São coisas que acontecem · 03/01/2019 - 14h05 | Última atualização em 03/01/2019 - 14h21

Você sabe qual a diferença entre gozar e orgasmo?


Compartilhar Tweet 1



Numa relação sexual, há diversas formas de alcançar o prazer. Você pode sentir uma extrema sensação de felicidade, calafrios, e ficar extremamente molhada com a excitação. Muita gente acredita que o orgasmo, o ponto alto do prazer, e gozar são a mesma coisa, afinal, são coisas que acontecem praticamente ao mesmo tempo. Porém, apesar de intimamente ligados, são fenômenos distintos e não dependem um do outro para acontecer. Para que fique mais claro para você, vou explicar a diferença entre gozar e orgasmo. As informações são do Mulheresbemresolvidas.

No texto de hoje vamos abordar os seguintes tópicos:

  • Há diferença entre gozar e orgasmo?
  • O que é gozar?
  • Como acontece?
  • Gozar x lubrificação
  • Como saber se eu gozei?
  • O que é um orgasmo?
  • Todo orgasmo é igual?
  • Como saber se eu tive um orgasmo?
  • Nunca tive um orgasmo
  • O prazer é individual

Há diferença entre gozar e orgasmo?

Sim! Você pode ter um orgasmo e não gozar e vice-versa. Em ambos os casos, a mulher sente prazer, porém de formas diferentes. Para conseguir gozar é preciso estimular a região da uretra, que fica muito próxima ao clitóris. São muito parecidos, mas independentes um do outro.

O que é gozar?

Antes de falar sobre a diferença entre gozar e orgasmo, vamos ver exatamente o que significa cada um deles. O termo gozar se refere à ejaculação feminina ou squirt. Trata-se de uma expulsão de grandes quantidades de líquido ejaculatório da uretra. Enquanto algumas mulheres acham a experiência intensamente prazerosa, outras podem achar que é algo extremamente embaraçoso e até mesmo indesejável. O líquido expelido é incolor e sem cheiro. O fenômeno ficou popularmente conhecido como gozar porque é bem parecido com a situação quando o homem goza (ejacula).

Como acontece?

Esse termo provocou recentemente um debate sobre o que o corpo de uma mulher pode alcançar. Acredita-se hoje que as Glândulas de Skene (localizadas na entrada da uretra, próximas ao clitóris) são as verdadeiras responsáveis pela ejaculação feminina.

Durante a maior parte do último século, houve controvérsia sobre se o efeito existia, e na história recente houve confusão entre ejaculação feminina e incontinência urinária. No entanto, estudos científicos dos anos 80 e posteriores demonstraram um efeito que não está relacionado à urina.

Gozar x lubrificação

A lubrificação vaginal é um líquido viscoso e escorregadio liberado pelas paredes vaginais durante a excitação. Esse lubrificante natural ajuda a aliviar uma possível dor na penetração e reduz a irritação e os danos que podem ocorrer ao tecido vaginal durante a relação. Algumas mulheres podem produzir um grande volume de lubrificante natural que pode sair da vagina durante a relação ou contrações orgásticas, mas isso não é considerado gozar.

Como saber se eu gozei?

Algumas mulheres que gozam durante as relações sexuais afirmam que a sensação é que estão urinando acidentalmente durante o sexo. No entanto, a verdadeira ejaculação feminina é diferente da urina em seu mecanismo físico, pelo qual os fluidos são liberados.

Se você nunca gozou, não fique chateada. Este tipo de fenômeno geralmente não ocorre na maioria das mulheres, principalmente por causa de técnicas inadequadas de excitação usadas. Além disso, a mulher que nunca ejaculou dessa maneira não precisa ficar preocupada, apenas a lubrificação natural já é o suficiente para garantir um bom desempenho sexual.

Todas as mulheres têm glândulas de Skene, então, na teoria, todas podem gozar; algumas mais e outras menos facilmente. Por isso, se você nunca teve essa sensação, não desista, continue tentando.

O que é um orgasmo?

Podemos dizer que o orgasmo é o ponto alto de uma relação sexual. O orgasmo é caracterizado por intenso prazer físico, controlado pelo sistema nervoso involuntário ou autônomo. Ele acontece quando existe um estímulo físico, que dispara para o cérebro um gatilho que libera uma explosão de hormônios para seu corpo e que provoca sensações muito prazerosas, seguidas de um relaxamento profundo.

O orgasmo é acompanhado por ciclos rápidos de contração muscular nos músculos pélvicos inferiores, que envolvem os órgãos sexuais primários e o ânus. São associados a outras ações involuntárias, incluindo vocalizações (falar em voz alta) e espasmos musculares em outras áreas do corpo, e uma sensação geralmente eufórica.

Quando uma mulher alcança o estado exaltado durante um ato sexual, ou seja, quando alcança o orgasmo, há ondas de contrações rítmicas dos músculos pélvicos devido à excitação das terminações nervosas na região pélvica (principalmente no clitóris), que resulta em uma sensação prazerosa devido à liberação da tensão sexual. Depois dessa explicação, você pode entender que realmente há uma diferença entre gozar e ter orgasmo.

Todo orgasmo é igual?

Essa é a pergunta de ouro e a resposta é não. Os dois tipos mais comuns são os orgasmos clitorianos e vaginais. A fisiologia é praticamente a mesma, tanto a vagina quanto o clitoris são áreas repletas de terminações nervosas que, se estimuladas da maneira correta, podem provocar muito prazer e, consequentemente, o orgasmo feminino.

A maioria das mulheres aprende a se estimular e a se masturbar com a estimulação clitoriana e acabam deixando de lado a estimulação vaginal, feita através da penetração. Por isso, a maior parte da população feminina tem mais facilidade em alcançar o orgasmo clitoriano, já que o clitóris fica um pouco mais exposto, o que facilita a manipulação.

As mulheres acabam não buscando orgasmo vaginal por ele ser  mais “difícil”. Não é incomum eu ouvir relatos de mulheres que depois de alguns anos só conseguem sentir o orgasmo em uma posição específica e com um estímulo específico.

Porém, além do orgasmo clitoriano e vaginal, existem diferentes tipos de orgasmos que uma mulher pode experimentar, veja alguns deles:

Orgasmo do colo do útero

  • Orgasmo do ponto G
  • Orgasmo dos seios
  • Orgasmo anal
  • Orgasmo do ponto U
  • Orgasmo tântrico
  • Como saber se eu tive um orgasmo?

As sensações mais comuns na hora do orgasmo são: aceleração dos batimentos cardíacos, contração dos músculos da região da vagina, arrepio no corpo, frio na barriga, dormência nas pernas e pés. É como um ápice, seguindo de um relaxamento profundo.

Algumas mulheres dizem que sentem a perna tremer, calafrios, que perdem a força nas pernas, que sentem vontade de gritar, enfim, as reações são mesmo variadas. Mas se você não sentir nada disso, não significa que o orgasmo delas é melhor que o seu, isso é bobagem.

Não existe um teste para saber se você já teve um orgasmo ou não – apenas a prática irá dizer. Provavelmente, você consiga identificar este ápice de prazer como aqueles momentos em que parece perder o controle de seu próprio corpo durante o sexo. Sabe como é? Então com certeza já teve um bom orgasmo.

Nunca tive um orgasmo

Se você também nunca sentiu um orgasmo, também não se sinta diferente. Chegar ao orgasmo com facilidade é privilégio de poucas mulheres. De fato, o número de mulheres com dificuldades de atingir o orgasmo é muito maior do que as que apresentam resposta sexual normal ou elevada. Para se ter uma ideia, pesquisas concluíram que 65% das brasileiras sexualmente ativas apresentam alterações orgásticas. E cerca de 10% das mulheres nunca chegaram ao orgasmo.

O prazer é individual

Como você pode perceber, há uma grande diferença entre gozar e orgasmo, porém não há nenhuma ligação entre o gozo e a intensidade do prazer. Se não consegue passar pelas duas experiências de forma simultânea durante as relações sexuais, não quer dizer que o seu prazer é mais ou menos potente do que o das outras mulheres. Cada experiência é individual e só você poderá decidir se elas valeram a pena ou não. O que importa é que você aproveite cada momento junto com o seu parceiro.


Comentários