Sentimento de traição -

Condenado por estupro, amigo diz que confrontará Robinho por “traição”

Horas antes de se apresentar na sede da Polícia Federal em São Paulo na última sexta-feira (07/06), Ricardo Rocha Falco, amigo do ex-jogador Robinho, que também foi condenado a 9 anos de prisão por estupro coletivo, expressou sua intenção de se encontrar com o ex-atleta para expressar seu sentimento de traição. As informações são do Metrópoles.

Foto: Arquivo pessoalArquivo pessoal

Após a homologação da sentença italiana, Falco deve ser levado à mesma prisão onde Robinho está desde março deste ano; a Penitenciária 2 de Tremembé, em São Paulo. Ele faz parte do grupo de seis pessoas que teriam participado de um estupro coletivo cometido contra uma mulher albanesa em uma boate em Milão, em 2013. Falco e o ex-jogador foram os únicos condenados.

Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini veiculada no programa Domingo Espetacular nesse domingo (9/6), Falco disse que Robinho tentou responsabilizá-lo pelo crime porque somente ele e o ex-jogador viviam na Itália na época das investigações, e, por isso, eram os únicos do grupo que poderiam ser condenados.

Ele disse que se sentiu traído no momento em que as autoridades italianas leram um depoimento em que Robinho o acusava de ter armado um esquema com a vitima para “tomar dinheiro dele”.

“Eu quis limpar a barra dele”

Antes de descobrir as acusações feitas por Robinho contra ele, Falco confessou que tentou combinar o depoimento com ex-jogador para direcionar as acusações contra os amigos do grupo que já estavam no Brasil. “Eu quis limpar a barra dele (…). Como pessoal estava no Brasil, ninguém ia chegar neles”, revelou durante a entrevista.

Depois, Falco disse que passou a enxergar no amigo um “traíra”, mas que, com o tempo, entendeu que se tratava de “um homem desesperado”. Agora que ele e ex-jogador irão dividir a estadia na Penitenciária de Tremembé, Falco pretende confrontar o ex-jogador sobre a atitude. “Pretendo falar com ele que me sinto um homem traído”, afirmou.

Condenação por estrupo coletivo

Para a Justiça Italiana, não restam dúvidas que Ricardo Falco participou do estupro coletivo da mulher de origem albanesa. Entre as provas usadas para a condenação, foram encontradas amostras do sêmen do amigo de Robinho no vestido da vítima, além de áudios trocados com o ex-jogador, onde ele comemora que ambos estavam a salvo pela ausência de câmeras de segurança na boate de Milão.

Ainda assim, durante a entrevista a Roberto Cabrini, Falco negou ter cometido o crime e afirma que a relação sexual foi consensual. Ele admite ter levado a jovem para casa e relata que, após o ocorrido, “ela saiu e ficou chorando em um canto”. Segundo ele, o choro seria de “arrependimento”.

Na entrevista, Falco também comentou o áudio trocado com o ex-jogador em que disse que não esperava ser punido pelo crime: “Não vai dar nada, na minha cabeça não ia dar nada para eles nem para ninguém. Eu falei, vai dar 5 cestas básicas e acabou, resolveu o problema”, afirmou ele.

Ricardo Falco foi condenado à pena de nove anos de reclusão por estupro coletivo em 23 de novembro de 2021 pelo Tribunal de Milão, na Itália. O caso transitou em julgado até 19 de janeiro de 2022. Em 5 de julho de 2024, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que ele irá cumprir a pena no Brasil.

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