Para 2021, PIB de 3,47% · 19/10/2020 - 09h50 | Última atualização em 19/10/2020 - 12h07

Mercado financeiro projeta queda de 5% na economia este ano


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A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano ficou em 5%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos. Na semana passada, a previsão estava em 5,03%.

Para o próximo ano, a expectativa de crescimento foi ajustada de 3,50% para 3,47%. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC aumentaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2,47% para 2,65%, neste ano.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3,02%. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, tem centro de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 2,5% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 4,5% ao ano e para o final de 2023, 5,5% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar passou de R$ 5,30 para R$ 5,35 ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,10.

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Veja dados da pesquisa CNI · 14/10/2020 - 10h14

Medo do desemprego é maior entre mulheres e jovens


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O medo do desemprego entre as mulheres é bem superior ao dos homens, mostra indicador da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quarta-feira (14). O Índice de Medo do Desemprego e Satisfação com a Vida é uma publicação trimestral da CNI e nesta edição entrevistou 2 mil pessoas em 127 municípios do país, entre os dias 17 e 20 de setembro. 

O indicador de medo do desemprego no público feminino ficou em 62,4 contra 46,8 no público masculino, uma diferença de 15,6 pontos. O medo do desemprego também é maior entre os jovens, especialmente aqueles na faixa dos 16 aos 24 anos (57,9), e o da faixa seguinte, entre 25 e 34 anos (57,3). Esse indicador também é maior entre a população que reside no Nordeste (61,2) e os que recebem até um salário mínimo (65). 

Apesar dos graves impactos econômicos da pandemia de covid-19, o medo do desemprego na população em geral ficou em 55 pontos, uma queda de 1,1 ponto na comparação com dezembro de 2019.

"A partir do fim do primeiro trimestre de 2020, as medidas de proteção adotadas no período contribuíram para conter o desemprego e aumentar a segurança no emprego. Possivelmente, a transferência de renda às famílias também contribuiu para esse resultado. Por fim, a retomada gradual das atividades comerciais e produtivas nos últimos meses tem impactado positivamente a formação de expectativas dos agentes, que, em um primeiro momento, esperavam por uma recuperação econômica mais lenta", avalia a CNI.

Satisfação com a vida

Já o índice de satisfação com a vida cresceu ligeiramente entre dezembro do ano passado e setembro deste ano, passando de 68,3 para 68,5 pontos. A satisfação com a vida aumenta à medida que a renda também aumenta. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, esse valor é 72,8 pontos, enquanto quem tem renda de até um salário mínimo registrou pontuação de 65,7. 

O indicador também é melhor entre os homens (70 pontos) na comparação com as mulheres (97,1). 


Fonte: Com informações da Agência Brasil
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O governador Wellington Dias tratou, nesta quarta-feira (7), por videoconferência, sobre o plano de expansão da produção de energias renováveis no Piauí com diretores da Enel Green Power, empresa italiana de energia renovável, maior produtora de energia solar e eólica do Brasil.

A Enel apresentou a previsão de projetos para execução no Brasil e no Piauí. Leonardo Valter, diretor de Novos Negócios da Enel Green Power no Brasil, mostrou o plano de investimentos que a empresa possui no país para o período de 2020 a 2025, incluindo os projetos Lagoa dos Ventos e Lagoa do Sol, que serão executados no estado.

“Posso dizer que esse é um dos planos mais ambiciosos, afirmo sem medo de errar que nenhuma empresa do Brasil chega perto de um plano como esse e a boa notícia é que boa parte desse está prevista em investimentos e projetos no estado do Piauí. Parte já em execução e aprovada, que são projetos que entram em execução entre 2020 e 2022, já bastante conhecidos, afinal são os maiores do Brasil, tanto eólico quanto solar”, afirmou Leonardo.

De acordo com o diretor, boa parte dos investimentos da empresa será no Piauí, com previsão para instalações de mais parques eólicos e solares nos municípios de Dom Inocêncio, Lagoa do Barro e Queimada Nova.

“Do pacote de 800 MWac, metade será para o estado do Piauí, uma extensão do projeto de Lagoa do Barro, o Lagoa dos Ventos V, um projeto de 400 MWac e investimento de R$ 2,4 bilhões, no qual estamos trabalhando para ser aprovado. Porém, ainda no curto prazo, um projeto híbrido (eólico e solar) é nossa prioridade e existe uma boa perspectiva de aprovação no próximo ano, um projeto solar também na área de Lagoa. Então, entendemos o Piauí como um parceiro efetivamente nos nossos negócios, um estado onde apostamos para cumprir todo esse desafio que temos pela frente”, frisou Leonardo Valter.

O governador ressaltou que irá viabilizar o que for necessário para que os projetos possam ser executados. “Temos os contratos que já concluíram e entraram na fase de testes e agora precisam da autorização para poder viabilizar a comercialização de energia. A outra parte são os contratos que precisam da autorização para o início da obra e o terceiro seria a agilidade no licenciamento ambiental para participar do leilão. Vamos caminhar no modelo que a gente já desenvolveu e iremos trabalhar na licença ambiental junto à Semar, viabilizando as condições da liberação para não perder os prazos. A ideia é de seguir nessa direção”, disse Wellington.


Fonte: Com informações da Ascom
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O fim do auxílio emergencial em dezembro deve deixar cerca de 38 milhões de brasileiros sem assistência, estima estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Chamados de "invisíveis" pelo ministro Paulo Guedes (Economia), são em sua maioria pessoas de baixa renda, pouca escolaridade e ocupadas em atividades informais.

Para os pesquisadores, o quadro reforça a urgência de o governo definir os rumos da política de assistência social após o término do auxílio, com uma estratégia clara, recursos ampliados e a definição de fontes de financiamento permanentes.
Nas últimas semanas, a ampliação do Bolsa Família e sua transformação em Renda Brasil ou Renda Cidadã tem sido motivo de bate-cabeça no governo, com anúncios desencontrados, membros da equipe econômica desautorizados publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro e temor nos mercados diante de algumas das propostas de financiamento cogitadas.

Segundo estudo dos pesquisadores Lauro Gonzalez, Bruno Barreira e Leonardo José Pereira, os 38 milhões correspondem ao número de pessoas que receberam a primeira parcela do auxílio -de um total de 67 milhões-, mas não estão inscritas no Cadastro Único e, portanto, não vão receber o Bolsa Família quando a transferência emergencial for encerrada.

Eles representam 61% da parcela da população que recebeu o auxílio emergencial. Mais da metade desses trabalhadores (64%) são informais, 74% deles têm renda até R$ 1.254 e são em sua maioria pessoas de baixa escolaridade, com no máximo o ensino fundamental (55%).

O estudo não diferencia, porém, a parcela da população que recebeu o auxílio sem ter direito. Segundo relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) de agosto, 6,4 milhões de pessoas estavam nessa situação, incluindo militares e funcionários públicos que sacaram o recurso indevidamente.

O levantamento da FGV foi feito a partir dos dados referentes ao mês de agosto da Pnad Covid-19, pesquisa criada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para mensurar os efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho e a saúde dos brasileiros.

Para Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, esse contingente populacional representa bem as mudanças recentes do mercado de trabalho.

"Vivemos uma era marcada pela economia do bico, pelo aumento da informalidade, por rendas que são tipicamente variáveis, e não constantes", afirma, acrescentando que esse é um fenômeno que acontece também em outros países.

"Esse contingente populacional não é tão pobre de forma a atender os critérios para o enquadramento no Bolsa Família, tal qual o programa é desenhado hoje, mas tem um conjunto de características que são bastante associadas a uma grande vulnerabilidade, sobretudo diante de variações na economia."

Ainda segundo o estudo, sem o auxílio emergencial, essa parcela da população teria registrado uma queda de 12% de seus rendimentos, em relação à renda usual anterior à pandemia. Com o auxílio, o ganho médio de renda foi de 38%. As perdas e ganhos são similares ao do universo total de beneficiários do auxílio, de 11% e 37%, respectivamente.

Entre os "invisíveis", informais e mulheres são os que mais se beneficiaram da política emergencial de transferência de renda. Para as mulheres informais não inscritas no Cadastro Único, a perda de renda teria sido de 20% sem o auxílio, e o ganho com a política chega a 52%.

"O auxílio emergencial e a crise tornaram mais clara a percepção de que o Bolsa Família é um programa extremamente exitoso, mas hoje o número de pessoas atendidas é insuficiente, face às mudanças recentes do mundo do trabalho e à existência de um público que fica na fronteira entre a pobreza e a não-pobreza", diz Gonzalez.
"É preciso aumentar a abrangência de um programa, seja qual for o nome que se dê a ele, ampliando o número de pessoas atendidas, os recursos aplicados e apontando fontes permanentes de financiamento", afirma. "O Estado precisa definir o que ele quer da vida para um programa de transferência de renda. Tem havido idas e vindas, uma verdadeira gangorra de anúncios por parte do governo, o que gera muita insegurança para a população."

Idas e vindas O governo considerava inicialmente ampliar o Bolsa Família criando o Renda Brasil através da unificação de outros programas sociais existentes, como abono salarial, salário família e seguro-defeso. Bolsonaro, no entanto, descartou a possibilidade, dizendo que não iria tirar de pobres para dar a paupérrimos.

Pouco depois, o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, disse em entrevista que o governo estudava congelar o reajuste de aposentadorias pelos próximos dois anos, para gerar economia para financiar o Renda Brasil. Foi desautorizado publicamente por Bolsonaro, que ameaçou dar a qualquer um que defendesse a proposta um "cartão vermelho" e disse que no seu governo não se falaria mais em Renda Brasil.

Na semana passada, o senador Márcio Bittar (MDB-AC) anunciou que o novo programa social do governo passaria a se chamar Renda Cidadã e seria financiado pelo adiamento do pagamento de precatórios (valores devidos pela União após decisão judicial definitiva) e uso de parte do Fundeb, fundo que é a principal fonte de recursos da educação básica.

Houve forte reação dos mercados, que consideraram a medida uma "pedalada" e uma forma de driblar a regra do teto de gastos. O governo voltou novamente atrás.

Nesta segunda-feira (5), Bittar veio outra vez a público, após reunião com Guedes, para dizer que o Renda Cidadã respeitará o teto e terá aval do ministro.

Segundo reportagem da Folha, o governo estuda extinguir o desconto de 20% concedido aos contribuintes que optam pela declaração simplificada do Imposto de Renda da Pessoa Física para financiar o Renda Cidadã. Seriam mantidos, no entanto, o direito a deduções médicas e educacionais.

A proposta foi criticada por economistas, que afirmam que as deduções beneficiam mais a alta renda, enquanto o desconto de 20% da declaração simplificada do IR beneficia mais a classe média de renda mais baixa.

"As deduções do IR em função de saúde e educação tendem a beneficiar pessoas de renda mais alta, e o desconto da simplificada as de renda mais baixa. Ou seja: o governo quer novamente tirar dos pobres para dar aos miseráveis, para preservar os mais ricos", escreveu João Prates Romero, professor de Economia da UFMG, em uma rede social.

"Acabar com desconto simplificado é aumentar o Imposto de Renda para o grupo de renda mais baixa entre os que pagam IR. É equivalente a aumentar o IR para essa faixa e tornar o IR ainda menos progressivo do que já é", avaliou Rodrigo Zeidan, professor da New York University Shanghai (China) e colunista da Folha, também em rede social.

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0,55% em relação a agosto · 06/10/2020 - 09h24

Inflação para família com renda mais baixa sobe para 0,89% em setembro


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O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação da cesta de compras para famílias brasileiras com renda até 2,5 salários mínimos, registrou inflação de 0,89% em setembro deste ano, taxa superior ao 0,55% observado em agosto. De acordo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IPC-C1 acumula taxas de inflação de 3,13% no ano e de 4,54% em 12 meses.

As taxas de inflação do IPC-C1 ficaram acima daquelas medidas pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a variação das cestas de compras de todas as faixas de renda. O IPC-BR teve taxas de 0,82% em setembro e de 3,62% em 12 meses.

A alta da inflação de agosto para setembro do IPC-C1 foi puxada por três das oito classes de despesa, com destaque para alimentação (que subiu de 0,76% em agosto para 2,23% em setembro). As outras altas foram observadas nos grupos, educação, leitura e recreação (de 0,09% para 2,44%) e vestuário (de -0,42% para 0,12%).

Por outro lado, cinco grupos tiveram queda na taxa: saúde e cuidados pessoais (de 0,61% em agosto para 0,10% em setembro), despesas diversas (de 0,58% para 0,26%), habitação (de 0,61% para 0,54%), comunicação (de 0,12% para 0,04%) e transportes (de 0,68% para 0,61%).


Fonte: Com informações da Agência Brasil
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Pelo menos 21 milhões de brasileiros tiveram ou continuam a ter a experiência de trabalhar remotamente. E para 41% desse total de pessoas isso significou um maior rendimento nas atividades profissionais. As informações são do O Livre. 

Os dados de uma pesquisa realizada pelo DataSenado que apontou ainda: dois terços desses profissionais – cerca de 14 milhões – só aderiram a essa modalidade de trabalho por conta da pandemia do novo coronavírus.

No quesito produtividade, 38% dos entrevistados não viu mudança em seu próprio rendimento. Já outros 19% apontaram uma piora quando passaram a trabalhar em casa.

A maior parte dos entrevistados (58%) disse que já se sentia preparado para essa mudança, embora 60% deles tenham respondido que as empresas em que trabalham ainda não haviam adotado essa modalidade de trabalho implantada.

Dificuldades

Mas nem tudo são flores. Para 22% dos entrevistados, a falta de internet de qualidade atrapalhou o trabalho em algum momento. Outros 20% sentiram dificuldade em conciliar as atividades domésticas com as profissionais.

Além disso, aproximadamente um em cada cinco (19%) trabalhadores teve redução de salário ao iniciar o teletrabalho. E quase um quarto (24%) perdeu algum benefício ou auxílio que era pago no trabalho presencial.

Outro dado que se destaca é que mais da metade desses trabalhadores (57%) usa os próprios equipamentos de informática, já que 68% respondeu não ter recebido auxílio da empresa para adquirir o materiais necessários.

Um projeto de lei em trâmite no Senado prevê obrigações para a empresa que adotar o sistema e uma delas é, justamente, fornecer os equipamentos e infraestrutura necessária ao empregado.

A proposta também prevê um reembolso para o trabalhador das despesas com energia elétrica, telefonia e internet, além do pagamento de horas extras nos moldes do trabalho presencial.

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O teto de gastos, que restringe o crescimento das despesas federais à inflação, pode ser flexibilizado no caso de uma segunda onda da pandemia de covid-19 no Brasil, disse há pouco o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele, no entanto, criticou tentativas de criar gastos permanentes que resultem na violação do limite, chamando-as de irresponsáveis.

“Uma coisa é você furar o teto porque você está salvando vidas em ano de pandemia, e isso ninguém pode ter dúvidas. Se a pandemia recrudescer e voltar em uma segunda onda, aí sim nós decisivamente vamos fazer algo a respeito. E aí sim, é o caso de você furar o teto”, declarou o ministro na portaria do Ministério da Economia.

De acordo com o ministro, gastos “para fazer política” e “ganhar eleição” retiram a principal âncora fiscal que restou depois da pandemia do novo coronavírus. “Agora, você furar teto para fazer política, para ganhar eleição, para garantir, isso é irresponsável com as futuras gerações. Isso é mergulhar o Brasil no passado triste de inflação alta”, prosseguiu.

Por causa do estado de calamidade pública, as metas de déficit primário e a regra de ouro (espécie de teto de endividamento do governo) foram abolidas para 2020. O projeto do Orçamento de 2021, em discussão no Congresso, preserva apenas o teto de gastos, com as metas de primário sendo automaticamente ajustadas conforme as receitas do governo.

Guedes falou à imprensa na portaria do Ministério da Economia após reunião virtual com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Renda Cidadã

Nos últimos dias, a proposta de usar parte dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que são excluídos do cálculo do teto, e de recursos de pagamentos de precatórios (dívidas reconhecidas pelo governo após decisão definitiva da Justiça) tem provocado tensões com o mercado financeiro.

Sobre as fontes de recursos para o programa, Guedes disse que o governo pretende aumentar os recursos para a transferência de renda a famílias mais pobres, mas preservando o teto de gastos. “Vamos ter que dar uma turbinada neste programa sim. Mas precisa furar teto? Não”, declarou o ministro.

Pouco antes das declarações de Guedes, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, soltou nota oficial negando ter criticado Guedes e reafirmando que o Renda Cidadã respeitará as âncoras fiscais. Marinho refutou reportagem da Agência Estado, segundo a qual teria dito, numa reunião com um grupo de economistas hoje pela manhã, que o novo programa de transferência de renda sairia de qualquer maneira.

“A reunião teve o intuito de reforçar o compromisso do governo com a austeridade nos gastos e a política fiscal. Em sua fala, Rogério Marinho destacou que o governo reconhece a necessidade de construção de uma solução para as famílias que hoje dependem do auxílio emergencial e que essa solução será resultado de um amplo debate com o Parlamento, em respeito à sociedade e às âncoras fiscais que regem a atuação do governo", ressaltou a nota.

O comunicado informou que no encontro não foram feitas “desqualificações ou adjetivações de qualquer natureza contra agentes públicos, nem tampouco às propostas já apresentadas”.


Fonte: Agência Brasil
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Bolsa encerra no vermelho · 03/10/2020 - 09h30

Dólar volta a subir e renova máxima em quatro meses


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Em mais um dia de tensões no mercado financeiro, com fatores domésticos e internacionais influenciando as negociações, o dólar subiu e voltou a renovar a máxima em quatro meses. A bolsa de valores caiu e fechou a quinta semana seguida no vermelho.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (2) vendido a R$ 5,667, com alta de R$ 0,012 (+0,21%). A cotação iniciou o dia em queda, chegando a R$ 5,60 na mínima do dia, por volta das 11h. A partir de então, a divisa operou próxima da estabilidade, até fechar com leve valorização.

O dólar está no maior nível desde 20 de maio (R$ 5,69). A divisa subiu 2,04% na semana e acumula alta de 41,22% em 2020.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela volatilidade. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou a sexta-feira aos 94.016 pontos, com recuo de 1,53%. O indicador chegou a registrar momentos de alta pela manhã, mas consolidou o movimento de queda durante a tarde até encerrar perto da mínima do dia.

Além do impasse em torno da fonte de financiamento do Renda Cidadã, programa de distribuição de renda que pretende substituir o Bolsa Família, os investidores repercutiram a confirmação de que o presidente norte-americano, Donald Trump, contraiu a covid-19.

As bolsas norte-americanas também caíram, com o aumento da incerteza no cenário eleitoral dos Estados Unidos. Em Nova York, o índice Dow Jones (que engloba ações de empresas industriais) caiu 0,48%, o S&P 500 perdeu 0,96%, e o Nasdaq (índice das empresas de tecnologia) recuou 2,22%.


 


Fonte: Agência Brasil com informações da Reuters
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Na retomada da economia · 02/10/2020 - 11h01 | Última atualização em 02/10/2020 - 11h30

Dia das Crianças deve impulsionar vendas do comércio varejista


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O comércio varejista de Teresina começa a se movimentar pensando no Dia das Crianças, que é comemorado no próximo dia 12 de Outubro. A data é considerada umas das principais épocas de vendas do comércio, ficando atrás somente do Natal e Dia das Mães. 

Leonardo Viana, vice-presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas/PI), fala da expectativa de vendas para a data. “Estamos vivenciando um momento de retomada de vendas após a reabertura das lojas. A cada semana o comércio vem apresentando, de forma gradativa, uma melhoria nos índices e a expectativa é que com o Dia das Crianças possamos melhorar ainda mais as vendas do setor varejista. Para isso, os lojistas estão preparando os estoques de produtos e descontos com o objetivo de atrair a atenção dos consumidores”, afirmou Leonardo Viana.

    Foto: Divulgação/Ascom

Em 2019, de acordo com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), a data possibilitou a injeção de R$ 10 bilhões no comércio do país. Porém, com as dificuldades financeiras impostas pela pandemia do novo coronavírus, a tendência é que o comércio apresente índices mais tímidos quando comparado ao mesmo período do ano passado.

“Estamos adotando todos os cuidados necessários para atender os clientes com segurança, como a disponibilização de álcool em gel, marcação do chão para manter o distanciamento necessário e limpeza das superfícies. Tudo pensado para que os consumidores possam adquirir o presente da criançada. Com isso, os presentes mais procurados para a data devem ser os eletrônicos, games, brinquedos, roupas e calçados”, destacou Leonardo Viana, vice-presidente do Sindilojas/PI.


Fonte: Com informações da Ascom
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Os pedidos de recuperação judicial registraram queda de 7% em agosto deste ano em relação ao mesmo mês do ano anterior, passando de 142 para 132, de acordo com o Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian. Desde abril, essa é a quinta queda consecutiva anual do índice em 2020. Em relação a julho, a retração foi de 2,2%.

As grandes empresas tiveram uma redução de 25% nos pedidos de recuperação judicial em agosto e as médias tiveram queda de 20,8%. Já as micro e pequenas empresas tiveram alta de 1% no número de pedidos de recuperação judicial. Para o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, os negócios de maior porte estão se recuperando com mais rapidez diante da retomada das atividades comerciais e de serviço porque têm maior fôlego de capital de giro.

Além disso, o economista avalia que as renegociações entre credores e devedores continuam sendo o principal fator para contribuição da queda do índice. “É essencial que, além de fazer o bom uso das linhas de crédito, os empresários saibam como administrar renegociações de prazos, a fim de não cair no endividamento e, por consequência, ficar com o nome sujo. Em cenários econômicos como o que temos visto, desde o começo das medidas de distanciamento social, as negociações passaram a ser mais interessantes, tanto para as empresas como para fornecedores e parceiros”, disse Rabi.

Em agosto, os pedidos de falências também tiveram queda (18,4%), passando de 125 para 102, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.


Fonte: Agência Brasil
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O Banco Central (BC) está tranquilo com relação à inflação, disse o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao apresentar o Relatório de Inflação. A projeção do BC é que a inflação termine este ano em 2,1%. Para 2021, as projeções estão em torno de 3%.

Se a estimativa se confirmar, a inflação em 2020 ficará abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para Campos Neto, os preços dos alimentos em alta recente tendem a se estabilizar e a inflação deve ficar sob controle. “O Banco Central tem situação de absoluta tranquilidade em relação à inflação. Existem efeitos provenientes das subidas de preços de commodities e o efeito do pagamento do auxílio emergencial. Também mostramos relação do IPA [Índice de Preços ao Produtor Amplo] e do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] e possível contaminação. A mensagem geral é que estamos tranquilos e entendemos que existia uma pressão em 2020, mas não entendemos que esses reajustes recentes vão contaminar as inflações futuras”, disse Campos Neto.

Ao comentar a possível taxa de inflação abaixo da meta, Campos Neto disse que o BC considera como “horizonte relevante” ao definir a taxa básica de juros, a Selic. Para Campos Neto, a atuação recente do BC mira a inflação em 2021. 

Ele lembrou que na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a Selic, o BC destacou que o espaço atual para reduzir os juros é “pequeno ou nulo”.

Já o diretor de Política Econômica do BC, Fabio Kanczuk, enfatizou que o BC segue com o “procedimento usual” no trabalho de controle da inflação. “O horizonte relevante agora é 2021 e em menor grau, 2022. Não é 2020. Se a gente tentar fazer algo para 2020, a gente vai criar um erro adiante. Então, a gente segue com o procedimento usual”, afirmou Kanczuk.

Controle fiscal

Questionado sobre o compromisso do BC de não elevar os juros condicionado à manutenção do atual regime fiscal, Campos Neto disse que não se pode correr riscos nessa área. “Não estamos dispostos a correr riscos inflacionários oriundos de questões fiscais. Não podemos trabalhar com suposições. Eu acho que foi bem delineado o que queríamos dizer com isso”, disse.

Investimentos estrangeiros

Campos Neto disse que a saída de investimentos estrangeiros em renda fixa é explicada pela redução dos juros no país. “À medida que os juros vão reduzindo no Brasil e existe uma percepção que o risco aumentou por um tema fiscal ou pela própria crise que a pandemia geral, há saída de renda fixa. Parte disso está explicada pelo menor retorno que o foi o processo de queda de juros”, disse.

O presidente do BC lembrou que houve também saída de investimentos em ações. “A gente vem descrevendo esse processo, que foi mais do que equilibrado pela de entrada dos [investidores] locais”, afirmou. Segundo ele, há uma retomada desses investimentos em países emergentes, mas o “Brasil tem recebido dessa retomada uma parcela menor do que saiu”.

Em relação aos investimentos diretos no país (IDP), os que vão para o setor produtivo, Campos Neto afirmou que deverá haver redução da entrada de recursos por influência da crise gerada pela pandemia. “Em anos de grande crise tende a ter uma queda do IDP”, lembrou, acrescentando que também houve redução do IDP em 2009, ano de crise. Mas disse que deve haver retomada desses recursos nos próximos anos.

Para este ano, o BC reduziu a projeção para o IDP de US$ 55 bilhões para US$ 50 bilhões. Em 2021, o BC espera recuperação nas entradas líquidas de IDP, em linha com crescimento do PIB no ano, atingindo US$ 65,2 bilhões (4,3% PIB).


Fonte: Agência Brasil
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Cada vez mais favorável · 23/09/2020 - 10h32

Indústria da construção mostra sinais de recuperação, diz CNI


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A indústria de construção civil está em recuperação, com melhora nos índices de atividade e do número de empregados. É que mostra a Sondagem Indústria da Construção, divulgada hoje (23) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo a CNI, os índices estão crescendo desde maio, “mostrando desempenho cada vez mais favorável”.

O índice de evolução do nível de atividade registrou 51,4 pontos em agosto, alta de 3,3 pontos frente a julho. É o maior índice desde junho de 2011. O indicador varia de 0 a 100. Ao se situar acima da linha divisória de 50 pontos, aponta para aumento da atividade no mês.

O índice de evolução do número de empregados aumentou 2,7 pontos, para 49,5 pontos, e está praticamente sobre a linha divisória.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) apresentou nova alta em agosto, aumentando 2 pontos percentuais e alcançando 60%. O percentual de agosto de 2020 superou em 2 pontos o índice de agosto de 2019.

Confiança

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-Construção) apresentou alta de 2,7 pontos no mês, atingindo 56,7 pontos. É a quinta alta consecutiva do índice, que acumula crescimento de 21,9 pontos no período. Com a alta, o ICEI-Construção se distancia de sua média histórica (53,5 pontos) e da linha divisória de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança.

Entre os componentes do ICEI-Construção, o Indicador de Expectativa aumentou 1,7 ponto e o de Condições Atuais, 4,6 pontos. O índice de Condições Atuais foi a 46,1 pontos, ou seja, mostra que o empresário ainda percebe o impacto da crise em suas condições de negócios. Por outro lado, o índice de Expectativas alcançou 62 pontos, mostrando otimismo disseminado pela indústria da construção.

Os indicadores de expectativas do nível de atividade e de novos empreendimentos e serviços registraram 56,1 e 55,5 pontos, após crescimento de 1,8 e 2,3 pontos, respectivamente.

Os indicadores de expectativas de compras de insumos e matérias-primas e números de empregados, por sua vez, alcançaram 55,6 e 54,1 pontos, após altas de 2,8 pontos e 1,8 ponto, respectivamente.

A intenção de investimento alcançou 44,4 pontos em agosto, após aumento de 4,9 pontos. É a quarta alta consecutiva do indicador, que agora se situa no mesmo nível registrado para fevereiro, na pré-pandemia.


Fonte: Agência Brasil
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Grande mudanças no mercado · 21/09/2020 - 08h28

Mundo pós-pandemia exigirá novos profissionais; saiba quais


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A pandemia de covid-19 deixa inúmeras tragédias sociais e econômicas pelo caminho, mas deve representar também a aceleração de mudanças no mercado de trabalho, com a consequente busca por profissionais qualificados para as novas aspirações de empresas e consumidores. As informações são do R7

O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem) fez uma projeção do comportamento da economia pós-coronavírus e prevê que em até cinco anos surjam novos tipos de profissões para responder não só à maior necessidade de internet ultrarrápida (5G), mas também à cada vez mais comum prática do home office nas empresas.

“Nós havíamos apontado a tendência de surgimento, em médio e longo prazo, de 30 novas ocupações devido à 4ª Revolução Industrial. A pandemia intensificou, de forma dramática, esse processo de atualização tecnológica, o que deve antecipar para 2021 e anos seguintes uma demanda que estava prevista para daqui a cinco ou dez anos”, explica o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi.

Currículo dará espaço para vivências pessoais nas profissões do futuro

O levantamento é feito com base no Modelo Senai de Prospectiva, metodologia que permite identificar as tecnologias que serão utilizadas no ambiente de trabalho e as mudanças na estrutura organizacional em até 15 anos.

O objetivo da projeção é desenvolver cursos que formem pessoas capazes de suprir as demandas de todos os setores industriais.

5G, home office e lives

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Com a chegada da tecnologia 5G, prestes a ser implementada no país, com valocidades de banda larga que podem chegar a 10 gigabytes (hoje, a média é 33 megabytes, 300 vezes menos), a tendência é que inúmeros serviços se desenvolvam e exijam pessoas qualificadas para tocá-los.

Os profissionais de telecomunicações, por exemplo, capazes de expandir os sistemas, são os primeiros da fila.

Mas a mudança vai além do sistema em si. A velocidade mais alta da rede deverá desenvolver soluções de automação, expandir a digitalização e, nesse cenário, abrir oportunidades para analistas em soluções de alta conectividade e especialistas em grandes volumes de informações (big data).

Com o home office, que pegou por causa da crise sanitária e tende a ser mantido ou expandido por várias empresas, também será necessário garantir na casa dos empregados velocidade e eficiência. 

O orientador de trabalho remoto deve ser um especialista que ajuda trabalhadores a se adequar às ferramentas de informática e às rotinas do teletrabalho, assim como deve estimular medidas para garantir saúde física e mental dos colaboradores.

O 5G vai ampliar ainda oportunidades de empregos para ocupações já existentes, como a dos técnicos em mecatrônica e automação industrial, em eletroeletrônica e eletricistas. 

No futuro próximo, o entretenimento on-line vai exigir das empresas a utilização de produtos e sistemas tecnológicos mais complexos, com foco na experiência do usuário.

Em entretenimento entra desde a live de artistas até os jogos de computador e celulares.

Profissionais capacitados para o desenvolvimento de sistemas, programação multimídia, de jogos e ambientes digitais têm tudo, portanto, para ter mercado de sobra. 

E-commerce

A venda de produtos virtualmente já parecia ser um caminho sem volta para grandes marcas e varejistas, mas ganhou impulso extra por causa da covid-19.

Se muitas empresas viram no e-commerce uma tábua de salvação durante a paralisação das atividades, precisam investir mais daqui em diante para continuarem na disputa pelos consumidores.

Para isso, quem souber oferecer tecnologia e logística mais modernas vai ter emprego garantido.

As companhias precisarão de um sistema logístico moderno e robusto, com maior controle de integridade (produtos certos no momento certo, local, condição de quantidade e ao custo certo) e aumento da transparência (visibilidade da cadeia de suprimentos). 

Esse cenário abre espaço para profissionais que trabalham com a combinação do uso da logística com inovações e aplicativos de dados em tempo real.

O Senai prevê o possível surgimento do especialista em logística 4.0 para trabalhar no monitoramento da oferta de suprimentos de produção, bem como na identificação da demanda pelos produtos fabricados.

Ele precisará atuar ao lado de profissionais de gestão da informação e big data na estratégia produtiva das empresas, desde a compra dos insumos até a distribuição dos produtos.

Por permitir a produção local de peças simples, o aumento da difusão da impressão 3D também poderá influenciar na nova organização das cadeias de suprimentos.

Desenvolvedor de aulas EAD

Com a disseminação e o sucesso dos cursos a distância durante a pandemia, o Senai acredita que essa forma de aprendizado se consolide como uma opção para mais pessoas.

Como a abordagem e os métodos pedagógicos precisam ser diferentes das aulas presenciais, a avaliação é que há espaço para o surgimento da profissão de desenvolvedor de aulas para educação a distância e online.

Além do conhecimento específico, é preciso saber lidar com tecnologias já usadas no ensino, como realidade virtual e aumentada, inteligência artificial e impressão 3D.

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Veja mais sobre a liberação · 20/09/2020 - 14h50

Caixa encerra depósitos do FGTS nesta segunda; veja se receberá R$ 1.045


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A Caixa Econômica Federal encerra nesta segunda-feira (21/09) os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) emergencial, com pagamentos de até um salário mínimo, R$ 1.045 , aos trabalhadores com contas vinculadas ao Fundo. O dinheiro pode sair de contas inativas - de empregos anteriores - e ativas - do atual emprego. As informações são do IGente.

    Reprodução

O saque do  FGTS emergencial  pretende ajudar os trabalhadores afetados pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de trabalhadores. O pagamento será feito por meio da conta poupança digital da Caixa, e o dinheiro pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem .

O valor do saque é de até R$ 1.045, um salário mínimo, considerando a soma dos valores de todas as contas ativas (emprego atual) ou inativas (empregos anteriores) com saldo no FGTS. Cada trabalhador tem direito a receber até um salário mínimo de todas as contas ativas e inativas do fundo.

Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem . A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com  cartão de débito virtual em sites e compras com  QR code (versão avançada de código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras, com débito instantâneo do saldo da poupança digital.

Liberação para saque

O dinheiro só será liberado para saque ou transferência para outra conta bancária a partir de 14 de novembro para os trabalhadores nascidos em dezembro. O calendário de crédito na conta poupança digital e de saques foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador.

Até agora, a Caixa creditou o saque emergencial do FGTS para os trabalhadores nascidos de janeiro a novembro. Os beneficiários nascidos em dezembro são os últimos a receberem e só poderão sacar o dinheiro depositado nesta segunda (21/09) em 14 de novembro.

O pagamento está sendo realizado conforme calendário a seguir:

  • Nascidos em janeiro: crédito em 29 de junho, saque em 25 de julho;
  • Nascidos em fevereiro: crédito em 6 de julho, saque em 8 de agosto;
  • Nascidos em março: crédito em 13 de julho, saque em 22 de agosto;
  • Nascidos em abril: crédito em 20 de julho, saque em 5 de setembro;
  • Nascidos em maio: crédito em 27 de julho, saque em 19 de setembro;
  • Nascidos em junho: crédito em 3 agosto, saque em 3 de outubro;
  • Nascidos em julho: crédito em 10 de agosto, saque em 17 de outubro;
  • Nascidos em agosto: crédito em 24 de agosto, saque em 17 de outubro;
  • Nascidos em setembro: crédito em 31 de agosto, saque em 31 de outubro;
  • Nascidos em outubro: crédito em 8 de setembro, saque em 31 de outubro;
  • Nascidos em novembro: crédito em 14 de setembro, saque em 14 de novembro; e
  • Nascidos em dezembro: crédito em 21 de setembro, saque em 14 de novembro.

Orientações

A Caixa orienta os trabalhadores a verificar o valor do saque e a data do crédito nos canais de atendimento eletrônico do banco: aplicativo FGTS, site  fgts.caixa.gov.br e telefone 111 (opção 2). Caso o trabalhador tenha direito ao saque emergencial, mas não teve a conta poupança digital aberta automaticamente, deverá acessar o aplicativo FGTS para complementar os dados e receber o dinheiro.

O banco alerta que não envia mensagens com pedido de senhas, dados ou informações pessoais. Também não envia links nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou WhatsApp.

 

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    (Reprodução)

Mesmo ante a crise econômica causada pelo novo coronavírus, cerca de 1 milhão de brasileiros rejeitaram, até o momento, o saque emergencial de até R$ 1.045 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As informações são do Metrópoles.

No total, a Caixa Econômica Federal (CEF) realizou o depósito para 55 milhões de trabalhadores nascidos entre janeiro e novembro. Quem nasceu em dezembro recebe nesta segunda-feira (21/09).

Isso significa que duas a cada 100 pessoas com direito ao saque emergencial optaram pelo cancelamento ou desfazimento do crédito. O montante rejeitado foi de aproximadamente R$ 900 milhões até agora.

Esses dados foram levantados pela Caixa Econômica a pedido do Metrópoles. O número pode aumentar ao longo das próximas semanas, uma vez que o pagamento não terminou e ainda é possível realizar o desfazimento.

O saque emergencial do FGTS foi instituído em abril deste ano em medida provisória. A ação tem como objetivo ajudar a população no enfrentamento aos impactos causados pela pandemia de Covid-19.

Trabalhadores podem recusar o depósito do saque emergencial. Para isso, é necessário comunicar à Caixa sobre a escolha. A solicitação deve ser feita até 10 dias antes da liberação do crédito.

Caso a pessoa perca o prazo e não queira retirar o dinheiro, é possível pedir que o valor retorne para a conta do Fundo de Garantia. Segundo a Caixa, o recurso voltará em até 60 dias, com correção monetária.

Além disso, se a conta Poupança Social digital não for movimentada até 30 de novembro, os valores retornarão ao FGTS do trabalhador, devidamente corrigido e sem nenhum prejuízo ao trabalhador.

O coordenador do MBA de gestão financeira da FGV, Ricardo Teixeira, avalia que o percentual da população que decidiu rejeitar o saque de R$ 1.045 é justificável por dois aspectos, apesar da pandemia de Covid-19.

Um deles é o caso de trabalhadores que optaram por deixar o dinheiro no Fundo de Garantia por questão de segurança, levando em consideração que não estariam precisando da grana extra no momento.

“É salutar que as pessoas que não estão precisando do dinheiro o tenham deixado na conta do próprio FGTS, o que não significa que se sacaram estão errados”, diz o especialista, em conversa com o Metrópoles.

Um outro ponto levantado pelo professor é o caso de trabalhadores que resolveram recusar o dinheiro como uma forma de investimento – o Fundo de Garantia é considerado hoje como uma das melhores aplicações conservadoras.

Hoje, o FGTS tem um rendimento de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), que está em 0%. Desde a gestão Michel Temer, o governo deposita nas contas dos trabalhadores certa porcentagem do lucro que obtém – o indicador é definido a cada ano.

Em agosto, por exemplo, o governo depositou 66,2% do lucro obtido pelo fundo no ano passado, quando o rendimento foi de R$ 11,3 bilhões. O valor médio distribuído por conta, segundo a Caixa, foi de R$ 45.

Esse valor é dividido proporcionalmente entre as contas, elevando a correção básica do valor deixado depositado. “Do ponto de vista da aplicação, olhando para esse valor, é bastante rentável”, completa Teixeira.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) apontou que a maioria (40,2%) das pessoas que optaram por aderir ao saque emergencial vai usar o dinheiro para quitar dívidas.

Essa porcentagem passou para mais da metade (54,3%) no caso de pessoas que ganham entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil. Já quem ganha mais de R$ 9 mil, por exemplo, vai usar o dinheiro em outras aplicações, como a poupança.

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Dados divulgados nesta sexta · 18/09/2020 - 10h45

IBGE: desemprego na pandemia atinge maior patamar em agosto


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A taxa de desocupação atingiu 14,3%, na quarta semana de agosto, um aumento de 1,1 ponto percentual frente à semana anterior (13,2%), alcançando o maior patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) covid-19, iniciada em maio.

Essa alta acompanha o aumento na população desocupada na semana, representando cerca de 1,1 milhão a mais de pessoas à procura de trabalho no país, totalizando 13,7 milhões de desempregados. Os dados foram divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 74,4 milhões de pessoas, mantendo-se estável em relação à semana anterior (75 milhões) e, também, frente à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Nessa população, disseram que gostariam de trabalhar cerca de 26,7 milhões de pessoas (ou 35,8% da população fora da força de trabalho). Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (26,9 milhões ou 35,9%) e à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

Cerca de 16,8 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 22,6% das pessoas fora da força. Esse contingente permaneceu estável em relação à semana anterior (17,1 milhões ou 22,9%), mas diminuiu frente à semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 25,1%).

A coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, destaca o crescimento da taxa de desocupação, que era de 10,5% no início de maio, e explica que a alta se deve tanto às variações negativas da população ocupada quanto ao aumento de pessoas que passaram a buscar trabalho.

“No início de maio, todo mundo estava afastado, em distanciamento social, e não tinha uma forte procura [por emprego]. O mercado de trabalho estava em ritmo de espera para ver como as coisas iam se desenrolar. As empresas estavam fechadas e não tinha local onde essas pessoas pudessem trabalhar. Então, à medida que o distanciamento social vai sendo afrouxado, elas vão retornando ao mercado de trabalho em busca de atividades”, disse, em nota, a pesquisadora.

Isolamento social

A pesquisa também indica mudança no comportamento da população em relação às medidas de isolamento social. Segundo o IBGE, o número de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas diminuiu pela segunda semana seguida. Entre 23 e 29 de agosto, 38,9 milhões de pessoas seguiram essa medida de isolamento, uma queda de 6,5% em relação aos 41,6 milhões que estavam nessa situação na semana anterior.

Segundo Maria Lucia Vieira, há relação entre o aumento das pessoas em busca de trabalho e a flexibilização do isolamento. “A gente está vendo uma maior flexibilidade das pessoas, uma maior locomoção em relação ao mercado de trabalho, pressionando o mercado de trabalho, buscando emprego. E esses indicadores ficam refletidos no modo como eles estão se comportando em relação ao distanciamento social”.

A parcela da população que ficou em casa e só saiu por necessidade permaneceu estável. São 88,6 milhões de pessoas nessa situação, representando 41,9% da população do país. Houve estabilidade também no contingente dos que não fizeram restrição, chegando a 5 milhões de pessoas, e dos que reduziram o contato, mas que continuaram saindo de casa ou recebendo visitas, situação de 77 milhões de pessoas.

O número de pessoas ocupadas que estavam afastadas do trabalho por causa das medidas de isolamento social foi reduzido em 363 mil e esse contingente passou a 3,6 milhões. As pessoas que estão nessa situação agora representam 4,4% de toda a população ocupada, estimada em 82,2 milhões. Dos 76,1 milhões de pessoas que estavam ocupadas e não foram afastadas do trabalho, 8,3 milhões trabalhavam remotamente.

Estudantes sem atividades escolares

A pesquisa estima em 45,6 milhões o número de estudantes matriculados em escolas ou universidades na quarta semana de agosto. Desse total, 7,2 milhões (15,8%) não realizaram atividades escolares em casa no período. O número permaneceu estável em relação à semana anterior. As férias foram apontadas como motivo para 970 mil alunos não realizarem atividades escolares.

Segundo o IBGE, o contingente de estudantes que tiveram atividades ficou em 37,4 milhões. “Ainda estamos no patamar de 82% de pessoas que referiram ter atividades escolares”, afirmou Maria Lucia.

Síndrome gripal

Na quarta semana de agosto, 11,3 milhões de pessoas apresentaram pelo menos um dos sintomas investigados pela pesquisa, como febre, tosse e dor de garganta. O número é inferior ao estimado na semana anterior, quando 12,4 milhões de pessoas relata ter algum dos sintomas. “Isso representa 5,3% da população. Em maio esse percentual chegou a 12,7%”, disse a pesquisadora.

Das pessoas que apresentaram algum sintoma, 2,6 milhões buscaram atendimento em estabelecimento de saúde como postos de saúde, pronto socorro, hospital do Sistema Único de Saúde ou privado. O número de pessoas que procurou atendimento em hospital público, particular ou ligado às forças armadas foi estimado em 799 mil. Desses, 15,2%, ou 121 mil, foram internados.


Fonte: Agência Brasil
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Expectativa é de melhorias · 16/09/2020 - 17h27

Lojistas apostam em aumento gradativo nas vendas em setembro no Piauí


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Com a flexibilização das medidas de restrição impostas pela pandemia do novo coronavírus, a expectativa do comércio varejista é que o setor apresente melhoras gradativas nos índices de vendas. Por isso, a tendência é que nesse mês de setembro em diante o centro comercial passe a receber mais consumidores, o que por consequência deve refletir no aumento da venda de produtos.

O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas/PI), Tertulino Passos, acredita que esse é um processo natural de retomada das atividades econômicas. “A tendência é que a cada semana o comércio aos poucos possa recuperar a capacidade de vendas. Para isso estamos disponibilizando todas as condições necessárias para que os consumidores possam realizar suas compras com segurança, como disponibilização de álcool em gel, uso obrigatório de máscaras e distanciamento entre as pessoas, bem como a higienização do ambiente”, disse Tertulino Passos.

Um dos fatores que pode contribuir para o aumento das vendas é a proximidade do Dia das crianças, quando o comércio tende a ter boas promoções e atrair a atenção dos consumidores.

Vale destacar que os estabelecimentos do Centro e Shopping da Cidade estão funcionando de segunda à sexta-feira, de 9h às 18h e no sábado turno de 4h seguidas até às 15h. Já as lojas da zona Leste e os shoppings funcionam de segunda à sábado, só que no horário de 10h às 22h.


Fonte: Com informações da assessoria
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Etapa vai até 27 de outubro · 16/09/2020 - 08h51

Caixa paga auxílio emergencial para 3,9 mi nascidos em junho


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A Caixa Econômica Federal paga hoje (16) auxílio emergencial para 3,9 milhões de beneficiários nascidos em junho. O pagamento de hoje faz parte do ciclo 2, que começou pelos beneficiários nascidos em janeiro, no dia 28 de agosto. Essa etapa de pagamentos vai até 27 de outubro.

Neste ciclo, mais três grupos foram incluídos: trabalhadores que fizeram o cadastro nas agências dos Correios entre 2 de junho e 8 de julho; trabalhadores que fizeram a contestação pelo site da Caixa ou App Caixa Auxílio Emergencial de 3 de julho a 16 de agosto e foram considerados elegíveis; beneficiários que tenham recebido a primeira parcela em meses anteriores, mas que tiveram o benefício reavaliado em agosto. No caso das reavaliações, o benefício foi liberado novamente para 148 mil pessoas.

Os recursos podem ser movimentados por meio do aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível pagar boletos e fazer compras na internet e nas maquininhas em mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais.

O calendário de pagamentos do auxílio emergencial é organizado em ciclos de crédito em conta poupança social digital e de saque em espécie. Os beneficiários recebem a parcela a que têm direito no período de acordo com o mês de nascimento. Para os beneficiários nascidos em junho, os saques e transferências serão liberados no dia 6 de outubro.


Fonte: Agência Brasil
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Valor no Brasil aumentou · 11/09/2020 - 18h01 | Última atualização em 11/09/2020 - 18h11

Em meio à crise, exportação de arroz no Brasil cresceu 73% em 2020


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Opreço do arroz subiu 19,25% entre janeiro e agosto de 2020 e se tornou o principal símbolo do aumento do custo da cesta básica no Brasil. A situação preocupa o governo. As informações são do Metrópoles

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro pedia patriotismo aos supermercados para evitar a alta, o Ministério da Justiça decretou uma investigação e a Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou o imposto de importação cobrado sobre o grão.

Uma das principais causas para o aumento no preço do arroz é a grande demanda externa. O volume vendido para o exterior do grão aumentou 73,5% na comparação entre os oito primeiros meses de 2019 e o mesmo período deste ano.

Os números são do Ministério da Economia e foram analisados pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles.

Entre janeiro e agosto deste ano, foram exportadas 1,153 milhão de toneladas de arroz enquanto nos mesmos meses de 2019 a quantidade ficou em 871 mil. Em valores, isso representa US$ 407 milhões em 2020 e US$ 225 milhões no ano passado. O gráfico a seguir mostra as vendas para o exterior do produto desde 2014 nos dois quesitos.

A principal solução apresentada pelo governo no período é zerar o imposto de importação para dois tipos de arroz até o fim do ano. As alíquotas praticadas normalmente são de 10% e 12%. A medida valerá até 31 de dezembro para uma quota de 400 mil toneladas do produto. Esse valor representa o dobro do importado neste ano, que é de 280 mil toneladas.

Hoje, os três países que mais exportam esses tipos de arroz para o Brasil são o Paraguai, o Uruguai e a Argentina. Como essa sobretaxa não é cobrada aos países membros do Mercosul, não deve haver um efeito positivo para as nações vizinhas. Quem pode se beneficiar da medida é a Itália, quarto país que mais vende para o Brasil.

O gráfico a seguir mostra a quantidade importada em 2020 para as duas categorias desonerada pela Camex entre janeiro e agosto.

 

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O tradicional prato do brasileiro está mais caro. O arroz e o feijão estão entre os vilões da inflação de agosto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A reportagem é do R7

O preço do arroz subiu 3,08% no mês passado e acumula alta de 19,25% no ano. O do feijão, dependendo do tipo e da região, já tem inflação acima dos 30%.

O feijão preto, muito consumido no Rio de Janeiro, acumula alta de 28,92% no ano e o feijão carioca, de 12,12%.

A cebola, muito utilizada no tempero dos pratos nacionais, foi o segundo alimento que mais teve alta nos preços no mês (50,40%).

Para completar, o ovo, comum em muitas mesas das famílias brasileiras, aumentou 7,13% em 2020. E os preços das carnes registraram alta de 3,33%.

Com o preço nas alturas, como manter o valor nutritivo dos pratos sem afetar o bolso?

Em geral, passando ou não por um período de aumento no preço dos alimentos, temos de dar mais atenção para os produtos da safra, orienta André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE.

“Os itens da safra são mais baratos porque temos uma oferta maior. É fácil para identificar. O produto que estiver em várias bancas da feira e com o melhor preço é o da época”

André Braz

O economista também sugere que não é preciso abrir mão do produto que gosta por estar mais caro.

“Se você tinha o hábito de comprar um quilo, compra meio. É uma forma de você fazer com que a oferta aumente e o preço caia.”

O que fortalece a inflação, frisa Braz, é comprar o produto em quantidade mesmo com o preço alto.

“Ao deixar de consumir ou comprar menos, o preço vai caindo. Se o produto for perecível, então, o valor diminui ainda mais rápido.”

A pedido do R7 Economize, as nutricionistas Adriana Stavro e Camila Ricioli prepararam uma lista com itens que podem substituir o arroz, o feijão, a cebola e o ovo sem alterar o valor nutritivo do seu prato.

Vejam as opções:

Arroz

Dos quatro itens, o arroz é o que tem mais alternativas para trocar no cardápio:

• Abóbora;
• Batata inglesa
• Batata-doce;
• Couscous marroquino
• Cuscuz de milho
• Inhame;
• Mandioca
• Mandioquinha (apesar de nem sempre estar mais barata)
• Quinoa

Feijão

• Lentilha;
• Ervilha; e
• Outros tipos de feijão: vermelho, branco, fradinho, de corda etc.

Cebola

• Alho;
• Alho-poró;
• Cebolinha;
• Louro;
• Orégano; e
• Salsinha.

Ovo

• Queijo; e
• Sardinha.

Carne

Quem não dispensa um pedaço de carne no cardápio, a solução é buscar cortes mais baratos. Duas opções, são:

• Acém; e
• Músculo.

Camila diz que o arroz com feijão é um prato super nutritivo, principalmente, se for um arroz integral, mas que podem ser substituídos.

Ela ressalta que é importante inserir outros tipos de alimentos. Quanto mais variada for a alimentação melhor.

“Temos as raízes como, por exemplo, mandioca e batata-doce, com tanta facilidade que seria uma ótima substituição.”

Camila Ricioli

Adriana reconhece que o arroz com feijão é uma dupla difícil para substituir. “Não dá para colocar o macarrão com o feijão, por exemplo.”

No entanto, ela reconhece que com o preço nas alturas é o momento de substituí.

“Sempre que nos deparamos com um preço muito alto, é uma boa oportunidade para variar no cardápio.”

Assim como Braz, Adriana sugere que o consumidor invista em frutas, legumes e verduras da época. “Além de serem mais frescas e saborosas, são mais baratas.”

Setembro, segundo ela, é o mês para se comprar:

Frutas

• Abacaxi;
• Banana;
• Caju;
• Jabuticaba;
• Maçã;
• Mexerica;
• Pera; e
• Tangerina.

Legumes

• Abóbora;
• Abobrinha;
• Cogumelo;
• Ervilha;
• Inhame;
• Mandioca;
• Pimentão; e
• Rabanete

Verduras

• Alho-poró;
• Almeirão;
• Brócolis;
• Chicória;
• Couve;
• Couve-flor;
• Erva-doce;
• Espinafre;
• Louro; e
• Orégano.

Desperdício do arroz é absurdo, diz nutricionista

Adriana alerta que em momentos de alta dos alimentos, é um bom período para as pessoas refletirem sobre o desperdício.

“O arroz é o item que mais sobra nos pratos tanto fora quanto dentro de casa. As pessoas colocam muito arroz no prato e acabam deixando. Dificilmente você vê sobras de proteína, por exemplo.”

A nutricionista sugere que os restaurantes também repensem a forma de montar os pratos.

“Coloque menos arroz nos pratos e avise que se quiser mais é só pedir. Não é feio repetir, mas é importante não desperdiçar.”

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Tudo para não passar do limite · 10/09/2020 - 15h03

Oito dicas para economizar no supermercado utilizando a tecnologia em seu favor


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Desde a semana passada, quem costuma ir ao supermercado percebeu uma súbita alta nos preços de produtos essenciais à mesa do brasileiro, como o arroz e o óleo. Isso vem ocorrendo por causa do preço do dólar: como a moeda americana também está cara, é mais vantajoso para os produtores exportarem seus produtos do que vendê-los no mercado interno.

A notícia desoladora é que não há previsão para que os preços se normalizem nas gôndolas. Especialistas dizem que a tendência é que eles continuem subindo nas próximas semanas.

Sendo assim, o jeito é encontrar novas formas de economizar para não se atrapalhar financeiramente – e conseguir fazer o salário durar até o final do mês. Por isso, Francisco Frantz, criador do aplicativo etanto, que compara listas de supermercado, preparou algumas dicas para economizar - principalmente utilizando a tecnologia em seu favor.

1 – Estipule um limite de quanto pretende gastar

Preparar uma lista de compras é fundamental, mas determinar um valor que você pode gastar na compra é ainda mais importante se o seu objetivo é economizar. Desta forma, você controla as compras e mantém no carrinho somente o que realmente precisa. Vale a pena utilizar a calculadora do celular e somar os valores das mercadorias. E claro: pare assim que atingir seu limite.

2 – Utilize tecnologia para comparar os preços dos supermercados da sua região

Existem no mercado muitos aplicativos com este objetivo e o etanto é um deles. Trata-se de uma plataforma de comparação de preços entre supermercados, que já está disponível nas cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e São Paulo. “Com ele, o usuário consegue visualizar as variações de preço por lista e por produto, e ainda criar sua própria lista”, diz Frantz, explicando que esta é uma nova funcionalidade do app, cujas economias podem chegar a 20%.

O fundador complementa que o próprio app gera uma lista para ser levada ao mercado, propiciando mais controle sobre os itens realmente necessários e o que já foi colocado no carrinho.

3 – Prefira compras semanais e menores

Geralmente, as compras mensais saem mais caro porque compramos mais itens supérfluos do que aqueles que realmente são necessários. Quem resiste à tentação de comprar dois ou três chocolates que, na teoria, seriam consumidos ao longo do mês? Pois este raciocínio não é muito lógico, uma vez que as guloseimas acabam na primeira semana. Sendo assim, prefira as compras menores, projetadas para atenderem somente uma semana, por exemplo. Assim, você compra apenas um chocolate sabendo que ele vai acabar em sete dias e evita encher sua geladeira de coisas dispensáveis.

4 – Descubra os dias de promoções

Em alguns mercados, há promoções em determinado dia para frutas e legumes; em outros para os produtos de limpeza. Vale a pena ficar atento e dividir suas compras – se você tiver tempo, é claro.  Outra dica é se programar para fazer as compras no dia da promoção, quando você precisa daquele determinado produto e, assim, aproveitar a promoção.

5 – Avalie a possibilidade de comprar itens no atacado

Muitos produtos saem bem mais em conta se comprados em grandes volumes, como por exemplo sabonetes, detergentes, queijos e frios em geral. Mas lembre-se: sempre vale uma reflexão se aquilo realmente é consumido e sua residência; caso você se empolgue e compre mais do que deve, o efeito será exatamente o contrário: o valor de suas compras ficará nas alturas.

6 – Troque seu vale-refeição por vale-alimentação

Em tempos de crise, esta pode ser uma decisão relevante na hora de economizar. Se existir esta possibilidade para você, a troca pode significar uma economia bastante relevante, afinal você deixará de consumir em restaurantes (cujas refeições são mais caras) para fazê-lo em supermercados.

7 - Não vá ao supermercado com fome ou com pressa

Quando vamos às compras com fome, temos a tendência de gastar mais do que devemos por pegar mais produtos por impulso.  Além disso, a pressa também é inimiga do bolso. “Quando você tenta fazer as compras mais rápido, acaba esquecendo o que precisa levar ou pega mais produtos do que deve”, diz Frantz. Daí a importância de se programar e pesquisar os preços antes.

8 – Se possível, vá sozinho

Esta é uma dica muito difícil, principalmente para quem tem filhos. Mas é importante saber que as crianças são as mais atraídas por produtos coloridos, com outros apelos e, por isso, mais caros e supérfluos. Se puder, vá sozinho para seguir sua programação à risca.


Fonte: Com informações da assessoria
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O governo decidiu zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado até 31 de dezembro deste ano. A medida busca conter a alta no preço do alimento.

A decisão foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e anunciada nesta quarta-feira (9). A proposta foi do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A redução temporária está restrita à quota de 400 mil toneladas, incidente sobre arroz com casca não parboilizado e arroz semibranqueado ou branqueado não parboibilizado.

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É possível se cadastrar para receber o auxílio emergencial residual de R$ 300, que o governo pretende pagar em quatro parcelas até dezembro?

Essa é a pergunta do leitor Christian M, que escreveu para a coluna com essa dúvida, A reportagem é do blog O QUE É QUE EU FAÇO SOPHIA, do R7. 

Acabei de receber o seguro-desemprego dia 1º de agosto. Tentei me cadastrar para receber o auxílio emergencial mas não consegui. Tenho direito às parcelas? Que medidas posso tomar?

Pergunta do internauta Christian

Resposta: Não há o que fazer nesse caso.

Apesar de o governo ter proposto pagar mais quatro parcelas do auxílio emergencial entre setembro e dezembro (medida que precisará ser aprovada pela Câmara e Senado para ser paga, inclusive), o último dia do cadastramento para receber o auxílio emergencial foi dia 2 de julho. Quem não se cadastrou até essa data não tem direito a pedir nem o auxílio emergencial e nem o auxílio emergencial residual.

E quem já estava recebendo o auxílio, precisa pedir para receber os R$ 300?

Não. O governo informa que quem estava recebendo continuará sendo avaliado de acordo com as novas regras e as parcelas serão pagas de forma automática para quem se encaixar nos critérios.

Todos vão receber as quatro parcelas de R$ 300?

Nem todos os que receberem o auxílio emergencial também irão receber todas as quatro parcelas de R$ 300 (ou R$ 600 no caso das mães que criam seus filhos sozinhas).

No total, será possível receber, no limite, nove parcelas: cinco parcelas do auxílio emergencial (de abril a agosto) e mais quatro parcelas de setembro a dezembro.

Segundo o Ministério da Cidadania, quem recebeu a primeira parcela do auxílio em abril terá direito às quatro parcelas de R$ 300, mas quem passou a receber a partir de julho, por exemplo, terá direito a apenas uma parcela extra, que será paga em dezembro.

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Após seis meses parados em função dos impactos da Covid-19, o setor de bares e restaurantes retomou suas atividades no último dia 17 agosto em Teresina, mas os efeitos da pandemia ainda afetam principalmente os pequenos comerciantes. De acordo com pesquisas realizadas pela Solar Coca-Cola, em um universo de 3.844 pessoas, 59% estão preocupadas em manter os negócios abertos, pagar dívidas e terem créditos e para se reabastecer.

Os dados do levantamento apontam ainda que, dos clientes que estão inseridos no Plano de Retomada, 45% já apresentam crescimento de volume em comparação ao período de pico da pandemia e 34% já apresentam crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para auxiliar diretamente o pequeno varejo, bares e restaurantes nesse momento crucial de retomada, uma empresa fabricante de bebidas desenvolveu uma série de ações, que vão desde crédito para reabastecer o estoque às atividades que vão ajudar a atrair mais clientes neste momento.

Serão mais de 2.700 empreendimentos impactados diretamente no Piauí com as ações desenvolvidas pela companhia. Uma delas, em parceria com a Caixa Econômica Federal, por meio do Programa de Apoio às Empresas de Porte Pequeno (Pronampe), possibilita soluções financeiras exclusivas com taxas de juros reduzidas e até mesmo financiamento com prazo de até 36 meses para o empreendedor adquirir. A empresa também produziu um enxoval de materiais que vão desde a preparação para retorno mais seguro, seguindo protocolos de saúde, até itens de divulgação para os pontos de vendas cadastrados.

Pequenos negócios também contaram com material criado em parceria com o Sebrae para ajudar clientes e empreendedores com estratégias de manutenção dos negócios. Ao todo, mais de cinco mil cartilhas foram distribuídas no Piauí.

Além disso, haverá uma condição especial para reabastecimento de estoque nesses pequenos varejos, bem como uma ação nacional para que os clientes dos estabelecimentos cadastrados tenham acesso a promoção Compre e Ganhe, no qual na compra de uma Coca-Cola KS o cliente irá ganhar outra. “Acreditamos que essas pequenas ações, quando somadas, vão contribuir diretamente para essa retomada desses setores tão importante para a economia local. Estamos também com parcerias com grandes marcas, por meio do Movimento Nós, para possibilitar uma retomada segura e responsável com a doação de kits de saúde para esse retorno”, completou Geancarlo Brito, diretor regional da Solar Coca-Cola.


Fonte: Com informações da assessoria
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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, admitiu nesta terça-feira (08/09) que o preço do arroz está alto no país, mas prometeu que o governo federal conseguirá reduzi-lo. As informações são do Portal UOL.

Em reunião ministerial, a ministra disse que não haverá falta do produto no mercado nacional e que a expectativa é de que safra do arroz seja excelente no ano que vem.

O preço do arroz disparou nos supermercados brasileiros, sobretudo nas últimas semanas. Um pacote de cinco quilos, normalmente vendido a cerca de R$ 15, chega a custar R$ 40 na gôndola em algumas capitais do País, mas varia de R$ 25 a R$ 30,00 na maioria das cidades.

Levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que a alta do arroz chega a 100% em 12 meses. E não há alívio no bolso no horizonte. Produtores e especialistas dizem que os preços devem continuar subindo nos próximos meses.

Segundo entidades de supermercados, o aumento se acelerou devido a fatores como a elevação do câmbio, a diminuição das importações e o crescimento da demanda interna.

Os supermercadistas têm rechaçado o tabelamento de preços, mas têm defendido a retirada de tarifas de importação. Os alimentos mais caros pressionam os mais pobres, cuja fatia da renda comprometida com alimentação é maior do que entre os mais ricos.

"O arroz não vai faltar. Agora ele está alto, mas nós vamos fazer ele baixar. Se Deus quiser, teremos uma super safra no ano que vem", afirmou.

A ministra fez a afirmação ao ser indagada pela blogueira Esther Castilho, uma menina de 10 anos que foi convidada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para participar da reunião ministerial.

A pedido de Bolsonaro, ela fez uma série de perguntas aos auxiliares presentes, muitas delas formuladas pelo próprio presidente.

A menina questionou o ministro da Economia, Paulo Guedes, por exemplo, se o preço do gás natural ia cair nos próximos meses.

O ministro estimou uma redução entre 20% e 30% caso seja aprovada a nova lei do gás natural. Ela já passou pela Câmara e, agora, tramita no Senado.

"Com a ajuda do ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, nós estamos aprovando a lei do gás natural. E aí vamos dar um choque de energia barata. Esperamos que o gás caia 20% ou 30%, pelo menos", disse.

A menina tem um programa no YouTube e já foi entrevistada pelo menos quatro vezes pelo presidente. No ano passado, ela foi convidada por Bolsonaro para a sua cerimônia de posse.

No início da entrevista, compartilhada pelo presidente em suas redes sociais, Bolsonaro disse que gostaria que as repórteres do país fossem como a menina.

Ao longo de seu mandato, o presidente se notabilizou por adotar uma postura agressiva com a imprensa, sobretudo quando é questionado sobre irregularidades ou polêmicas de seu governo.

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