Afeta 35% das mulheres no BRA · 22/04/2019 - 15h44

Anorgasmia: saiba como tratar e ter uma vida sexual satisfatória


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Muitas mulheres têm dificuldade em atingir o orgasmo com um parceiro, mesmo após uma ampla estimulação sexual. Um estudo pernambucano aponta que a anorgasmia afeta 35% das mulheres no Brasil.  A falta de conhecimento sobre a própria sexualidade, desinformação sobre a fisiologia da resposta sexual, problemas de ordem pessoal e sobretudo conflitos conjugais são capazes de desencadear sérios problemas emocionais nas mulheres e consequentemente alterar a sua resposta sexual. As informações são do Vittude.

O orgasmo traz reações psicológicas e físicas. Do ponto de vista emocional, o clímax traz relaxamento, alívio de tensão e sensação de bem-estar. Alguns estudos até apontam que chegar ao orgasmo também é capaz de melhorar nossa imunidade. Portanto, procurar ajuda para a ausência dele é fundamental.

O que causa anorgasmia?

Pode ser difícil determinar a causa subjacente da anorgasmia. As mulheres podem ter dificuldade em atingir o orgasmo devido a fatores físicos, emocionais ou psicológicos. Fatores contribuintes podem incluir:

envelhecimento

condições médicas, como diabetes

uma história de cirurgias ginecológicas, como uma histerectomia

o uso de certos medicamentos, particularmente os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs) para depressão

crenças culturais ou religiosas

timidez

culpa ou preconceito relacionado ao prazer de desfrutar de atividade sexual

história de abuso sexual

condições de saúde mental, como depressão ou ansiedade

estresse

baixa autoestima

problemas de relacionamento, como conflitos não resolvidos ou falta de confiança

Às vezes, uma combinação desses fatores pode dificultar a obtenção de um orgasmo. A incapacidade de atingir o orgasmo pode levar ao sofrimento, o que pode tornar ainda mais difícil atingir o orgasmo no futuro.

Sintomas da anorgasmia

O principal sintoma da disfunção orgásmica é a incapacidade de atingir o clímax sexual. Outros sintomas incluem ter orgasmos insatisfatórios e a demora acima do normal para atingir o clímax.

Mulheres com anorgasmia podem ter dificuldade em atingir o orgasmo durante a relação sexual ou masturbação.

Existem quatro tipos de anorgasmia

Anorgasmia primária: uma condição em que você nunca teve um orgasmo.

Anorgasmia secundária: dificuldade em atingir o orgasmo, mesmo que você tenha tido um antes.

Anorgasmia situacional: o tipo mais comum de disfunção orgásmica. Ocorre quando você atinge o orgasmo somente em situações específicas, como durante o sexo oral ou masturbação.

Anorgasmia geral: incapacidade de atingir o orgasmo sob quaisquer circunstâncias, mesmo quando você está excitado e a estimulação sexual é suficiente.

Como a disfunção orgásmica é diagnosticada?

Se você acha que tem anorgasmia, agende uma consulta com profissional especializado. Um bom sexólogo será capaz de diagnosticar sua condição e fornecer um plano de tratamento adequado. Atualmente também é possível consultar um sexólogo online, garantindo que pessoas com alguma disfunção sexual possam desfrutar plenamente da atividade sexual novamente.

Durante sua consulta, o sexólogo fará perguntas sobre seu histórico sexual. Suas respostas podem revelar as causas subjacentes da disfunção orgásmica e ajudar a identificar outros fatores que podem contribuir para sua condição.

Tratamento

O tratamento para disfunção orgásmica depende da causa da condição. A depender do diagnóstico é possível que a pessoa possa precisar:

tratar quaisquer condições médicas subjacentes

mudar medicamentos antidepressivos

Realizar sessões de terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou terapia sexual

aumentar a estimulação do clitóris durante a masturbação e a relação sexual

Terapia de casal é outra opção de tratamento muito conhecida. Um psicólogo pode ajudar você e seu parceiro a lidar com quaisquer divergências ou conflitos que estejam ocorrendo. Isso pode resolver os problemas que surgem no relacionamento e no quarto.

Em alguns casos, a terapia hormonal estrogênica pode ser usada. O estrogênio pode ajudar a aumentar o desejo sexual ou a quantidade de fluxo sanguíneo para os órgãos genitais, aumentando a sensibilidade. A terapia hormonal estrogênica pode envolver a administração de uma pílula, o uso de um adesivo ou aplicação de um gel nos genitais.

Alguns produtos vendidos sem prescrição médica e suplementos nutricionais também podem ajudar mulheres com anorgasmia. Óleos de excitação podem ajudar no aquecimento do clitóris, aumentando a estimulação. Estes óleos podem ser benéficos para uso durante a relação sexual e masturbação.

Certifique-se de falar com seu médico ginecologista antes de usar produtos ou medicamentos nas regiões genitais. Eles podem causar uma reação alérgica ou interferir na ação de outros medicamentos que você esteja tomando.

Qual é a perspectiva para pessoas com anorgasmia?

A incapacidade de atingir o orgasmo pode ser frustrante e pode ter um impacto no seu relacionamento. No entanto, você poderá alcançar o clímax com o tratamento adequado. É importante saber que você não está sozinha. Muitas mulheres lidam com essa situação em algum momento de suas vidas.

Se você sofre com a dificuldade para chegar ao orgasmo, pode achar que a psicoterapia é particularmente útil. Parte da terapia individual ou de casais se concentra em como você vê a relação sexual. Encontrar-se com um terapeuta pode ajudar você e seu parceiro a aprender mais sobre as necessidades e desejos sexuais de um outro. Ele também irá abordar quaisquer problemas de relacionamento ou estressores cotidianos que podem estar contribuindo para a sua incapacidade de orgasmo. Resolver essas causas subjacentes pode ajudar você a atingir o orgasmo no futuro.

O avanço da tecnologia e da internet fez surgir plataformas como a Vittude, que conecta pessoas que desejam fazer terapia a psicólogos. Se você deseja encontrar um sexólogo, comece a pesquisar e agende sua consulta hoje mesmo.


Fonte: Vittude

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