Agredido por motorista de app · 09/02/2020 - 12h08

''Chorei em acreditar que pessoas ainda agem assim'', diz vítima de homofobia


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"Gay não entra no meu carro". Foi com essa frase que o fisioterapeuta e empresário Célio Moreira de Andrade Júnior, 26 anos, foi impedido de pegar uma corrida de aplicativo na noite de ontem (07/01) em Campo Grande. Sentindo na pele o preconceito escancarado, a vítima chorou e procurou a delegacia para denunciar o crime. As informações são do Campo Grande News.

Célio contou que o caso ocorreu por volta das 20h30. Ao sair do trabalho, o empresário solicitou uma corrida de aplicativo, mas a surpresa veio quando o carro chegou. ''Me aproximei e perguntei se aquele era o veículo. O motorista perguntou se eu era gay, respondi que sim e questionei o motivo da pergunta'', disse.

Segundo a vítima, a resposta do motorista foi curta e direta: ''Gay não entra no meu carro'', disse o homem. ''Eu perguntei: você sabia que isso é homofobia? Ele só ergueu o vidro do carro e foi embora", lembrou.

Célio entrou em contato com a empresa responsável pelo aplicativo e denunciou o caso. Ele foi orientado a procurar a polícia e foi informado que a empresa iria tomar medidas cabíveis contra o motorista.

''Chamei outra corrida pelo mesmo aplicativo e entrei no carro chorando. Chorei em acreditar que seres humanos ainda agem dessa forma, que acreditam que a minha vida vai interferir na deles. E se eu não fosse gay, o motorista me levaria?", questionou.

Na delegacia, Célio contou que recebeu todo o suporte necessário.''O delegado até comentou que o motorista poderia ter feito algo comigo se eu tivesse entrado no carro". contou. O outro motorista do aplicativo que levou a vítima ao local, esperou ele registrar a ocorrência e depois levou para casa. Ele não cobrou pela corrida.

''Chorei em acreditar que pessoas ainda agem assim'', diz vítima de homofobia

Vítima teve corrida negada por motivo de aplicativo após dizer que era gay, mas depois ganhou apoio de outro motorista, de graça

meu carro''. Foi com essa frase que o fisioterapeuta e empresário Célio Moreira de Andrade Júnior, 26 anos, foi impedido de pegar uma corrida de aplicativo na noite de ontem (07/02) em Campo Grande. Sentindo na pele o preconceito escancarado, a vítima chorou e procurou a delegacia para denunciar o crime.

Ao Campo Grande News, Célio contou que o caso ocorreu por volta das 20h30. Ao sair do trabalho, o empresário solicitou uma corrida de aplicativo, mas a surpresa veio quando o carro chegou. ''Me aproximei e perguntei se aquele era o veículo. O motorista perguntou se eu era gay, respondi que sim e questionei o motivo da pergunta'', disse.

Segundo a vítima, a resposta do motorista foi curta e direta: ''Gay não entra no meu carro'', disse o homem. ''Eu perguntei: você sabia que isso é homofobia? Ele só ergueu o vidro do carro e foi embora", lembrou.

Célio entrou em contato com a empresa responsável pelo aplicativo e denunciou o caso. Ele foi orientado a procurar a polícia e foi informado que a empresa iria tomar medidas cabíveis contra o motorista.

 

Vítima tirou print da solicitação da corrida que foi cancelada pelo motorista. (Foto: Kísie Ainoã)

''Chamei outra corrida pelo mesmo aplicativo e entrei no carro chorando. Chorei em acreditar que seres humanos ainda agem dessa forma, que acreditam que a minha vida vai interferir na deles. E se eu não fosse gay, o motorista me levaria?", questionou.

Na delegacia, Célio contou que recebeu todo o suporte necessário.''O delegado até comentou que o motorista poderia ter feito algo comigo se eu tivesse entrado no carro". contou. O outro motorista do aplicativo que levou a vítima ao local, esperou ele registrar a ocorrência e depois levou para casa. Ele não cobrou pela corrida.

O empresário contou que não quer expor o autor da homofobia, mas que denunciou o caso para que outras vítimas sejam encorajadas a denunciar esse tipo de crime. ''Quero fazer um alerta. Imagina quantas pessoas passam por isso e não falam nada? Isso não acontece só nos grandes centros. Acontece em todos os lugares", ressaltou.

De acordo com Célio, essa não é a primeira vez que ele foi vítima de homofobia. ''Na semana passada uma cliente se recusou a fazer as unhas porque o meu salão pertence a um gay", contou.


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