obteve 46 medalhas de ouro, nove de prata e outras nove de bronze.

A Unidade Escolar Alberto Leal Nunes, localizada no município de Regeneração, vem incentivando uma maior participação dos estudantes em olimpíadas escolares. A equipe gestora do colégio iniciou o projeto Circuito Olímpico, voltado ao auxílio dos estudantes na resolução dos problemas de forma interessante e divertida sem o caráter competitivo, comumente empregado às Olimpíadas.

O diretor da escola, Ismael Dantas, ressalta que o projeto tem como foco ampliar a participação dos alunos em olimpíadas científicas e concursos, além das tradicionais de Matemática e de Língua Portuguesa. “A proposta é fazer com que nossos alunos tenham contato com as mais diversas olimpíadas e para isto a escola também participa com o plano de mobilização envolvendo toda a comunidade. Os professores de Língua Portuguesa vão trabalhar oficinas de escrita e leitura para as produções e, este ano, já estão inscritos no concurso Canguru de Matemática todos os alunos da sede e anexo, um total de 319 alunos”, esclarece o diretor.

Os estudantes das escolas da rede estadual conquistaram na 15ª OBMEP um total de 40 medalhas, sendo quatro ouros, 15 pratas e 21 bronzes, além de 291 certificados de menção honrosa entre os níveis 1, 2 e 3 da competição. O último certame foi disputado em 2019. Em 2020, a OBMEP foi adiada devido à pandemia.

A escola Augustinho Brandão foi destaque na competição, conquistando as quatro medalhas de ouro nos três níveis entre as 13 escolas da rede estadual com alunos premiados. No nível 1, o ouro foi para o estudante Iago de Brito Vieira; o segundo ouro, no nível 2, ficou com Edgard Junio da Silva Viana; e os estudantes Savio Vinicius Costa do Amaral e Vanessa Barreto de Brito conquistaram as medalhas de ouro no nível 3.

“Esta foi a minha primeira medalha de matemática e fiquei muito feliz por ganhá-la, pois me dediquei muito nos últimos meses. Eu já via os outros alunos ganhando e neste ano me preparei aproveitando todas as aulas que a escola realizava. Mesmo com as aulas, eu estudava em casa os exercícios das provas passadas, assistindo vídeos de como resolver questões e treinei a forma correta de fazer a prova. Tudo isto me ajudou a ganhar a medalha”, explicou Iago Vieira.

O secretário de Estado da Educação, Ellen Gera, observa que, além dos estudantes e professores participantes receberem certificados de participação, concorrerem a medalhas em nível estadual, nacional e participação em competições internacionais, essas olimpíadas, mais do que tudo, proporcionam uma série de novas descobertas, ideais e técnicas durante cada etapa das provas.

“As olimpíadas são muito desafiadoras e permitem aos estudantes se aprofundarem em uma matéria do seu interesse. Além disso, independentemente dos resultados, todos recebem certificados de participação para já compor seus currículos. Algumas universidades públicas como a Unicamp também destinam vagas em suas graduações para premiados em olimpíadas. Por isso, a Seduc e o Governo do Piauí apoiam incondicionalmente esse tipo de atividade”, completa o secretário.

Outras competições como Parlamento Jovem, Expo-Sciences, Olimpíada Nacional de Ciências, Feira Brasileira de Ciências e Engenharia e os mais diversos concursos espalhados pelo Brasil e o mundo atraem os estudantes piauienses, levando-os a romper novas fronteiras e mostrar o potencial e comprometimento com a educação do povo do Piauí.


Fonte: Governo do Piauí
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Impacto na qualidade de vida · 21/11/2020 - 15h47

Mais de 20% das crianças estão matriculadas em escolas sem saneamento


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    Fernando Frazão/Agência Brasil

No Brasil, 28% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas na pré-escola estudam em estabelecimentos sem todos os itens de saneamento básico, ou seja, não têm acesso a pelo menos um desses serviços: água filtrada, esgotamento sanitário e coleta de lixo. Nas creches, 21% das crianças até os 3 anos de idade não têm acesso ao serviço básico. Os dados são do Observatório do Marco Legal da Primeira Infância (Observa). As informações são da Agência Brasil.

A creche onde Lidia Rangel é diretora, em Mesquita, no estado do Rio de Janeiro, é uma delas. “É muito difícil. Aqui na instituição, nós ficamos uma base de cinco dias sem água. Ontem que chegou a água para fazer alimentação, para poder dar banho, fazer a higiene pessoal”, disse. “As educadoras tiveram que trazer de casa a água. Eu precisei trazer o almoço já pronto para as crianças e nós tivemos que avisar os pais que elas iam para casa sem banho”, contou.

Há duas semanas, as aulas presenciais foram retomadas na creche a pedido das famílias. Apenas os estudantes em situação mais vulnerável estão sendo atendidos e o número de professoras também está reduzido, por conta da pandemia do novo coronavírus. 

“Estamos aqui para ajudar as crianças, elas vêm para serem alimentadas. Se eu mandar voltar por falta d'água, eu estou quebrando o serviço e a criança fica prejudicada”, contou, ressaltando que os serviços de saneamento faltam não apenas na escola, mas em toda a comunidade e muitas vezes nas casa dos próprios alunos.

A falta de saneamento básico impacta diretamente a saúde e a qualidade de vida, que, pelo Marco Legal da Primeira Infância, Lei 13.257/2016, devem ser garantidas às crianças. Sem saneamento, tanto as crianças quanto o restante da população ficam mais expostas a doenças como hepatite A, verminoses, dengue e outras arboviroses e à própria covid-19, uma vez que uma das recomendações para evitar o contágio é lavar as mãos com frequência.

Se a falta de saúde, educação, saneamento básico e outros serviços tem consequências na vida de qualquer pessoa, na primeira infância, etapa que vai até os seis anos de idade, ela pode ser ainda mais grave, de acordo com a coordenadora técnica da plataforma Observa, Diana Barbosa. 

“A gente está falando de uma etapa do desenvolvimento que abre uma série de possibilidades. É como se fosse uma janela de desenvolvimento para essa criança, em que ela tendo acesso aos estímulos adequados, tendo as condições econômicas adequadas, ela pode ter um avanço significativo no seu desenvolvimento”, explicou. 

Desigualdade 

Os dados da Observa mostram, ainda, que há desigualdades entre regiões do país, localização das escolas - se estão em áreas urbanas ou rurais -, e mesmo relativas à cor e raça dos estudantes. 

A região Norte tem a maior porcentagem de matrículas em escolas sem saneamento básico, 75% das crianças matriculadas em pré-escolas e 71% das matriculadas em creches não têm acesso a esses serviços. Na região Sudeste, estão as menores porcentagens, apenas 6% das matrículas em pré-escolas e 5% em creches não têm acesso a saneamento básico. O levantamento considera as escolas que não têm pelo menos um dos itens de saneamento.

Em todo o país, 80% das matrículas em creches localizadas em áreas urbanas e 55% em creches de áreas rurais contam com todos os itens de saneamento. Entre as pré-escolas, essas porcentagens são 76% e 47%, respectivamente. 

De acordo com o observatório, mais crianças negras estudam em áreas de maior vulnerabilidade do que crianças brancas. Faltam itens de saneamento básico nas creches onde estão matriculadas 27% das crianças negras e nas pré-escolas onde estão 34% delas. Entre as crianças brancas esses percentuais são menores: 15% estão matriculadas em creches sem saneamento e 17% em pré-escolas sem esses serviços. 

“O que a gente percebe hoje é que a gente ainda não consegue chegar. A gente avançou muito em vários aspectos, mas a gente não conseguiu chegar para essas múltiplas infâncias. Não existe uma primeira infância, existem várias. Uma criança negra que mora em uma região periférica vulnerabilizada socialmente vive uma realidade completamente diferente de uma criança branca em uma área mais privilegiada socioeconomicamente”, disse Diana. 

As desigualdades existem também entre cidades dentro de um mesmo estado e entre bairros. De acordo com a secretária executiva da Rede Primeira Infância de Pernambuco, Solidade Menezes Cordeiro, no estado a falta de saneamento básico é mais grave no interior do que na capital. Construção de cisternas, abastecimento por carro-pipa e o uso de poços artesianos fazem parte do cotidiano de parte da população de Pernambuco. 

“Isso é imprescindível. Uma cidade com saneamento básico é o básico para que as crianças tenham dignidade”, opinou. “Nos bairros onde não há saneamento básico, os postos de saúde ficam superlotados de crianças alérgicas, de crianças com alta complexidade de verminoses e também com anemia, porque a alimentação não é digna”, complementou.

Em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, falta saneamento básico na escola onde Edileide de Lima é diretora. Lá, a água vem de uma cacimba, que é uma espécie de poço, e para os dejetos é usado um sumidouro. Para beber, é preciso comprar água mineral. “Isso já uma questão [no município] de antes da pandemia, é de anos, não é de agora. Precisa de uma pressão forte para mudar”, opinou. 

Saneamento básico 

A disponibilidade ou não de serviços de saneamento básico é uma questão que deverá ser levada em consideração na decisão pelo retorno ou não das aulas presenciais nas escolas, que seguem funcionando de maneira remota na maior parte do país por conta da pandemia. Principais responsáveis pela educação infantil, etapa que compreende a creche e a pré-escola, caberá aos novos gestores municipais eleitos este ano tomar essa decisão.

A eles caberá também adaptar os municípios ao novo Marco Legal do Saneamento, que prevê a universalização do acesso ao saneamento básico até 2033. Os novos prefeitos deverão atender as exigências da lei para acessar recursos para melhoria desses serviços, como participar de consórcios regionais com outras cidades na prestação dos serviços, aderir a uma agência reguladora e estabelecer novos mecanismos de cobrança.

“O desafio do saneamento é um desafio para as estruturas de educação, mas também é um desafio para além das estruturas de educação. Ao se falar de saneamento a gente está pensando em estruturas da cidade como um todo. É essencial ter um saneamento adequado. A gente sabe que, no contexto da pandemia, o acesso ao saneamento é um estrutura essencial para a população”, afirmou a também coordenadora técnica da Observa, Thaís Malheiros.  

Na plataforma Observa estão disponíveis também outros indicadores das áreas de educação, assistência social e saúde, além de outras informações relativas ao acompanhamento de políticas públicas voltadas a primeira infância. 

A plataforma é uma realização da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), formada por mais de 260 organizações de todas as regiões do país. A Andi - Comunicação e Direitos é responsável pela implementação do projeto, que conta também com a parceria da Fundação Bernard van Leer.

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Neste final de semana os estudantes contarão com duas datas para acompanharem as aulas, nos modos on-line e presencial, como parte da preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. A equipe de professores da Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc), por meio do Pré-Enem Reta Final, preparou aulas especiais para os estudantes no sábado (21/11) e domingo (22/11), em Campo Maior e em Oeiras.

PRÉ-ENEM LIVE

O domingo (22/11) seguirá com a transmissão das aulas preparatórias no horário de 8h às 12h. A programação será comandada pelo professor Wellington Soares nos quadros interativos, além do quadro Bora Papear com Hildalene Pinheiro, Karoline Mendes e Viviane Carvalhedo.

As disciplinas de linguagens, matemática, história e redação serão apresentadas pelos professores Nereyda Áurea, Alexandro Kesller, Keury Campelo e Erick Soares, respectivamente.

As revisões presenciais acontecem no sábado, 21 de novembro, de forma simultânea, nas cidades de Campo Maior e Oeiras.

A edição da 5ª Gerência Regional de Educação, na cidade de Campo Maior, acontece no horário de 8h às 12h e contará com o professor Wellington Soares à frente da revisão, ao lado da equipe de professores com Erick Soares, na disciplina de redação; Thiago Ramos, para a aula de ciências humanas; Alexandre Kessler, com matemática; Geórgia Soares, que falará sobre linguagens; e ciências da natureza com Tércio Câmara.

Todo o conteúdo das aulas desta edição será transmitido no YouTube do Canal Educação, TV Meio Norte e Facebook e TV Antares (canal 2.1).

A revisão Pré-Enem também chega ao município de Oeiras com o preparatório da 8ª Gerência Regional de Educação. Sob a coordenação dos professores Hildalene Pinheiro e José Carlos Feijão, a equipe de professores revisará os conteúdos no horário de 8h às 12h.

A revisão terá as disciplinas de ciências da natureza 1 com Edílson Martins, matemática com Raphael Marques, Linguagens por Hildalene Pinheiro, Ciências da Natureza 2 com José Carlos Feijão e finaliza com o professor Francisco Rufino tirando as dúvidas de redação.

Nas revisões presenciais, os estudantes receberão gratuitamente um caderno com questões para resolução durante as aulas e lanche, distribuído no intervalo. Em razão da pandemia provocada pela Covid-19, a revisão contará com número reduzido de alunos, que estarão dispostos em carteiras respeitando o distanciamento social exigido pelos órgãos de saúde.

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As escolas privadas de todo o país começam a se preparar para o ano letivo de 2021. Diante das incertezas que permanecem por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), as instituições preveem um ano de cuidados em um possível ensino presencial e ainda com oferta de ensino remoto de forma parcial ou integral, mesmo que para parte dos estudantes. Todos esses fatores têm impacto nos novos contratos e nos reajustes das mensalidades. 

“É um processo muito complexo”, diz o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista Pereira. “Se tiver uma segunda onda da doença? Se não tiver vacina? A gente vai ter que fazer o que é possível. Não é possível fazer o que a gente fez em 2019, assinar um contrato com aula presencial e pronto, a gente tinha uma espécie de planejamento. Hoje ninguém tem nenhum planejamento e quem dizer que tem está mentindo. Nem os governos têm. Vivemos um momento de instabilidade”.

Neste ano, as escolas tiveram que interromper as atividades presenciais para tentar frear o avanço da doença. Até o início deste mês, de acordo com levantamento feito pela Fenep, 16 estados e o Distrito Federal autorizaram a reabertura das escolas particulares. Em outros três estados há alguma previsão de retomada. Sete estados não têm data para reabertura.

As escolas tiveram que se adaptar, oferecendo aulas de forma remota. Muitas famílias, no entanto, pediram a redução das mensalidades, uma vez que o serviço contratado não estava sendo entregue da forma acordada. A disputa chegou ao legislativo, onde tramitaram propostas para redução obrigatória dos pagamentos.

Embora não haja certeza do que está por vir em 2021, para que os impasses que ocorreram em 2020 não voltem a acontecer, é possível, de acordo com Pereira incluir essas incertezas nos contratos, para deixar claro as medidas que podem ser tomadas. “A gente terá que prever no contrato o que será feito. Os pais têm que ter consciência de que será feito o que der para fazer”.

Educação infantil

A educação infantil, etapa que compreende as creches e pré-escolas, foi a mais impactada pela pandemia, devido à dificuldade de oferecer um ensino a distância para os bebês e crianças. De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei), Frederico Barbosa, a estimativa é que metade dos estudantes dessa etapa tenha deixado as escolas.

Para 2021, segundo Barbosa, as escolas prepararam os ambientes físicos para garantir que sejam arejados e que haja distanciamento entre os estudantes. As escolas definiram medidas de segurança, como o uso de máscaras e higienização dos ambientes, junto às secretarias de saúde e órgãos de vigilância sanitária.

A expectativa é ofertar tanto um ensino híbrido, mesclando presencial e remoto quanto aulas apenas a distância para aquelas famílias que desejarem. “Já está sendo colocado nos contratos essa questão da oferta do ensino híbrido e do ensino a distância. Vai ser a nova realidade em 2021”, diz. 

Preços

Cada escola tem autonomia para definir as mensalidades. A Fenep ressalta que os custos subiram, pois foram necessários investimentos em novas tecnologias e treinamento dos professores para implementar e manter o ensino híbrido. “A escola não pode errar na sua precificação. É importante que as famílias conheçam e compreendam o quanto custa o investimento da educação particular, serviço essencial aos estudantes, à comunidade e ao país”, diz a entidade em nota.

A Fenep não tem uma estimativa de qual seja a média dos reajustes, no país. As situações variam de escolas para escola. A escola onde o filho da administradora Deborah Lopes estuda na Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, por exemplo, optou por manter os mesmos preços praticados em 2020. "De certa forma isso ajudou bastante", diz, "Muitos pais tiveram perdas com a pandemia, perdas de emprego, redução de salário, então, de certa forma ajuda, em 2021, a manter os alunos que já estavam na escola".

Na educação infantil, Barbosa diz que a maior parte dos reajustes varia entre 3% e 4,5%. “A escola tem que enxergar se o público dela comporta um aumento de mensalidade”, diz.“O pai que decide manter o filho em casa e só ter o ensino a distância, ele acha que tem que pagar menos, quando na verdade, para a escola oferecer esses dois serviços para as famílias, o ensino  híbrido e o ensino a distância, o custo para a escola é muito maior. Algumas escolas tiveram que contratar alguns professores ou aumentar a carga horária dos docentes”, acrescenta.

Direito do consumidor

Pela Lei 9870/99, as escolas podem reajustar as mensalidades com base na variação que tiveram nos custos com pessoal, aprimoramentos no processo didático-pedagógico e outras despesas. Caso solicitadas, devem apresentar uma planilha de custo que justifique o aumento proporcional.

“Toda espécie de aumento de despesa que a escola teve, ela pode colocar aí e esse reajuste tem que ser proporcional. E elas são fiscalizadas. A família que sentir que ela está praticando um reajuste não justificado, pode denunciar ao órgão de defesa do consumidor, que tem o poder de exigir que a escola apresente planilha, a contabilidade, para justificar isso”, explica o diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Britto.

Segundo Britto, as famílias podem também tentar negociar com as escolas uma forma de pagamento que fique mais confortável no orçamento. “É surreal ver escolas reajustando mensalidade para o ano que vem desconsiderando a crise econômica nacional. É uma total falta de solidariedade das escolas com as famílias, especialmente as famílias que se mantiveram fiéis, pagando mensalidade ao longo do ano e não usufruindo das estruturas físicas com mesmo nível de serviço que contratam para 2020”, diz.

Outro direito das famílias, de acordo com Britto, é ter garantida a segurança dos filhos. A escola precisa prestar esclarecimentos quanto ao protocolo de segurança sanitária adotado e também sobre as opções de ensino remoto. “A escola que está ignorando totalmente, que acha que a pandemia acabou ou que se planeja para o retorno das aulas em fevereiro, em janeiro, como se tudo tivesse voltado ao normal, é uma escola que está totalmente fora dos padrões do mercado”, defende. 


Fonte: Agência Brasil
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Um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Comércio Exterior da Hungria oferecerá 250 bolsas para estudantes brasileiros para o ano letivo 2021/2022 por meio do programa Stipendium Hungaricum (SH).

O período de inscrições é de 16 de novembro de 2020 a 15 de janeiro de 2021 por meio do site do programa para os cursos que começam em setembro de 2021. Ao todo serão ofertadas 750 bolsas, por meio do acordo de cooperação técnica no período de 2020 a 2022, para estudantes brasileiros.

O programa é coordenado pela Fundação Tempus e conta com mais de 60 países parceiros em todo o mundo. As bolsas contemplam cursos de graduação, mestrado, doutorado, cursos preparatórios em húngaro e cursos de especialização. As áreas acadêmicas de destaque são as ciências naturais e agrárias, além de cursos de engenharia, incluindo estudos nucleares.

Bolsas

O programa SH prevê a isenção de taxas universitárias, auxílio mensal de 390 a 500 euros para alunos de doutorado e de 120 euros para alunos de graduação e mestrado, durante o período de estudos. As bolsas também incluem alojamento gratuito ou uma ajuda de custo para acomodação no valor de 110 euros.

Os selecionados ainda têm direito a seguro médico no sistema público de saúde da Hungria e a receber uma carteira de estudante que dá direito a descontos no transporte público, museus e eventos. A legislação húngara permite 24 horas semanais de trabalho para quem possuir permissão de residência como estudante no país.

Requisitos e candidatura

Para se candidatar, o aluno deverá ter 18 anos completos até o dia 31 de agosto do ano em que for iniciar os estudos na Hungria. Também é necessário apresentar um certificado de proficiência em língua inglesa, pelo menos de nível intermediário, emitido por qualquer instituição de idiomas.

Os interessados terão a oportunidade de escolher entre as opções de uma lista de quase 30 instituições de ensino húngaras e mais de 450 cursos em inglês, nas mais variadas áreas. Há, ainda, a possibilidade de estudar outras línguas, como alemão, francês ou até mesmo húngaro. A lista completa de cursos acessíveis para os estudantes de cada país parceiro constará nos editais e pode ter variações de um ano para o outro.


Fonte: Ministério da Educação
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O Projeto “Tempo de alfabetizar com textos: contribuições para a aprendizagem da leitura e da escrita”, desenvolvido pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), recebeu o Prêmio Prof. Rubens Murillo Marques, criado pela Fundação Carlos Chagas com a intenção de valorizar experiências educativas oriundas de projetos desenvolvidos por docentes junto com estudantes de licenciatura em formação de professores para educação básica.

O prêmio é voltado diretamente para os professores formadores que tiveram uma iniciativa de desenvolver experiências educacionais voltadas à formação dos estudantes de licenciaturas e que tenham o projeto visando atender necessidades, no caso em particular da educação básica e da alfabetização de crianças. Assim, a Profa. Dra. Hilda Mara Lopes Araújo, Tutora do PET Pedagogia e Coordenadora do Projeto foi premiada pelo projeto.

A avaliação para a premiação considerou os procedimentos didáticos que o projeto utilizou visando a aprendizagem dos futuros professores da educação básica, além de considerar a potencialidade multiplicativa da experiência, ou seja, a possibilidade da experiência ser levada para outras instituições, espaços e contextos.

Foram 91 trabalhos inscritos de várias universidades do país. Desses, 10 projetos foram escolhidos como finalistas e em seguida houve a escolha dos 3 melhores trabalhos, mediante entrevista com o comitê científico, resultando na premiação do projeto “Tempo de alfabetizar contextos: contribuições para aprendizagem da leitura e da escrita”, desenvolvido em 2018 e 2019 pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do Curso de Licenciatura em Pedagogia.

O prêmio é uma conquista do PET Pedagogia compartilhado com o apoio do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino (DMTE), do Departamento de Fundamentos da Educação (DEFE), do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Centro de Ciências da Educação (CCE), da Coordenação do Curso de Pedagogia, Professores e estudantes de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal do Piauí e ainda das escolas públicas que acolheram o projeto para ser desenvolvido.

O projeto “Tempo de alfabetizar com textos: contribuições para a aprendizagem da leitura e da escrita”

A iniciativa de desenvolver o projeto para concorrer ao prêmio foi da Profa. Dra. Hilda Mara, como tutora do PET Pedagogia e Coordenadora do projeto “Tempo de alfabetizar contextos: contribuição para a aprendizagem da leitura e da escrita”. “Nós recebemos o e-mail da fundação Carlos chagas, eu li o edital e logo vi que os critérios estabelecidos contemplavam esse projeto que nós desenvolvemos no ano de 2018 e 2019 e de pronto entramos em contato com as professoras que nos acompanharam de perto nesse projeto”, relata.

As professoras Maria Lemos da Costa, do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino (DMTE), e Francisca das Chagas Nascimento, que atuava na Escola Santa Teresa, se reuniam com a Professora Hilda Mara para planejar e pensar toda a condução do projeto, os direcionamentos, os objetivos e fazerem todo um trabalho próximo com os petianos para orientar, diminuir as dificuldades e agregar valor à formação deles para que eles desenvolvessem as atividades junto às crianças melhor preparados e conscientes do papel de futuro formador de crianças.

O olhar para crianças que se encontravam além da vulnerabilidade educacional, também social e cultural, que ainda não tinham se apropriado da leitura e da escrita, instigou os professores a desenvolverem os projetos na Escola Santa Teresa e na Escola Nossa Senhora do Amparo. As diretoras das escolas, Marta, da Escola Nossa Senhora do Amparo e Francisca Nascimento da Escola Santa Teresa, acolheram os petinos e possibilitaram o desenvolvimento do projeto e durante o processo possibilitaram a eles experiências únicas relacionadas a formação de futuros professores.

A experiência dos participantes do projeto ainda rompe a barreira da formação profissional, tornando-se também uma experiencia pessoal. “Saímos da zona urbana, nos direcionamos para a zona rural e nos deparamos com situações de crianças em precariedade, em particular de leitura e de escrita, considerando que já tinham a idade para que tal fato já tivesse se consolidado”, destaca a Profa. Dra. Hilda Mara. A relação professor-aluno foi outro aprendizado que os petianos destacam, a necessidade de compreender o contexto social, cultural e educacional dessas crianças para planejar.

O PET conta com 12 estudantes do curso de Pedagogia que são bolsistas e também bolsistas voluntários. Vários petianos participaram do projeto premiado, alguns continuam no programa e outros são egressos que foram beneficiados com a experiências desenvolvidas nessas escolas em torno do projeto desenvolvido.


Fonte: UFPI
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Participação e contribuição · 01/11/2020 - 10h40

Seduc abre Consulta Pública sobre o Novo Ensino Médio


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A versão preliminar do Currículo do Ensino Médio do Piauí para o Novo Ensino médio está quase pronta, mas antes queremos a sua participação e contribuição para construirmos juntos um novo jeito de aprender e ensinar para todo o Estado. A etapa de Consulta Pública começa e você poderá, de casa ou de qualquer outro lugar, contribuir com esse marco histórico para a Educação. O prazo para participar vai até o dia 30 de novembro, no site da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). 

A proposta nesta etapa é garantir que todos possam ter oportunidade de participar, principalmente as comunidades escolares, públicas e privadas, além de profissionais da educação de outras instâncias. Os formulários estarão abertos à consulta, com os documentos preliminares na íntegra para leitura. Os participantes irão preencher um formulário básico de identificação e poderão deixar suas sugestões por escrito com propostas de mudanças ou adições.  

"Chegou a hora de colocar para o público a Consulta Pública e queremos pedir um olhar especial aos gestores escolares, de escolas públicas e privadas, para que, ao ser publicada a plataforma de acesso, todos possam participar e contribuir com esse novo Currículo do Ensino Médio?, disse o coordenador estadual do ProBNCC do Piauí, Carlos Alberto Pereira. 

ENTENDA O NOVO ENSINO MÉDIO 
Tomando como meio norteador a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) o Novo Currículo do Ensino Médio do Piauí é mais uma etapa na mudança do ensino básico proposto pelo Governo Federal através da meta 7 do Plano Nacional da Educação (PNE). A BNCC foi homologada em dezembro de 2017 e de lá para cá muita coisa já foi feita.  

No Estado, o Novo Currículo do Ensino Infantil e Fundamental já foi aprovado pelo Conselho Estadual da Educação (CEE) e, agora, a rede de ensino está recebendo formação para a fase de implementação.  

O Novo Ensino Médio tem a proposta de promover a formação e protagonismo estudantil com uma formação básica e, em seguida, os itinerários formativos, onde o aluno poderá optar por disciplinas e áreas específicas. Tudo isso respeitará a realidade de cada escola para que os alunos tenham uma formação que seja direcionada a suprir necessidades locais e dentro do seu contexto social.  


Fonte: Seduc
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    Pixabay

''Eu não estudo astronomia, eu vivo astronomia e cada dia aprendo uma coisa nova''. A declaração é de Arthur Felipe, estudante de 18 anos, morador da cidade de Martins, no interior do Rio Grande do Norte, medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, em 2017. As informações são do R7. 

Apaixonado pelo céu desde criança, Arthur Felipe mira um futuro na carreira espacial e em estudos em agências internacionais.

“Sou apaixonado pela ciência desde pequeno. Aos 15 anos, fiz o primeiro telescópio reciclado de canos e lentes; em 2017, fui medalha de ouro na OBA'', diz.

Hoje, Arthur estuda astronomia de forma independente – a dedicação a essa ciência o coloca entre os astrônomos amadores, que fazem observações a partir de instrumentos em casa, por exemplo.

E é pensando em comprar um telescópio ''de ponta'' que ele chegou a fazer uma vaquinha virtual e tem se dedicado à venda de empadas.

“Eu vendo empadas para comprar um (telescópio) mais potente... Maior e mais potente. As empadas estão dando um dinheiro legal. Meu sonho é observar o céu profundo, nebulosas, planetas, além da Lua. Expandir o universo observável. A quantia em dinheiro servirá para o meu futuro, afirma.

Apesar de os primeiros passos científicos de Arthur terem sido na escola municipal, ele lamenta não ter tido mais acesso a conteúdos sobre o universo ao longo dos anos.

Para o professor do Observatório de Astronomia da Unesp, Rodolfo Langui, embora o currículo escolar no Brasil contemple a astronomia, o maior desafio ainda está na formação dos professores.

''Qual é o problema do nosso país? Por que a astronomia não é ensinada nas escolas? Há o problema para a formação dos professores. Não há ações para a formação de professores em relação à astronomia. E qual é a reação dos professores quando precisam ensinar em sala de aula? Pelo menos duas: Não ensinam porque não sabem ou procuram aprender, mas pela internet ou em livros didáticos que ainda contêm erros conceituais em astronomia. Então, o que temos é um problema de formação de professores.'', diz Langui.

Langui, assim como Arthur que diz viver a astronomia, vê nessa ciência a possibilidade de ir além da física e da lógica.

“Como é uma ciência muito antiga, tem uma interface sensacional com as outras disciplinas, inclusive com ciências não exatas como artes e até filosofia. Quando estudamos questões cosmológicas, buracos negros, origem do universo, motivo da nossa existência, então desperta mesmo as curiosidades existenciais. Essa ciência que tem mexido com minhas emoções até hoje. Fiquei emocionado.Sempre fico. Os astros tão distantes e que mexem com nosso íntimo.”

Arthur está focado no futuro, quando cita a máxima: “A fórmula para conseguir sucesso é a soma de pequenos trabalhos para gerar um grande resultado e nunca desistir''.

Langui, focado na ciência e de olho nas futuras gerações: “Imagina só o poder que tem uma simples visita a um observatório, um planetário, um museu de ciências. Uma criança que vê tanta coisa bonita sobre o universo, sobre ciência, que ele nunca mais vai esquecer esse dia. Pode ser preponderante para escolher sua carreira profissional.Então, a gente reconhece essa importância, do nosso trabalho de divulgação no observatório para despertar essa vontade.

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Quer ser engenheiro espacial · 25/10/2020 - 18h58

Menino começou a ler com 6 meses e aos 12 já está na faculdade


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    Reprodução/Facebook Caleb Anderson

Caleb Anderson, de 12 anos, está frequentando uma universidade na Geórgia, nos Estados Unidos. O menino começou a ler muito cedo, com apenas 6 meses de idade, e sempre foi fascinado pelo espaço sideral. As informações são do R7. 

O garoto já está no segundo ano da universidade, onde estuda cálculo, história dos Estados Unidos, filosofia e macroeconomia, e seu sonho é ser engenheiro aeroespacial.

“Existem os heróis que vão nos foguetes e voam para o espaço. Mas os engenheiros aeroespaciais têm a vida nas mãos. E eu realmente acho que é interessante e incrível que façam isso”, contou o menino para o jornal NPR.

A mãe de Caleb, Claire Anderson, disse que seu filho já conseguia fazer frações aos 2 anos e entrou na primeira série aos 3. Quando chegou a vez do ensino médio, ele poderia ter pulado facilmente essa etapa, mas seus pais mantiveram o menino nas séries devidas, apesar da pouca idade, para desenvolver habilidades sociais e "apenas pensar como uma criança completa", como afirmou a mãe do garoto.

Para o pai de Caleb, Kobi Anderson, o filho, por ser um jovem negro, pode servir de inspiração para outros garotos que sofrem preconceito. "Existem esses estereótipos negativos que são reforçados com bastante frequência. Então, a atenção que Caleb vem recebendo é uma oportunidade para trazer outra história à luz, uma que esperamos que inspire outros negros a promover os dons que seus filhos têm."

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Em visita a municípios do sul do estado, nesta sexta-feira (23), o governador Wellington Dias assinou autorização para obras de reforma e construção de escolas da Rede Estadual de Ensino por meio do programa PRO Piauí. Uma das escolas beneficiadas foi o Centro Estadual de Tempo Integral (CETI) Desembargador Amaral, de Curimatá. A escola se destaca na região pela boa nota que obteve no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2019.

Entre ordens de serviço e autorização para licitação, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) receberá inicialmente investimentos na casa dos sete milhões de reais. Os recursos são oriundos dos Precatórios do Fundef, pelo Programa PRO Educação.

No CETI Desembargador Amaral, o governador Wellington e o secretário da Educação, Ellen Gera, autorizaram a reforma geral, instalação de subestação de energia e climatização em toda escola. O diretor Wander Pires comemorou o anúncio do investimento que, segundo ele, será muito importante para a continuidade no avanço que toda equipe do CETI tem conseguido na qualidade do ensino ofertado.

“Há muito tempo vimos solicitando a climatização da escola, desde sua última reforma. O calor é intenso e por isso é muito importante essa parte da obra”, disse o diretor.

O CETI conta com 355 que estudam em tempo integral no Ensino Médio e na segunda etapa do Ensino Fundamental. A escola ficou entre os 16 melhores IDEbs do Piauí em 2019, subindo de 5.0 para 5.6 nas séries finais do Ensino Fundamental e alcançando 4.9 no Ensino Médio.

“Creditamos essa conquista ao trabalho em equipe, aos programas do governo e a conscientização dos estudantes da importância de valorizar as provas externas. O nosso sonho é valorizar cada vez mais a dedicação dos nossos profissionais da educação. O professor remunerado e com maior dedicação à escola de tempo integral é muito importante para mais avanço”, completa o diretor da escola.

O gerente da 15ª GRE sediada em Corrente, Carlos Omar, comemora as melhorias de infraestrutura nos municípios da região, que beneficiarão mais de 2.500 alunos.

“Nos sentimos felizes em receber o governador Wellington Dias e o secretário Ellen Gera, e mais felizes ainda sabendo que essa missão deles no extremo sul é anunciar obras de melhorias na infraestrutura das nossas escolas. Agradecemos o investimento feito e temos certeza que isso se reverterá em melhoria da qualidade da educação de nossa região”, relata o gerente regional.


Fonte: Com informações da CCOM
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Cinco dias de evento · 23/10/2020 - 12h31

Inscrições da Expo CIEE Virtual iniciam dia 26


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As inscrições para a  Expo CIEE Virtual iniciarão nesta segunda-feira, 26 de outubro. Serão cinco dias de evento, 24 horas por dia,  totalmente on-line. As atividades estão previstas para iniciar dia 09 de novembro, com muita diversão, games, vagas de estágio e jovem aprendiz, palestras e muito mais.

As inscrições podem ser realizada pelo link: https://www.expociee.com.br/virtual. A Expo CIEE foi criada para reforçar ainda mais o impacto social do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE na vida profissional e acadêmica dos jovens. O evento é 100% gratuito e totalmente democrático, abraçando todas as idades, classes sociais, raças e gêneros. Este ano, será realizada uma primeira edição virtual, atendendo os jovens de todo o País.

O evento une entretenimento, capacitação para o mundo do trabalho e qualificação para o jovem. Por causa do distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus, este grande evento será realizado à distância, por meio de uma plataforma interativa, apresentando pavilhão virtual cheio de novidades para os jovens de todo o Brasil. 

Na programação também estão confirmadas palestras e talks sobre temas do universo jovem; emissão de certificado em tempo real; possibilidades de recrutamento e seleção, com oferta de vagas de estágio e aprendizagem. Também haverá vestibulares on-line, teste vocacional, dicas para o ENEM, cursos gratuitos do Google Ateliê Digital e Escape Room Virtual.

 


Fonte: Seduc
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Visita aos municípios · 23/10/2020 - 12h29

Pro Educação: Governador autoriza obras no sul do Piauí


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Em visita aos municípios do sul do estado, o governador Wellington Dias irá assinar autorização para obras de reforma e construção de escolas da Rede Estadual de Ensino por meio do programa PRO Piauí. Na próxima sexta-feira (23) e sábado (24), a comitiva estadual percorre os municípios de Curimatá, Morro Cabeça no Tempo, Redenção do Gurgueia, Bom Jesus, Corrente e Barreiras.

Entre ordens de serviço e autorização para licitação, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) receberá inicialmente investimentos na casa dos sete milhões de reais. Os recursos são oriundos dos Precatórios do FUNDEF, pelo Programa PRO Educação. 

Na sexta-feira, em Curimatá, será autorizada a reforma geral, instalação de subestação e climatização no CETI Desembargador Amaral. Em Morro Cabeça no Tempo, a autorização reforma geral, ampliação, climatização com instalação de subestação e construção de quadra poliesportiva na Unidade Escolar Leda Napoleão, correspondendo o valor total de R$ 1.922.750.52 (um milhão, novecentos e vinte e dois mil, setecentos e cinquenta reais e cinquenta e dois centavos).

Ainda na sexta, mas no município de Redenção do Gurgueia, três escolas serão beneficiadas. O Centro de Ensino Médio José Soares recebe reforma geral, climatização e construção de quadra poliesportiva. A Unidade Escolar Marcos Parente e Unidade Escolar Petrônio Portela serão reformadas e climatizadas, com instalação de subestações de energia. 

Já em Bom Jesus, o CETI Franklin Dória será contemplado com autorização para obra de reforma geral e climatização com instalação de subestação. A Unidade Escolar Araci Lustosa recebe investimento de R$ 1.090.294,04 (um milhão noventa mil duzentos e noventa e quatro reais e quatro centavos), para a construção de quadra poliesportiva e ampliação de um bloco com biblioteca, laboratório de ciência, refeitório e cozinha. 

No sábado, a comitiva governamental chega a Corrente com projetos para todas as áreas estratégicas de desenvolvimento. Na educação, o governador Wellington Dias autoriza a abertura de processo licitatório da obra de construção de nova escola com verticalização, contendo cinco salas de aula, sala de multimídia, laboratório de informática, biblioteca, refeitório, cozinha e área administrativa no local onde funciona a Unidade Escolar Des. João Pacheco Cavalcante, no valor de R$2.873.520,36 (dois milhões, oitocentos e setenta e três mil, quinhentos e vinte reais e trinta e seis centavos). No CETI Dr. Dionísio Rodrigues Nogueira será iniciada também licitação para reforma, ampliação e climatização no valor total de R$ 846.859,75 (oitocentos e quarenta e seis mil, oitocentos e cinquenta e nove reais e setenta e cinco centavos). 

A Unidade Escolar Cel. Justino Cavalcante Barros e a Unidade Escolar Joaquim Antônio Lustosa também receberão reforma geral, ampliação, instalação de subestação, climatização e conclusão de quadra poliesportiva.

Por fim, e não menos importante, investimentos para a educação de Barreiras do Piauí. A Unidade Escolar Cristian Barreira Parente passará por reforma geral e ampliação, climatização com instalação de subestação de energia e construção de quadra poliesportiva.

O gerente da 14ª GRE sediada em Bom Jesus, Reginaldo Vaz da Costa, comemora as melhorias de infraestrutura nos municípios da região, que beneficiarão mais de dois mil alunos. 

"Quero aqui externar a minha alegria de está vivenciando essas melhorias feitas pelo nosso governador Wellington Dias nas nossas escolas. O resultado será alcançado no processo de ensino aprendizagem em virtude termos nelas uma estrutura física de qualidade, laboratórios, equipamentos, construção de quadras tudo para que nossa comunidade escolar tenha um ambiente prazeroso a sua disposição. Então nesse momento é só de agradecimento em nome de todos que fazem a 14ª GRE", relata o gerente regional.

Já nas sete escolas que compõe a 15ª GRE, com sede em Corrente, serão contemplados cerca de 2.500 alunos e profissionais da educação com as obras autorizadas.


Fonte: Seduc
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Ação gradativa e ecautelosa · 19/10/2020 - 17h49 | Última atualização em 19/10/2020 - 17h50

Escolas estaduais retomam atividades presenciais a partir desta terça (20) no Piauí


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Longe das escolas desde março, quando iniciou a pandemia da Covid-19 no Piauí, os estudantes da 3ª série do Ensino Médio e VII etapa da Educação de Jovens e Adultos (EJA) matriculados na rede estadual de ensino poderão, a partir desta terça-feira (20), retornar para sala de aula.

“Nossas escolas fecharam as portas, mas as aulas continuaram de forma remota. Voltar para o chão da escola é importante para retomar as relações pessoais que existem nas aulas e que são fundamentais no aprendizado, além de reforçar a preparação dos estudantes que farão o Enem em janeiro”, ressalta Ellen Gera, secretário de Estado da Educação.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) tem feito um intenso trabalho de orientação às instituições de ensino da rede estadual e um recurso no valor de 4 milhões de reais já foi distribuído entre as escolas para adaptações e compra de equipamentos de proteção individual (EPIs).

“Quando tivemos o retorno confirmado pelo decreto de 21 de setembro de 2020, intensificamos a preparação dos gestores para receber os estudantes. Promovemos capacitações em parceria com a Vigilância Sanitária sobre os protocolos que deveriam ser adotados, treinamos as equipes das escolas quanto à limpeza e desinfecção correta dos ambientes, utensílios e objetos. Fizemos um repasse no valor de R$ 4 milhões para que as unidades sinalizassem os ambientes escolares e comprassem materiais de higiene necessários, como álcool em gel, sabonetes, máscaras, equipamentos para uso de álcool em gel e adequação de alguns espaços: instalação de pias na entrada e adequação de banheiros”, informa Ellen Gera.

A retomada não é obrigatória aos alunos e professores, que continuaram tendo à disposição as aulas remotas. Para receber os estudantes, cada escola elaborou um plano de retorno, que foi enviado para a Seduc e deve ser cadastrado no site do PRO Piauí (propiaui.pi.gov.br).

“Mais de 200 planos de escolas já estão sendo analisados pela equipe pedagógica da Seduc e a previsão é que 155 escolas da rede estadual retornem ainda este mês. O retorno não será uniforme, já que as escolas têm realidades diferentes e algumas precisam de um pouco mais de tempo para adaptar espaços e adquirir EPIs. A previsão é que tenhamos estudantes voltando para 71 escolas até o fim desta semana”, detalha o secretário da Educação.

Segundo o gestor, a abertura das escolas será um movimento gradativo, cauteloso, priorizando sempre a segurança dos estudantes, professores e pessoal administrativo. “Nossa prioridade é garantir a segurança de todos e, por isso, vamos trabalhar com o modelo hibrido, com poucos estudantes em sala de aula e apenas naquelas escolas que tiverem condições de cumprir os protocolos, respeitando sempre o distanciamento, usando máscara, fazendo higienização das mãos e dos espaços e apenas nos municípios onde a epidemia estiver controlada e decrescente”, finalizou Ellen Gera.

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Licenciado em Educação Física · 19/10/2020 - 14h04 | Última atualização em 20/10/2020 - 08h09

Jovem gera renda montando móveis durante a pandemia de Covid-19 no Piauí


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O jovem Ismael Rodrigues Lima trabalha com montagem de móveis. Ele começou a divulgar o trabalho em sites como a OLX e por meio de redes sociais como o Facebook. Ele explica que iniciou fazendo todo tipo de trabalho de reparos, mas, com o tempo, montar móveis se tornou o principal serviço oferecido por ele.

Atualmente, esta é sua principal fonte de renda. Ismael é formado em Licenciatura em Educação Física, mas prefere esse trabalho. “Consigo tirar a minha renda trabalhando poucas horas por dia e posso fazer outras coisas como estudar e, claro, tenho tempo livre para o lazer”, explicou o montador.

Ismael começou a trabalhar ainda na adolescência, ajudando o pai e o tio
Ismael começou a trabalhar ainda na adolescência, ajudando o pai e o tio 

Nas horas livres, ele estuda educação financeira de modo a melhorar a condição econômica e a principal fonte de lazer são jogos eletrônicos. “Gosto de jogar Freefire e Fifa Soccer”, explica Ismael.

Em junho deste ano, Ismael contraiu a Covid-19, mas teve sintomas leves. Fez o isolamento social pelo prazo determinado pelas autoridades de saúde pública e ficou sem trabalhar durante esse período. Segundo o jovem, que mora com a mãe, o auxílio emergencial o ajudou bastante durante esse tempo.

Ele começou a trabalhar ainda muito jovem, para complementar a renda familiar. Primeiro com o pai, depois com o tio. Por fim, passou a trabalhar por conta própria. Ele explica que seu objetivo é ter independência financeira trabalhando como autônomo.

“Nossa ideia é que o jovem possa ter ambas as oportunidades, com foco no trabalho formal com carteira assinada, porque este traz mais segurança, mas o trabalho autônomo também funciona como complemento de renda e esse tipo de saída criativa deve ser estimulada, especialmente em um momento atípico como o que vivemos”, disse o diretor de Políticas para Inserção no Mundo do Trabalho da Cojuv, Venicio Moura.

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Amparada pelas recomendações do Comitê de Operações Emergenciais (COE), a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) iniciou uma nova fase do Projeto Pré-Enem.  As aulas retomaram o formato presencial e serão realizadas em todo o estado, levando mais conhecimento aos estudantes piauienses.

A primeira revisão desta série foi neste sábado (17), no Colégio Liceu Piauiense, em Teresina, abrangendo alunos de escolas jurisdicionadas à 4ª Gerência Regional de Educação (GRE) e, a partir de agora, as 21 Gerências Regionais serão contempladas com essas atividades.

O secretário de Estado da Educação, Ellen Gera Moura, explica que as revisões presenciais são parte do projeto Pré-Enem na Estrada, que visa levar conhecimento para os estudantes de todo o estado, seguido todas as precauções para garantir a segurança de alunos e profissionais, pois a educação não parou e não pode parar.

“Com muita alegria retornamos ao ambiente escolar e vamos percorrer todo o estado levando essa mensagem de motivação e preparo do Enem aos nossos estudantes. A ação conta com todo o controle sanitário, distanciamento social recomendado e, além disso, os alunos receberam kits com máscara, álcool em gel e todas as orientações”, afirmou o gestor.

Em breve, a Secretaria de Estado da Educação vai divulgar o calendário das revisões presenciais do Pré-Enem na Estrada.

Revisões  presenciais são a marca do projeto

O coordenador do Pré-Enem Seduc Live, Wellington Soares, esclarece que as revisões de forma presencial são uma marca do projeto, nessa nova etapa. Com revisão aos sábados e lives no domingo, traz duas frentes simultâneas de preparação.

“Estávamos com saudades dessas viagens, revisões, e nada substitui esse contato pessoal e físico, embora seja para um número menor de alunos e estejamos em um ano atípico de intranquilidades, mas nosso estado tem passado uma segurança. Nossos alunos estão preparados, pois a equipe da Seduc e Canal Educação, convidados e voluntários, é a melhor possível. Todos abraçaram o projeto com carinho e dedicação, pois é uma forma de inclusão social que toca fundo na alma de todos, a valorização da escola pública”, finaliza o coordenador.

Pré-Enem Live continua 

Os encontros de domingo com a equipe do Pré-Enem Live continuam e as revisões dos conteúdos para o Enem, transmitidas pelo YouTube, permanecem.

Viviane Carvalhedo, diretora da Mediação Tecnológica da Seduc, informa que as revisões presenciais também serão transmitidas pelo YouTube do Canal Educação, além disso, os alunos continuarão a contar com as revisões Pré-Enem Seduc Live aos domingos.

“Estamos a menos de cem dias da realização das provas do Enem, entramos na reta final e os nossos alunos contam com várias possibilidades de se preparar bem para este dia. Com certeza teremos, assim como em anos anteriores, a maior taxa de presença no Enem e um grande número de aprovados”, disse a diretora.

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O governador Wellington Dias visitou, neste sábado (17), a revisão Pré-Enem Seduc realizada de forma presencial no Liceu Piauiense, Centro de Teresina. O chefe do Executivo piauiense deu as boas-vindas aos estudantes, na aula que marca o retorno das atividades presenciais na educação da rede estadual. O preparatório é mais um esforço do governo para preparar os alunos que concorrerão ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Nossa preocupação é que estes alunos possam concorrer de igual para igual com estudantes de outros estados onde as aulas presenciais voltaram antes”, ressaltou Wellington.

A quadra do Liceu foi preparada para receber os estudantes. Foram disponibilizadas 70 vagas. As carteiras ficaram a dois metros de distância umas das outras. Na entrada havia álcool em gel e distribuição de máscaras . Todos os alunos tiveram a temperatura corporal aferida, receberam lanche e um caderno de questões, resolvidas pelos professores ao vivo.

Aluna do 3° ano do Liceu Piauiense, Adrielle Gomes, 17 anos, encara a aula como um novo impulso de motivação no projeto de se tornar enfermeira.

“A retomada das aulas presenciais é o ponto para recuperar parte do tempo perdido e conseguir uma vaga na universidade” resumiu a estudante.

Revisões on-line

O alcance do Pré-Enem superou as expectativas. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a plataforma on-line alcançou 130 mil inscritos. A aula é transmitida em formato de live por meio das redes sociais da secretaria, Canal Educação e YouTube. A atividade se soma ao esforço que a Seduc fez durante a pandemia, para manter a preparação dos estudantes do 3° ano do ensino médio.

“Temos mais de 25 lives gravadas de revisão para o Enem, material riquíssimo, um hot site do Enem onde disponibilizamos questões, apostilas e materias usados pelos professores, além das aulas gravadas”, explicou Ellen Gera, secretário de Estado da Educação.

Ensino superior

Na ocasião, o governador anunciou a expansão de vagas na rede pública de ensino superior em 2021. Segundo ele, 162 municípios piauienses já têm acesso a cursos superiores. A meta é chegar aos 62 restantes, nas modalidades presencial ou a distância, ano que vem.

“Faremos em parceria com a Uespi, tanto na rede de polos presenciais existentes quanto ao modelo da mediação tecnológica com a Universidade Aberta do Piauí, em parceria com a UFPI, Uespi e IFPI”, finalizou Wellington Dias.

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Sabe aquela pessoa que dedica sua vida a ensinar, que compartilha seus conhecimentos e que acredita no poder que o seu trabalho tem para realizar mudanças no mundo? Sim, estamos falando dos professores.

No dia 15 de outubro é comemorado o dia dele, profissional que desempenha uma das atividades mais importantes na sociedade: educar, capacitar e formar os futuros cidadãos do nosso país.

Pensando nisso, reunimos a história de dois personagens que são professores em ONGs participantes do VOA, programa de voluntariado da Ambev.

Vinicius Matos, 25, é morador de Cidade Ademar. Ele Ingressou no Centro Educacional Assistencial Profissionalizante (CEAP) como aluno. Mas com um empurrãozinho do destino, foi apresentado de surpresa ao mundo da educação.

Um professor da ONG precisou se afastar devido a problemas de saúde, e o estudante ficou encarregado de assumir a função de dar suporte durante um período. No entanto, a volta do professor foi adiada por mais tempo, e como Vinicius já dominava o conteúdo, ficou auxiliando os estudantes.

Aos 18 anos, Vinícius começou a dar aulas, algo que ele nunca imaginou, por se considerar impaciente, mas pegou amor pela profissão. Hoje, ele é professor de programação, informática, e laboratório de computação no CEAP.

Rogerio da Hora, 34, é baiano, e veio com a mãe e 10 irmãos para São Paulo em busca de uma vida melhor. Hoje, ele é professor de tênis na ONG CADES e tem seu próprio projeto em Paraisópolis o “Tênis na Rua Paraisópolis”, iniciativa que atende crianças de 5 a 15 anos e, como o próprio nome sugere, as aulas são feitas na rua. Porém, o próximo passo de Rogerio é conquistar uma quadra para dar as aulas aos jovens e ampliar ainda mais o impacto positivo que realiza na comunidade.

Sobre o VOA

O VOA é o programa criado pela Cervejaria Ambev para compartilhar com ONGs seus conhecimentos em gestão. O objetivo é ajudar essas organizações a se estruturaram melhor e, assim, ampliarem seu impacto positivo na sociedade. Por meio do VOA, a companhia capacita as ONGs e, ainda, incentiva o voluntariado entre seus funcionários. Todas as aulas e mentorias do programa são dadas por funcionários da cervejaria que se voluntariam para doar tempo e conhecimento para as participantes, transmitindo conceitos de gestão de orçamento, planejamento estratégico, captação de recursos, estabelecimento de metas e indicadores.

Em 2018, primeiro ano do programa, 185 ONGs de todo o Brasil, selecionadas entre quase 2 mil inscritas, receberam consultoria personalizada. Foram quase 200 voluntários que dedicaram 12 mil horas para ajudar as ONGs a impactarem cerca de 2 milhões de pessoas. Em 2019, 71 novas organizações se juntaram ao programa e somam-se mais de 270 voluntários participando do programa. Neste ano, o VOA criou uma plataforma para compartilhar os conhecimentos e módulos do programa de forma gratuita com o público em geral, permitindo que qualquer interessado ou instituição acesse os conteúdos de gestão do programa.


Fonte: Com informações da assessoria
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Investimentos no estado · 15/10/2020 - 08h37

Educação avança com retomada de obras e ações


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O ano de 2020 está sendo marcado por importantes avanços na educação piauiense. Retomada de obras paralisadas, reforma e ampliação de unidades escolares, construção de refeitórios em escolas de tempo integral e avanços significativos em reformas elétricas e hidráulicas, dentre outras ações.

Exemplo, é o retorno dos operários à obra de construção de uma quadra poliesportiva coberta no CETI Desembargador Pedro Sá, localizado no município de Oeiras. A retomada do serviço foi autorizada pelo Governo do Estado com a fonte de recurso do Precatórios do FUNDEF/Programa PRO Educação.

A obra é uma antiga reivindicação da comunidade escolar, que aguardava a construção de um local adequado para a prática de esportes e lazer. Na unidade, o investimento é de R$ 127.869,16.

De acordo com o projeto, está sendo realizado o serviço de acabamento final da quadra poliesportiva e construído o muro que contorna a mesma.

Conforme o diretor do CETI, Edgar Sousa, a unidade é bem conceituada no município e atende 308 alunos, na modalidade Ensino Médio Integral. Segundo ele, a comunidade escolar estava muito ansiosa para o início da reforma. "Com o passar dos anos, a estrutura física vai se desgastando, sendo necessária uma revitalização. Após a reforma, com certeza, a comunidade terá muito orgulho de fazer parte dessa escola".

Em relação à construção da quadra, o diretor disse que era outro sonho da comunidade, alimentado por muitos anos. "Esta quadra terá uma importância muito grande para nossos jovens estudantes e toda nossa comunidade escolar, pois irá proporcionar a prática de esportes, que é sinônimo de bem estar e qualidade de vida, bem como servirá de incentivo e motivação  aos estudos, um grande sonho nosso que será concretizado",  comemora o diretor.


Fonte: Seduc
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Apenas 4,9% têm data prevista · 15/10/2020 - 08h35 | Última atualização em 15/10/2020 - 09h30

Mais de 3,7 mil cidades não têm data para retorno de aulas presenciais


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Pesquisa aponta que um total de 3.742 prefeituras não têm data prevista para retorno das aulas presenciais em suas redes municipais de ensino. O levantamento foi feito em setembro pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que consultou 3.988 governos locais, uma amostra de 71,6% do país, que possui 5.570 municípios. Nos territórios que responderam à sondagem, vivem 14,6 milhões de alunos atendidos por redes municipais de ensino, que representam 63,3% das matrículas nesse segmento no país. 

Na avaliação da entidade, a falta de uma data de retorno não significa uma "posição omissa" dos prefeitos. "Ao contrário, decidir pela não retomada das aulas indica uma postura responsável e cautelosa do gestor. A situação não pode ser simplificada, a pandemia já representa prejuízo à aprendizagem dos alunos e da educação como um todo, mas a pergunta sobre quando retornar essas atividades precisa ser respondida com responsabilidade, pois é inegável a preocupação com a retomada das aulas por conta da disseminação do vírus", diz o relatório da pesquisa. 

Dos municípios consultados, apenas 197 (4,9% da amostra) informaram uma data de reabertura das escolas já marcada, mas a própria CNM pondera que "a realidade tem mostrado, especialmente em nível estadual, que as previsões iniciais não têm se confirmado e o retorno tem sido adiado, a exemplo do que ocorreu no Maranhão, Rio Grande do Norte, Acre, Piauí e Distrito Federal". Os principais fatores para o não cumprimento das previsões, na percepção da entidade, é a judicialização da volta às aulas em todo o país, com cobranças de medidas para proibir o retorno das atividades presenciais nas escolas. "O entendimento é balizado pelo risco de aumento de contaminação da covid-19, em razão da exposição de milhares de estudantes e professores, o que pode colocar a população em potenciais situações de contágio", diz a CNM.

A pesquisa aponta que os municípios vem oferecendo algum tipo de atividade pedagógica não presencial. Na maioria esmagadora dos casos, estão sendo distribuídos material impresso, alternativa adotada por 3.818 prefeituras (98,2% do total consultado), seguidos da oferta aulas por meio digitais, adotada por 3.152 gestores (81,1%). Somente 6,5% dos municípios ouvidos (254) realizam aulas por meio de TV e outros 3,5% (136), por meio de rádio. Um total de 3.360 municípios (86,4% da amostra) usam aplicativos de mensagem instantânea para o envio dos materiais e atividades escolares. O levantamento também indicou que em 70,6% dos municípios consultados os professores receberam ou recebem algum tipo de capacitação para o ensino remoto.  

Planos de retorno

Apesar da maioria ainda não ter data de retorno presencial das aulas, pouco mais de 70% dos municípios que responderam a pesquisa da CNM, ou seja, 2.811 prefeituras, informaram ter os planos de retomada elaborados ou em fase de elaboração. Já outras 1.105 prefeituras (27,7% da amostra) ainda não possuem planos de contingência construídos. Segundo a CNM, isso se deve à complexidade do processo de articulação federativa e a definição dos protocolos. "Cabe salientar que o Ministério da Educação (MEC) publicou, somente em 7 de outubro, o Guia de Implementação de Protocolos de Retorno das Atividades Presenciais,  com informações acerca do planejamento que pode ser desenvolvido nas redes municipais e estaduais de ensino do país para o retorno das aulas presenciais", observa a entidade.

Do total de municípios que informaram possuir planos de contingência, o retorno gradual às aulas (74,7%) e o sistema de rodízio (70,5%) estão entre as medidas que aparecem com maior frequência a serem adotadas para a retomada das aulas presenciais. Na prática, salienta da CNM, mesmo quando definida uma data de retorno, nem todos os grupos de alunos retornarão ao mesmo tempo para a sala de aula, para permitir maior distanciamento social. Cerca de 2,2 mil municípios (78,2% da amostra) definiram o ensino híbrido como estratégia para garantir o ano letivo e recuperar os possíveis déficits de aprendizagem ocasionados pela pandemia.

A grande maioria dos municípios consultados também informou que está desenvolvendo ações para melhorar e adaptar a infraestrutura das escolas, e adquirindo equipamentos de proteção individual (EPI) e demais materiais de segurança sanitária e higiene. 


Fonte: Agência Brasil
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Ferramenta de estudo · 15/10/2020 - 08h23

Podcast Canal Educação leva conteúdos para o Enem


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Os estudantes de todo o país agora têm mais uma ferramenta de estudo para o Enem. Desde agosto, o Canal Educação, programa de mediação tecnológica da Seduc, oferta o podcast Canal Educação com dicas para o exame.

O podcast, que tem como objetivo reforçar os estudos para o Enem, também surge com intuito de compartilhar os conteúdos transmitidos nas aulas remotas pela plataforma do Canal Educação (www.canaleducacao.tv). São ofertadas aulas para as turmas do Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos e Preparatório Enem, que acontecem de segunda a sexta-feira, por meio do YouTube e Facebook do programa.

São publicados podcasts com dicas sobre as disciplinas de História, Espanhol, Redação, Química, Biologia, Língua Portuguesa, Literatura, Geografia e Espanhol. Nesta semana estarão disponíveis assuntos relacionados a Educação Física (jogos esportivos, dança, sedentarismo)

Para escutar é muito fácil! Primeiro acesse seu aplicativo de streaming (Spotify, Deezer ou ITunes), em seguida, clique em "buscar" e escreva "Canal Educação". Selecione a primeira opção. Você será direcionado a todo o conteúdo, com dicas para o Enem de forma fácil e didática.

 


Fonte: MP-PI
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Detalhamento de protocolos · 14/10/2020 - 14h04

Equipes recebem treinamento para higienização das escolas


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Dando continuidade ao detalhamento de protocolos de higienização para o ambiente escolar, bem como especificar metodologias de limpezas e operações para higienizações, a capacitação dos profissionais e colaboradores da área da educação no combate à disseminação do coronavírus, nesta quarta (14) aconteceu o segundo e último dia de treinamento. De forma on-line, o treinamento segue as orientações do Comitê de Operações Emergenciais (COE) de higienização das escolas, para a retomada das atividades presenciais na Rede Estadual de Ensino.

O treinamento acontece devido à Rede Estadual de Ensino, a partir de 19 de outubro de 2020, adotar para a 3ª série do Ensino Médio  (regular,  integrado  e   VII   etapa   EJA), o ensino   híbrido,  envolvendo o uso sincronizado de atividades pedagógicas realizadas de forma presencial e não presencial, conforme a Portaria Seduc-PI/GSE Nº 776/2020.

Segundo o diretor administrativo da Seduc, Tarso Neto, a empresa responsável pelo atendimento às escolas, já está adequada ao protocolo de higienização. "O treinamento pretende atingir a todas as escolas do estado que possuem estudantes que vão realizar o ENEM", afirma.

"A água sanitária pode ser diluída sim em água, para se fazer a higienização, devemos apenas olhar a marca do produto, sua especificação, para podermos assim, diluirmos com as quantidades corretas", afirmou o consultor técnico, responsável pelas orientações, Osmar Viviani, durante o encontro, quando respondeu a vários questionamentos colocados por professores e profissionais da educação que participaram de toda a capacitação.  Segundo o profissional, um bom desinfetante e detergente também são essenciais para uma boa limpeza. "Não é cheiro, é qualidade", afirmou Osmar.

Osmar Viviani foi o responsável pela orientação dos profissionais quanto à limpeza e desinfecção correta dos ambientes, utensílios e objetos. Suas orientações abrangem a limpeza nos espaços comuns aos profissionais e estudantes como a sala de aula, pátio, banheiros, refeitórios, espaço administrativo e bibliotecas.

 


Fonte: Seduc
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A pequena Maria Beatriz Niederauer, 5 anos, teve que se adaptar a uma nova rotina, com aulas por vídeo, desde o início da pandemia de covid-19, em março deste ano. As idas à escola, com o encontro animado com os coleguinhas pela manhã, deram lugar às videoaulas e a novos hábitos para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

Ela aprendeu os cuidados que deve tomar, como usar máscara ao sair de casa, passar álcool em gel e lavar as mãos com frequência. Maria Beatriz conta que gosta das aulas remotas, mas sente falta do contato mais próximo com a professora e os colegas. “Estou gostando das aulas pelo computador. [Mas] eu prefiro a aula na escola porque dá pra abraçar a tia e encontrar os coleguinhas. Gosto das tarefinhas que eu acho muito fáceis e também da hora do parquinho”. E se alguém perguntar porque ela ainda não voltou para as aulas presenciais, a responda está na ponta da língua: “Eu não voltei a ter aula na escola porque eu estou de quarentena do coronavírus”, diz.

Olívia Verdelio Lemos, 7 anos, também entende porque passou meses longe da escola, estudando em casa. Ela retornou às aulas presenciais em setembro. “Já voltei para as aulas presenciais. Eu não gosto das aulas online porque fico longe da professora. Não dá pra abraçar”, conta. Ela explica quais cuidados têm que tomar na escola: “Tem que passar álcool em gel e usar máscara. Depois do lanche tem que colocar outra máscara”.

Lucas Gabriel dos Reis Cerqueira, 11 anos, diz que as aulas remotas “não são tão ruins”. “Mas não são as melhores do mundo porque não têm contato com as pessoas para conversar cara a cara”, afirma. Ele diz que o coronavírus “pode ser perigoso” e também sabe os cuidados que deve tomar: “passar álcool, manter distância” entre as pessoas.

João Matos, 5 anos, retomou às aulas presenciais na última quarta-feira (7), depois seis meses longe da escola. O retorno às aulas presenciais passou por um período de adaptação com a participação dos pais A primeira visita à escola durou 15 minutos para ver as adaptações feitas pela instituição. Depois, João ficou por apenas uma hora na escola. Até que chegou o dia de voltar a frequentar a escola no tempo normal. Neste vídeo, no caminho de volta para casa, a mãe de João, Christiana Matos, 40 anos, artista plástica, pergunta a ele como foi o dia na escola.

No exterior

Fora do Brasil, a rotina das crianças também precisou de adaptações. Lara Freitas, 7 anos, é brasileira e mora com os pais, também brasileiros, nos Estados Unidos há quatro anos. Ela ficou cinco meses em casa, por conta da pandemia. Quando voltou às aulas, no início de setembro, a escola tinha adaptado as salas, com separação entre as mesas. A sala de Lara tem apenas cinco crianças e as aulas presenciais ocorrem em semanas alternadas. Lara conta que sentiu "um pouquinho de medo" ao retornar à escola. "Mas têm poucas crianças", completa. Ela diz que gosta das aulas online porque pode ficar com os pais, mas também gosta de ir à escola para ver os amigos. "Os amigos estão fazendo tudo para não pegar a doença", diz Lara, que sabe que precisa lavar as mãos por 20 segundos e é preciso manter distanciamento dos colegas.

Voltar ou não às aulas presenciais?

A psicóloga clínica e escolar Carla Ciollete diz que muitas crianças se adaptaram bem à rotina de aulas em casa. “É muito mais tranquilo, não enfrenta trânsito, [não precisa] colocar uniforme, os horários são mais flexíveis e o olhar do professor é diferenciado”. Mas ela diz que essa adaptação foi mais fácil para crianças acima de 10 anos, que já estão acostumados a ter contato com redes sociais e jogos.

Carla Ciollete afirma ainda que há um lado positivo nesse processo de adaptação que é a maior aproximação dos pais com as crianças, valorizando o “estar juntos”.

A psicóloga orienta que a decisão dos pais de retorno às aulas presenciais ou de manutenção dos filhos em casa com aulas remotas deve ser comunicada aos filhos, com explicação dos motivos. Ela destaca que qualquer que seja a decisão, os pais devem passar confiança aos filhos. “Quanto aos pais que não estão se sentido seguros, é direito deles ficar em casa. Aqueles que preferem que os filhos voltem às aulas presenciais devem explicar ao filho o motivo e transmitir segurança de que vai dar certo”, disse.


Fonte: Agência Brasil
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