Evento será em 14 de agosto · 03/08/2020 - 11h49

Mão Santa convida Bolsonaro para as comemorações do Dia da Parnaíba


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O prefeito Francisco de Assis de Moraes Souza, enviou correspondência ao presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, convidando-o a se fazer presente nas comemorações do aniversário de Parnaíba, dia 14 de agosto próximo, “para dar honra e brilho ímpar às cerimônias que serão realizadas nessa data”.

De acordo com a programação oficial, em elaboração, será uma semana de muitas inaugurações  e atos solenes, respeitando, claro, as orientações dos órgãos de saúde.

Dentre os atos programados para o dia está a instalação de uma placa  simbólica no Centro Cívico, em homenagem à passagem do presidente Bolsonaro no dia a Parnaíba em 2019, tendo sido ele o primeiro presidente da República a visitar Parnaíba no dia do aniversário da cidade – 14 de agosto.

 

 

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aproveitou a manhã deste domingo (02/08) para passear de moto por Brasília. Ele saiu do Palácio da Alvorada, por volta das 9h, e circulou pelo Distrito Federal, passando pelo Varjão, a barragem do Paranoá e outros locais.

    Reprodução

Por volta das 8h30, começou a movimentação de seguranças no Palácio do Alvorada, momento que chegou o chefe da secretaria do governo (Segov), general Ramos.

Ouvindo a banda de rock Creedence Clearwater Revival e usando uma jaqueta de couro, ele deixou o palácio por volta das 9h, ao som de Have You Ever Seen The Rain. Há, ainda, a expectativa de que o presidente viaje para Paracatu (MG) neste domingo.

Durante o passeio de moto, o presidente parou em uma padaria, chamada Ilha dos Pães, no Lago Norte. Jair Bolsonaro desceu do veículo, colocou a máscara e tirou fotos e falou com apoiadores. O chefe do Executivo aproveitou para tomar um café.


Fonte: Metrópoles
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Reivindicação de empresários · 30/07/2020 - 13h11 | Última atualização em 03/08/2020 - 08h23

Centro comercial deve gerar 250 empregos no litoral do Piauí


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O município de Parnaíba, litoral do Piauí, ganhará um Centro Comercial que será implantada às margem do Parque Ecológico Lagoa do Bebedouro, respeitando todas as normas ambientais e, a estética natural da lagoa, no litoral do Piauí.

Segundo a prefeitura, o Centro tem previsão de gerar cerca de 250 empregos diretos após finalizado e, outra centena durante sua construção. Serão salas comerciais e praça esportiva englobadas em um projeto que promete respeitar a singularidade da lagoa que transformou-se no “xodó” do parnaibano.

A lagoa do Bebedouro está sendo recuperada e urbanizada pela Prefeitura de Parnaíba, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura.

O empresário Erivelton Fontenele, apresentou ao prefeito Mão Santa, a planta do Centro Comercial que deverá ser construído em breve.

O projeto está em sua fase de trâmites documentais, para só então, ter o início das obras no local. Mas segundo Erivelton Fontenele a expectativa é que até dezembro boa parte do Centro já esteja concluído.

    Bruno Santana
    Bruno Santana
    Bruno Santana
    Bruno Santana

 

 

 

 

 

A estrutura deverá gerar emprego, renda e mais desenvolvimento para a região do entorno da Lagoa do Bebedouro.

Na tarde desta quarta-feira, 29 de julho, o prefeito de Parnaíba, Francisco de Assis de Moraes Souza, Mão Santa, acompanhado da equipe técnica da SEINFRA (Secretaria de Infraestrutura) e assessores, participou do lançamento do Centro Comercial Lagoa do Bebedouro, que vai valorizar ainda mais a região do Parque Ecológico Lagoa do Bebedouro com o novo espaço de negócios e lazer de Parnaíba.

 

A prefeitura irá regatar e dar dignidade a uma das áreas mais populosas e esquecidas do município.

 

Jornal da Parnaíba

 

 

 

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músico Caetano Veloso criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Em Em entrevista ao jornal britânico The Guardian nesta quarta-feira (29/07) classificando sua atuação como “confusa” e “incompetente”. Para ele, o governo atual é uma “raquete de insanidades”. As informações são de Metropoles.

“Ter um governo militar é horrível e Bolsonaro é tão confuso, tão incompetente. O governo dele não fez nada”, disse. “O que o Executivo brasileiro fez no período desde que ele foi presidente? Nada … Não houve governo – apenas uma raquete de insanidades”, opinou, ao periódico.

Para Caetano, a postura de Bolsonaro diante a pandemia do novo coronavírus tem sido “catastrófica”. “É bestial – e o presidente mantém sua posição, mesmo tendo sido infectado . Ele nem se comportou como Boris Johnson [primeiro-ministro do Reino Unido], que mudou de orientação depois de ser infectado”, disse.

“O que vimos tem sido mais sobre destruição. Tudo o que foi feito na Amazônia foi incentivar o desmatamento; tudo o que foi feito na esfera cultural tem a ver com o desmantelamento … museus, grupos de teatro, produtores de música e cinema”, continuou.

Apesar das duras críticas, o músico, apresentado no início do texto como o compositor exilado em Londres na época da ditadura, alegou que Bolsonaro é um retrato do Brasil e, por isso, amealha ainda cerca de um terço dos votos pelo país.

“Você não pode dizer que Bolsonaro não é o Brasil”, acrescentou. “Ele é muito parecido com muitos brasileiros que eu conheço. Ele é muito parecido com o brasileiro médio – na verdade, a capacidade dele e de seu bando de permanecer no poder depende de enfatizar essa identificação com o brasileiro ‘normal’ ”.

Logo na abertura da entrevista, o jornalista enfatiza a militância de Caetano contra a ditadura e pediu um posicionamento do músico sobre os atos antidemocráticos que ocorreram nos últimos meses. “Um pesadelo absoluto. É apenas loucura”, opinou. O compositor classificou os apoiadores de Bolsonaro como “fanáticos” e “bando ultra-reacionário”.

Por fim, Caetano confessou o “medo” de o presidente e seus apoiadores no Executivo não deixarem o posto com as eleições de 2022: “Temo que essas pessoas não vão querer deixar o poder tão facilmente”, concluiu.

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O secretário especial da Cultura, Mário Frias, disse que um novo cargo será criado para a atriz e ex-secretária da pasta Regina Duarte a pedido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para cuidar da Cinemateca Brasileira. As declarações foram dadas à Rádio Jovem Pan. As informações são do Metrópoles.

“A Regina é um ícone que faz parte da nossa história, merece todo o respeito. É um pedido pessoal do presidente da República. Existe, sim, a possibilidade de ser criada uma secretaria para ela cuidar da Cinemateca e ela vai ser tratada com toda dignidade que merece. Assim que o imbróglio jurídico se resolver”, afirmou.

O secretário comentou a atual situação jurídica da Cinemateca e disse que há um movimento “forte” para tentar resolver o impasse.

“A minha primeira ação como secretário foi fazer uma visita técnica. O contrato acabou em 2019 e não foi renovado. O acervo e os profissionais deveriam ser muito valorizados porque são profissionais únicos”, falou.

Segundo ele, há impasses jurídicos para serem resolvidos antes de criar o cargo. “Há um imbróglio jurídico, a meu ver lamento o fato de as pessoas não estarem pensando no acervo e no potencial que aquilo tem. Juridicamente a gente não pode intervir nesse momento enquanto não há uma solução. Há um movimento muito forte tanto meu quanto do ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio. Temos um projeto emergencial para ajudar”, disse.

E acrescentou: “Mandamos um corpo técnico para uma visita e avaliação de inventário, para averiguar as necessidades emergenciais. A nossa equipe foi impedida de entrar, fizemos um boletim de ocorrência porque não podem impedir, pois é patrimônio do brasileiro e responsabilidade nossa cuidar. Hoje estou aguardando um parecer jurídico, com toda vontade do mundo de fazer o bem”, ressaltou.

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PEC será votada pelo Senado · 24/07/2020 - 07h13 | Última atualização em 24/07/2020 - 07h20

"Vamos ter que buscar fonte de recurso para o Fundeb", diz Bolsonaro


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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (23) que será preciso buscar uma fonte de recurso para bancar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Na última terça-feira (21), a Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que torna o Fundeb permanente, elevando o percentual pago pela União dos atuais 10% para 23% até 2026 .   

"É pesado, quem vai fazer Orçamento vai ter que buscar fonte de recurso para isso daí [Fundeb]", disse o presidente durante sua live semanal transmitida nas redes sociais. "A gente espera que a economia brasileira pegue, porque senão o brasileiro não tem como mais aguentar aumento de carga tributária. Então, vamos ver de onde vai sair recurso para pagar isso daí. A vantagem é que vai se reescalonado a partir do ano que vem. Queríamos dar muito mais, mas seria irresponsabilidade minha e do Parlamento se aprovasse um percentual maior do que esse".  

Segundo o presidente, o governo tentou negociar um percentual menor de complementação por parte da União, por causa da queda nas receitas, mas houve acordo no valor final aprovado. "A equipe econômica queria um percentual menor ou começar em 2022, isso é verdade. Mas, dado o que vinha acontecendo na Câmara, a proposta de 40% [da parte da União], quem negociou pelo nosso lado, em grande parte, foi o [deputado] Major Vitor Hugo e o general Ramos [ministro da Secretaria de Governo], e chegaram nos 23%. Foi uma votação de comum acordo", disse. 

A PEC agora precisa ser votada em dois turnos pelo Senado Federal, com o voto favorável de 49 senadores, para ser aprovada em definitivo. 

Fundeb

O Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo o ensino básico do país, etapa que vai do infantil ao ensino médio. O fundo é composto por percentuais das receitas de vários impostos. Atualmente, cerca de 40 milhões de estudantes da rede pública são atendidos pelos recursos do financiamento.

Os recursos do Fundeb são distribuídos de forma automática, ou seja, não há necessidade de autorização ou convênios para sua destinação, e periódica, mediante crédito na conta específica de cada governo estadual e municipal.

A distribuição desses recursos é realizada com base no número de alunos da educação básica pública, de acordo com dados do último censo escolar, sendo computados os alunos matriculados. Dessa forma, os municípios recebem os recursos do Fundeb com base no número de alunos da educação infantil e do ensino fundamental, e os estados, com base no número de alunos do ensino fundamental e médio.

Pelo texto aprovado na Câmara, a participação da União no fundo será de 12% em 2021; 15% em 2022; 17% em 2023; 19% em 2024; 21% em 2025; 23% em 2026.


Fonte: Agência Brasil
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Área não será afetada · 22/07/2020 - 17h07 | Última atualização em 22/07/2020 - 19h18

Senador Elmano Férrer celebra avanços na agricultura


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O senador Elmano Férrer celebrou os avanços da agricultura brasileira e suas realizações para a economia nacional. Em pronunciamento no Senado Federal nesta terça-feira (21), o parlamentar destacou que nem mesmo a crise da pandemia do coronavírus vai impedir o avanço da agricultura.

Segundo o senador, o setor tem sido da salvação da economia. “De acordo com a CONAB, o Brasil está colhendo nesta safra de 2019/2020, 251 milhões toneladas de grãos. A cada ano, há um novo recorde de produção. Hoje, colhemos o dobro do que colhíamos há 14 anos. O Brasil é um dos grandes celeiros de produção de grãos do mundo”, disse o senador.

Elmano Férrer afirmou que neste primeiro semestre a produção de grãos já contribuiu com R$ 190 bilhões de saldo positivo na balança comercial brasileira."O Brasil continua progredindo, apesar de toda dificuldade conjuntural por que passa, empurrado, por sua competente agricultura, tecnologicamente uma das mais avançadas do mundo. TA ministra da Agricultura, Tereza Cristina, é uma unanimidade nacional, em razão da sua competência e de sua capacidade de trabalho”, elogiou Elmano.

Em julho, entrou em vigor o novo Plano Safra, que reservou R$ 236 bilhões para apoiar a produção agropecuária. Desses recursos, R$ 33 bilhões foram destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF).


Fonte: Com informações da assessoria
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A Prefeitura de Parnaíba iniciou a construção de praça temática que será um espaço de contemplação sobre a história de vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, com 52 obras do artesão Charles Santeiro.

Segundo a gestão municipal, no local já é realizada a tradicional Via Sacra durante o período da Semana Santa, que atrai milhares de pessoas, incluindo de outras cidades. A obra deve garantir estrutura urbana e ambientação adequada ao novo logradouro público.

A praça temática será construída na avenida Armando Cajubá, antiga 3 de maio, nas imediações da Igreja de São Sebastião. A obra é uma antiga reivindicação dos parnaibanos. A praça parnaibana é inspirada na “Tierra Santa”, de Buenos Aires, na Argentina, que detém o título de o primeiro parque temático religioso da América Latina.

Depois de finalizada, a praça ajudará a incrementar o turismo religioso em Parnaíba. A obra de construção é acompanhada pela equipe técnica da SEINFRA, com orientação do engenheiro Lindon Sérgio e da arquiteta Emilly Falcão.

    Divulgação / Prefeitura de Parnaíba
    Divulgação / Prefeitura de Parnaíba
    Divulgação / Prefeitura de Parnaíba

 


Fonte: Com informações da Ascom
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O prefeito Mão Santa, de Parnaíba,  (PI), vai inaugurar ainda este ano o Centro de Convenções da prefeitura, na avenida Governador Chagas Rodrigues, e que terá o maior auditório da região com capacidade para 1.500 lugares. As informações são do Jornal da Parnaíba.

O novo espaço é construído no local onde funcionariam as instalações da Vikstar, em terreno que havia sido doado pela prefeitura.

Para o prefeito, um Centro de Convenções na cidade é de fundamental importância porque os auditórios existentes para eventos já não tem capacidade para receber grandes plateias.

Parnaíba tem deixado de receber encontros nacionais por não ter local apropriado para grandes eventos. Mão Santa lembra que o maior auditório existente na cidade – o do SESI na avenida Presidente Vargas, foi construído há mais de 50 anos, por familiares seus.

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Dada como enterrada após as prévias partidárias que escolheram Jilmar Tatto, a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo voltou a dominar as conversas dentro do PT.

Mandachuva da sigla, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo pressionado a fazer o ex-prefeito paulistano reconsiderar a ideia de disputar novamente o cargo que ocupou de 2013 a 2016.

O motivo é a percepção crescente, no partido, de que a candidatura de Tatto transformará o PT de São Paulo numa versão da sigla no Rio de Janeiro: uma linha auxiliar eleitoral do PSOL.

Ela é amparada em pesquisas. Sondagens internas, não só do partido mas também de seus concorrentes, indicam que hoje o ex-deputado estadual Tatto teria algo como 3% das intenções de voto, embolado com nomes com potencial maior para crescer, como o da deputada federal Joice Hasselmann (PSL).

Considerando que ele tentou eleger-se em 2018 com o mote "o senador do Lula", a indicação de recall eleitoral é mínima. Naquele pleito, Tatto ficou em sétimo lugar, com apenas 6% dos votos.

Guilherme Boulos (PSOL), que disputou a Presidência naquele ano, surge com o dobro das intenções de voto, na mesma faixa de outro nome mais conhecido, Andrea Matarazzo (PSD).

A pressão contra Tatto vinha desde antes das prévias, vencidas por ele em maio. Agora, é conduzida por diversas frentes.

Da cúpula do PT veio o recado mais público, na forma de declarações do jornalista Breno Altman, considerado um porta-voz informal do grupo, a sites de esquerda nesta semana. Ele afirmou que, se Haddad não reconsiderar, o partido deveria de cara apoiar a chapa do PSOL, com Boulos e a ex-prefeita Luiza Erundina.

Outros movimentos são de bastidor. A bancada de vereadores do partido fez chegar a Lula a avaliação que ela pode ser reduzida à metade com uma candidatura Tatto -hoje são 9 de 55, a segunda da Câmara Municipal.

Também se queixam candidatos a prefeito do PT de cidades da Grande São Paulo, cujas campanhas têm grande simbiose com as da capital. Querem Haddad nomes como o Emídio de Souza (Osasco) e Elói Pietá (Guarulhos).

Apenas Luiz Marinho, que disputará em São Bernardo do Campo, se mantém fiel ao antigo aliado Tatto entre os nomes de peso do entorno. Expoentes do interior, como o prefeito Edinho Silva (Araraquara), também temem a desidratação petista no partido.

O PT nunca teve musculatura, mesmo no auge da era Lula, para chegar ao governo paulista. Mas a capital, maior cidade do país e vital para qualquer articulação nacional em 2022, sempre foi um ponto forte.

Isso até 2016, quando o desgaste que levou ao impeachment da presidente Dilma Rousseff ajudou o mal-avaliado Haddad a nem forçar um segundo turno, recebendo 16,7% dos votos e vendo João Doria (PSDB) eleger-se.

Lula sabe que as chances de o PT voltar ao poder paulistano são mínimas, mas um desempenho marginal condena a estratégia partidária, o longo prazo. Por outro lado, sua insistência inicial para que Haddad fosse candidato não deu em nada.

O ex-prefeito sonha em ser novamente o preposto do chefe petista, cuja candidatura à Presidência é altamente improvável por suas condenações judiciais, em 2022, como foi em 2018. Calcado no nome do ex-presidente, chegou ao segundo turno e teve 44,9% dos votos, auxiliando a formar uma bancada robusta no Congresso.

Aliados de Lula observam, contudo, que uma derrota fragorosa em São Paulo pode ser debitada da conta de Haddad, retirando assim a força de seu nome para daqui a dois anos. Uma derrota para o hoje favorito, o prefeito Bruno Covas (PSDB), num segundo turno, seria vista como uma missão partidária nobre para esse grupo.

Haddad, por sua vez, não concorda e vê uma armadilha desses petistas para desgastar seu nome internamente para 2022.
Há outros fatores em jogo, o principal deles a ex-prefeita Marta Suplicy, nome histórico do PT rompida com a sigla desde que apoiou o impeachment de Dilma e hoje no Solidariedade.

Marta tem dado sinais de que gostaria de ser vice de Covas, cuja intenção de voto em pesquisas internas está na casa dos 30%. O movimento é visto com simpatia pelo prefeito e por nomes influentes de seu entorno, como o secretário Rubens Rizek (Governo) e o marqueteiro de sua campanha, Felipe Soutello.

O movimento assustou o PT, que trabalha com a ideia de que Marta traz consigo cerca de 10% de intenções de voto de bairros periféricos, onde sua gestão (2000-4) até hoje é bem avaliada.

Para um estrategista do partido, se não tivesse concorrido em 2016, talvez Haddad pudesse ter ido ao segundo turno. No PT, acredita-se que a proximidade mantida entre Marta e Lula apesar das diferenças faria ela considerar ser vice se Haddad fosse o candidato.

Desta forma, após ter sido dada como aposentada na política por alguns, Marta ressurge como uma candidata a "kingmaker", expressão política inglesa para o "fazedor de reis", o nome que desempata jogos.

No caso de Covas, há sensível questão da saúde do prefeito, em tratamento de câncer, o que torna o cargo de vice mais importante do que o usual. A prefeitura é importante para as pretensões presidenciais do hoje governador Doria.

Aqui há um curto-circuito tucano. O núcleo duro de Covas acredita que um nome com apelo à esquerda, como o de Marta, poderia selar uma vitória em primeiro turno.

Já no Palácio dos Bandeirantes, tal associação é vista como prejudicial para a imagem de Doria, embora aliados do governador admitam que a decisão final será do prefeito.

Outros nomes ainda se posicionam. O ex-governador Márcio França (PSB), que em sondagens partidárias tem algo em torno de 10%, é crescentemente visto no PT e no PSDB como um candidato a ficar isolado no pleito. Celso Russomanno (Republicanos) é uma incógnita. Já o candidato do bolsonarismo, que no estado é operado por Paulo Skaf (MDB), ainda está indefinido.

A novela terá alguns capítulos. O adiamento de todo o calendário eleitoral em 42 dias, devido à pandemia da Covid-19, deu tempo para as peças no tabuleiro. A escolha das candidaturas tem agora como prazo máximo 16 de setembro.

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'Sigo firme' · 15/07/2020 - 09h18 | Última atualização em 15/07/2020 - 19h10

Ex-ministro Sergio Moro e João Amoêdo, do Novo, trocam afagos nas redes sociais


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O ex-ministro da Justiça Sergio Moro e o ex-candidato presidencial João Amoêdo, um dos fundadores do partido Novo, trocaram gentilezas nas redes sociais nesta terça-feira (14).

Desde que deixou o posto no governo federal, o ex-juiz tem sido procurado por representantes de alguns partidos interessados em recebê-lo para uma carreira política.

Amoêdo compartilhou uma reportagem de O Estado de S. Paulo sobre grupo de advogados de movimento de resistência a registro de Moro na OAB. O banqueiro, então, classificou a postura como "lamentável".

"Ao invés de valorizar e reconhecer quem realizou um trabalho histórico e corajoso, enfrentando a corrupção e a impunidade, determinados grupos procuram manchar reputações ilibadas, como a de @SF_Moro", escreveu.

Em resposta, o ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (sem partido) agradeceu. "Obrigado pelo apoio @joaoamoedonovo. Sigo firme acreditando nos meus princípios mesmo arcando com as consequências", escreveu.

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Reforma de 2019 · 14/07/2020 - 13h14 | Última atualização em 14/07/2020 - 14h02

Só 13 estados mudaram regras para aposentadoria desde reforma federal


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Quase oito meses após a reforma da Previdência, apenas metade dos estados mudou as regras para que servidores se aposentem. Das 27 unidades da Federação, 13 aprovaram critérios mais duros para funcionários estaduais.

O levantamento foi feito pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

A reforma de 2019 não exige que os estados sigam as mesmas regras que a União determinou para o funcionalismo federal. Porém, o governo tem buscado incentivar que os governadores também adotem medidas para melhorar a situação financeira dos regimes previdenciários.

"Todos os estados têm consciência de que isso é necessário. É inevitável. Vários já tomaram providências da forma que deveriam fazer, mas alguns estados nem sequer começaram a discutir. Isso é preocupante", disse secretário de Previdência, Narlon Gutierre.

Desde que a reforma entrou em vigor (novembro de 2019), os estados que alteraram as regras de aposentadoria de servidores são: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.

Quase todo esse grupo seguiu os critérios de idade mínima usados pela União: 65 anos, se homem, e 62 anos, se mulher. Há duas exceções: Bahia (64 anos e 61 anos) e Sergipe (65 anos e 60 anos).

Originalmente, o governo apresentou uma proposta de reforma mais ampla e que também alterava, logo após aprovação no Congresso, os critérios de aposentadoria para servidores estaduais.

Mas, diante da resistência da maioria da Câmara, isso foi derrubado. Deputados queriam que governadores e prefeitos que criticavam a reforma também tivessem o desgaste político para aprovar medidas duras nas respectivas Assembleias e Câmara Municipais.

Com a derrota, o governo tem oferecido apoio técnico aos estados para elaborar um plano de revisão dos critérios de aposentadoria.

A equipe econômica fez uma avaliação - com notas A, B, C e D - sobre a gestão e a situação financeira do regime de Previdência de cada unidade da Federação.

Vinte obtiveram notas baixas no ranking (C e D). Seis foram classificadas como B. Apenas o Amazonas conseguiu a avaliação máxima.

"A obrigação [de fazerem a reforma] vem em razão da necessidade de esses sistemas serem equilibrados", afirmou o subsecretário dos Regimes Próprios de Previdência Social, Allex Albert Rodrigues.

O Senado aprovou no ano passado uma proposta para tentar estender a reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro aos servidores estaduais e municipais.

Mas ainda não há clima na Câmara para fazer o projeto avançar.
Além disso, o governo rejeita a versão aprovada no Senado, pois os congressistas incluíram mudanças que aliviam regras de aposentadorias, desidratando a reforma em vigor desde novembro.

"A ideia do governo, dentro da proposta encaminhada ao Congresso, é que a reforma de 2019 já tivesse tratado por completo da Previdência dos estados e municípios. [...] Não entendemos que a PEC paralela [a proposta aprovada no Senado] seja o melhor caminho", disse Gutierre.

Apesar dos embates no Congresso, a reforma da Previdência de 2019 prevê que os estados façam alterações na alíquota previdenciária cobrada sobre a remuneração de servidores estaduais. Esse percentual não pode ficar abaixo da taxa aplicada sobre o funcionalismo federal.

O governo estabeleceu que estados têm até 31 de julho para comprovar que aumentaram as alíquotas previdenciárias de seus servidores para pelo menos 14%, como determina a reforma. Antes a alíquota da União era de 11%.

Com isso, há duas opções. Ou estabelecer uma alíquota de ao menos 14% ou adotar o modelo progressivo da União, com contribuições que variam de 7,5% a 22%, a depender do salário do servidor. A maior alíquota vale para quem ganha acima de R$ 39 mil.

Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo já fizeram o ajuste.

Portanto, ao todo, 20 unidades da Federação já aprovaram a elevação da alíquota.
"Isso traz uma melhoria financeira para o regime previdenciário, mas a mudança dos [critérios para aposentadoria e] benefícios ainda é fundamental. A pandemia [da Covid-19] veio para piorar esse cenário, principalmente porque começou num ano eleitoral", avaliou Rodrigues.

Os casos mais alarmantes são Amapá, Minas, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia e Tocantins, que ainda não elevaram as alíquotas. Há pressão desses estados para que o prazo - 31 de julho - seja prorrogado.

Se descumprirem o aumento de alíquota, esses estados perderão uma documentação emitida pelo governo. Sem esse certificado, o estado pode ficar sem a transferência de recursos não obrigatórios da União e sem acesso a crédito em banco público ou financiamentos com aval da União.

Endureceram critérios de aposentadoria e elevaram as alíquotas de contribuição previdenciária de servidores
Acre, Pará, Piauí, Ceará, Bahia, Alagoas, Sergipe, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul

Apenas elevaram a alíquota
Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rio, Santa Catarina e Distrito Federal*

Não alteraram nenhuma regra
Amapá, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia e Tocantins

O que determina a reforma da Previdência
Os estados precisam elevar as alíquotas cobradas sobre servidores ao mesmo patamar que a União até 31 de julho

Governadores pedem mais prazo
Quem descumprir a norma poderá perder uma certidão dada pelo governo federal e ficar sem acesso a financiamento de bancos públicos

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Durante o anúncio de que foi infectado pelo novo coronavírus, feito no Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro não manteve distanciamento dos repórteres, que posicionaram os microfones a poucos centímetros do presidente. Mesmo com o uso de máscara, especialistas recomendam um afastamento de pelo menos 1,5 metro.

No fim da entrevista na qual fez o anúncio do diagnóstico, o presidente se afastou dos jornalistas e tirou a proteção facial.

    Reprodução

"Espera um pouco que vou afastar aqui para vocês verem minha cara. Estou bem, tranquilo, graças a deus", disse o presidente após tirar a máscara do rosto para seguir a entrevista. "Vamos tomar cuidado em especial com os mais idosos. Os mais jovens que forem acometidos do vírus, fiquem tranquilos porque para vocês a possibilidade de algo mais grave é próximo de zero", afirmou.

Pessoas infectadas expelem o novo coronavírus enquanto falam, espirram ou tossem. Gotículas maiores e saliva e aerossóis, partículas líquidas menores que podem ficar suspensas no ar e ser inaladas por pessoas nas proximidades, podem carregar o vírus ativo, segundo estudos publicados recentemente.

Testes têm demonstrado que máscaras caseiras feitas de diversos tipos de tecido podem funcionar como uma barreira para conter a disseminação das partículas, mas nenhuma delas é capaz de fornecer proteção completa, principalmente com relação às partículas menores que podem passar pelo tecido com maior facilidade.

Bolsonaro seguiu defendendo que as medidas de distanciamento social impostas por governos locais em diversas partes do país para conter o avanço da pandemia pelo Brasil teriam efeitos piores do que os da Covid-19.

Dados do estado de São Paulo divulgadoes em maio mostraram que cerca de 26% dos mortos pela Covid-19 no estado tem menos de 60 anos de idade.
O exame que detectou a presença do vírus no presidente foi feito na noite da segunda-feira (6).

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Suspeita de Covid-19 · 07/07/2020 - 04h44 | Última atualização em 07/07/2020 - 09h01

Secretaria diz que Bolsonaro apresenta 'bom estado de saúde e está em sua residência'


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A Secretaria Especial de Comunicação Social divulgou em nota que o presidente Jair Bolsonaro realizou na noite desta segunda-feira (06/07) um teste da Covid-19 em um hospital de Brasília. Segundo a nota, o resultado do exame sairá amanhã (07/07). “O presidente apresenta, nesse momento, bom estado de saúde e está em sua residência”, diz a nota.

Em março, Bolsonaro informou ter feito dois exames para detecção da Covid-19 e ambos deram negativo. 


Fonte: Agência Brasil
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Entrevista divulgada na web · 03/07/2020 - 13h38 | Última atualização em 03/07/2020 - 17h22

Primeira-dama Bia Doria diz que não é correto dar comida ou roupa para moradores de rua


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Presidente do Fundo Social de São Paulo, a primeira-dama Bia Doria recebeu Val Marchiori no Palácio dos Bandeirantes para uma entrevista publicada nas redes sociais da socialite, nesta quinta-feira (2).

Na conversa, a mulher do governador João Doria (PSDB) disse que não se deve dar marmita para os moradores de rua porque eles precisam saber que têm que sair da rua, um local que hoje, segundo ela, é confortável para eles.

"Falando dos projetos sociais, algo muito importante. As pessoas que estão na rua... Não é correto você chegar lá na rua e dar marmita, porque a pessoa tem que se conscientizar de que ela tem que sair da rua. A rua hoje é um atrativo, a pessoa gosta de ficar na rua", diz Bia Doria.

    Reprodução / Instagram

"Você estava me explicando, e eu fiquei passada", responde Val. "Eles não querem sair da rua porque no abrigo eles têm horário para entrar, têm responsabilidades, limpeza, e eles não querem, né, Bia?", pergunta.

"Não querem. A pessoa quer receber comida, roupa, uma ajuda, e não quer nenhuma responsabilidade. Isso está muito errado. Se a gente quer viver em um país...", diz Bia Doria, que é interrompida por Val, que diz que "todo mundo tem suas responsabilidades." A socialite tornou-se conhecida a partir de sua participação no reality show Mulheres Ricas, na Band.

Bia responde "sim, nós temos. Se a gente não pagar nossas contas...", ao que Val replica "a gente vai para o cartório, querida, hello. E o povo fala".

"O povo fala e nós namora [sic]", responde Bia Doria, rindo, citando refrão de música sertaneja.

Sentadas lado a lado, elas usaram máscaras durante parte da conversa, mas depois tiraram. No início do encontro, brincaram que não usá-las é passível de multa em São Paulo.

Presidido por Bia Doria, o Fundo Social de São Paulo foi criado em 1968 e tem como objetivo instituir programas sociais destinados a atender pessoas em situação de vulnerabilidade social.

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O novo ministro das Comunicações, Fábio Faria, deve contratar uma consultoria de gestão que formule um plano de redução dos custos tanto com o quadro de pessoal como com o aluguel de imóveis da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

Em conversas reservadas, que foram relatadas à reportagem por auxiliares presidenciais, o ministro avalia que dificilmente a empresa terá condições de ser privatizada no curto prazo.

A opinião dele é compartilhada pela cúpula militar, para a qual a estatal é fundamental na estratégia de comunicação do governo.

A EBC tem hoje mais de 1.800 funcionários e, no ano passado, teve uma despesa total de R$ 549 milhões, o que representou um déficit de R$ 87 milhões em relação às suas receitas próprias. Só com a folha de pagamento e encargos trabalhistas, o gasto foi de R$ 326 milhões.

A ideia discutida no governo é tentar diminuir a folha de pagamento, por meio de novos PDVs (Planos de Demissão Voluntária) e reduções de cargos comissionados, e vender parte da estrutura física.

O patrimônio em equipamentos foi avaliado no início do ano passado em cerca de R$ 70 milhões.

A pasta ainda não definiu uma meta de redução, mas a defesa no Palácio do Planalto é a de que o custo anual do conglomerado de comunicação seja reduzido para pelo menos zerar o déficit da empresa. Para isso, assessores presidenciais são favoráveis a novas fusões de emissoras.

Hoje, a empresa estatal é formada por um canal televisivo, sete emissoras de rádio, uma agência e uma radioagência de notícias.

No início do atual mandato, o governo fundiu a grade de programação da TV Brasil e da TV NBR, em um esforço de redução dos custos da companhia.

Em maio, a empresa estatal foi incluída para estudos técnicos no programa de privatizações de empresas públicas. E, neste mês, o presidente Jair Bolsonaro disse que o novo ministro colocaria a EBC para funcionar e afirmou que ela será vendida para a iniciativa privada assim que for possível.

No Palácio do Planalto, no entanto, há ceticismo sobre a privatização. A avaliação é a de que, além de o conglomerado ser uma peça importante na estratégia de comunicação, dificilmente haverá empresas privadas interessadas em adquiri-la.

Além da redução do tamanho da estatal, o ministro avalia, segundo relatos feitos à reportagem, criar um serviço internacional. O objetivo, segundo assessores da pasta, é, por meio de canais oficiais, tentar suavizar a imagem negativa da atual gestão no exterior, sobretudo na Europa.

Para isso, está em avaliação ou oferecer um serviço de streaming ou viabilizar uma estrutura no exterior. O foco seria sobretudo em países como França e Alemanha, que, na visão do governo, têm divulgado informações negativas sobre o Brasil, como na área de proteção do meio ambiente.

Na campanha eleitoral, Bolsonaro chegou a avaliar a extinção da EBC. Após ser eleito, a ideia foi abandonada, e a equipe presidencial deu início a uma reestruturação da companhia, que levou a uma fusão da programação dos canais de televisão.

Durante o mandato, Bolsonaro fez outras mudanças na empresa, como o aumento do número de militares em postos estratégicos. O atual presidente da EBC, por exemplo, é o general do Exército Luiz Carlos Pereira Gomes.

No fim de março do ano passado, funcionários da estatal divulgaram nota interna, a dois dias do aniversário de 55 anos do golpe militar de 1964, que denunciava a censura no conteúdo jornalístico sobre a efeméride.

De acordo com o texto, expressões como "aniversário do golpe" e "ditadura militar" eram substituídas, respectivamente, por "comemoração de 31 de março de 1964" e "regime militar".

A mudança de postura, de acordo com eles, teve início após Bolsonaro ter determinado que a data tivesse "comemorações devidas" em unidades militares.


Fonte: Agência Brasil
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Identificada 331 iniciativas · 17/06/2020 - 11h02 | Última atualização em 17/06/2020 - 11h21

Rejane Dias está entre os 5 parlamentares com maior desempenho no ranking 'Elas no Congresso'


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    PT na Câmara

Entre os 513 deputados federais, a deputada Rejane Dias aparece entre os 5 parlamentares com maior desempenho no “Ranking Elas no Congresso”, plataforma de monitoramento legislativo de proposições que fortalecem os direitos das mulheres sobre vários temas: como violência contra a mulher e o aprimoramento de políticas públicas para as mulheres. O ranking foi divulgado nesta terça-feira, 16. 

Na Câmara dos Deputados, Rejane assume a terceira liderança, com projetos favoráveis, e específicos, que tratam sobre violência contra a mulher, participação feminina na política e ações de fortalecimento dos direitos das mulheres. A plataforma também analisa o comportamento de cada parlamentar nas votações que interferem diretamente nas questões que envolvem o direito feminino. Na nota geral, a parlamentar obteve desempenho 79, numa avaliação positiva de 0 a 100.  

O ranking completo pode ser acessado através do site Elas no Congresso

A plataforma identificou 331 iniciativas em 2019, e 15 organizações ativistas que atuam pelos direitos das mulheres avaliaram cada projeto como sendo favoráveis ou desfavoráveis. O único partido que não propôs nada sobre direito feminino em 2019 foi o partido Novo, que tem uma bancada de oito parlamentares. 

Elas no Congresso é uma iniciativa da Revista AzMina selecionada pelo Google News Initiative, na América Latina, como um programa de incentivo ao jornalismo digital, com viés ao fortalecimento de políticas para as mulheres. 

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Inquérito contra protesto · 15/06/2020 - 12h38 | Última atualização em 15/06/2020 - 12h42

Irmão afirma que Sara Winter não pode viver em sociedade e se diz feliz com prisão


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Ao saber que sua irmã, Sara Winter, líder do grupo armado de extrema direita "300 do Brasil", havia sido presa nesta segunda-feira (15), Diego Giromini, 37, comemorou.

Segundo ele, Sara não pode viver em sociedade, pois prejudica tudo o que toca: a família, a política, o país.

"Como sou brasileiro e eu quero um país melhor, a notícia foi extremamente positiva. É uma pessoa totalmente descontrolada, só quer aparecer na mídia. Não serve para nada. É uma sociopata. Ela tem a cabeça da Suzane von Richtofen", afirma Diego, que é ex-atleta de MMA e hoje trabalha como motorista particular em São Carlos.

Sara é uma das investigadas no inquérito das fake news. A prisão, no entanto, foi decorrente de outro inquérito, que apura a realização de atos antidemocráticos, sob relatoria do ministro Alexandre Moraes, do STF, assim como o primeiro.

    Reprodução

Diego diz que as ações da irmã são movidas pelo desejo por dinheiro e fama. "É desse jeito desde pequenininha".

Em sua visão, Sara "quis ser presa" e bolou uma estratégia para isso. "Ela já deve saber quantos dias vai ficar presa, vai ficar mais famosa. Ela vai querer ser chamada de presa política", completa.

Ele diz que o desgosto com as atitudes de Sara não partem apenas dele, mas de toda a família.

"Meus pais não vão ficar felizes como eu [com a prisão], mas acho que também não vão ficar chateados, porque já esperavam isso dela. Até já cansaram", explica. "É uma pessoa extremamente agressiva. Você dá um conselho para ela, e ela acha que não é certo, ela começa a brigar, a agredir até fisicamente. É uma pessoa que não pode viver na sociedade", diz.

Diego se aborrece ao falar da relação de Sara com o filho, de 4 anos.

"A cada 15 dias, a Sara exige que a minha mãe vá até Brasília para fazer stories. Ela não pede, exige. Os seguidores cobram 'cadê seu filho'. Quando ela se sente ameaçada, exige que minha mãe vá até lá levar o filho dela. E então minha mãe fecha o estabelecimento dela e viaja para lá", descreve. Segundo ele, o menino é criado pelos avós desde que nasceu. 

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (4) que aqueles que se manifestam contra seu governo são idiotas, marginais e viciados.

Bolsonaro destinou sua live desta noite a criticar os manifestantes que se denominam antifascistas e a, novamente, pedir que seus apoiadores não vão às ruas neste domingo (7), como fazem todos os fins de semana.

    Reprodução / Facebook

"Domingo, o pessoal de verde e amarelo, que é patriota, que pensa no seu país, que é conservador, esses que trabalham, que são liberais, que acreditam que o Brasil pode ficar melhor pelo trabalho... Não é ficar em casa, não. Não vá, não compareçam a esse movimento, que esse pessoal não tem nada a oferecer para nós. Bando de marginais. Muitos ali são viciados. Outros ali têm costumes que não condizem com a maioria da sociedade brasileira. Eles querem o tumulto, querem o confronto", disse Bolsonaro.

As críticas foram feitas em diversos momentos da transmissão de quase uma hora.

"Mais importante que a sua vida é a sua liberdade. Esse pessoal quer roubar a sua liberdade. Esse pessoal não tem nada a oferecer para você. Se você pegar cem desses aí, a maioria é estudante. Se você pegar e aplicar a prova do Enem neles, acho que ninguém tira cinco. Não sabem interpretar um texto, não sabem nada.

São uns idiotas que não servem para nada", afirmou.

O presidente também aconselhou que os pais controlem seus filhos e não os deixem participar das manifestações contrárias a seu governo.

"Agora, não vou dar conselho para pai nenhum, porque eu sou pai. Filho da gente pode errar. Mas, quem for possível exercer o controle em cima dos filhos, exerça para não deixar o filho participar de um movimento como esse. Alguns vão dizer que eu estou cerceando a liberdade... Isso não é liberdade de expressão, o cara vai para o quebra-quebra. E vai ter muito garoto desse usado como massa de manobra, idiota útil. Vai estar lá a comando de um agitador profissional. Fez curso fora do Brasil. Olha o que fizeram no Chile", disse Bolsonaro.

O presidente também disse lamentar não ter conseguido enquadrar movimentos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) como terroristas.

"Na verdade, são terroristas. Lamentamos não conseguir tipificar como terrorismo suas ações no passado porque isso veio da época do governo Dilma e botaram uma vírgula dizendo que exceto os grupos sociais. Ou seja, se nós três aqui [presentes na live] tocarmos fogo num avião, isso é terrorismo. Mas se formos tocar fogo no avião e falarmos que somos do MST, por exemplo, não tem problema nenhum", disse o presidente.

"Pessoal, domingo, ninguém comparece, é um pedido meu, neste evento. Vamos ficar ligados que este pessoal do antifas [antifascistas], o novo nome dos black blocs, quer roubar a tua liberdade", insistiu Bolsonaro.

Auxiliares do presidente aguardam com expectativa as manifestações de domingo para poderem aferir o tamanho da oposição que o governo enfrenta na rua. Esse pode ser o primeiro grande ato contra a administração Bolsonaro desde que ele foi eleito.

Sobre a orientação dada pelo chefe do Executivo para que seus apoiadores não apareçam na Esplanada dos Ministérios, há leituras diferentes.

Em uma delas, Bolsonaro quer, de fato, evitar confrontos. Por outro lado, o presidente pode apenas ter procurado uma vacina para o caso de haver mais manifestantes contrários que a favor. Além disso, há o argumento de que, caso o ato seja marcado por violência, Bolsonaro poderá afrontar seus opositores.

Assessores do presidente evitam prever se ele irá ou não à rua no domingo. Ministros militares voltaram a seus gabinetes na última sexta-feira (29) certos de que o presidente não iria à manifestação do domingo seguinte (31). Não só ele foi, como chegou de helicóptero e ainda montou em um cavalo da Polícia Militar do Distrito Federal.

Eles lembram também que, em março, no início da pandemia, Bolsonaro convocou cadeia nacional de rádio e TV para dizer que seus apoiadores não deveriam sair às ruas. Dois dias depois, no entanto, o próprio presidente estava junto com os manifestantes em frente ao Palácio do Planalto.

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A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou à coluna que não são sentimentos pessoais que têm levado Lula a descartar debates com Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

Na segunda (1º), Lula afirmou que não assinaria manifestos contra Jair Bolsonaro em que estivessem "determinadas pessoas". Ele tem dito que os dois ex-presidentes não são democratas.

"Não é mágoa que levou Lula a não assinar o manifesto com FHC, Temer e outras pessoas que assinaram. Foi a trajetória deles, o protagonismo e a ação deliberadamente consciente que tiveram para construir o caminho que nos trouxe até aqui", afirma ela.

A decisão de Lula teve ampla repercussão. Para a presidente do PT, a posição dele precisa ser compreendida.

Ela cita o fato de o escritor Marcelo Rubens Paiva ter se recusado a participar de uma entrevista no Roda Viva com Lobão para traçar um paralelo com a decisão de Lula.

O cantor já minimizou a tortura no Brasil, afirmando que agentes da ditadura "arrancavam umas unhazinhas" das vítimas. Rubens Paiva, pai de Marcelo Rubens Paiva, foi assassinado pelo regime militar e seu corpo nunca foi encontrado.

"Eu entendo a posição do Marcelo Rubens Paiva de não querer ir na entrevista com o Lobão, de estar com o Lobão, pelo que ele significa. As pessoas podiam entender um pouco também o que o Lula coloca", diz Gleisi.

Além de conversar com a coluna, ela enviou mensagens por Whasapp para explicar a posição de Lula.

Leia a íntegra do que escreveu Gleisi Hoffman:
"FHC maquinou com Aécio o golpe contra Dilma. Defendeu, repetiu, deu vida ao argumento das pedaladas fiscais como crime de responsabilidade, mesmo sabendo que não era. Não vacilou em jogar o país na instabilidade. Defendeu, divulgou entusiasticamente a Lava Jato, que tinha por objetivo destruir o PT e suas lideranças, em especial Lula. Foram inúmeras vezes em que FCH disse que Lula não era um preso político, e sim um político preso.

Depois [FHC] apoiou entusiasticamente a ponte para o futuro [programa de governo] de Temer, cujo objetivo era a destruição de um estado de bem-estar social que começava a ser construído. A emenda constitucional 95 [que estabelece um teto para os gastos públicos] é a desestruturação de políticas públicas protetivas como SUS, educação, assistência social, além de impedir o Estado como indutor de desenvolvimento ao impor redução dos investimentos.

Ambos [FHC e Temer] atentaram contra os trabalhadores ao proporem e apoiarem a reforma trabalhista, uma das ações legislativas mais perversas contra a classe trabalhadora, cujos efeitos estamos sentindo agora.

FHC nada disse sobre as Fake News contra PT, Lula e Haddad. Sabia quem era Bolsonaro e se calou diante de sua eleição, poque apoiava a pauta econômica neoliberal que vinha com o candidato e não foi discutida na campanha.

FHC e Temer não são vítimas das divulgações das Fake News e das maquinações da perseguição judicial. Muito pelo contrário, articularam e operaram situações para que elas prosperassem. FHC, principalmente, foi condutor ativo do processo que desembocou no que estamos vivendo.

Não vi nem ouvi em nenhum momento FHC reconhecer isso. Pousa de príncipe a ser conquistado, requerido, apoiado na defesa de uma causa nobre, a democracia, que ele ajudou a desidratar.

Resumir tudo isso a mágoa é reduzir Lula, simplificar, mais do que isso, desconhecer, desconsiderar o papel ativo que tiveram Temer e, principalmente, FHC, para as coisas chegarem onde estão.

Não atuaram desavisadamente, não foram levados pela conjuntura, operaram para que ela acontecesse. Isso faz muuuuita diferença

Sem problema assinar um manifesto em conjunto mesmo com tudo isso. Mas onde está o povo e seus direitos na democracia que está sendo defendida ali? Nenhuma palavra.

Se for para limpar currículo dos golpistas conscientes, pelo menos que os direitos do povo, a democracia concreta, seja defendida e desembarquemos todos dessa pauta neoliberal nefasta.

Quem te reduziu à magoa do Lula não tem dimensão política para fazer uma leitura crítica do processo, ou é Poliana ou tem má fé."

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O ex-presidente Lula criticou em reunião do PT nesta segunda-feira (1º) os manifestos suprapartidários em defesa da democracia surgidos nos últimos dias, sob o argumento de que os documentos articulados pela sociedade civil desconsideram os direitos dos trabalhadores.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, as iniciativas buscam recriar o clima das Diretas Já e uniram adversários ideológicos diante dos ataques do presidente Jair Bolsonaro a instituições e à Constituição.

A principal mobilização da atual leva é o Movimento Estamos Juntos, mas pelo menos outros seis grupos estão se consolidando nesse cenário.

Lula defendeu que o partido analise as iniciativas antes de tomar qualquer decisão e as relacionou a um projeto da elite brasileira -embora parte dos manifestos venha se organizando por meio da internet, com a possibilidade de qualquer cidadão aderir.

"Li os manifestos e acho que tem pouca coisa de interesse da classe trabalhadora. Não se fala em classe trabalhadora, nos direitos perdidos", afirmou. Para ele, os textos só falam genericamente no que chamou de corte recente de direitos.

O ex-presidente se disse incomodado com a presença, nas listas, de nomes de pessoas que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e que, na visão do petista, abriram caminho para a eleição de Bolsonaro. Em diversos momentos, ele reivindicou protagonismo para o partido.

"Sinceramente, eu não tenho mais idade para ser Maria vai com as outras. O PT já tem história neste país, já tem administração exemplar neste país. Eu, sinceramente, não tenho condições de assinar determinados documentos com determinadas pessoas", afirmou Lula.

Na fala, transmitida em redes sociais, o ex-presidente disse ter lido os manifestos do Estamos Juntos (inicialmente assinado por artistas e intelectuais) e do Basta! (organizado por advogados e outros representantes do universo jurídico).

Alguns dos manifestos, segundo Lula, são "feitos com boas intenções" e contam com "gente muito boa assinando", mas também há "aqueles que estão fugindo do barco" -que apoiaram Bolsonaro e agora querem se desvencilhar dele.

"Nós precisamos apoiar qualquer manifesto que for para resolver o problema do Brasil, [mas] não podemos ser levados pela euforia", acrescentou Lula, afirmando que a sigla não pode se deixar ser usada por pessoas que são contra Bolsonaro, mas apoiam a política econômica do ministro Paulo Guedes.

"[Tem] muita gente de bem que assinou. E tem muita gente que é responsável pelo Bolsonaro. O PT tem que discutir com muita profundidade, para a gente não entrar numa coisa em que outra vez a elite sai por cima da carne seca, e o povo trabalhador não sai na fotografia."

O petista disse não ter certeza se o objetivo das mobilizações é tirar Bolsonaro, "porque o que interessa para a elite brasileira é a política de desmonte do Guedes.

Eles estão tentando reeducar o Bolsonaro, mas não querem reeducar o Guedes".

Após as justificativas, Lula defendeu que o PT tome "muito cuidado" diante das iniciativas. "Para a gente não pegar o primeiro ônibus que está passando. É preciso que a gente analise todos esses manifestos e que conversemos com os organizadores para saber o que eles querem."

Na opinião dele, "há um interesse muito grande da elite brasileira em voltar a governar o país sem o PT".

"As pessoas acabaram de cometer um ato ilícito, tirando uma presidente democraticamente eleita pelo povo, e aí perceberam que o troglodita que eles elegeram não deu certo. Eles agora querem tentar tirar o troglodita para quê?", afirmou.

"Até o Fernando Henrique Cardoso, que é um dos ajudaram a derrubar a Dilma, porque se acovardou, [assinou]", continuou o petista, citando a adesão do tucano ao Estamos Juntos. "Eu não posso aceitar com muita facilidade aquilo que as pessoas que ajudaram a destruir o país estão querendo fazer", disse, sem citar nomes.

Lula falou aos colegas de legenda que o PT deve "agradecer a todos os brasileiros e brasileiras de todos os pensamentos ideológicos que foram para a rua protestar contra o Bolsonaro", mas não pode abrir mão de propagar suas ideias e reafirmar a defesa dos trabalhadores.

"O PT não é uma coisa qualquer que pode ser menosprezada. Eu vejo uma tentativa muito grande de isolar o PT, de fazer com que o PT desapareça do cenário político", insistiu.

"Eu acho que todos esses manifestos têm uma importância para a sociedade e para a democracia, mas é preciso que o PT defina qual é o manifesto que interessa para o PT, qual é a linguagem que interessa para o PT", discursou.

O ex-presidente disse ainda aos colegas de legenda que o partido precisa ter clareza de qual discurso apresentar à sociedade e que não pode "se deixar levar outra vez pela elite brasileira".

"Eu só quero dizer para o PT o seguinte: o PT não tem idade para outra vez entrar enganado numa disputa. Nós sabemos por que queremos o impeachment do Bolsonaro: porque nós queremos que este país seja governado para os interesses dos trabalhadores brasileiros", afirmou.

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Em tempos de rumores sobre o papel dos militares na política, a forte presença de fardados no governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (sem partido) divide opiniões no Brasil, com ligeiro predomínio daqueles que condenam a prática.

Segundo pesquisa do Datafolha, 52% dos brasileiros são contra a presença fardada no poder político, enquanto 43% a aprovam e 5%, não sabem responder.

O levantamento foi feito na segunda (25) e na terça (26), ouvindo 2.069 adultos possuidores de telefone celular -ele não foi presencial para evitar riscos de contágio pelo novo coronavírus. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Hoje, 8 dos 22 ministros do governo são egressos das Forças, e dois deles (o general Luiz Eduardo Ramos, secretário de Governo, e o almirante Bento Albuquerque, das Minas e Energia) ainda são parte do serviço ativo.

Um nono oficial, o general da ativa Eduardo Pazuello, ocupa interinamente o Ministério da Saúde, centro da coordenação de combate à Covid-19. Lá, após as traumáticas saídas de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, promoveu uma militarização de cargos vitais, nomeando 17 fardados.
Por fim, o vice-presidente é um general de quatro estrelas da reserva, Hamilton Mourão. Espraiam-se pela Esplanada cerca de 2.500 outros militares, ocupando cargos diversos, pelo menos 1.200 deles emprestados da ativa.

A militarização, fenômeno inédito no escopo mas que tem sua origem já no governo de Michel Temer (MDB, 2016-18), agrada mais os mais ricos e instruídos: 62% dos que ganham mais de 10 salários mínimos aprovam o movimento, assim como 50% dos que têm curso superior -neste caso, empatando com os 47% contrários à ocupação.

A presença desagrada mais as mulheres (57% de rejeição) do que homens (51% de aprovação). Como seria de se esperar, e amplamente aprovada (76%) pelos que consideram o governo ótimo ou bom, e igualmente rejeitada (78%) por quem o acha ruim ou péssimo.

A discussão sobre a militarização bolsonarista divide as Forças Armadas desde o começo do governo. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo logo após a eleição de Bolsonaro, o então comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, tentou dissociar os militares do então futuro governo.

Caso perdido, como a recente aliança dos fardados com o antes demonizado centrão em prol da governabilidade e contra um impeachment mostra.
Além de sua origem fardada, aliás uma distorção dado que ele saiu do Exército após passar por um processo disciplinar por suposta trama de atentados em 1988, Bolsonaro cercou-se de generais da reserva na campanha.

A estrela era Augusto Heleno, colega seu e de Mourão no curso de paraquedismo da Força. Hoje com menos poder do que já teve, o militar segue como chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Com o governo em curso, formou-se a ala militar, para a crítica constante de Heleno, hoje na chefia do Gabinete de Segurança Institucional. Na realidade, são várias as alas, e a configuração atual passa pelo eixo Fernando Azevedo (Defesa)-Walter Braga Netto (Casa Civil)-Ramos (Secretaria de Governo).

Os três generais já serviram juntos no Comando Militar do Leste, no Rio, com Azevedo à frente e hoje servindo de pivô do grupo e contato com o serviço ativo devido a seu cargo.

Ramos, contudo, se destaca pela relação pessoal com Bolsonaro, com quem dividiu quarto como cadete, e foi especulado pelo presidente como um nome para comandar o Exército, já que a relação com o atual chefe, Edson Pujol, não é das mais azeitadas.

Azevedo, por sua vez, se equilibra numa corda após ver o enfraquecido chefe buscar mais apoio entre seu esteio militar.

Foi obrigado a divulgar notas reforçando o comprometimento das Forças com a Constituição após Bolsonaro participar de atos golpistas, mas também apoiou Heleno em sua nota em que apontava riscos à estabilidade em decisões do Supremo Tribunal Federal.

O serviço ativo, contudo, é outra história. Nem todos os membros do Alto-Comando do Exército se sentem confortáveis com a associação a um governo tão polêmico quanto o de Bolsonaro, e o temor expresso por Villas Bôas em 2018 de que uma militarização da política se transfigurasse numa politização dos quartéis permanece.

Até aqui, indícios disso são vistos muito em redes sociais, com a popularidade das mensagens bolsonaristas entre médios e baixos escalões das Forças. A atração que o discurso exerce sobre PMs pelo país, contudo, é mais notória, como se viu na greve da corporação no Ceará neste ano.

Azevedo tem logrado diversas vitórias corporativas no cargo, enquanto Bolsonaro busca associar-se cada vez mais aos fardados durante a crise política embutida na emergência da Covid-19.

O plano de reestruturação de carreira e reforma previdenciária dos militares foi aprovado no ano passado, após duas décadas de protelação, além de várias benesses acessórias.

A Marinha, Força mais afastada do núcleo do poder, ganhou R$ 7,6 bilhões para construção de novos navios, numa operação criticada dentro da área econômica.

Já a Força Aérea, ainda mais distante do bolsonarismo, manteve seu cronograma de programas estratégicos, como o caça Gripen ou o cargueiro C-390 Millenium.

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O deputado federal Júlio César (PSD-PI), com 280 pontos na tabela elaborada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), é um dos três parlamentares que lideram o ranking da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O deputado Júlio César é um dos deputados que mais defende os interesses dos municípios, segundo avaliação dos próprios prefeitos.

De acordo com esse levantamento, o deputado tem um perfil municipalista e luta pelas causas dos municípios. Júlio César é o presidente da Frente Parlamentar Municipalista e é o atual coordenador da Bancada do Nordeste. E adotou a posição de revisar o pacto federativo, favorecendo a situação dos estados e municípios.

Além do deputado Júlio César, os deputados Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE) e Pedro Westphalen (PP-RS) se destacam com o perfil municipalista observado pela CNM. Os três deputados estão empatados no topo do ranking de defesa dos municípios, segundo a Confederação, que identifica e classifica os deputados federais e senadores com esse perfil e atuam em consonância com os interesses dos municípios.

O deputado Júlio César foi prefeito, foi presidente da Associação Piauiense dos Municípios (APPM) e sempre atuou com essa bandeira de defesa dos municípios, defendendo o fortalecimento das cidades, propondo uma revisão no pacto federativo e, inclusive, uma revisão na tabela de repasse dos fundos de participação, para reduzir as diferenças entre os mais pobres e os mais ricos.


Fonte: Com informações da assessoria
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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente Jair Bolsonaro seja comunicado de que um grupo de advogados apresentou uma ação à Corte com o objetivo de obrigar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a analisar um pedido de impeachment. Confira a reportagem completa do Boletim do Jornal da Record. 

Em sua decisão, Celso permite que Bolsonaro, se quiser, faça a contestação da ação. Esse grupo de advogados recorreu ao STF a fim de obrigar Maia a analisar a denúncia por crime de responsabilidade – pela Constituição, cabe à Câmara autorizar o procedimento para verificar se houve crime do presidente.

“O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, manda que o Oficial de Justiça cite o excelentíssimo Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, com endereço no Palácio do Planalto, Praça dos Três Poderes, Brasília/DF, para, na condição de litisconsorte passivo necessário, integrar a relação processual e, querendo, contestar o pedido. DADO E PASSADO na Secretaria do Supremo Tribunal Federal, em 13 de maio de 2 “, diz o documento.

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O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Piauí – FAEPI, deputado federal Júlio César se reuniu em videoconferência, com os presidentes de Federações dos Estados do Nordeste e como convidado, o presidente do Banco do Nordeste (BNB) , Romildo Rolim e equipe.

A videoconferência foi conduzida pelo presidente da FAEPI, Júlio César, e contou com a exposição das medidas e operações do Banco do Nordeste do Brasil adotadas neste período de isolamento social devido o COVID-19. Após a apresentação, o presidente da FAEPI abriu para que os participantes fizessem perguntas ao convidado, Romildo Rolim.

Entre as medidas adotadas pelo banco para agilizar os processos estão, segundo Romildo Rolim, a ampliação dos canais digitais; racionalização dos processos; desburocratização das renegociações das dívidas rurais , algumas podem ser feitas através do Internet Bank; prorrogação  de ativos PRONAF -  Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, até 15 de agosto de 2020; crédito para capital de giro com até seis meses de carência para o início do pagamento das novas operações, entre outras.⠀

Júlio César ressaltou que essas medidas são necessárias nesse período importante para a agricultura porque dão um suporte maior e condições para os produtores trabalhar. “São ações que impactam positivamente. Quero agradecer a honrosa presença do presidente do BNB Romildo e da sua equipe que prontamente falou das ações da instituição em favor do setor e que esclareceu as dúvidas dos colegas das outras Federações do Nordeste”, disse o presidente da FAEPI, Júlio César.

Júlio César é também Coordenador Geral do Comitê Executivo para o Desenvolvimento da Região Nordeste, designado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Esta é a segunda videoconferência realizada para discutir assuntos do setor agropecuário. 

 


Fonte: Com informações da assessoria
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