Alta investigação -

Polícia Federal planeja ouvir Bolsonaro no segundo semestre sobre alegado plano de golpe

A Polícia Federal (PF) planeja ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como parte de uma investigação sobre uma organização criminosa suspeita de envolvimento em uma alegada tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito visando benefícios políticos. As informações são do Metrópoles

Foto: reprodução

Prevê-se que Bolsonaro seja chamado para depor antes que as investigações da Operação Tempus Veritatis sejam concluídas. O encerramento da operação está programado para novembro, o que sugere que a PF convocará Bolsonaro por volta de julho, coincidindo com o início da campanha para as eleições municipais de 2024.

Durante a Operação Tempus Veritatis, o passaporte de Bolsonaro foi apreendido, impedindo-o de viajar para o exterior. Além disso, foi proibido o contato do ex-presidente com outros investigados, incluindo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Valdemar foi preso após a polícia encontrar uma arma com registro vencido e uma pepita de ouro avaliada em cerca de R$ 11 mil em seu apartamento no Brasil 21.

No total, a PF realizou 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares, incluindo a proibição de contato com outros investigados, proibição de deixar o país com entrega dos passaportes e suspensão do exercício de funções públicas.

Além de Valdemar, que recebeu liberdade provisória concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, permanecem presos: Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência; o coronel Marcelo Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro na Presidência e atual segurança do ex-presidente contratado pelo PL; Bernardo Romão Corrêa, coronel do Exército; e Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.

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