
Professora é presa e algemada ao ser confundida com falsária
A professora de Campo Maior, Raimunda Lira, foi presa e algemada ao ser confundida com uma falsária por policiais militares e levada para o 1º Distrito Policial da cidade de Campo Maior, município a 84 quilômetros ao Norte de Teresina. A prisão aconteceu depois que a professora passou para um caixa de uma lotérica da cidade uma suposta nota falsa de R$ 100,00.
Segundo o portalcampomaior, Raimunda Lira disse, na delegacia, que havia conseguido o dinheiro ao fazer um saque uma agência bancária da cidade. Ela prometeu acionar a Justiça contra os policiais, pois sentiu-se constrangida por considerar a ação abusiva, uma vez que chegou a ser algemada durante a abordagem.
Raimunda disse que sacou o dinheiro na agência e tentou pagar uma conta na lotérica da avenida Demerval Lobão, no centro da cidade. O caixa, suspeitando de que uma nota não era verdadeira, chamou o gerente e esse acionou a polícia. Ela foi presa, algemada e levada para a delegacia e lá foi interrogada por suspeita de passar dinheiro falso.
Segundo um gerente de banco, ouvido pelo portal, o gerente da lotérica cometeu o erro de afirmar que a nota era falsa, porque isso compete ao Banco Central, que orienta bancos e lotérica onde circula dinheiro, que havendo suspeita de que o dinheiro possa ser falso, dar um recibo no valor da cédula ao portador dela e encaminhar ao BC, para que seja verificado se realmente a cédula era falsa.
Ao portal, o comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar de Campo Maior, major Cordeiro, está fazendo um curso na cidade de Parnaíba, mas falou por telefone que já abriu uma sindicância para apurar os fatos sobre a prisão da professora Raimunda Lira, que foi confundida com uma falsária e chegou a ser detida por policiais militares.
"Estarei em Campo Maior no domingo (19) e estou aguardando a professora Raimunda me procurar para ouvi-la. Mas já abrimos uma sindicância para apurarmos os fatos e quero afirmar que se for comprovado algum excesso por parte dos policiais, eles irão responder por isso", disse Cordeiro.
Fonte: Diário do Povo








