Nacionais e estrangeiras · 30/07/2019 - 09h41 | Última atualização em 30/07/2019 - 10h04

Vinte empresas querem cultivar maconha medicinal no Brasil


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Companhias fizeram pedidos à Anvisa

Empresas nacionais e estrangeiras

A Anvisa recebeu 590 manifestações sobre o cultivo da cannabis –de associações, profissionais de saúde, população em geral e empresas. Só 8 foram contrárias à liberação
A Anvisa recebeu 590 manifestações sobre o cultivo da cannabis –de associações, profissionais de saúde, população em geral e empresas. Só 8 foram contrárias à liberação    Reprodução/ Pexels @fecundap6

 

Vinte empresas, nacionais e estrangeiras, procuraram a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para manifestar interesse no cultivo de maconha no Brasil. As indicações foram feitas em consulta pública sobre a liberação do cultivo para fins medicinais, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira (30/07).

Segundo a reportagem, as companhias mais interessadas são do Canadá, Estados Unidos e Israel. Representantes de empresas europeias, da Austrália e do Uruguai também estiveram no Brasil com o interesse de investir no cultivo por meio de parceiros locais.

A Anvisa informou ao Estado de S. Paulo que não pode fornecer detalhes que permitam a identificação das empresas que contactaram a agência.

A liberação do plantio de maconha é criticada pelo governo, principalmente pelo ministro Osmar Terra (Cidadania). Na última terça-feira (23/07), o ministro chegou a afirmar que “pode até acabar com a Anvisa”, caso o órgão aprove regras sobre cultivo da cannabis para a produção de medicamentos.

Com a regulamentação do cultivo, é esperado que 3,9 milhões de pacientes se beneficiem pela produção de medicamentos em 3 anos. A empresa New Frontier, parceira da startup The Green Hub, aponta que o potencial de mercado é de R$ 4,7 bilhões ao ano.

Além das empresas, associações, profissionais de saúde e a população entraram em contato com a Anvisa sobre o tema. Ao todo, foram feitas 590 manifestações. Dessas, só 8 foram contrárias ao cultivo. Uma audiência pública do órgão discute o tema nesta quarta-feira (31/07).

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