Mais um duro golpe -

Por que o colapso do Signature Bank é uma ameaça para o mercado cripto

O colapso do Signature Bank, que foi fechado pelos órgãos reguladores financeiros de Nova York, pode representar mais um duro golpe no mercado de criptomoedas. Isso porque a instituição financeira contava com dezenas de empresas do segmento cripto em sua carteira de clientes. As informações são do Metrópoles.

Foto: Reprodução/TechTudo

Como o Metrópoles noticiou, o Signature Bank tinha ativos totais de cerca de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 570 bilhões) e depósitos totais de US$ 89 bilhões (R$ 461 bilhões) no dia 31 de dezembro de 2022, de acordo com o Departamento de Serviços Financeiros de Nova York.

O banco até esboçou um recuo nas apostas em cripto após a derrocada da FTX, até então uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, que virou pó em novembro do ano passado. Mesmo assim, o Signature Bank ainda tinha, no dia 8 de março deste ano, US$ 16,5 bilhões (R$ 86,4 bilhões) em depósitos de clientes relacionados a criptoativos.

A Coinbase, maior exchange de criptomoedas dos Estados Unidos, informou, na sexta-feira (10/3), que possuía um saldo de US$ 240 milhões (R$ 1,2 bilhão) no banco. Em comunicado ao mercado, a empresa disse que espera “recuperar totalmente esses fundos”.

Outra companhia do setor cripto, a Paxos, informou que tinha US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão) no Signature.

A instituição financeira também administrava a Signet, rede de pagamento que permitia a clientes de criptomoedas fazer pagamentos em dólares, em tempo real, 24 horas por dia e sete dias por semana.

Outra companhia, a Circle, diz ter US$ 3,3 bilhões (R$ 17,3 bilhões) no Silicon Valley Bank (SVB), que também entrou em processo de falência, além de manter contas de transação e liquidação no Signature.

Nesta segunda-feira (13/3), em meio aos impactos do colapso do SVB e do Signature Bank, os preços dos principais criptoativos subiram no mercado de ações americano.

O bitcoin registrava avanço de 8,6% e era negociado a US$ 22 mil. O Ethereum também subia mais de 8%, enquanto tokens menores, como Maker e Optimism, disparavam quase 30%.

Plano de emergência

Como noticiado pelo Metrópoles, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) anunciou, por meio de um comunicado divulgado na noite de domingo (12/3), uma linha de empréstimo de emergência para fortalecer o sistema bancário, em meio aos temores de uma segunda-feira “sangrenta” no mercado financeiro.

As medidas anunciadas pelas autoridades americanas tranquilizaram parte do mercado. As principais Bolsas da Ásia fecharam em alta nesta segunda. Por outro lado, na Europa, os indicadores operam em queda.

Investidores “não serão protegidos”, diz Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta segunda que os contribuintes americanos não terão perdas financeiras após a falência do Silicon Valley Bank (SVB) e o fechamento do Signature Bank. Em um pronunciamento oficial, Biden garantiu que os depósitos nos bancos falidos serão honrados por meio das taxas pagas pelas instituições ao Fundo Garantidor de Depósitos (FDIC), instrumento de proteção ao crédito e supervisão bancária mantido pelo governo dos EUA.

Em sua fala, porém, Biden informou que a decisão não abrange investidores. “Os investidores dos bancos não serão protegidos. Eles assumiram o risco conscientemente e, quando o risco não compensou, perderam seu dinheiro. É assim que o capitalismo funciona”, disse.

No domingo (12/3), o presidente dos EUA já havia se manifestado sobre a falência dos bancos. Na ocasião, Biden prometeu que o governo americano agiria para punir “integralmente” os “responsáveis por esse desastre”.

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