Parceria firmada · 26/01/2021 - 10h06 | Última atualização em 26/01/2021 - 10h31

Governo transforma fundos de dívida ativa e imobiliários em investimentos no Piauí


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    CCom

O governador Wellington Dias se reuniu, nessa segunda-feira (25), em São Paulo, com representantes da Companhia Paulista de Securitização (CP Sec) e com a superintendente de Parcerias e Concessões do Estado (Suparc), Viviane Moura, ocasião em que discutiram sobre uma parceria para transformar fundos de dívidas ativas e recebíveis, bem como fundos imobiliários, em investimentos no Piauí.

Um dos diretores da CP Sec, Max Freddy Frauendorf, apresentou como transformar esses instrumentos em receitas e investimentos.

De acordo com o governador, a Companhia Paulista de Securitização irá assessorar o Governo do Piauí.

“O objetivo é garantir que todos os recebíveis e o fundo imobiliário seja da parte do Estado, das autarquias, ou das empresas, possam ter uma condição de trabalho que gere receita para o Estado, ou de recuperação de receita e ter uma equipe especializada para esse trabalho. Aqui acertamos uma parceria em que eles possam nos assessorar em relação ao Piauí. Já temos um fundo da dívida ativa, que tem os créditos, os recebíveis, chega a cerca de R$ 7 ou 8 bilhões, temos um fundo imobiliário, com aproximadamente R$ 12 bilhões, e precisamos transformar isso em instrumento para investimentos no Piauí”, afirmou Wellington Dias.


Fonte: Ccom
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Investimentos realizados · 25/01/2021 - 08h40 | Última atualização em 25/01/2021 - 08h44

'Projeto de revitalização', diz Dr Pessoa após visita a obras em Teresina


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O prefeito Dr Pessoa visitou neste final de semana obras no centro de Teresina e nas redes sociais comentou as ações realizadas.

"As obras fazem parte de um projeto de revitalização e de acessibilidade do centro da capital. Dentre elas, estão a construção da galeria na Rua Coelho Rodrigues, a construção do Museu da Imagem e do Som, reforma das praças Climatizada e Rio Branco, além de outras obras de revitalização", postou.

 

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O Projeto de Lei 5347/20 cria a Lei de Enfrentamento à Desinformação nas Eleições. O texto tramita na Câmara dos Deputados

Pela proposta, do deputado Roberto de Lucena (Pode-SP), Facebook, Instagram, Twitter, Google e demais plataformas digitais deverão disponibilizar canais de comunicação direta entre os tribunais eleitorais e os eleitores brasileiros, a fim de combater disparos em massa de fake news e outras irregularidades.

Essas plataformas terão de oferecer aos usuários brasileiros, logo na abertura das timelines, recurso denominado “megafone” para que os tribunais enviem mensagens relevantes sobre os pleitos. Tudo ocorrerá sob orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Roberto de Lucena explica que o projeto pretende tornar permanente iniciativa criada em 2019 pelo TSE, com foco nas Eleições de 2020 – o Programa de Enfrentamento à Desinformação –, para combater e mitigar os efeitos negativos provocados pela divulgação de informações falsas.

“É fundamental a união de esforços entre Justiça Eleitoral e provedores de aplicação de internet para garantir que eleitores tenham acesso a notícias e informações verídicas sobre o processo eleitoral, de modo que possam exercer o seu direito de voto de forma consciente”, diz o parlamentar.


Fonte: Agência Câmara de Notícias
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A Secretária de Estado de Meio Ambiente, Sádia Castro, esteve, nesta quinta-feira (21/01), nos municípios de Bocaina e Sussuapara a fim de visitar as obras do sistema adutor das barragens Bocaina/Piaus.

“Neste primeiro momento, os engenheiros da Diretoria de Recursos Hídricos da Semar estão fazendo um levantamento de todo o material que está estocado, verificando a qualidade dos tubos, conexões, borrachas para podermos saber o que já temos e o que falta para dar seguimento ao trabalho”, explica a secretária.

Fotos: Moura Alves

Em seguida, Sádia Castro conheceu o local previsto para fazer a captação de água da barragem de Bocaina, que tem a capacidade de 54 milhões de metros cúbicos de água. Lá também estão localizadas as plataformas e as bombas que realizam o processo de bombeamento da água para a estação de tratamento, situada a 300 metros acima da barragem.

“Depois de passar por todo o processo de retirada de impurezas, a água será direcionada ao abastecimento das cidades de Bocaina, Sussuapara e, em maior quantidade, para a cidade de Picos, em um trecho chamado de ramal Bocaina”, explica Moura Neto, engenheiro civil e agrimensor da Diretoria de Recursos Hídricos da Semar.

O projeto da adutora Bocaina/Piaus consiste em duas partes. A primeira, inclui o direcionamento de água da barragem de Bocaina para abastecer as cidades de Bocaina, Sussuapara e Picos. A segunda, capta água da barragem Piaus, em São Julião, que após passar pela estação de tratamento, bombeará água para as cidades de Alagoinha do Piauí, Monsenhor Hipólito, Francisco Santos e Santo Antônio de Lisboa.

“Esses municípios são os que mais passam por períodos de estiagem. Eu nasci e me criei no semiárido, entendo a problemática da falta de água nessa região. A conclusão dessa obra é uma prioridade da gestão do Governador Wellington Dias”, enfatiza Sádia Castro. A secretária esteve ainda no reservatório de Bocaina, que tem a capacidade de 100 mil litros e será o responsável por distribuir a água para consumo humano.


Fonte: Governo do Piauí
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Registro em cartório · 21/01/2021 - 09h05 | Última atualização em 21/01/2021 - 12h17

Governador entrega títulos de posse a famílias de São Raimundo Nonato


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O sonho de aquisição da terra própria tornou-se realidade para cerca de 400 famílias do assentamento Nova Jerusalém, em São Raimundo Nonato. Nesta quarta-feira (20/01), o governador Wellington Dias fez a entrega do título de posse para as famílias e destacou a importância da regularização fundiária.

“As famílias foram contempladas com o título de posse, já registrado em cartório, com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um instrumento que permite que elas acessem programas governamentais, linhas de créditos e financiamentos. É a oportunidade de mudança de vida e isso é extraordinário”, declarou o governador.

O secretário do Estado da Fazenda e coordenador do PRO Piauí, Rafael Fonteles, declarou que o título de posse da terra está no cerne do programa. “O PRO Piauí visa o desenvolvimento econômico e social. (Com o título de terra) as famílias poderão ter acesso ao crédito e fazer parte dos programas sociais. Com isso, serão estimulados a produzir. Isso é levar dignidade às pessoas”, afirmou.

O diretor do Instituto de Terras do Piauí (Interpi), Chico Lucas, disse que, em 2020, foram entregues cinco mil títulos e a meta é chegar a 10 mil este ano, com georreferenciamento, certificação e CAR. “Com apoio do governador e do secretário Rafael Fonteles, o Interpi passou por modernização no parque tecnológico, com drones e tudo isso serviu para agilizar a regularização fundiária”, afirmou o gestor.

A secretária de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Sádia Castro, explicou que o CAR é uma exigência recente das instituições financeiras. “É um documento de identificação do imóvel rural e vai permitir mais facilidade no acesso ao crédito”, apontou.

Contemplado com o título de sua propriedade, o agricultor Benedito Leite diz que hoje é um dia importante. “Foram muitas lutas e conseguimos a vitória com este documento”, disse, agradecendo ao governador Wellington Dias pela conquista do seu direito à terra.

O agricultor Joaquim Francisco esperou doze anos para conseguir o título de terra. “Esse documento nos impulsiona a lutar ainda mais para que este lugar possa produzir ainda mais, trabalhar mais e com mais segurança. Agradecemos, primeiro a Deus, depois ao governador Wellington Dias e a todos que lutaram para que esse sonho da terra fosse concretizado”, enfatizou.

Desenvolvimento 
Em sua viagem ao Sul do estado, o chefe do executivo estadual também entregou obras de mobilidade, inaugurou um novo centro cultural e destacou outras iniciativas do governo estadual na região. “O Piauí tem um projeto sistematizado, organizado e planejado que nos permite avançar em todos os setores. Quem diria que, há alguns anos, haveria uma ligação por asfalto de São Raimundo Nonato, não somente a Caracol, mas em direção a Guaribas e Bom Jesus?”, questionou.

O gestor também lembrou que, em São Raimundo Nonato escolas estão sendo reformadas e destacou as melhorias no sistema de saúde, pois o hospital regional existente no município oferece agora o serviço de hemodiálise. “As pessoas que precisam fazer hemodiálise não precisam se deslocar para outras cidades”, comemorou.


Fonte: Governo do Piauí
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O secretário de Estado do Turismo, Flávio Nogueira Júnior, está intensificando as visitas aos atrativos turísticos piauienses. A ideia é buscar alternativas para a retomada segura do setor, que foi bastante impactado com a pandemia do novo coronavírus. O gestor está no litoral piauiense onde tem visitado obras e ações que voltadas para o setor e dialogado com representantes de vários ramos do trade.

Entre os pontos visitados, a estrada que liga as praias de Macapá e do Coqueiro. Flávio Júnior acompanhou o trabalho de remoção das dunas que possibilitará a normalidade no tráfego da região. “Buscamos aqui verificar de perto a situação e acompanhar o trabalho do Departamento Estadual de Estradas de Rodagens (DER) que já está com uma equipe realizando a intervenção. Certamente, ao retornar vou me reunir com os órgãos competentes e verificar uma solução a longo prazo para este problema”, disse.

O secretário visitou também os estabelecimentos da praia de Macapá para verificar a situação das dunas e a infraestrutura local. Também realizou a travessia da balsa entre a praia de Macapá e Barra Grande. “Fomos convidados para fazer esse trajeto e verificar toda a logística do embarque e desembarque da balsa. É uma região que tem uma beleza ímpar, mas é necessário realizar um estudo de viabilidade, por estar dentro de uma área de proteção ambiental. A princípio, já existe uma autorização da Marinha para navegação da balsa e um estudo prévio do ICMBIO sobre o trajeto. Foi solicitado que o mesmo não tivesse o desembarque na praia e não passasse pelo estuário do cavalo-marinho, além de não poder desmatar nenhuma área de mangue”, descreveu o gestor, acrescentando que tudo está sendo pensado com a utilização de áreas já existentes de embarque e desembarque.

Na região de Cajueiro da Praia, a Secretaria de Turismo tem buscado pautar assuntos importantes como o trânsito. A superintendente de Turismo, Carina Câmara, participou da reunião com o Comando de Trânsito da região para discutir o assunto. “Recebemos um grande fluxo de turistas em Barra Grande agora, não somente em altas temporadas. Na reunião, tratamos sobre a sinalização, o aumento de efetivo policial e a delimitação das rotas. Com o projeto do Terminal Turístico que já teve o contrato assinado da PPP, será diferente, o trânsito certamente ficará mais organizado. Além disso, haverá a movimentação da economia já que os turistas poderão contar com a comercialização de produtos ligados ao nosso artesanato”, frisa.

A equipe da Setur ficará no litoral até a sexta-feira (22), e ainda será realizada a visita na Orla de Atalaia, Lagoa do Portinho. Além disso, estão agendadas reuniões com investidores e também visitas a novos roteiros turísticos apresentados pela Prefeitura de Cajueiro da Praia.


Fonte: Com informações da Ascom
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O governador Wellington Dias e o diretor-geral do Instituto de Terras do Piauí (Interpi), Chico Lucas, entregam, nesta quarta-feira (20/01), os títulos definitivos de doação de terras aos pequenos agricultores do Assentamento Serra Branca/Serra Vermelha – Estadual Nova Jerusalém, no município de São Raimundo Nonato. Eles participam de evento, às 16h, na prefeitura do município, que marca o encerramento do processo de regularização fundiária da comunidade, beneficiando 39 famílias.

No ano passado,  as equipes técnicas  e gestoras do Interpi deram início ao trabalho de individualização em campo e certificação no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), dos assentamentos e lotes de Serra Branca/Serra Vermelha  (Glebas I e II), e também realizou a atualização cadastral das famílias assentadas.

Assim, o primeiro assentamento a ter o processo de regularização concluído é PE Nova Jerusalém, com 39 famílias que recebem o documento de títulos definitivos de doação de terras no evento desta quarta.

Para a solenidade, o Governo do Estado e a Prefeitura de São Raimundo Nonato recomendam que sejam respeitadas as regras de segurança sanitária e prevenção contra a disseminação da Covid-19, com o uso obrigatório de máscaras, evitar aglomeração e manutenção de distanciamento.

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Dória saiu na frente · 18/01/2021 - 11h22 | Última atualização em 18/01/2021 - 11h27

Isso aí tudo é politicagem, diz Mourão sobre disputa por início de vacinação


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Diante do silêncio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) o primeiro inquilino do Palácio do Planalto a se manifestar, nesta segunda-feira (18), sobre o início da vacinação contra a Covid-19, no domingo (17).

Mourão evitou polarizar com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que garantiu para si os holofotes ao sair na frente e vacinar a primeira brasileira em território nacional, impondo uma derrota ao governo federal na queda de braço pelo início da imunização contra o novo coronavírus.

Repórteres questionaram Mourão sobre a declaração do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, de que Doria agiu em desacordo com a lei ao vacinar a primeira pessoa no domingo.

"Ah, isso aí eu não vou entrar nesse detalhe. Isso aí tudo é politicagem. Eu não entro na politicagem. O meu caso aqui, você sabe que eu lido com as coisas de forma objetiva. Isso aí eu deixo de lado", disse Mourão.

O vice-presidente também elogiou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que, no domingo, aprovou, por unanimidade, a autorização para o uso emergencial das vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca.

Após cinco horas de reunião, os cinco diretores deram parecer favorável à liberação dos imunizantes, acompanhando a relatora Meiruze Sousa Freitas, primeira a votar.

Em seus votos, os diretores da agência defenderam critérios técnicos e científicos para as decisões referentes à Covid-19, que todos sejam vacinados e também o distanciamento social.

Indiretamente, trata-se de uma crítica ao discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que desde o início da pandemia se posicionou contra políticas de isolamento e vem defendendo que a vacina não deve ser obrigatória, além de propagandear medicamentos sem comprovação científica, como a hidroxicloroquina.

"A Anvisa fez excelente o trabalho dela. Tem aí duas vacinas aprovadas, tem vacina contratada para até o final do ano vacinar 70% da população brasileira, e, consequentemente, a gente chegaria numa situação, ao fim desse ano, com liberdade de manobra em relação a essa pandemia", afirmou Mourão.

No domingo, o diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, aliado muito próximo de Bolsonaro, foi o último diretor a votar e reforçou que a aprovação da vacina não deve significar o relaxamento de outras medidas de proteção.
Nesta segunda, Mourão foi na mesma linha.

"Faço minhas as palavras do almirante Barra Torres, ontem, quando ele disse que não é porque a pessoa tomou uma vacina hoje que amanhã pode estar na rua sem as medidas de proteção", disse Mourão.

Também divergindo da linha de atuação de Bolsonaro, o vice-presidente disse que é preciso resolver primeiro a questão sanitária e, depois, a econômica.

"Agora é seguir dentro das regras que foram estabelecidas, dos diferentes grupos, ninguém furar fila, não haver, assim, uma falta de solidariedade e, consequentemente, nós vamos resolver esse problema e o principal, que vem depois, é resolver a situação econômica do país de modo que a gente consiga retornar a uma situação melhor de emprego para nosso povo e o país entre em um ciclo de crescimento. É isso que a gente está esperando", afirmou Hamilton Mourão.

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Em meio à crise de falta de oxigênio em Manaus, Luciano Huck, 49, convocou, por meio de suas redes sociais, um panelaço na noite desta sexta (15) contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). No Twitter, ele publicou uma foto com a seguinte mensagem: "Sem oxigênio, sem vacina, sem governo. Panelaço sexta, 20h30. #BrasilSufocado."

"Vou deixar claro mais uma vez: isso [a crise no Amazonas] é consequência, sim, da irresponsabilidade, da ingerência, da descoordenação, da falta de respeito, da negação da ciência, de todos os absurdos e maluquices que a gente viu, ouviu e leu de como as autoridades brasileiras vêm tratando a crise da Covid-19 [...] O que está acontecendo hoje no Amazonas poderia, sim, ter sido evitado", afirmou o apresentador em vídeo publicado na rede social.

Desde quinta (14), ele e outras figuras públicas estão se manifestando sobre a situação na capital do Amazonas. O humorista Whindersson Nunes, 26, mobilizou diversos amigos famosos para que pudessem comprar e mandar cilindros de oxigênio aos hospitais de Manaus. Huck foi um dos que se disponibilizou a ajudar.

No entanto, na manhã desta sexta, o apresentador do Caldeirão do Huck disse, por meio de um vídeo, que está se sentindo de mãos atadas, porque há uma série de dificuldades logísticas que inviabilizam essa ação. Um dos complicadores, segundo afirmou, é que os cilindros de oxigênio não podem ser transportados em aviões comerciais. Além disso, ele disse que os cilindros carregam pouco oxigênio.

"Eu tenho uma relação muito forte com Amazonas, já gravei muito lá. Gosto do povo, das comunidades ribeirinhas, gosto dos índios, gosto das cidades potentes do Amazonas. Estou desde ontem [quinta, 14], tentando ver como a gente pode de fato ajudar. A sensação é que lá no Amazonas as pessoas estão se sentindo asfixiadas, e os pacientes estão de fato. E a gente aqui, olhando de fora e querendo ajudar, é uma situação de impotência horrível, parece que a gente está de mãos atadas", afirmou.

"Nós, pelo que eu entendi, podemos apoiar as ONGs que estão fazendo acolhimento às famílias dos pacientes. É muito difícil", completou. Huck finalizou que seguirá tentando achar formas de colaborar de forma mais efetiva com a situação em Manaus.

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Apesar da pandemia · 14/01/2021 - 17h03 | Última atualização em 14/01/2021 - 17h04

Elmano Férrer destaca a produtividade no Senado em 2020


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Apesar da pandemia do novo coronavírus, o Senado Federal fechou 2020 com um balanço positivo e com a certeza do dever cumprido. A avaliação é do senador Elmano Férrer (Progressistas/PI), vice-líder do governo na Casa. Para o parlamentar piauiense, o Senado, sob a gestão de Davi Alcolumbre, respondeu com muito trabalho às demandas impostas pela pandemia. “Ao longo de 2020, os senadores se empenharam para encontrar os melhores caminhos para o enfrentamento da crise”, avalia o parlamentar.

Conforme o parlamentar, foram mais de 300 matérias deliberadas pelo Senado, ao longo de 2020. “É o maior volume para um ano eleitoral, neste século”, informa. Elmano ressalta que, por conta da pandemia, os senadores foram obrigados a mudar a rotina de trabalho para se adequarem aos protocolos sanitários. “Desde 17 de março, não é realizada uma atividade totalmente presencial dentro da Casa. E, com as recomendações para o isolamento social, tivemos que inovar. Como resultado desta mudança, a maioria das matérias foi aprovada pelo Sistema de Deliberação Remota”, explica.

Na pauta legislativa do Senado, no ano passado, predominaram as discussões de temas relacionados a saúde, a política econômica e a assistência social, envolvendo medidas para combater as crises sanitária, econômica e social motivadas pelo novo coronavírus. “Nós tivemos a sensibilidade de aprovar, por exemplo, o auxílio emergencial, que se tornou o maior programa de distribuição de renda da História do Brasil. Um programa idealizado pelo governo Bolsonaro, que contou com nosso apoio no Senado”, comenta.

O parlamentar progressista enfatiza que o auxílio emergencial teve um impacto substancial na vida dos brasileiros, sobretudo dos mais pobres. E evidencia que quase 68 milhões de pessoas estão receberam o auxílio, que soma mais de R$ 300 bilhões, considerando todas as parcelas do benefício - cinco de R$ 600 e quatro de R$ 300. “Para o Nordeste, foram liberados R$ 88 bilhões, sendo mais de R$ 4 bilhões para os beneficiários do Piauí. Estes recursos criaram um colchão de liquidez, favorecendo toda a nossa economia”, comemora o vice-líder governista.

Segundo Elmano Férrer, em 2020 o Senado aprovou outras importantes medidas, que são fundamentais para que os brasileiros possam atravessar este momento de crise, com menos sofrimento. “Tivemos até que mexer na Constituição, com a aprovação, em maio, da chamada ‘PEC do Orçamento de Guerra’, que separou os gastos com a pandemia do Orçamento da União. Uma medida necessária, que instituiu um regime extraordinário fiscal para melhor enfrentar a calamidade pública decorrente da crise sanitária”, esclarece.

O parlamentar piauiense ressalta que, além de beneficiar pessoas físicas, as medidas aprovadas pelo Senado se estenderam às pessoas jurídicas, com ênfase para o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Pronampe, criado como um sistema de crédito emergencial para ajudar os pequenos negócios e contribuir para a preservação de empregos. “Foi por causa do Pronampe que milhares de empreendedores conseguiram fazer fluxo de caixa, honrar compromissos, pagar salários e manter o negócio funcionando, gerando riquezas para o país mesmo durante a pandemia”, observa.


Fonte: Com informações da assessoria
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Na FM Cultura · 12/01/2021 - 09h43 | Última atualização em 12/01/2021 - 09h57

Esposa de Dr Pessoa concede sua primeira entrevista e fala sobre o momento


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Esposa de Dr Pessoa, a primeira-dama de Teresina, Samara Conceição, concedeu sua primeira entrevista para um meio de comunicação, na FM Cultura, e falou sobre a emoção do momento nas redes sociais.

"Eu nunca tinha dado entrevista, então quem ouviu desconsidere os erros, o nervosismo, o telefone que tocou na hora e talvez até minha falta de postura. Mas por outro lado, fui eu em todos os momentos, nas falas, ações e coração aberto. E isso me faz sentir bem. Bora lá né, cumprir o papel de primeira-dama, mostrar pra cidade que existe função pra ela. Mostrar pra sociedade que agora sim tem uma", postou.

 

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Junto com sua equipe · 11/01/2021 - 18h20

Gessy Fonseca visita lavanderias comunitárias de Teresina


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A secretária municipal de Economia Solidária de Teresina, Gessy Fonseca, junto com sua equipe de gabinete, iniciou o ano com visitas às lavanderias comunitárias da capital para avaliar o funcionamento e estrutura dos pontos. Teresina possui oito lavanderias comunitárias localizadas nos bairros: Morro da Esperança, Planalto Ininga, Santa Isabel, Planalto Uruguai, Satélite, Três Andares, Vila Nova e São Pedro.

Nesses pontos, a comunidade tem acesso a um serviço completo, que vai desde a lavagem até a entrega das peças de cama, mesa, banho e vestuário engomados, por um custo acessível.

Os pontos coordenados pela SEMEST geram emprego e renda para cerca de 20 a 50 mulheres, cada. Com o exercício da profissão, essas mulheres provêm ou complementam o sustento de suas famílias. Durante as visitas, os coordenadores e as lavadeiras receberam a secretária Gessy Fonseca e sua equipe com demandas na parte estrutural e revitalização dos espaços, principalmente.

A secretária pontuou a organização no funcionamento e administração feita pelos coordenadores e a importância de atender no primeiro momento as demandas na estrutura dos espaços. “Têm algumas lavanderias que precisam ser reformadas, pias quebradas, teto com goteiras, capina e modernização no sistema. E, em um segundo momento, a SEMEST, vai investir na ampliação para que novas lavadeiras tenham a chance de trabalhar e ter a sua renda”, completou.

Conheça onde ficam localizadas as lavanderias comunitárias:

 

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Após uma reunião de avaliação foi realizado na última quinta-feira (7), na Comunidade Indígena Kolping de Nazaré, no município de Lagoa do São Francisco, o I Festival da Galinha Caipira, local de atuação do Programa de Geração de Emprego e Renda e do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), executados pela SAF. O Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) é responsável pela assistência técnica e acompanhamento do projeto na comunidade. A execução dos programas é parte da estratégia do Pró Piauí através do Pró Social.

Participaram das atividades do Festival a diretora do Progere II, Janaína Mendes, a consultora em povos e comunidades tradicionais do PROGERE Rosymaura Duarte, a  consultora em meio ambiente  Ethyenne Morais,  o Consultor em cadeias produtivas do PROGERE no Território dos Cocais. Erivaldo Rodrigues e a assessora jurídica Débora Amorim. O evento também teve apoio do Sindicato de Piripiri, da Associação Indígena da Comunidade Kolping, Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STTR) de Lagoa do São Francisco  e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Piripiri.

A diretora Janaína Mendes destaca que a maioria das beneficiárias diretas são mulheres, e que o Progere ll avalia como satisfatório o desenvolvimento do Programa que atinge o objetivo principal, a geração de emprego e renda dentro da comunidade. “Ficamos muito felizes com o desenvolvimento deste trabalho, essa comunidade indígena teve o projeto de quintais produtivos aprovado com ênfase na galinha caipira e, apesar de estar na segunda parcela de implantação já tem comercializado produtos junto ao PAA e no mercado local. O valor total com a vendas das galinhas chegou a R$ 35 mil reais, fora as vendas junto ao comércio local e famílias da região”. A diretora ressalta ainda que por medida de segurança a  atividade foi realizada ao ar livre e com poucas pessoas, o que não tirou o  brilho da comemoração. “Tivemos até momento para degustação e a oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura indígena, assistindo a apresentação da Dança do Toré”, pontuou Janaína.

A agricultora Rita Lopes, uma das beneficiárias do Quintal Produtivo de galinhas caipira, afirma que além do projeto ajudar na renda da agricultura familiar a produção garante a qualidade do produto comercializado. “Além disso, a gente vende não só para nossa comunidades mas para as comunidades vizinhas. Estamos numa fase que temos galinhas para abate e iniciando com novos pintinhos”. Segundo a agricultora, um dos objetivos da realização do Festival, além de dar destaque para o projeto e o incentivo à  comercialização foi uma forma de realizar a confraternização das 27 famílias, que apesar da Covid conseguiram comercializar produtos com apoio de entidades e do Governo do Estado por meio da SAF e Emater.

O presidente da comunidade de Kolping de Nazaré, cacique Henrique, entidade executora do PIP na comunidade, informa que estão em fase de terminação do primeiro lote de galinhas caipira. “Nas reuniões tivemos a ideia do festival para destacar a produção e a importância que tem a galinha caipira e quantos pratos podem ser feitos a partir da galinha. Os técnicos gostaram do projeto e assim começamos a nos organizar com o grupo para a realização do Festival, mas com todos os cuidados necessários por causa da Covid 19, como usos de máscaras, medição de temperatura e álcool gel. No total foram abatidos 72 unidades;  os sindicatos e entidades locais nos deram apoio bem como o Compra Direta, assim o evento foi sucesso, e com ótimas vendas todos saíram satisfeitos. A realização do I Festival da Galinha Caipira foi uma forma de confraternização  e de agradecimento ao governo, Banco Mundial e todos os parceiros pelo projeto na nossa comunidade.


Fonte: Com informações da Ascom
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Lideranças políticas · 08/01/2021 - 09h38 | Última atualização em 08/01/2021 - 09h50

Wellington Dias recebe lideranças de Ribeira do Piauí, Fronteiras e Coivaras


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O governador Wellington Dias recebeu, na tarde desta quinta-feira (07/01), lideranças políticas de diferentes municípios piauienses, que apresentaram requerimentos de obras conveniadas com o governo estadual. Os pedidos contemplam as áreas de saúde, educação, esporte e infraestrutura.

    Fotos: Roberta Aline

O município de Ribeira do Piauí solicitou, por meio do prefeito Antonio Neto, a implantação de uma academia de saúde, pavimentação em calçamento e asfalto para ruas e avenidas da zona urbana, uma praça pública e uma ambulância. O ex-prefeito da cidade, Arnaldo Araújo, também participou do encontro. “Nosso orçamento é baixo, pouco recurso do FPM. Contamos com a parceria do Estado para nos fortalecer e levar estas ações de grande importância para nosso município”, considerou o prefeito Antonio Neto.

O município de Fronteiras, representado pelo prefeito Eudes Ribeiro, apresentou pedidos de sinalização de trânsito para a zona urbana, equipamentos para o hospital Norberto Angelo Pereira e uma passagem molhada no povoado São Gonçalo. Também foram solicitadas intervenções dentro do PRO Educação, contemplando a reforma da Escola Agrotécnica Engenheiro João Martins do Rêgo e um ginásio poliesportivo. O governo deve apreciar ainda os pedidos de construção 15 mil m² de calçamento na sede do município de Fronteiras, além da cessão de dois prédios públicos desocupados pertencentes ao estado, para instalação de órgãos da administração municipal.

    Fotos: Roberta Aline

A cidade de Coivaras, representada pelo prefeito Marcelino Almeida, solicitou suplementação orçamentária para execução de duas passagens molhadas sobre os riachos Sanharol e Burro, na zona rural do município.

    Fotos: Roberta Aline

Os requerimentos serão encaminhados às secretarias competentes, para levantamento de disponibilidade orçamentária. Participaram da reunião os deputados federais Rejane Dias e Júlio César Lima, além dos deputados estaduais Firmino Paulo e Georgiano Neto.


Fonte: Governo do Piauí
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Fotos no Palácio da Cidade · 07/01/2021 - 09h16 | Última atualização em 07/01/2021 - 09h23

Dr Pessoa faz ensaio para a foto oficial como prefeito de Teresina


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Dr Pessoa participou nesta quarta-feira (06/01) de uma sessão de fotos para a fotografia oficial como prefeito de Teresina.

Os registros foram feitos pelo fotógrafo Rômulo Piauilino, que já é responsável pelas fotos da Prefeitura de Teresina.

As fotos foram feitos no gabinete de Dr Pessoa, no Palácio da Cidade.

 

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Pasta será desmembrada · 05/01/2021 - 15h21

Ana Paula Santana assume o comando da SDU Centro/Norte


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Ana Paula Santana assumiu o comando da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Centro/Norte na gestão de Dr Pessoa (MDB).

A ex-deputada estadual aguarda agora o desmembramento da  superintendência e ela ficará responsável pela região Centro.

A SDU Norte ficará com Roncalli Filho, que é filho do ex-deputado Roncalli Paulo.

"Hoje estive com o nosso prefeito Dr Pessoa em audiência para tratar das demandas da SDU Centro/Norte. Ao meu lado o suplente de vereador Daniel Carvalho. Seguiremos nossa missão com determinação e empenho para tentar resolver os problemas da nossa Teresina", postou Ana Paula.

 

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Necessidades da população · 04/01/2021 - 18h05

'Vamos trabalhar em grupo', diz Dr Pessoa sobre atuação da equipe


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O prefeito de Teresina, Dr Pessoa (MDB), deixou bem claro no seu primeiro dia de expediente que vai trabalhar em grupo.

Durante coletiva, esse disse que a equipe vai trabalhar com o equilíbrio necessário para atender às necessidades da população.

"Nós vamos trabalhar em grupo, vamos trabalhar junto com o secretariado, junto com o povo, junto com os funcionários, ao estilo da gente", disse.

 

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Suposta interferência na PF · 04/01/2021 - 07h54

Entenda inquéritos no STF que envolvem Bolsonaro


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Os três inquéritos têm Bolsonaro como alvo?
Não. O presidente da República figura como parte apenas na investigação sobre a suposta interferência na Polícia Federal denunciada por Moro. Os outros dois inquéritos, no entanto, já envolveram pessoas próximas e os filhos do chefe do Executivo.

Na investigação sobre atos antidemocráticos, por exemplo, a Polícia Federal colheu informações que reforçam a ligação de assessores especiais do chamado "gabinete do ódio" da Presidência com youtubers bolsonaristas suspeitos de estimular os ataques às instituições. O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente, chegaram a prestar depoimento nesse caso na condição de testemunha.

No inquérito das fake news, aliados de Bolsonaro também são investigados. Entre eles, as deputadas Bia Kicis (PSL-DF) e Carla Zambelli (PSL-SP).

Por que as apurações foram instauradas?

O então presidente do STF, Dias Toffoli, afirmou que a instauração do inquérito contra fake news era necessária "considerando a existência de notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e infrações que atingem a honorabilidade do STF, de seus membros e familiares".

Alexandre de Moraes, relator dos casos, por sua vez, argumentou que protestos com pautas como o retorno da ditadura militar "são inconstitucionais e não se confundem com a liberdade de expressão as manifestações que tenham a nítida finalidade de controlar ou mesmo aniquilar a força do pensamento crítico, indispensável ao regime democrático".

Já o então ministro Celso de Mello ressaltou a importância de apurar a veracidade das acusações de Moro e destacou que "ninguém tem legitimidade para transgredir e vilipendiar as leis e a Constituição de nosso país".

Quando as investigações foram abertas?

A mais antiga, que apura uma rede de ameaças e notícias falsas contra ministros do Supremo, foi aberta em 14 de março de 2019. Toffoli anunciou a instauração do inquérito na abertura da sessão do plenário da corte daquela data.

Praticamente um ano depois, em 19 de março de 2020, apoiadores do presidente fizeram manifestações, com a presença de Bolsonaro, pedindo o fechamento do Congresso e do STF. No dia seguinte, a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu instauração de inquérito e um dia depois Moraes autorizou o início das investigações sobre os organizadores dos atos antidemocráticos.

Já a apuração sobre a veracidade das acusações de Moro contra Bolsonaro foi abertas em 27 de abril de 2020, três dias depois de o ex-ministro pedir demissão do governo.

Quando os inquéritos serão concluídos?

No dia 16 de dezembro, Moraes prorrogou as três investigações por 90 dias. O prazo de três meses para conclusão do relatório sobre a suposta interferência do presidente na autonomia da Polícia Federal começa a contar a partir de 27 de janeiro, data prevista até então para encerramento do caso.

Em relação aos atos antidemocráticos, a extensão de 90 dias passou a contar em 25 de dezembro e para as apurações no caso das fake news a contagem se inicia em 15 de janeiro. Apesar do prazo estabelecido, nada impede Moraes de estender ainda mais a tramitação dos casos.

Por que Moraes é responsável pelos três casos?

O ministro foi sorteado relator da investigação contra organizadores de atos antidemocráticos. Já o inquérito que apura a veracidade das acusações de Moro contra Bolsonaro, Moraes herdou, por sorteio, do ministro Celso de Mello, que se aposentou em outubro e era o responsável pelo caso.

Na apuração relativa às fake news contra integrantes do Supremo, Moraes foi escolhido relator pelo então presidente da corte, ministro Dias Toffoli. A indicação foi criticada por não ter havido sorteio de relatoria, como ocorre na maioria dos processos que tramitam na corte.

Toffoli, por sua vez, citou dispositivo do regimento interno do tribunal que permite a abertura de investigações para apurar crimes cometidos dentro da instituição e estabelece que, nesse caso, é permitida a designação de juiz para conduzir a apuração, sem que haja sorteio.

Além de mirar blogs que propagam notícias fraudulentas, os inquéritos já foram usados para censurar a imprensa?

Sim. Em 15 de abril de 2019, Moraes determinou, no âmbito do inquérito das fake news, a retirada do ar de reportagem e nota da revista Crusoé e do site O Antagonista que citavam Toffoli.

O ministro estipulou multa diária de R$ 100 mil e mandou a Polícia Federal ouvir os responsáveis pela revista e pelo site em até 72 horas. Crusoé e O Antagonista recorreram. Após sofrer duras críticas, Moraes revogou a própria decisão.

Quais são os alvos do inquérito das fake news e como o grupo atua?
Os investigadores do caso dividiram os investigados em três grupos: operadores de uma rede de ataques a autoridades, possíveis financiadores das atividades e parlamentares aliados do presidente Jair Bolsonaro. No primeiro, Allan dos Santos é um dos mais influentes. Sara Winter, líder de um grupo armado de extrema direita, que foi presa no inquérito dos atos antidemocráticos, também integra esse bloco relacionado à apuração das fake news.

Quais deputados o inquérito das fake news já atingiu?

Em maio do ano passado, Moraes determinou que seis deputados federais da base de Bolsonaro prestassem depoimento à Polícia Federal. São eles: Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Silveira (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Junio Amaral (PSL-MG) e Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PSL-SP). Além disso, os deputados estaduais Douglas Garcia (PSL-SP) e Gil Diniz (PSL-SP) também tiveram de prestar depoimento à polícia.

Quem são os suspeitos de financiar a rede de ataques ao Supremo?
Moraes determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal de três suspeitos de financiar o grupo que espalha notícias falsas e ameaças aos ministros do STF. Um deles é o dono das lojas Havan, Luciano Hang, que se notabilizou como um dos principais aliados do presidente. Além dele, tiveram os sigilos quebrados Edgard Corona, dono da rede de academias SmartFit e BioRitmo e Reynaldo Bianchi Júnior, músico e humorista. Otavio Fakhoury, investidor do setor imobiliário, também foi alvo do inquérito.

Quais são os principais alvos do inquérito dos atos antidemocráticos?

A investigação da Polícia Federal e da PGR chega perto do núcleo político do presidente e atingem nomes importantes do Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro quer fundar.

O segundo vice-presidente da sigla, que ainda não foi criada oficialmente, o empresário Luís Felipe Belmonte, foi alvo de busca e apreensão e é um dos investigados. Sérgio Lima, um dos idealizadores da legenda e que se autointitula marqueteiro do partido, também foi alvo de mandado de busca e apreensão. Em março de 2020, ele esteve na comitiva de Jair Bolsonaro em viagem aos Estados Unidos.

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) e o blogueiro Allan dos Santos também são investigados e tiveram busca em suas casas por determinação de Moraes. Além deles, são investigados blogueiros que mantêm sites de apoio a Bolsonaro, como Roberto Boni e Ernane Neto.

Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos do presidente, estão envolvidos na organização dos atos?
Os parlamentares não figuram como investigados no caso e prestaram depoimento na condição de testemunha. A oitiva de Eduardo durou mais de seis horas.

Ele confirmou participação em reunião com Allan dos Santos, mas negou que tenha repassado notícias falsas ou incentivado pautas antidemocráticas. Carlos também negou estimular protestos pelo fechamento do Congresso e do Supremo e ainda refutou a ideia de uso de robôs para impulsionar informações falsas nas redes. "Jamais fui covarde ou canalha a ponto de utilizar robôs e omitir essa informação", disse.

Qual a relação entre as investigações sobre fake news e a ação em curso no TSE que pede a cassação de Bolsonaro devido ao disparo em massa de notícias falsas nas eleições de 2018?

Em junho, o então relator das ações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Og Fernandes (atualmente o relator é Luís Felipe Salomão), acolheu pedido do PT e autorizou o uso das provas obtidas no inquérito do STF nas investigações em curso na Justiça Eleitoral. Um indicativo de que os casos podem ter conexão se deve ao fato de Moraes ter determinado a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Luciano Hang desde junho de 2018, ou seja, ainda no período eleitoral.

O Palácio do Planalto teme que o compartilhamento de provas fortaleça a representação eleitoral que apura um esquema financiado por empresários durante o pleito de 2018, via caixa dois, para disseminação em massa de notícias falsas em favor de Bolsonaro e contra seus adversários. Cabe a Moraes autorizar o TSE a usar as provas obtidas em apuração no âmbito do STF. Em junho, o ministro sinalizou favoravelmente, mas afirmou que era necessário aguardar a perícia nas provas para uma decisão definitiva, o que ainda não ocorreu.

Os três inquéritos têm alguma relação entre si?

Apesar de terem sido abertos por motivos distintos, os inquéritos das fake news e o dos atos antidemocráticos têm alvos em comum e as investigações podem se cruzar. O blogueiro Allan dos Santos, o empresário Otávio Fakhoury e o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) são três exemplos de pessoas investigadas em ambas as apurações. Já o inquérito que apura as acusações contra Bolsonaro não tem, até o momento, nenhum cruzamento com as duas outras investigações.

Quais podem ser as consequências das investigações?

Caberá à PGR analisar os fatos e apresentar ou não denúncia contra os investigados para que respondam pelos possíveis crimes cometidos. No caso do inquérito das fake news, que não teve início a pedido da PGR, em muitos casos a Procuradoria tem enviado a instâncias inferiores elementos que incriminem investigados sem foro especial.

O inquérito sobre as acusações de Moro podem levar ao impeachment de Bolsonaro?

Caso a PGR decida denunciar o presidente, o Legislativo deverá autorizar a abertura do processo, com voto favorável de dois terços da Câmara dos Deputados, para que as investigações prossigam. O STF, então, decidirá se recebe a denúncia e, se abrir o processo, o presidente é afastado enquanto durar o julgamento, por até 180 dias.

Se a Câmara não autorizar, as investigações são retomadas em primeira instância após o presidente deixar o cargo.

Qual estágio do inquérito?

As investigações estão paralisadas devido ao impasse em relação ao modelo de depoimento que deverá ser prestado por Bolsonaro.

Celso de Mello mandou o presidente ser ouvido presencialmente, mas tirou licença médica na ocasião e, nesse ínterim, Marco Aurélio acolheu em parte o recurso do presidente e mandou para o plenário o pedido do chefe do Executivo para depor por escrito. O atual presidente do STF, Luiz Fux, marcou para 24 de fevereiro o julgamento do caso.

Quais crimes são investigados?

No pedido de abertura do inquérito, Aras, aponta a eventual ocorrência de seis delitos: falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça e corrupção passiva privilegiada.

O que Moro disse à Polícia Federal em depoimento?

O ex-ministro detalhou a pressão exercida por Bolsonaro para ter ingerência sobre a PF, que fica na alçada do Ministério da Justiça, então comandado por Moro. Em uma mensagem de WhastApp, o presidente falou ao então auxiliar: "Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro".

Qual a relação desse episódio com a indicação do delegado Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal, que foi suspensa pelo Supremo?

Moro afirmou que a intenção de Bolsonaro era indicar Ramagem para comandar a corporação no lugar de Maurício Valeixo, que era homem de confiança de Moro.

Dias depois, o presidente confirmou a declaração do ex-ministro ao nomear o delegado para chefiar a corporação. Moraes, porém, foi sorteado relator de uma ação do PDT e julgou procedente o pedido que buscava o veto à posse de Ramagem com base no princípio da moralidade e da impessoalidade da administração pública.

O que dizem os investigados?

Hang, da Havan, negou que tenha produzido notícias falsas sobre ministro do STF. Allan dos Santos escreveu, em maio, em uma rede social que "quem não deve não teme". O empresário Otávio Fakhoury negou ter participado de atos ilícitos.

Corona, da rede Smart Fit, fisse que não financiou a fabricação nem a divulgação de fake news. Os deputados do PSL atacaram as ações do STF. Daniel Silveira, por exemplo, publicou: "E ainda dizem que a independência e harmonia entre os poderes permanecem... Você acredita?".

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GUSTAVO URIBE E DANIELLE BRANT
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

Na tentativa de reverter a imagem negativa do país, o governo federal avalia a concessão de incentivos fiscais para o setor da bioeconomia, modelo econômico que transforma recursos naturais em produtos de maior valor agregado seguindo regras consideradas corretas do ponto de vista ambiental.

Os ministros Paulo Guedes (Economia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente) decidiram criar um grupo de estudo para discutir medidas que impulsionem o segmento no país. Segundo assessores do governo, uma das iniciativas que serão tratadas é a criação de uma zona franca no Pará, que ofereça isenções fiscais para a instalação de empresas de bioeconomia, uma espécie de zona franca "verde".

A ideia é criar no país um polo de atração mundial de empresas de biotecnologia, sobretudo dos ramos cosmético, farmacêutico e alimentício, e de pesquisadores de universidades estrangeiras que desenvolvam trabalhos no segmento.

Com isso, o governo busca criar iniciativas de estímulo ao desenvolvimento sustentável que sejam apresentadas como vitrines do investimento do país na preservação ambiental. Neste ano, a expectativa é que o Brasil seja cobrado por resultados em pelo menos dois eventos mundiais: no Fórum Econômico Mundial, realizado em maio, em Singapura, e na COP-26, em novembro, no Reino Unido.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) escalou para representar o país nos dois eventos internacionais Guedes e Salles, respectivamente. O objetivo é para que, ao apresentarem medidas de responsabilidade ambiental, consigam reduzir as críticas sobre os índices recentes de desmatamento, voltando a atrair investimentos externos.

O estímulo à bioeconomia na floresta amazônica é defendido por ambientalistas e climatologistas como uma alternativa para substituir atividades de alto impacto ambiental, como o agronegócio e a mineração, por iniciativas de baixo impacto.
No início de 2020, o presidente disse que estudava a criação de uma zona franca em Marajó (PA). Segundo Bolsonaro, a ideia seria conceder uma série de isenções de impostos federais para a comercialização de produtos. A iniciativa foi uma sugestão do governador Hélder Barbalho (MDB).

Em setembro, o superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Algacir Polsin, anunciou que o CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia) será transformado em uma fundação pública de direito privado. A mudança jurídica permitirá que a instituição receba investimentos privados.

Para o deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, o incentivo fiscal não é a melhor alternativa e hoje ele é utilizado até com prejuízos para o ambiente.

"O governo está dando incentivo para a indústria madeireira. Aí não dá. O governo está financiando a compra de equipamento agrícola que está sendo usado para desmatamento. Isso também é incentivo", afirmou.

Na avaliação do deputado, a Amazônia exige um conjunto de ferramentas. Países vizinhos, por exemplo, adotaram o pagamento por serviços ambientais em áreas privadas, semelhante a projeto enviado à sanção em 21 de dezembro. Em áreas públicas, o governo dá uma destinação para esses terrenos, criando parques, reservas ou fazendo concessão florestal.

"Eu pago alguma coisa ou dou algum benefício, que pode ser fiscal, para o cara manter a floresta em pé", explicou Agostinho.

Especialistas também criticam a ideia de conceder incentivo fiscal, como já ocorre na Zona Franca de Manaus. Na avaliação da consultora econômica Zeina Latif, nenhum incentivo tributário deveria ser feito. "E, se for fazer qualquer tipo de ajuste, que seja via Zona Franca de Manaus, no sentido de mudar o desenho do programa", afirmou.

Latif defende parcerias com empresas privadas, a revisão de marcos regulatórios para dar segurança ao investidor e focar no ensino superior.

"A gente percebe as universidades, principalmente as públicas, diferente no mundo lá fora, em que a gente vê tantas parcerias, você vê Oxford, AstraZeneca, você tem parceria universidade e setor privado. Isso é uma coisa que a gente não tem no Brasil", disse.

Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, afirmou que seria aceitável criar uma zona franca no Pará desde que o governo trocasse os benefícios da Zona Franca de Manaus por benefícios de incentivo à bioeconomia.

"Então seria alguma coisa do tipo 'industrializar não deu certo'. Você não conseguiu fazer em Manaus um polo industrial autônomo, que viva sem subsídio", disse.
"Vamos acabar com isso e vamos mudar para uma outra coisa que seja a vocação do local. Mas não parece que é isso. Parece que vão criar uma coisa nova ao lado de uma coisa antiga que não funciona", acrescentou.

No primeiro ano do atual governo, as emissões de gases estufa do Brasil aumentaram 9,6%. Para reverter o quadro atual, o Meio Ambiente anunciou meta de neutralidade nas emissões de gases do efeito estufa até 2060. O principal motor do aumento foi o desmatamento, que cresce acentuadamente e sem sinal de interrupção.

A destruição da floresta amazônica aumentou cerca de 9,5% de agosto de 2019 a julho de 2020 em comparação com o mesmo período de 2018 a 2019. No total, foram derrubados 11.088 km² de floresta nesse intervalo de tempo, apesar da presença na região do Exército.

A ausência de resultados aumentou a pressão sobre o vice-presidente Hamilton Mourão, que coordena o Conselho da Amazônia. Em conversas privadas, o general da reserva tem cobrado maior empenho da equipe ministerial em políticas de preservação.

Para evitar a piora da imagem do país, o presidente pediu recentemente a integrantes de sua equipe que, em 2021, moderem o discurso e evitem o embate direto com nações estrangeiras que criticam o Brasil por causa de sua política ambiental.

Bolsonaro ainda autorizou integrantes de seu governo a aceitar doações de nações europeias, desde que não ameacem a soberania do Brasil sobre a floresta amazônica. Em 2019, o Brasil bloqueou repasses de países como Noruega e Alemanha ao bilionário Fundo Amazônia. A ordem agora, ao baixar o tom, é tentar retomar a contribuição, incluindo novas nações europeias, como o Reino Unido.

Para a COP-26, o Brasil pretende adotar como discurso principal a defesa da regulamentação de trecho do Acordo de Paris que viabiliza o mercado de carbono.

A expectativa do governo brasileiro é que a iniciativa possa render anualmente ao país pelo menos US$ 10 bilhões (mais de R$ 50 bilhões pela cotação atual).

O mecanismo estimula países ricos a investir em políticas de desenvolvimento sustentável de nações em desenvolvimento como forma de mitigar emissões de gases de efeito estufa.

Para investidores europeus, no entanto, medidas paliativas não são suficientes para recuperar a credibilidade do Brasil na área ambiental. Para restaurar a imagem, o país deverá dar uma sinalização concreta de redução do desmatamento, o que não foi feito até agora.

Em dezembro, o Brasil acabou de fora de evento preparatório promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas.

Os organizadores do encontro chegaram a enviar ao governo brasileiro um roteiro para que Bolsonaro gravasse um vídeo que seria exibido no encontro. A orientação era para que o discurso fosse focado nos esforços de redução da emissão de gás carbônico, pauta principal do encontro, com o anúncio de uma meta.

Segundo relatos feitos à reportagem, na gravação enviada, Bolsonaro chegou a tratar de forma pontual sobre o tema, mas ocupou a maior parte do tempo discorrendo sobre a preservação da floresta amazônica e a implementação do Código Florestal.

O conteúdo não foi usado pela organização do evento por, na avaliação dela, ter sido feito fora do parâmetro solicitado.

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ITALO NOGUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), assumiu o cargo nesta quinta-feira (1º) prometendo não se queixar ao longo do mandato do que chamou de "herança perversa" deixada por seu antecessor, Marcelo Crivella (Republicanos).

Em discurso, o prefeito mencionou o pacote de medidas fiscais reunidos em 44 decretos publicados nesta quinta no Diário Oficial municipal.

"Não ficaremos olhando para trás e reclamando de herança maldita. Queremos avançar e enfrentar os problemas, e não perder o rumo com eles. [...] Nunca na história do Rio de Janeiro um prefeito recebeu uma herança tão perversa", disse Paes, em cerimônia na Câmara Municipal.

Entre as ações elencadas estão a redução de 30% de cargos comissionados e cortes de 30% em contratos vigentes, além de auditoria e suspensão de pagamentos de restos a pagar.

A fala de Paes foi uma referência às críticas de Crivella ao longo de todo mandato, inclusive na campanha eleitoral, na qual atribuiu as falhas de sua gestão a dívidas geradas pelas obras da Olimpíada de 2016.

Eleito com 64,07% dos votos válidos, o prefeito voltou a dizer que tem "a perfeita noção" de que muitos eleitores que optaram por sua candidatura discordam de suas propostas, mas o escolheram para evitar a reeleição de Crivella.

"Isso mostra que é possível estabelecer consenso mínimos quando o interesse da sociedade é colocado em risco. A força do contraditório tem que ser interpretada como algo positivo, e que somará em nossos acertos e evitará erros", disse o prefeito.

Paes governou a cidade entre 2009 e 2016 e assume seu terceiro mandato, igualando a marca do ex-prefeito César Maia (DEM), atualmente vereador, com quem iniciou a carreira política.

Ele afirmou que pretende realizar um "governo disruptivo e transformador", e apresentou sua nova gestão como antirracista.

"Essa chaga brasileira tem que ser superada de uma vez por todas, e queremos ser exemplos disso. Montamos um time de secretários jovens e com caras novas", disse o prefeito.

Alvo de três ações penais, duas delas sob acusação de corrupção, Paes afirmou que o combate à prática de desvios de recursos públicos é uma de suas prioridades. Um dos decretos que publicou nesta quinta tem como foco a identificação de irregularidades cometidas por agentes públicos.

Ex-aliado de Sérgio Cabral, o prefeito é visto como uma espécie de sobrevivente político do antigo MDB-RJ, cujas principais lideranças foram presas. Ele assume o cargo numa situação jurídica mais complicada do que tinha antes.

Em 2020, Paes se tornou réu em três ações penais. Duas delas correm na Justiça Eleitoral sob acusação de caixa dois nas eleições de 2008 e 2012 recebidos da Odebrecht. Num desses processos, ele também foi denunciado por corrupção, por supostamente ter favorecido a empreiteira ao longo de seu segundo mandato.

Ele também responde a acusação por corrupção na Justiça Federal em ação penal sobre o suposto benefício à Queiroz Galvão na obra do Complexo Esportivo

de Deodoro para a Olimpíada.

Ele nega todas as acusações.

O dia da posse não terá cerimônia de transmissão do cargo, como ocorreu em 2017, de Paes para Crivella. O ex-prefeito foi preso e afastado do cargo a nove dias do fim do mandato. A detenção foi revertida pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas ele foi mantido fora do Palácio da Cidade.

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O mandato será de quatro anos · 01/01/2021 - 09h13 | Última atualização em 01/01/2021 - 10h33

Prefeitos eleitos tomam posse em 5.472 municípios; 96 ficam pendentes


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Os novos prefeitos de 5.472 municípios brasileiros tomam posse nesta sexta-feira (1º) para um mandato de quatros anos, após terem sido eleitos com a maioria dos votos válidos nas eleições de novembro.

Em 96 municípios, contudo, os prefeitos eleitos ainda não tiveram seu registro de candidatura deferido e seguem impedidos de tomar posse, segundo os dados mais atualizados disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesses locais, o presidente da Câmara Legislativa deverá assumir a prefeitura interinamente. Há casos em que o TSE já negou o registro do candidato eleito e determinou nova eleição. A previsão é que os novos pleitos ocorrem somente a partir de março, e nenhuma data de votação foi marcada até o momento.

Em outras situações, o prefeito eleito possui recurso pendente no TSE e é possível que ainda consiga tomar posse em algum momento do ano que vem. Entre estes, há ainda aqueles cujo destino depende de uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da Lei da Ficha Limpa.

Em ao menos quatro cidades - Angélica (MS), Bom Jesus de Goiás, Pinhalzinho (SP) e Pesqueira (PE) – os prefeitos eleitos tiveram seus recursos eleitorais paralisados devido a uma liminar (decisão provisória) do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que reduziu o alcance da Lei da Ficha Limpa.

A controvérsia gira em torno de saber quando começa a contar os oito anos de inelegibilidade  previstos na Lei da Ficha Limpa, se a partir da condenação em órgão colegiado (segunda instância ou tribunal superior, por exemplo) ou a partir do fim do cumprimento da pena.

Isso porque Marques suspendeu monocraticamente (de modo individual), a expressão “após o cumprimento da pena” do artigo da Lei da Ficha Limpa que trata da contagem do prazo de oito anos de inelegibilidade em caso de condenação por órgão colegiado (segunda instância, por exemplo). A decisão, na prática, reduz o alcance da punição.

O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, decidiu paralisar os processos dos prefeitos eleitos que apresentaram recurso com base na decisão de Marques. Nesses casos, a definição se eles tomarão posse ou não só será alcançada após o plenário do Supremo pacificar a controvérsia sobre a Ficha Limpa.

Empossados

Em decorrência de medidas de distanciamento contra a disseminação de covid-19, a posse de muitos candidatos deverá ser por meio de videoconferência. A medida foi autorizada, por exemplo, pelo legislativo de Goiânia, cidade em que o prefeito eleito, Maguito Vilela (MDB), encontra-se há meses internado com a doença na UTI do hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Há casos ainda de prefeitos eleitos que morreram vitimados pela doença antes de tomarem posse. Foi o que aconteceu com Izalda Maria Barros Bocaccio, que faleceu em 3 de dezembro, aos 72 anos, por complicações da covid-19. Ela havia sido eleita para assumir o executivo de Santo Antônio das Missões (RS). Com o falecimento, toma posse o vice, Betinho (PP).

É o que vai acontecer também em Tapiraí (SP), onde o vice Vanderlei Cassiano de Resende (Avante) toma posse depois que o prefeito eleito, Ronaldo Cardoso (DEM), morreu em um acidente de carro em 18 de dezembro, um dia após ter sido diplomado pela Justiça Eleitoral.

Já em Muriaé (MG), o prefeito mais velho a ser eleito no Brasil, o empresário José Braz (PP), de 95 anos, toma posse nesta sexta-feira (31) “com muita saúde”, conforme ele próprio declarou a jornalistas após vencer a eleição com 42,8% dos votos válidos.

Outro que assume o cargo sem nenhum problema aparente de saúde é o prefeito eleito de Conchas (SP), Julio Tomazela Neto (PSDB), que com 21 anos e uma margem de apenas sete votos se tornou o prefeito mais jovem a ser eleito.

Nas capitais, o mais jovem a tomar posse nesta sexta é João Campos (PSB), que assume a prefeitura do Recife com apenas 27 anos, enquanto Dr. Pessoa (MDB), empossado em Teresina, é o mais velho, com 74 anos.


Fonte: Agência Brasil
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Comando da Câmara · 31/12/2020 - 17h10

Candidaturas para Câmara e Senado começam a se definir


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Várias pautas ficaram pendentes no Congresso, mas o assunto principal entre parlamentares neste fim de ano são as eleições para o comando da Câmara e do Senado. As movimentações começaram depois de um impasse jurídico, que resultou na decisão do Supremo Tribunal Federal de impedir a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) nas presidências das duas Casas, respectivamente.

Na Câmara, Maia decidiu escolher Baleia Rossi (MDB-SP) como seu sucessor. O objetivo de Maia e Rossi é construir o discurso de uma candidatura que garanta uma Câmara independente do governo federal, com pautas que vão além dos interesses do presidente Jair Bolsonaro.

Maia conseguiu, até agora, o apoio formal de 11 partidos: PT, DEM, PDT, PSB, MDB, Cidadania, Rede, PV, PCdoB, PSDB e PSL. Esses partidos representam 269 deputados. A candidatura de Rossi, com apoio de Maia, é vista na Câmara como uma oposição ao governo federal.

Já o candidato apoiado pelo governo é Arthur Lira (PP-AL). Lira tem, até agora, o apoio de PL, PSD, Solidariedade, Patriota, Avante, Pros e PSC.

Lira defende uma “socialização” das pautas e dar voz a todos os deputados. O PP é um partido do chamado “centrão” e Lira é um dos expoentes desse bloco. Como o apoio formal do partido não garante que todos os seus deputados sigam a mesma orientação, Lira busca o voto de deputados de partidos que apoiam Rossi. Até deputados de oposição estão sendo procurados pelo candidato do PP.

Existem outras candidaturas de menor expressão, como do deputado Capitão Augusto (PL-SP). Outros nomes podem ser oficializados até fevereiro. Talvez não sejam tão fortes a ponto de vencer a eleição, mas podem roubar votos importantes de Lira e Rossi.

Senado

No Senado, o cenário é ainda mais incerto. O único nome que surgiu como provável candidato é Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Pacheco deve ser a escolha de Alcolumbre após o STF inviabilizar sua candidatura, mas o atual presidente do Senado ainda não anunciou oficialmente o apoio a nenhum candidato.

Um dos fiéis da balança, por enquanto, é o MDB. O partido é dono da maior bancada da Casa, com 13 senadores, e pretende lançar um candidato, mas fará internamente uma prévia antes de decidir quem disputará a cadeira de presidente do Senado – e do Congresso. A ideia do partido é não chegar “rachado” no dia da votação, como ocorreu na última eleição para a presidência da Casa. Por isso, a intenção do partido é apoiar integralmente o candidato que sair dessa “prévia”.

Entre os nomes mais cotados estão o de Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso; Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a comissão mais importante da Casa; e Eduardo Braga (MDB-AM), líder do partido no Senado. O MDB só definirá o nome do candidato na segunda quinzena de janeiro. Na última eleição, de 2019, Tebet já havia se colocado como candidata, mas recuou para apoiar Alcolumbre.

Existem outros partidos cujos movimentos são importantes. Um deles é o Podemos, dono da terceira maior bancada do Senado, com dez parlamentares. O partido divulgou nota em meados de dezembro afirmando “unidade” na disputa à presidência. Ou seja, o partido ainda não sabe se lançará seu próprio candidato ou apoiará alguém, mas seja qual for a decisão, os seus senadores estarão unidos.

O PSD tem a segunda maior bancada do Senado, com 11 parlamentares, e também não decidiu o que fará. Mas, a exemplo do Podemos, deverão se manter unidos. De acordo com o assessor de um senador do partido, o candidato escolhido para ter o apoio do PSD terá os 11 votos.

As eleições, tanto para presidente da Câmara quanto do Senado, ocorrem dia 1º de fevereiro, data em que os parlamentares retornam do recesso de final de ano.


Fonte: Agência Brasil
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Criticou decisão na Argentina · 31/12/2020 - 05h19 | Última atualização em 31/12/2020 - 06h50

Bolsonaro diz que aborto jamais será aprovado no Brasil


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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou nesta quarta-feira (30) a decisão do Senado da Argentina que deu direito à mulher de decidir sobre o aborto.

"Lamento profundamente pelas vidas das crianças argentinas, agora sujeitas a serem ceifadas no ventre de suas mães com anuência do Estado" publicou nas redes sociais. Bolsonaro ainda disse que, no que depender do seu governo, o aborto jamais será aprovado no Brasil.

    Reprodução / Facebook

Mais cedo nesta quarta, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, também se manifestou contra a decisão. Sem citar a Argentina, o ministro das Relações Exteriores afirmou que "o Brasil permanecerá na vanguarda do direito à vida e na defesa dos indefesos, não importa quantos países legalizem a barbárie do aborto indiscriminado, disfarçado de 'saúde reprodutiva' ou 'direitos sociais'".

A postagem foi acompanhada de uma reprodução de notícia veiculada pelo jornal El País Brasil.

Após uma sessão que durou 12 horas, o Senado da Argentina aprovou, na madrugada desta quarta-feira (30), o direito de a mulher optar pelo aborto até a 14ª semana de gestação. A decisão histórica teve 38 votos a favor e 29 contra, além de 1 abstenção.

Até então, o procedimento era permitido em caso de estupro ou risco de morte da mãe. Agora, a Argentina se torna o primeiro país grande da América Latina a legalizar a interrupção da gravidez. Na região, a prática já era autorizada em Cuba, Guiana, Guiana Francesa, Uruguai, Porto Rico, na Cidade do México e no estado de Oaxaca -no México, esse tipo de legislação é decidido em nível regional.

Há dois anos, durante a gestão de Mauricio Macri, um presidente de centro-direita, projeto de lei semelhante foi derrotado no Senado por uma diferença de apenas sete votos. Agora, além de ter sido vitoriosa, a proposta era uma promessa de campanha do atual líder do país, Alberto Fernández, que certamente vai chancelar a decisão do Congresso.

A relação entre o Brasil sob Jair Bolsonaro e a Argentina com Fernández é marcada por rusgas e silêncio.

O presidente brasileiro fez campanha para Macri no pleito do ano passado e, depois da vitória do peronista, afirmou que não cumprimentaria o argentino.

Também fez críticas ao "retorno do kirchnerismo" ao país vizinho, o que identificou como uma guinada de rumo da Argentina "em direção à Venezuela".

Logo após Fernández ser confirmado como presidente, Ernesto afirmou que "as forças do mal estão celebrando" e que "as forças da democracia estão lamentando pela Argentina, pelo Mercosul e por toda a América do Sul". Em uma série de posts em uma rede social, o chanceler escreveu ainda que a eleição do peronista traria "fechamento comercial, modelo econômico retrógrado e apoio às ditaduras".

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, foi ainda mais explícito em postagens nas redes sociais nas quais criticou o governo argentino. Em setembro, afirmou que o que estava acontecendo na Argentina devido à longa quarentena imposta por Fernández era uma "calamidade" e que o país tinha sido "destruído por seu governo socialista em poucos meses".

Recentemente, porém, houve uma aproximação entre os países, desde que o embaixador Daniel Scioli se instalou em Brasília. O argentino e Eduardo estiveram juntos em um jantar com outros diplomatas. À Folha ele afirmou que a conversa com o deputado brasileiro foi "informal e relaxada" e que a Argentina queria "colocar o foco nas coincidências e na agenda positiva com o Brasil".

No final de novembro, os presidentes fizeram a primeira reunião bilateral em quase um ano, na qual Bolsonaro iniciou a conversa com condolências pela morte de Diego Armando Maradona.
O encontro, que teve como pano de fundo a celebração do Dia da Amizade Argentino-Brasileira, foi realizado por videoconferência e durou cerca de 40 minutos.

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Desde o início da disseminação do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem falado e agido em confronto com as medidas de proteção, em especial a política de isolamento da população.

O presidente já usou as palavras histeria e fantasia para classificar a reação da população e da mídia à doença .

Além dos discursos, o presidente assinou decretos para driblar decisões estaduais e municipais, manteve contato com pessoas na rua e vetou o uso obrigatório de máscaras em escolas, igrejas e presídios –medida que acabou derrubada pelo Congresso.

Mais recentemente, entrou em uma "guerra da vacina" com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Em outubro, desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que havia anunciado acordo com o estado de São Paulo para a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo paulista.

Ao responder ao comentário de um internauta que pediu que a vacina não fosse comprada porque ele tem 17 anos e disse querer ter "um futuro, mas sem interferência da ditadura chinesa", Bolsonaro negou a compra.

"NÃO SERÁ COMPRADA", escreveu em letras maiúsculas.
Agora, no entanto, a vacina é apontada como peça fundamental no programa de imunização brasileiro.

Protestos de março
Contradizendo o que ele mesmo havia falado em pronunciamento, Bolsonaro participou de protestos pró-governo no dia 15 de março, quando o Brasil tinha 200 casos confirmados de pessoas com Covid-19 e 1.917 suspeitos.

Naquele dia, o presidente primeiro incentivou os protestos com postagens em suas redes sociais. Depois, sem máscara, participou das manifestações em Brasília, tocando simpatizantes e manuseando o celular de alguns apoiadores para fazer selfies. "Isso não tem preço", disse, durante transmissão ao vivo.

Pronunciamento
Em pronunciamento do dia 24 de março, Bolsonaro atacou governadores, culpou a imprensa pelo agravamento da crise de saúde e criticou o fechamento de escolas.

"O que se passa no mundo mostra que o grupo de risco é de pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas?", questionou o presidente. "Raros são os casos fatais, de pessoas sãs, com menos de 40 anos de idade."
Bolsonaro concluiu dizendo que, se ele fosse infectado, por seu "histórico de atleta", não deveria temer a doença.

Atividades religiosas
No dia 26 de março, Bolsonaro atualizou decreto que lista atividades essenciais que não podem ser interrompidas durante os esforços de combate ao novo coronavírus. Ele acrescentou atividades religiosas e casas lotéricas.
"Muita gente, para dar satisfação ao seu eleitorado, toma providências absurdas.

Fechando shopping, tem gente que quer fechar igreja, [que] é o último refúgio das pessoas", afirmou o presidente.

Um dia depois da atualização, a Justiça Federal suspendeu a validade do decreto e proibiu o governo de adotar medidas contrárias ao isolamento social.

'Isolamento vertical'
Bolsonaro defendeu o que chama de "isolamento vertical", que consistiria em isolar apenas aqueles que estiverem em grupos de risco, como idosos e portadores de doenças como hipertensão e diabetes sem controle.

Em reuniões com secretários, porém, os presentes relataram que a medida foi apresentada como um princípio e que nenhum estudo técnico embasou a proposta.

Campanha oficial
Um vídeo de divulgação institucional da Presidência da República resumiu e comunicou oficialmente as propostas do governo para a pandemia. O compartilhamento da peça ficou por conta do filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e logo tomou as redes bolsonaristas.

O vídeo, divulgado no dia 27 de março, mostrava categorias como a dos autônomos e mesmo a dos profissionais da saúde como desejosas de voltar ao regime normal de trabalho.

"O Brasil não pode parar", encerrava cada trecho do vídeo, inclusive para os "brasileiros contaminados pelo coronavírus".

No dia 28 de março, a Justiça Federal no Rio de Janeiro impediu a divulgação da campanha por rádio, TV, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital.

Tuíte da carreata
No mesmo dia em que Flávio Bolsonaro divulgou a peça de campanha #BrasilNaoPodeParar, do Palácio do Planalto, o próprio presidente postou em sua conta em rede social o vídeo de uma carreata realizada em Balneário Camboriú (SC). A manifestação pedia a volta do comércio e era contrária ao isolamento social recomendado pela OMS e pela maioria dos governos que lidam com a pandemia.

Saidinha pelas ruas
Em 29 de março, o presidente saiu pelas ruas de Brasília defendendo a volta da população ao trabalho.

O giro ocorreu um dia depois de o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmar que o chamado "isolamento vertical" (restrito a grupos de risco) estava descartado como forma de enfrentar o vírus. Em 9 de abril, Bolsonaro voltou a circular, dessa vez para ir a uma padaria. No dia seguinte, visitou o Hospital das Forças Armadas, e foi a uma farmácia no Sudoeste, em Brasília.

Decreto
Em 30 de março, Bolsonaro disse que estava pensando em editar um decreto para a população poder trabalhar.

A fala ocorreu após semana em que oscilaram embates e aparentes entendimentos em reuniões com governadores. Aliados afirmaram que Bolsonaro ficou irritado por ter saído da conversa como se tivesse sido domado pelos ministros.

No dia 2 de abril, Bolsonaro voltou a dizer que poderia tomar a decisão em uma canetada. "Se tiver que chegar a esse momento [de determinar a volta], eu vou assinar essa medida provisória (...)". Em 15 de abril, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade que estados e municípios têm autonomia para determinar o isolamento social em meio à pandemia.

Também em abril, antes da decisão do Supremo, a AGU (Advocacia-Geral da União) divulgou nota afirmando que, diante das medidas restritivas "de direitos fundamentais" adotadas pelas outras esferas de governo, pretendia ajuizar ações contra elas para "garantir a ordem democrática e a uniformidade das medidas de prevenção à Covid-19".

Aglomeração e obra atrasada
Em 11 de abril, ao visitar obra de um hospital de campanha em Águas Lindas de Goiás (GO), Bolsonaro voltou a provocar aglomerações, o que se repetiria ao longo do ano. O espaço foi inaugurado em 5 de junho, após sofrer com a burocracia imposta pelo próprio governo federal.

Assim que desceu do helicóptero, o presidente subiu em um barranco e foi até um grupo próximo a um cordão de isolamento. Em seguida, aproximou-se do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e brincou com o político, que estendeu um pote de álcool em gel ao presidente.

Depois da visita, à qual a imprensa não teve acesso, Bolsonaro foi até outros focos de aglomeração e retirou a máscara enquanto cumprimentava os simpatizantes.

Guerra política
No início de maio, o presidente conclamou um grupo de empresários de peso a pressionar governadores pela reabertura do comércio. Ele disse que "é guerra" e que o setor empresarial precisa "jogar pesado" com os chefes de governo nos estados.

Contrário ao isolamento, Bolsonaro criticava, principamente, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o hoje governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC). O presidente se queixou, em diversas ocasiões, de que os governadores ignoravam um decreto presidencial que ampliou o número de atividades consideradas essenciais. Para Bolsonaro, tratava-se de um ato de "desobediência civil".

Em outro momento de fortes ataques aos chefes de Executivo nos estados, o presidente afirmou que, ao que parece, existe no Brasil uma "questão política", com o objetivo de "quebrar a economia para atingir o governo".

Dados maquiados
No dia 6 de junho, o governo restringiu a divulgação de dados sobre o impacto do novo coronavírus no país. O portal do Ministério da Saúde com as informações consolidadas havia saído do ar na noite anterior e retornou mostrando somente os números registrados no último dia.

Na segunda-feira (8) seguinte, a pasta recuou e anunciou que manteria disponíveis os números acumulados de mortes e de casos confirmados de Covid-19. No entanto, a Saúde confirmou que promoveria uma mudança na divulgação, dando destaque para os dados efetivamente registrados nas últimas 24 horas.

A pasta informou que adotaria um modelo de divulgação com dados com base na data de ocorrência dos óbitos –e não pela data de notificação, como vinha acontecendo desde o início da pandemia. Esse último formato é usado por praticamente todos os países.

Com o método, os números de mortes ficam menos impactantes. Isso porque o compilado dos óbitos pela data da notificação considerava não apenas os casos das últimas 24 horas, mas também as mortes anteriores, mas que ainda aguardavam a confirmação da infecção pelo novo coronavírus.

Em resposta à decisão do governo de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19, os veículos O Estado de S. Paulo, Extra, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e UOL decidiram formar uma parceria e trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

Invasão a hospitais
Em 11 de junho, Bolsonaro pediu aos seus seguidores nas redes sociais que filmassem o interior de hospitais públicos e de campanha para averiguar se os leitos de emergência estavam livres ou ocupados.

Em live nas redes sociais, o presidente defendeu que, caso as imagens demonstrassem alguma anormalidade, fossem enviadas ao governo federal, que as repassaria para a Polícia Federal ou para a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para que fossem investigadas. A entrada em unidades de saúde sem autorização não é permitida.

"[Se] Tem hospital de campanha perto de você, hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente está fazendo isso e mais gente tem que fazer para mostrar se os leitos estão ocupados ou não. Se os gastos são compatíveis ou não. Isso nos ajuda", disse o presidente.

No dia seguinte, o ministro Gilmar Mendes, do STF, disse, no Twitter, que estimular a invasão de hospitais é crime e afirmou que o Ministério Público deveria atuar contra quem defende essa prática.

"Invadir hospitais é crime –estimular também. O Ministério Público (a PGR e os MPs Estaduais) devem atuar imediatamente. É vergonhoso –para não dizer ridículo– que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública", escreveu.

Investidas contra vacinas
A Coronavac tem sido alvo de atrito entre o governo estadual paulista e a gestão Bolsonaro. O presidente já minimizou o imunizante feito pela chinesa Sinovac, dizendo que não gerava confiança por causa do seu país de origem, e esvaziou o plano de aquisição futura das doses feito em outubro por Pazuello, chefe da Saúde.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acabou envolvida na disputa entre Bolsonaro e Doria. No começo de novembro, a agência pausou os testes com a Coronavac após a morte de um voluntário da fase 3 do estudo da vacina. A causa do óbito, porém, foi suicídio. No dia seguinte, após fortes críticas do governo paulista à ação, os testes foram liberados de novo.

Neste mês, o presidente mudou diversas vezes o tom sobre vacinas de um modo geral. No dia 19, por exemplo, apesar de recente alta de casos e mortes, disse: "(...) Pressa para a vacina não se justifica, porque você mexe com a vida das pessoas". O Brasil contabiliza mais de 190 mil óbitos.

Já neste domingo (27) escreveu em uma rede social que o governo tem "pressa para obter uma vacina segura, eficaz e com qualidade (...)".

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lidera com folga o ranking de popularidade digital dentre 13 nomes da política nacional em 2020. Bolsonaro é seguido pelo apresentador Luciano Huck.

A métrica, elaborada pela consultoria Quaest, avalia o desempenho de personalidades nas plataformas Facebook, Instagram, Twitter, YouTube, Wikipedia e Google.

Para o ranking, foram analisados 13 perfis de destaque no cenário nacional e que devem ter um papel relevante nas eleições de 2022, ainda que não tenham anunciado candidatura.

Além do atual presidente e do apresentador, a Quaest avaliou as contas nas redes do ex-presidente Lula (PT), dos governadores João Doria (PSDB-SP) e Flávio Dino (PC do B-MA), do ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL), dos ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), João Amoêdo (Novo), Alvaro Dias (Pode) e Marina Silva (Rede), do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ).

No ano em que o coronavírus limitou as interações presenciais e as redes sociais ganharam força, Bolsonaro, que há anos mantém forte presença digital e faz lives semanalmente, liderou com folga.

A exceção foi o mês de fevereiro, quando a distância para Huck, em segundo, foi de apenas 4,6 pontos. No resto do ano, porém, a diferença entre os dois girou entre 20 e 30 pontos.

Lula, que aparece em terceiro, teve melhor desempenho nas redes durante o primeiro semestre. Ainda assim, fica bem abaixo do apresentador, com mais de 30 pontos entre os dois.

Já Flávio Dino, que chega em quarto, se destacou nos meses de abril, maio e junho, auge da pandemia. Na ocasião, o governador maranhense se notabilizou por defender medidas de isolamento social para o combate à Covid-19 e o enfrentamento ao discurso de Bolsonaro, que minimizou o impacto da doença.

Neste mês de dezembro, Dino alcançou sua melhor métrica e encostou em Lula.

Embora também tenha apostado na polarização com Bolsonaro, Doria não teve o mesmo sucesso que os nomes da esquerda. O governador paulista aparece em oitavo lugar, atrás de Boulos, Haddad e Ciro.

Em seguida vêm Molon, Amoêdo, Maia, Alvaro Dias e Marina, respectivamente.
Para Felipe Nunes, professor de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor da Quaest, enfrentar Bolsonaro no campo digital não é simples e exige mudança de estratégia de seus adversários.

"Para competir com Bolsonaro, a esquerda e o centro terão que sair da monotoneidade atual e promover um debate digital que fale menos e interaja mais. Mas essa mudança tem que começar logo. Porque a campanha de 2022 já começou."

Para a elaboração do IPD (Índice de Popularidade Digital), são monitoradas seis dimensões nas redes: fama (número de seguidores), engajamento (comentários e curtidas por postagem), mobilização (compartilhamento das postagens), valência (reações positivas e negativas às postagens), presença (número de redes sociais em que a pessoa está ativa) e interesse (volume de buscas no Google, Youtube e Wikipedia).

Um modelo estatístico pondera e calcula a importância de cada dimensão, e os candidatos analisados são posicionados em uma escala de 0 a 100, em que 100 representa o máximo de popularidade. A métrica é relacional, ou seja, varia a depender das personalidades que estejam sendo comparadas.

Durante as eleições, a Folha publicou semanalmente o ranking do IPD dos candidatos a prefeito em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Curitiba. A Quaest também monitorou o cenário em Manaus, Fortaleza e Porto Alegre.

Segundo a consultoria, em média, 81% das candidaturas que lideraram no IPD venceram no 1º turno ou chegaram no segundo.

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