'Fake news' · 28/05/2022 - 11h40

Bolsonaro: Datafolha mostrar voto evangélico dividido é 'canalhice'


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O presidente Jair Bolsonaro (PL) definiu como “fake news” e “canalhice” a pesquisa do Instituto Datafolha ter mostrado que o eleitorado evangélico se divide entre o atual chefe do Executivo federal e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto para as eleições deste ano. As informações são do Metrópoles.

Segundo o levantamento divulgado nessa quinta-feira (26/5), no primeiro turno 39% dos entrevistados que se dizem evangélicos declararam intenção de voto em Bolsonaro e 36%, em Lula. No segundo turno, em caso de disputa entre Bolsonaro e Lula, 47% declararam que vão votar no presidente atual, enquanto 45% disseram que vão votar no ex-presidente.

De acordo com o Datafolha, os evangélicos compõem 27% do eleitorado religioso brasileiro. O maior bloco é o católico: 50%.

“Isso aqui não é fake news. Isso aqui é uma canalhice. […] O lado de lá defende o aborto, o lado de cá é o contrário. O lado de lá falou que vai botar os militares, pastores e padres nos seus devidos lugares. O lado de lá, os governadores do PT, de outros partidos também, mas do PT, foram unânimes: fecharam templos, fecharam igrejas. O lado de cá, não. O lado de lá fala da boca para fora sobre Deus, pátria, família. O lado de cá defende família, o lado de lá, não. O lado de lá defende ideologia de gênero”, esbravejou Bolsonaro durante sua transmissão ao vivo nas redes sociais.

“Dizer que os evangélicos estão divididos? Tem evangélico que não gosta de mim. É um direito dele. Gostaria de conversar com ele, saber porque ele não gosta de mim, quem sabe eu o convença do contrário. Ou quem sabe ele me convença do que eu deva mudar. Há uma diferença enorme entre eu e o outro cara [Lula]. Enorme. Em todos os aspectos”, acrescentou.

Bolsonaro ainda ressaltou que vários setores da sociedade não votam com Lula, como os policiais e militares: “Eu sei que não sou unanimidade em lugar nenhum, mas se, por exemplo, se fizer umas pesquisas das Forças Armadas, séria, se bem que as Forças Armadas geralmente não abrem as suas portas para isso, mas vamos supor que faça. [A pesquisa] Não vai dizer que os militares estão divididos, que os policiais do Brasil estão divididos, ainda mais depois que o Lula falou que policial não é gente”, ressaltou.

Bolsonaro insinua que pesquisa foi “comprada”

Na live desta sexta, o presidente Jair Bolsonaro ainda insinuou que a pesquisa Datafolha, que apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto, foi “comprada”.

Segundo o levantamento divulgado nessa quinta, o atual chefe do Executivo federal tem 27%. O ex-presidente abriu 21 pontos percentuais de vantagem sobre Bolsonaro na primeira pesquisa sem o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) e sem o ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro Sergio Moro (União Brasil).

Na live, o presidente citou uma delação do ex-ministro Antonio Palocci sobre um acerto de propinas com a empreiteira Andrade Gutierrez para bancar pesquisas eleitorais para o PT em 2010, quando a sigla já havia definido a ex-ministra Dilma Rousseff como candidata à sucessão de Lula.

“Então os caras compraram pesquisas para divulgar índices favoráveis ao PT. Quando chegava pesquisa contrária, a pesquisa era engavetada, jogada no lixo, triturada, incinerada. É assim. E não há diferença hoje em dia no Datafolha”, afirmou Bolsonaro.

“Será que o Datafolha está jogando, fazendo tabelinha com uma instituição por aí que diz que lá tudo é inexpugnável? O que está acontecendo?”, indagou o presidente na sequência.

O levantamento foi feito com 2.556 entrevistados acima de 16 anos, em 181 municípios de todos os estados brasileiros. A pesquisa foi realizada entre quarta (25/5) e quinta-feira (26/5).

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