Recorde de inscritos · 30/12/2018 - 16h33

MinC divulga 153 projetos selecionados no programa #AudiovisualGeraFuturo


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O Ministério da Cultura divulgou nesta quinta-feira (27) o resultado de dez editais da primeira etapa do programa #AudiovisualGeraFuturo, lançado em fevereiro deste ano. Com recorde de inscritos e com o cumprimento quase total das cotas, os dez editais representam avanço na política inclusiva e de desconcentração regional implantada pela Secretaria do Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura (MinC) em 2018. O viés inclusivo dos editais, que contaram com indutores e cotas regionais, de gênero e raça, totalizam R$ 64 milhões em investimentos – recursos oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) – nos 153 projetos audiovisuais selecionados. Ao todo foram inscritos 1.745 projetos.

Criados com o objetivo de ampliar a participação no mercado de novos talentos, de realizadores negros, mulheres e indígenas e estimular a descentralização do setor audiovisual, os editais da primeira etapa do programa somaram R$ 80 milhões para onze editais, sendo o 11º destinado à promoção e difusão de mostras e festivais. Confira aqui os editais.

Os editais de Longa Animação e o de Narrativas Transmídias para a Infância – Minissérie Animação + Jogos Eletrônicos, de Narrativas Transmídias para a Infância – Curtas Animação + Jogos Eletrônicos, de Narrativas Audiovisuais para a Infância – Curta (Live Action) e Série (Live Action) foram os que tiveram um percentual mais alto de projetos liderados por mulheres, representando entre 60% e 70% dos projetos selecionados.

Realizadores estreantes também compõem outro destaque dos projetos selecionados no #AudiovisualGeraFuturo. A previsão inicial era de que 50% dos projetos fossem de diretores ou diretoras estreantes. Dos dez editais, oito superaram a cota prevista. Os projetos selecionados no edital de Narrativas Transmídias para a Infância – Minissérie Animação + Jogos Eletrônicos são 100% de novos realizadores.

Já as cotas de cineastas negros e indígenas foram cumpridas em sua integralidade, superando um pouco os percentuais previstos nos editais. O edital de Documentário Afro-brasileiro e Indígena foi o segundo com o maior número de inscritos, com 319 projetos apresentados ficando atrás somente do Desenvolvimento de projetos para a Infância, que recebeu 404 propostas.

Avaliação

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, os editais representam um importante investimento no setor audiovisual e um avanço no que se refere à política afirmativa. “Os editais da primeira etapa do #AudiovisualGeraFuturo certamente irão contribuir para a correção de uma série de distorções do setor. Ampliamos o diálogo com as cinco regiões do País e o acesso de mulheres, negros e indígenas a recursos destinados pelo FSA a projetos audiovisuais”, afirma.

Na avaliação do secretário do Audiovisual do MinC, Frederico Mascarenhas, o grande número de inscritos e o resultado dos selecionados demonstram o acerto da política de gênero, raça e novos estreantes implantada pela SAv. “A política inclusiva no audiovisual é um dos pilares de atuação da Secretaria do Audiovisual. Conseguimos atingir quase integralmente o propósito da seleção mais ampla dos projetos. Demonstrando mais uma vez o êxito do programa #AudiovisualGeraFuturo, sobretudo, da primeira etapa, que representa o maior volume de recursos geridos pela SAv”, destacou.

Cotas e indutores

As cotas de gênero e raça foram adotadas a partir de estudo feito pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e divulgado em janeiro de 2018. O estudo apontou que dos 142 longas-metragens brasileiros lançados comercialmente em salas de exibição no ano de 2016, 75,4% foram dirigidos por homens brancos. As mulheres brancas assinaram a direção de 19,7%. Somente 2,1% dos filmes foram dirigidos por homens negros e nenhum foi dirigido ou roteirizado por mulheres negras.

A política de desconcentração adotada pelo Ministério da Cultura buscou estimular a produção audiovisual em todas as regiões do País. Para isso, foram definidas cotas regionais, asseguradas em cada um dos editais. Ficou estabelecido que ao menos 30% dos projetos de cada edital deveria contemplar as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e ao menos 20% para Sul, Minas Gerais e Espírito Santo.


Fonte: Ministério da Cultura

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