Bastidores do ato -

Por trás do 25/2: Bandeiras de Israel e camisas de Neymar esgotadas

Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atenderam o chamado para participar de uma manifestação na tarde deste domingo (25/02), na Avenida Paulista, em São Paulo, e já ocupam um dos principais cartões postais da capital paulista. As informações são do Terra.

O verde e amarelo são as cores predominantes do ato. Camisas da Seleção Brasileira, camisetas com o rosto de Bolsonaro, bandeiras do Brasil e de Israel dão o tom da manifestação. Esses itens também são vendidos por ambulantes na Avenida Paulista.

A bandeira de Israel, por exemplo, sai por R$ 60, e já esgotou em alguns dos locais de vendas. O interesse pelo item aumentou após a polêmica envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que defendeu os palestinos e classificou como genocídio o conflito na Faixa de Gaza na semana passada.

Foto: Hugo Barbosa/Terra

Outro destaque muito procurado é a camisa da Seleção Brasileira com o número 10 e o nome de Neymar estampado nas costas. A peça é vendida por R$ 50. Além disso, também existe a possibilidade de comprar livros sobre a trajetória de Bolsonaro e de Javier Milei, presidente da Argentina, por R$ 80 cada. A expectativa dos ambulantes ouvido pelo Terra é faturar entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil durante esta tarde com as vendas.

A maioria do público presente é formado por casais e pessoas na faixa etária acima dos 50 anos. Os jovens são minoria entre os presentes para mostrar apoio a Jair Bolsonaro. Aos gritos de ‘Eu vim de graça’, eles tentam se desvincular do ato golpista de 8 de janeiro, quando vários empresários e políticos foram alvos da Polícia Federal por terem financiado a destruição da sede dos Três Poderes, em Brasília (Distrito Federal).

A manifestação convocada por Bolsonaro servirá como teste de força do bolsonarismo após as investigações da Polícia Federal apontarem o ex-presidente como mentor da tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro aposta na foto de uma multidão diante de seu palanque para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF), fustigar o Palácio do Planalto e mandar recados de que sua eventual prisão não será aceita sem convulsão social.

Trata-se de uma estratégia arriscada, que pode agravar sua situação na Justiça. O ex-presidente está inelegível até 2030 e é alvo de oito inquéritos na Corte: de fake news sobre urnas eletrônicas a ataques golpistas; da venda de joias do acervo da Presidência a denúncias de interferência na Polícia Federal.

Organizadores do ato na Paulista preveem o comparecimento de 500 mil a 700 mil pessoas. Desde sexta-feira há caravanas de ônibus fretados saindo de várias regiões do País.

No Planalto, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a manifestação será grande e acham fundamental definir, o mais rápido possível, uma série de ações para derrotar o bolsonarismo nas disputas deste ano das principais capitais, como São Paulo. O movimento é visto como decisivo para impulsionar a campanha da reeleição de Lula, em 2026.

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