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Mulher enfrenta condição rara que causa descamação rápida de sua pele

A americana Becca Joy, de 24 anos, tem chamado atenção no TikTok ao compartilhar vídeos sobre seu dia a dia. A moradora de Nova York sofre com uma condição rara e hereditária chamada hiperceratose epidermolítica e, por conta disso, não pode passar muito tempo deitada ou sentada sem se preocupar com pedaços de pele se soltando de seu corpo. Com informações do Metrópoles.

Becca herdou a doença de sua mãe. A condição leva ao ressecamento e descamação da pele até dez vezes mais rápido que o normal. Por isso, desde muito nova, a jovem foi impedida de praticar certas atividades que gostava e até mesmo de trabalhar, pois passar horas sentada pode causar muitas dores.

“A compressão, como sentar, deitar ou ter tecidos me pressionando, faz com que minha pele fique com bolhas e manchas vermelhas elevadas que são doloridas e quentes ao toque e muitas vezes parecem queimaduras solares”, diz a mulher.

Na rede social, Becca afirma ainda que não pode usar curativos porque o adesivo arranca sua pele. Além disso, ela é estremamente suscetível a infecções de pele, mesmo quando não tem grandes feridas abertas, porque possui muitas microfissuras na pele.

A hiperceratose epidermolítica requer cuidados especiais. Por isso, a jovem usa sabonetes hidratantes, além de loções corporais para amenizar o ressecamento. Quando está com muita dor e inchaço, ela toma medicamento de via oral e, para tratar infecções, utiliza pomadas com esteróides prescritos por seu médico.

Apesar de ser uma doença dolorosa, Becca afirma que o que mais a incomoda, no entanto, são as reações das pessoas que a julgam e, às vezes, até tentam lhe aconselhar apesar de não saberem de fato o que ela tem.

“Tenho outra perspectiva e conduzo minha vida de maneira diferente dos outros. Eu planejo estrategicamente minhas roupas com base em tudo o que posso fazer naquele dia, como o material em que posso acabar sentada, o que estarei fazendo, quanto tempo ficarei fora e o que preciso levar comigo”, afirma, em entrevista ao DailyMail.

Hoje, Becca é estudante de um programa de mestrado e também palestra sobre sua condição a fim de informar e conscientizar outras pessoas. Ela acrescenta que, mesmo sabendo que vai sentir dor mesmo não fazendo nada, ela se aventura e pratica algumas atividades. “Prefiro sentir dor sabendo que fiz algo agradável”, finaliza.

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