Maior da história da TV · 21/05/2019 - 08h08 | Última atualização em 21/05/2019 - 09h34

Game Of Thrones | The Iron Throne, Resenha


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    (HBO)

 

Fogo e sangue, ou um sonho da primavera?

Esta é a última resenha da série Game of Thrones e contém spoiler do episódio 6 da oitava temporada, “The Iron Throne”. Obrigado a todos que leram minhas resenhas de cada episódio, recebi muitas críticas negativas, mas as positivas foram as melhores.

Fomos advertidos em todas as temporadas que não teríamos um final feliz para a maioria dos personagens de Game of Thrones. Ramsay Bolton avisou várias vezes sobre isso, principalmente quando ele fazia alusão que o final sempre terá um sabor “agridoce”. Que é uma frase do próprio George R.R. Martin quando perguntaram como seria o final da saga, e para piorar as coisas, nessa mesma entrevista ele prometeu um sonho cheio de esperança numa primavera para muitos dos nossos personagens favoritos. Claro que não literalmente isso, mas algo que significava a mesma coisa.

Foi um final de Game of Thrones mais digno do que muitos de nós poderiam ter previsto. Além de Daenerys, não houve grandes vítimas (soldados Lannister não são gente) - e enquanto os senhores e senhoras sobreviventes de Westeros ririam da sugestão otimista de Sam de que eles deveriam estabelecer uma democracia no lugar de uma monarquia e finalmente permitir que o povo dos Sete Reinos uma votação (boa tentativa, Tarly), tudo parecia dar certo, apesar do genocídio em massa de Dany. Apesar da observação de Sansa de que havia milhares de nórdicos furiosos fora dos muros do que sobrou de Porto Real esperando pela liberdade de Jon, talvez nunca tínhamos percebido como esse conflito afetou o mundo em geral, ou se os civis em outras partes de Westeros estavam cientes das insignificantes disputas entre rainhas. A coisa pareceu até digna demais, já que o inverno veio e foi embora como um vento de tempestade que a hype da maioria dos espectadores já havia baixado neste último e melancólico episódio.

No fim das contas, os loucos, os bastardos e os quebrados foram o cimento dessa história, com a sabedoria de Bran – e, mais importante, com seu conhecimento do passado –, provando ser mais uma qualificação para a regra do que a violência ou o sangue; se voltarmos no tempo, Tywin Lannister ensinou para Tommen sobre o que faz um bom rei – alguém que escuta seus conselheiros e não tenta tomar todas as decisões por conta própria. E é um alívio que, após as temporadas de Jon insistir que ele não tinha nenhum desejo ou ambição de governar, isso não foi imposto a ele por causa de algo tão arbitrário quanto seus pais. (Embora toda essa reviravolta sobre Aegon tenha realmente se tornado uma bagunça para nada no final).

Sansa tornou-se Rainha do Norte, agora um reino independente que, sem dúvida, se beneficiaria de seu senso de estratégia e cuidado com seu povo; Arya foi claramente preparada para um spinoff perfeito, partindo para explorar o que quer que seja a oeste de Westeros e vivendo como sempre quis: Livre. Tyrion tornou-se Mão de um governante que está basicamente contente em deixá-lo governar; e apesar de todo esse absurdo sobre ser exilado para a Patrulha da Noite novamente, parece que Jon pretende ir para o norte com Tormund e Ghost e o resto dos selvagens, para encontrar o tipo de vida simples e pacífica que ele sonhava com a Ygritte. (E você percebeu aquele ramo de verde crescendo através da neve enquanto eles cavalgavam na floresta? Um sonho da primavera, de fato.)

“The Iron Throne” seguiu a tradição de longa data da serie de fazer do penúltimo episódio de cada temporada o marco épico e usar o final para amarrar pontas soltas, o que pareceu um pouco mais anticlimático aqui do que o habitual, já que tivemos oito temporadas acumuladas para chegar a este ponto. Que destino cruel para Daenerys e como foi mal executado, pior que ela fez no episódio "The Bells", especialmente quando finalmente conseguimos ouvi-la se justificar. Isso claramente não foi uma ruptura psicótica ou uma onda de vingança contra o povo de Porto Real por qualquer crime percebido contra ela, apenas uma ilusão de que Cersei estava usando "sua inocência como arma" contra Dany para tentar fazê-la hesitar em pegar o que quisesse apesar do fato de que ela não precisava atacar nenhuma pessoa inocente para reivindicar o trono.

Ninguém conseguiria desafiar Dany naquele momento que ela poderia ter ido direto para Fortaleza Vermelha e sair triunfante, já que estava completamente claro que Cersei não estava nas ruas, e os soldados Lannister estavam apenas ganhando tempo para uma cidade que ela e Drogon tinham devastado com fogo e sangue. Nada sobre o caráter de Daenerys até este ponto implicou que ela aprovaria a matança desnecessária de mulheres ou crianças – de fato, ela enfatizou aos Dothraki e Imaculados que eles haviam “libertado o povo de Porto Real” e que sua prioridade a partir de agora era em “libertar” os homens, mulheres e filhos de Westeros da “roda” na iniquidade e sem vestígios de ironia. Sua falta de remorso nesse episódio não se manifestou como os delírios de um ditador que estava preparado para vencer a qualquer custo, como se poderia esperar com todas as comparações do "Mad King" - ela apenas seguiu o rumo que os showrunners tinham decidido. E foi, infelizmente, a maneira mais eficiente de fazer com que Jon e Tyrion deixassem de apoiá-la para traí-la, não importando se faltasse alguma lógica ou justificativa narrativa.

Assim como a série fez um enorme desserviço a Cersei nesta temporada, relegando Lena Headey a meros 25 minutos de cena na 8ª Temporada e não nos oferecendo nenhuma percepção de seu estado mental ou motivações, além de sutilmente tocar sua barriga ou olhar tristemente pela janela. Game of Thrones também se atrapalhou com a queda de Daenerys para a vilania, me lembrou o que fizeram com o Anakin Skywalker. David Benioff e Dan Weiss disseram que propositadamente evitaram nos mostrar a expressão de Dany quando ela começou a devastar Porto Real em “The Bells”, porque segundo eles, era impossível seguirmos o raciocínio de Daenerys ou ter empatia com ela, algo que é vital quando você está tentando transformar um herói amado em um vilão.

A trajetória de Walter White em Breaking Bad foi tão eficaz e comovente porque pudemos testemunhar a lenta e constante erosão de sua moral ao longo de várias temporadas – essa analogia foi escrita bem aqui nesta resenha para exemplificar um exemplo perfeito que poderia ter feito na história da Daenerys e justificar suas decisões (algo que Benioff e Weiss absolutamente poderia ter feito com Dany nesta temporada, e que George RR Martin esperançosamente realizará em seus romances) enquanto ainda permite que outros personagens reajam e sejam repelidos por seu comportamento. Mas ao manter deliberadamente o público longe da cabeça de Daenerys e mostrar a ela apenas através das lentes de como os outros a viam, a última temporada perdeu uma oportunidade vital para oferecer contexto sobre por que ela fez as escolhas que fez, reduzindo uma nuançada e fascinante personagem para uma sombra unidimensional de seu antigo eu. Ambas, Emilia Clarke e Lena Headey, merecem coisa melhor, depois de colocar esse trabalho tão cuidadoso em Dany e Cersei na última década.

Mas, apesar de como visceralmente eu escrevi em “The Bells” (o suficiente para escrever mais de 3000 palavras sobre isso), pelo menos me fez sentir algo, e a parte mais decepcionante de “The Iron Throne” é que eu realmente não sinto muito por nada que aconteceu neste episódio final. Eu não chorei, não fiquei chocado com a decisão de Jon de esfaquear Dany no coração, e os momentos mais comoventes do episódio vieram de Drogon lamentando sua Mãe caída, estilo Rei Leão, e Jon finalmente tocando no Fantasma depois de três temporadas – algo que não teria sido emocionalmente afetado ou ressonante em primeiro lugar se a série não tivesse sido tão estranhamente insistente em manter o lobo gigante separado de seu mestre por todo esse tempo. Brienne finalmente tendo a chance de preencher o resto dos grandes feitos de Jaime Lannister no Livro Branco da Guarda Real foi um callback bonito e valioso, mas foi um pouco azeda por quão insensível e apressadamente ele a deixou – novamente, não oferecendo nenhuma visão real em seus sentimentos por Cersei ou Brienne.

Na maior parte do tempo, o final pareceu estranhamente plano. Para uma série em que eu investi incontáveis horas, tanto profissionalmente quanto como fã dos livros de Martin, achei que, pelo menos, eu desistiria da possibilidade de dizer adeus a esses personagens. Mas como eu discuti na resenha da semana passada, esse é o problema com expectativa versus realidade, e como Game of Thrones é potencialmente a última série neste formato que conseguirá reunir uma audiência global semanal tão falada, discutida e analisada em tempo real, era inevitável que nunca satisfizesse completamente aqueles de nós que teorizamos loucamente durante anos.

E enquanto o episódio foi lindamente dirigido e filmado por Benioff e Weiss (o visual de Daenerys com as asas de Drogon atrás dela pode ser a imagem mais linda da história da série, enquanto o momento em que Drogon derreteu o Trono de Ferro foi a única cena que valeu esperar por todos esses anos), parecia que muitos outros episódios tinham para esta temporada, em vez de permitir que momentos e escolhas de personagens se desenvolvessem organicamente. E enquanto a pontuação de Ramin Djawadi mais uma vez elevou os momentos mais significativos do episódio, foi mais potente quando esteve ausente – o episódio abriu com um trecho de quase 10 minutos sem qualquer acompanhamento musical, aumentando o horror e choque que Daenerys deixou. A trilha só voltou quando Tyrion descobriu os corpos de Jaime e Cersei, um adeus poderoso para o excelente desempenho de Peter Dinklage, mas que foi mais uma vez prejudicado pela futilidade da morte de seus irmãos. Sejam sinceros, davam para os dois saírem dali há tempo.

“The Iron Throne” certamente não foi um final desastroso, ou um que vai manchar o legado da série ("The Bells" já fez isso ), e permitindo que alguns dos nossos personagens favoritos possam sobreviver e prosperar (a temporada inegavelmente desperdiçou Bronn, mas ver o "Senhor dos Altos Títulos" no Conselho Pequeno, bater de um lado para o outro com Tyrion novamente, foi maravilhoso), ofereceu uma nota de esperança que na semana passada parecia quase inimaginável. Mas comparado a todo o potencial que havia nas temporadas anteriores, é impossível não imaginar o que poderia ter acontecido se Benioff e Weiss tivessem concordado em mais episódios e mais espaço para deixar esses conflitos se desenvolverem de uma maneira que esses personagens e essa história merecessem.

Pelo menos teremos os livros finais de Martin para oferecer mais informações sobre como chegamos aqui e por que, se eles forem mesmo lançados. Coisa que comecei a desconfiar também.

 

Veredito

"The Iron Throne" ofereceu um final agridoce, mas em última análise esperançoso para uma das séries TV mais populares de todos os tempos, e, nesse aspecto, é provavelmente mais do que poderíamos esperar. Mas depois da reviravolta da semana passada mal cozida (sem trocadilhos) com Daenerys, o final não conseguiu aterrissar completamente, lutando para resolver muitos dos enredos persistentes da série em uma conclusão satisfatória e coerente (e ignorando outros completamente), e mais uma vez caindo vítima da ordem de episódios desnecessariamente truncada da temporada. Não é bem o sonho da primavera que poderíamos ter esperado, mas também não é um desastre. E agora nosso relógio acabou.

Todas as imagens foram cedidas pela HBO.

 

Nota

Para finalizar, eu queria deixar algumas palavras. Game of Thrones foi a série que me fez entrar de vez neste mundo de resenhista, pesquisador e roteirista. Eu não tenho formação em comunicação, mas muitas pessoas me disseram que eu tinha um jeito legal de falar sobre determinado assunto (mesmo com diagnóstico pesado de dislexia) e lá se foram quatro anos analisando e escrevendo cultura pop. Então, eu devo tudo a esta série no que acabei me transformando hoje. Não digo que sou um especialista, mas foram muitos anos lendo e pesquisando sobre isso. Eu aprendi tanta coisa nesse tempo, boas e ruins. Entendi como funciona o mundo do entretenimento de como se portar e como fazer conteúdo de forma honesta e correta. Então, muito obrigado a todos que leram tudo que escrevi sobre Game of Thrones. Mas acabou e a vida precisa continuar.

E mais uma coisa. Escrever não é fácil, apreciem enquanto podem pessoas que gostam de escrever sobre o que vocês gostam de consumir.

Todas as resenhas dessa temporada:

Game Of Thrones | The Bells, Resenha

Game Of Thrones | The Last Of The Starks, Resenha

Game Of Thrones | The Long Night, Resenha

Game Of Thrones | A Knight Of The Seven Kingdoms Review

Game Of Thrones | Winterfell Review

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Fazendo história na TV · 19/05/2019 - 14h47 | Última atualização em 19/05/2019 - 17h05

Game of Thrones | Quem sentará no trono de ferro e governará Westeros?


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    (HBO)

 

O futuro de quem sentará no Trono de Ferro em Westeros da série histórica Game of Thrones é incerto. A única certeza que temos é que será história sendo feita na TV pela última vez.

Após oito temporadas, a conclusão definitiva de Game of Thrones será revelada ao mundo neste domingo (19), com o sexto e último episódio da oitava temporada da série marcado para ir ao ar na HBO às 22h no Horário de Brasília. Ainda é incerto afirmar com certeza como serão esses desfechos finais, levando em conta o histórico de reviravoltas do seriado. Entretanto, somos livres para palpitar e, principalmente, para sonhar.

Abaixo, a redação do IGN Brasil registra o bingo de Game of Thrones. Cada um de nós conta quem achamos que ficará no Trono de Ferro e quem nós gostaríamos que ficasse. Independentemente do que acontecer, o fim da série marca um dos maiores eventos da história da televisão. Quais são suas expectativas para o fim de Game of Thrones? Conte para nós nos comentários no final da página.

Bruna Penilhas

Quem eu quero: Daenerys Targaryen 
Embora eu tenha desgostado do desfecho de Rainha Louca no quinto episódio, porque acredito que a personagem necessitava de mais capítulos para desenvolver ideias genocidas, ainda quero ver Daenerys no trono. E, nesse caso, as circunstâncias serão ainda mais trágicas, porque para isso acontecer, Jon Snow e Arya Stark provavelmente terão que morrer para defender o que acreditam ser certo. Nos meus sonhos, gostaria de ver Dany como uma Rainha sã, mas rígida e impiedosa, Tyrion como Mão, Jon Snow morto e Sansa governando o Norte de forma independente. Mas já que quase nada mais faz sentido na oitava temporada, então que coloquem uma Rainha tirana para ocupar o Trono de Ferro mais uma vez, já que essa pode ser a eterna maldição dos sete reinos.

Quem acho que vai ficar: Jon Snow
Game of Thrones sempre deu indícios de que Jon Snow é o grande herói de toda a parada — e o que ele fez de útil nos últimos episódios? Nada. Infelizmente, parece que a série seguirá o caminho mais fácil e colocará o ex-bastardo no Trono, mesmo que ele mesmo não queira. De certa forma, seria um final feliz para Westeros, o que soa completamente estranho quando estamos falando de Game of Thrones.

    (HBO)

 

Carol Costa

Quem eu quero: Arya Stark
Eu realmente adoraria ver a Arya no Trono de Ferro. Sei que não é a vontade dela — e que talvez a jovem seja um pouco ‘implacável’ para governar — mas, no meu coração, ela é sempre rainha. Durante toda a série, foi uma das personagens mais bem trabalhadas, com a qual acompanhamos uma jornada repleta de reviravoltas e muito crescimento. A cada episódio, a Arya evolui como a guerreira Stark que é e merece todas as glórias possíveis.

Quem acho que vai ficar: Jon Snow
credito que o Jon Snow será a pessoa a terminar no Trono. De bastardo a herdeiro legítimo, Jon viu a morte de perto (literalmente) e voltou para encabeçar as principais batalhas que encerram a série — inclusive, a que parece ter se instaurado em sua mente e coração, já que agora ele percebe que sua amada Dany não é bem como ele esperava que fosse. Sabe de nada, Jão das Neves!

    (HBO)

 

Gustavo Petró

Quem eu quero — ou melhor, queria: Cersei Lannister
Gostaria que a Cersei ficasse no Trono de Ferro. Ela não merece estar ali, fez tudo possível e impossível (e derramou muito sangue pelas mãos de outros) para governar Westeros. Mas, para mim, é a melhor escolha. Eu adoraria ver aquele sorriso cínico na cena final, olhando para a câmera, saboreando a vitória, para o ódio de quem não gosta da personagem. Já até estou imaginando essa cena. E Westeros teria uma rainha odiada mas que teria cumprido bem o seu papel de vilã. Como ela morreu (de uma maneira que, para mim, deixou a desejar), este sonho acabou.

Quem acho que vai ficar: Jon Snow
Acho que Jon Snow vai ficar com o trono e o último episódio deixou isso bem evidente. Ele apoiou sua tia até onde pode. Quando ela tacou o louco e começou a destruir Porto Real, Jon entendeu que não poderia permitir a morte de inocentes. E sabemos que ele é o herdeiro legítimo do Trono de Ferro. Então, nada mais natural que ele consiga resolver a situação e enfrente a “Dany doida”, talvez com ajuda de suas irmãs Sansa e Arya, e governe Westeros como o destino manda.

    (HBO)

 

Diego Lima

Quem eu quero: Ninguém
Monarquias absolutas não funcionam, como comprova a história do mundo em que vivemos. Todos os personagens de Game of Thrones já tiveram experiências muito negativas com este modelo de governo e, pelo menos os mais inteligentes, já deviam ter se tocado de que é um sistema fadado ao fracasso. Duvido que vá acontecer, mas eu adoraria se a conclusão do seriado fosse mais madura do que simplesmente mostrar quem é o novo líder dos sete reinos.

Quem acho que vai ficar: Sansa Stark
Sejamos sinceros: com certeza a última batalha de Game of Thrones, entre os Stark e Daenerys Targaryen, será vencida pela família mais honrada e justa de Westeros. Após tantas derrotas, eles merecem um final feliz — e, para bem ou mal, a série parece estar disposta a entregar exatamente isto. Talvez o preço seja alto; temo pelas vidas de Arya e Jon. Ao final de tudo, no entanto, estou convencido de que Sansa irá se sentar no Trono de Ferro. Se Jon vencer a guerra, ele não vai querer o trono e, tendo uma opção, vai passá-lo adiante — para Sansa, no caso. Se ele morrer, mas a guerra for vencida, Sansa o substituiria como rainha. Seria uma opção menos óbvia e até que sensata.

    (HBO)

 

Víctor Aliaga

Quem eu quero: Sansa Stark
Sansa no trono, Tyrion como Mão. A Lady Stark já passou por poucas e boas na série, bem como Tyrion — talvez, dois dos personagens que mais sofreram e continuam vivos. Enquanto ela sofreu por líderes homens abusadores, o Lannister sempre foi renegado na própria família, onde é considerado uma aberração por ter nascido anão. Nas últimas temporadas, Tyrion não tem tomado as melhores decisões, é verdade, mas acredito que seria um ótimo conselheiro para Sansa, que há muito deixou de ser Sonsa e se tornou a grande estrategista da série e a melhor candidata para governar Westeros.

Quem acho que vai ficar: Jon Snow
Não tem jeito: tudo indica para um final manjado, com o azarão, bastardo (mas nem tanto) e bom-moço Jon Snow tendo de encarar seu “destino” de sentar no Trono de Ferro e governar os Sete Reinos. Por mais que ele afirme não querer assumir a responsa, o herdeiro ao trono por direito já assumiu outros cargos que não queria (alô, Patrulha da Noite). Isso sem contar que Aegon Targaryen já voltou dos mortos e existe toda uma profecia a ser seguida. Espero que a jornada do herói “do lixo ao luxo” não se concretize, pois Game of Thrones ganhou seu público pela imprevisibilidade. Ainda dá tempo, GoT: não dê o trono a Snow!

    (HBO)

 

E você, quem deve sentar no trono de ferro no episódio mais esperado da história da TV?

Fique ligado:

Game Of Thrones | The Bells, Resenha


Fonte: IGN Brasil
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Segundo site, parece real · 17/05/2019 - 09h17

Robert Pattinson É Seu Novo Batman


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    (Reprodução)

 

Negociações estão avançadas, diz site.

Vocês lembram que no começo do ano saiu algumas Hashtags R-Patz e R-Batz? Isso já vinha acontecendo meses antes, rumores do novo vigilante de Gotham no cinema e segundo a Variety, é real: Robert Pattinson está em negociações finais para interpretar Batman no papel principal no filme de Matt Reeves, o próximo da DC Comics, The Batman.

 

    (DC Comics)

 

Embora pareça uma escolha estranha para aqueles que só conhecem Pattinson da tão falada série Crepúsculo, os recentes papéis de Pattinson em filmes como Cosmopolis, Good Time (Bom Comportamento) e High Life o cimentaram como um dos atores mais atraentes e únicos por aí. Ele também tem a energia frenética e um bom histórico de papéis dramáticos que um bom Bruce Wayne precisa. Por mais chocante que essa escolha possa parecer, Matts Reevers está fazendo um drama noir no mundo dos cavaleiro das trevas de Gotham. O Deadline informou que Pattinson não é o único com a chance de interpretar o ícone de quadrinhos; a estrela do filme Tolkien, Nicholas Hoult, também está em negociação.


 

 

Eu posso não ser tão rico quanto Bruce Wayne, mas coloco todo o meu dinheiro em Pattinson para esse papel. Ele não é apenas uma escolha inspirada e adequada, mas também é uma estrela rara em 2019: um ator que ainda não interpretou um super-herói. Em X-Men: Primeira Classe de 2011, Hoult interpretou Hank McCoy, a.k.a. Fera, no reboot da franquia Fox X-Men, que chega ao fim com a Fênix Negra mês que vem.

Esse filme do Batman está demorando. Matt Reeves, está em desenvolvimento há algum tempo. Originalmente, Ben Affleck deveria dirigir e estrelar o filme, que supostamente contava uma batalha particular entre o Batman com o Deathstroke de Joe Manganiello. Mas todos nós sabemos o final dessa história. Affleck deixou o papel e o projeto, deixando o Batman sem, bem, um Batman.

Ainda não existe uma confirmação do ator ou do diretor sobre essa informação, mas será interessante ver se Pattinson vestir o capuz porque provavelmente significa que recriação de Reeves do personagem no cinema será bem diferente de qualquer coisa que tenhamos visto antes.

Voltando ao buzz que falei no começo com as tags R-Patz e R-Batz, nosso querido Caio Oliveira fez até uma tirinha genial sobre o assunto em Fevereiro:

 


Fonte: Quinta Capa
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Lançamento 31 de Maio · 16/05/2019 - 14h26 | Última atualização em 16/05/2019 - 15h48

Bandidos na TV | série da Netflix mostra programa que matava para ganhar audiência


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A Netflix divulgou o trailer da série documental Bandidos na TV. Confira acima.

“Uma série sobre assassinato, poder, uma celebridade e um império do crime. Conheça a história real do apresentador de TV acusado de literalmente matar para ganhar audiência e usar seu programa para esconder a verdade”, diz a sinopse.

Os sete episódios estarão disponíveis em 31 de maio, somente na Netflix.

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O conteúdo divulgado apresenta acusações, testemunhos de profissionais que trabalharam no programa, autoridades que atuaram no caso, familiares de Wallace e pessoas que foram ajudadas pelo político. A produção questiona se Wallace era “herói” ou “bandido”.

Programa

Eleito deputado estadual em 1998, Wallace comandava, junto com os irmãos Carlos e Fausto Souza, o programa de TV que abordava casos policiais. Posteriormente, ele foi acusado de ser chefe de uma facção criminosa e de ordenar morte de traficantes rivais para exibir em seu próprio programa. Cassado em 2009 por conta das denúncias, Wallace passou a sofrer com graves complicações no sistema digestivo e faleceu em 2010.

Condenados

Na última terça-feira (7), os irmãos de Wallace, o ex-deputado federal e ex-vice-prefeito de Manaus, Carlos Souza; e o ex-vereador e ex-deputado estadual Fausto Souza foram condenados a 15 anos de prisão e multas individuais no valor de R$ 55.411,16, por crime de associação para o tráfico de drogas. A sentença de mérito é assinada pela juíza de direito Rosália Guimarães Sarmento. Os irmãos irão recorrer da sentença.

 


Fonte: Netflix
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John Wick 3 também chegou! · 16/05/2019 - 08h49 | Última atualização em 16/05/2019 - 09h38

“O Ano de 1985” e “Minha Obra-Prima” terão pré-estreia nos Cinemas Teresina


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Os Cinemas Teresina trazem esta semana as pré-estreias dos dramas “O Ano de 1985” e “Minha Obra-Prima”. Além disso, chegam às telonas “John Wick 3: Parabellum”, “Kardec” e “O Sol Também é uma Estrela”.

    (Reprodução/Reprodução)

O Ano de 1985” terá pré-estreia no sábado (18) às 11h. O filme inspirado pelo curta-metragem premiado de mesmo nome, conta a história de Adrian (Cory Michael Smith), um jovem que vai passar o natal com a família  em sua antiga cidade no Texas durante a primeira onda de crise da AIDS. Sobrecarregado após uma tragédia indescritível em Nova York, Adrian se reconecta com seu irmão, Aidan Langford, e seu amigo de infância, Jamie Chung, enquanto luta para revelar um segredo aos pais religiosos.

Já “Minha Obra-Prima” será exibido no domingo (19) às 10h30. A mistura de comédia e drama latino mostra a história de Renzo Nervi (Luis Brandoni), que já foi um pintor bem-sucedido em Buenos Aires, mas hoje não consegue vender um único quadro. Seu amigo Arturo Silva (Guillermo Francella), negociante de obras de arte, faz o possível para valorizar os quadros de Nervi, porém a personalidade arrogante do artista não ajuda nos negócios. Um dia, um acidente inesperado proporciona aos dois uma possibilidade inédita (e ilegal) de ganharem dinheiro dentro do corrupto mercado de obras de arte.

O sucesso “John Wick 3: Parabellum”  também chega aos Cinemas Teresina. Na sequência, após assassinar o chefe da máfia Santino D'Antonio (Riccardo Scamarcio) no Hotel Continental, John Wick (Keanu Reeves) passa a ser perseguido pelos membros da Alta Cúpula sob a recompensa de U$14 milhões. Agora, ele precisa unir forças com antigos parceiros que o ajudaram no passado enquanto luta por sua sobrevivência.

    (Reprodução)

 

O drama nacional “Kardec” é mais uma novidade da cinesemana dos Cinemas Teresina. O filme mostra a jornada de Allan Kardec (Leonardo Medeiros), nascido Hypolite Leon Denizard Rivail, desde quando trabalhava como educador em Paris até iniciar seu processo de codificação do espiritismo ao lado de sua esposa Amélie-Gabrielle Boudet (Sandra Corveloni).

A adaptação para os cinemas do livro “O Sol Também é uma Estrela” de Nicola Yoon também chega aos cinemas. Na história, Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem extremamente pragmática, que apenas acredita em fatos explicados pela ciência e descarta por completo o destino. Em menos de 12 horas, a família de Natasha será deportada para a Jamaica, mas antes que isso aconteça ela vê Daniel (Charles Melton) e se apaixona subitamente, o que coloca todas as suas convicções em questão.

Saiba mais sobre horários, sessões e promoções clicando em nosso banner:

 


Fonte: Cinemas Teresina
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Daenerys ficou louca? · 16/05/2019 - 08h22

Game Of Thrones | The Bells, Resenha


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    (Cortesia da HBO)

 

Esta resenha contém spoilers de Game of Thrones Temporada 8, episódio 5, "The Bells". Para refrescar sua memória onde paramos, leia novamente a minha resenha do episódio 4.

Houve um pequeno momento no episódio "The Bells" em que Daenerys ouviu o povo inocente em Porto Real, gritando em rendição e clemência e, inexplicavelmente, ela optou por queimá-los mesmo assim – naquele momento fiquei pensando: “eu odeio Game of Thrones daqui para frente?” (A resposta curta é ainda não).

Essa decisão pareceu tão imprevista, tão fora da curva, que eu entendi completamente porque Emilia Clarke disse que as cenas finais de Daenerys a transformaram como mulher de uma vez por todas.

Ninguém sabe como a série vai terminar a história com o episódio final domingo que vem, mas parece improvável que haja algum jeito de ainda salvá-la; uma série que tinha todos os requisitos para se tornar a maior de todas e acabou se transformando num tipo de Monstro que todos passaram a odiar.

E isso é refletido completa e infelizmente em Daenerys e seu destino final ao se transformar numa Cersei. E embora exista algo poético sobre essa trajetória da personagem, em execução, parece uma traição – não porque seja impossível imaginar que Daenerys perderia a cabeça ou qualquer senso de perspectiva depois de sofrer a imensa perda e traição que ela sofreu nesta temporada (a série também sutilmente jogou a possibilidade de que ela possa seguir os passos de seu pai desde o começo), mas porque os escritores têm apressado essa progressão tão desajeitadamente nos últimos quatro episódios? Parece que alguém simplesmente caiu aleatoriamente e bateu no grande botão vermelho “Mad Queen” que estava ligado e pronto, transformando Dany em uma psicopata irracional na última metade do penúltimo episódio, apenas porque o enredo exigiu isso para o confronto final.

Isso não pareceu a Daenerys que assistimos sofrer, evoluir e lutar nos últimos oito anos – alguém que viveu com medo de se tornar o tipo de governante que seu pai era; que foi tratada como um peão em um jogo de homens, além ser despojada durante a maior parte de sua vida. Lá no episódio "Battle of the Bastards", depois que Tyrion disse a ela exatamente por que Jaime matou o "Rei Louco" (por ameaçar fazer exatamente o que Daenerys acabou fazendo neste episódio, curiosamente), Daenerys falou algo muito interessante: " Nossos pais eram homens maus... Eles deixaram o mundo pior do que encontraram. Não vamos fazer isso - vamos deixar o mundo melhor do que o encontramos. "

Aparentemente não, Dany.

Sim, ela sempre teve a capacidade de ser insensível e fria quando ameaçada, de agir sem piedade quando seus inimigos se opunham a ela, mas nunca usou sua ambição para oprimir os inocentes, ou aqueles que são impotentes demais para revidar. Ela se chama a quebradora de correntes, não a queimadora de crianças. Mas acabou virando uma Rainha Louca, matando civis e queimando a cidade, apesar de sua insistência anterior de que não tinha intenção de ser “rainha das cinzas”. E todo mundo achando que a profecia era gelo caindo no trono de ferro. O lado positivo dessa tragédia toda é que não sobra margem para o erro de matarem o Drogon. Ela foi taticamente impecável e trouxe o tema de sua família e casa ao pé da letra.

Em entrevista ao THR, os criadores de Game Of Thrones, David Benioff e Dan Weiss, falaram sobre as ações de Daenerys Targaryen neste episódio:


“Existe algo assustador no jeito que Dany reage a morte de seus inimigos. Mesmo quando você lembra da primeira temporada, quando Khal Drogo entrega a coroa a Viserys, e a reação dela quando vê a cabeça de seu irmão derretendo. Ele era um péssimo irmão, então acho que ninguém estava chorando quando ele morreu, mas mesmo assim…”. Disse Benioff.

Weiss complementou: “Não acho que ela já tinha uma decisão em mente. Então quando ela vê a Fortaleza Vermelha, que para ela é a casa que sua família construiu quando chegou ao país há 300 anos… É neste momento, na entrada de Porto Real, quando ela vê o símbolo do que lhe foi retirado, que ela faz a decisão de tornar isto algo pessoal”.

Mas a cidade já havia se rendido. Ninguém estava ameaçando sua supremacia ou desafiando sua conquista. Ela já havia vencido.

Claro, eu posso aceitar que ela queria tornar isso pessoal e se vingar de Cersei por ter quebrado sua aliança e matado Missandei – mas ela poderia ter voado direto para a Fortaleza Vermelha, incendiado Cersei e os homens que eram mais leais a ela, e ainda sair parecendo uma heroína para os cidadãos de Porto Real. Agora, basicamente não há cidadãos em Porto Real, e por que o resto de Westeros deve se ajoelhar a alguém assim? Vale ressaltar que, Weiss confirmou que, embora Daenerys tenha uma crueldade natural como Targaryen, “ela não é seu pai, não é insana e não é uma sádica”. Ele disse essas palavras há dois anos e eu posso prova mostrando isso aqui.

A dificuldade das últimas duas temporadas - entre ultrapassar os livros de George R.R. Martin e a insistência dos showrunners em encurtar as duas temporadas para nos dar 13 episódios para terminar a história em vez de 20 – é que não tivemos a oportunidade de simplesmente explorar os protagonistas de uma forma mais justa, entender como eles estão se sentindo sobre essas novas perspectivas de seus arcos finais ou o que os está motivando. Nos livros, sabemos o que eles estão pensando, porque os capítulos são contados a partir do ponto de vista deles; o que significa – se a série realmente segue o plano de Martin para o final – que ouviremos a justificativa de que tudo isso está acontecendo porque é uma progressão natural de cada personagem. Eu não acredito nisso. E tenho como provar de novo.

Vamos voltar para a 1ª e 2ª temporada, quando Benioff e Weiss inventariam cenas que não estavam nos livros de Martin – como a conversa incrivelmente reveladora de Robert e Cersei sobre seu relacionamento condenado, e toda a história de Arya em Harrenhal com Tywin Lannister. Eles não avançaram o enredo de maneiras óbvias, mas o utilizou como contexto vital para as decisões que nossos personagens estavam tomando – suas ambições, inseguranças, esperanças e medos.

Ao diminuir essas duas últimas temporadas (algo que foi inteiramente feito por Benioff e Weiss e não pela HBO), perdemos essa base emocional no enredo, ficou faltando algo sobre cada um dos que ainda estão vivos e aqueles que morreram também. Mas Benioff e Weiss afastaram o público para que ficássemos tão surpresos quanto o Mindinho quando Arya e Sansa revelaram que o conflito delas tinha sido um artifício elaborado para enganá-lo (e a nós). No final, todos fomos tapeados pelos criadores da série.

Em teoria, alguns pequenos erros podem ser até interessantes, mas quando os escritores insistem: “O que realmente perturba Jon é que ele é um parente da mulher por quem está apaixonado”, enquanto Jon fica com ela e nunca foi mostrado até este momento alguma cena que essa relação incestuosa com sua tia o incomoda, parece mais uma narrativa para tapar buraco do que uma trama inteligente para um desfecho importante. Ou quando fazem Daenerys dizer: “A misericórdia é a nossa força... para as futuras gerações que nunca mais serão reféns de um tirano”, e então incinerar crianças, porque ela está muito ocupada sendo uma tirana.

Mas a coisa que eu tenho lutado com essa temporada em particular, como uma pessoa que lê os livros de George R. R. Martin e é obrigado a ler e escrever teorias, é com a expectativa versus realidade. Embora eu ache que a decisão abrupta de Daenerys de abandonar toda a sua moral tenha sido feita de uma forma apressada e potencialmente calamitosa, dependendo de como será o final, as pessoas responsáveis por esta série nos últimos 72 episódios acreditam que é completamente válido e justificável.

E dadas as reações negativas de “The Long Night” e “The Last of The Starks”, esta temporada, mais do que qualquer outra, parece completamente dependente do quanto cada um de nós se dedicou a essa série, quais aspectos nós mais gostamos (batalhas vs. momentos de caráter especialmente), e para quem estamos torcendo para não morrer no final. Estou certo de que haverá uma multidão de telespectadores que esperavam que Daenerys se perdesse pelo ódio e queimasse o mundo, e esse episódio provavelmente foi o melhor episódio da série para eles.

Mas a coisa ficou parecida com o que aconteceu com a 2ª Temporada do Westworld: uma decepção previsível após meses de especulação frenética e a dissecação obsessiva de todas as possíveis teorias. O final de Game of Thrones provavelmente vai acontecer da forma mais previsível do que eu poderia ter esperado. Muito fãs da série não gostam da Daenerys, mas o que fizeram com ela foi errado e cruel. Eu tinha certeza que eles estavam montando um plot de última hora, com Dany subvertendo as expectativas de todos e talvez até mesmo se sacrificando pelo bem maior. Mas eu aparentemente estava dando muito crédito a série, e no final das contas isso é de mim, não dos escritores. Então é uma decepção muito pessoal.

Eu tenho tentado arduamente não dar notas aos episódios desta temporada com base na minha concordância ou não com as decisões dos personagens, porque isso é muito subjetivo; e por essa razão, estou classificando este episódio com uma nota alta – apesar de eu ter passado 1794 palavras explicando por que discordo veementemente dele – com a imensa ressalva de que qualquer nota que eu pudesse dar a esse episódio (ou qualquer episódio depois de “A Knight of the Seven Kingdoms”, que honestamente achei quase perfeito), parece-me completamente arbitrário neste momento. Eu prefiro apenas tirar um número aleatório de um chapéu do que tentar chegar a um que eu posso voltar depois nesta postagem e ainda concordar em alguns meses ou anos. Tudo bem se você não concordar que o episódio possa receber um 8, mas pense nisso como um 5 se isso funciona melhor para você!

Há partes de “The Bells” que levam 10 fácil, e partes que 4 ou 5 já paga, e eu senti a mesma sensação no episódio “The Long Night” e “The Last of the Starks”. Alguns dos personagens estão tomando decisões que parecem completamente incompreensíveis para mim. E por mais que eu possa reclamar sobre os atalhos narrativos e como é frustrante o fato da série parecer que está correndo no final de uma maratona, quando pode ir com calma, mesmo na pior, Game of Thrones ainda é melhor do que 90% de outras séries de TV em termos de ambição, tempo e cuidado investidos nesses personagens. A parte decepcionante é que eu estava totalmente esperando dar a cada episódio desta temporada um 10 de 10, baseado nas possibilidades estabelecidas por mim, o que é mais decepcionante.

É possível que, quando olharmos para essa temporada como um todo, ela se sinta coesa, mas ao perder os momentos de interação entre os protagonistas, estamos perdendo o coração pulsante de Game of Thrones, que sempre foi sobre as relações entre esses heróis falhos e falíveis, muito mais do que cenas de ação espetaculares.

Cersei Lannister, sem dúvida, teve a trajetória mais frustrante de todas. Parece que ela teve um total de 20 linhas de diálogo nesta temporada, e enquanto Lena Headey sempre foi sublime em transmitir o que sentia para as multidões com um simples sorriso de escárnio ou estreitamento de seus olhos, Cersei era um personagem que conhecíamos intimamente – uma mulher desesperada para proteger sua família, menosprezada e subestimada por todos os homens em sua vida, exceto Jaime, sendo ela  mais estratégica do que a maioria das pessoas no poder ao seu redor. Podemos não ter concordado com suas decisões, mas suas motivações sempre foram claras. Nesta temporada, não tínhamos uma noção real de por que manter o trono era tão importante para ela, além da implicação de que ela estava grávida (o que muitas pessoas achavam que era uma mentira). Headey demonstrou belamente o desgosto de Cersei cada vez que Euron Greyjoy a tocava, mas para uma personagem que já foi tão sincera, ela ficou praticamente muda em seus três últimos episódios, o que parece um grande desserviço a alguém tão complexa.

Ainda assim, Cersei morrendo nos braços de Jaime. Foi uma morte adequada para ela (e mesmo que eu discorde da escolha autodestrutiva de Jaime, faz mais sentido que a de Daenerys), e de certa forma, é a única morte lógica para os gêmeos Lannister considerando onde eles começaram. Na ruína da própria criação de Cersei, algo que poderia facilmente ter sido evitada se ela tivesse se concentrado no que era realmente importante para ela – sua família – ao invés de tentar manter o poder a qualquer custo. E Jaime conseguiu cumprir seu próprio desejo, de morrer “nos braços da mulher que eu amo” (mesmo que isso tenha subvertido a profecia de Valonqar dos livros, que, para ser justo, foi claramente deixada de fora do programa de propósito).

E finalmente o tão esperado Cleganebowl! A escolha de intercalar entre a luta do Cão e a fuga de Arya foi poderosa e eficaz, e ver a Montanha tentando esmagar os olhos de seu irmão, estilo Oberyn Martell, foi inesperadamente assustador. Ao contrário da reviravolta de Dany, o resultado final pareceu inevitável e merecido aqui. Foi angustiante ver Sandor mergulhar voluntariamente em um poço de fogo apenas para extinguir seu irmão maligno, mas como diz o velho ditado: “Antes de embarcar em uma jornada de vingança, cave dois túmulos”.

Mas o momento que me fez sentar direito no sofá foi quando Daenerys começou a queimar tudo, enquanto assistia o horror de Jon vendo seus homens e os Dothraki começarem a girar suas lâminas sobre os habitantes de Porto Real depois que se renderam, seguido pela corrida angustiante de Arya pela cidade, tentando salvar o máximo de pessoas que podia enquanto tudo desmoronava e explodia ao redor dela.

Alguns podem dizer que a decisão de Arya de abandonar sua busca por vingança pareceu tão abrupta quanto o colapso literal de Daenerys; mas para mim, sinalizou a percepção de que a vingança é em última análise fútil, algo que ela provavelmente percebeu depois de matar o Rei da Noite. Não era bom matá-lo, mas era melhor do que morrer. Como O Cão falou, Cersei provavelmente morreria de um jeito ou de outro no ataque de Dany, mas não havia razão para Arya jogar sua vida fora em busca de vingança – isso não trouxe alegria, paz ou qualquer coisa que valha para ela desde que seu pai morreu. Mas salvando vidas e ajudando aqueles que não puderam se ajudar, ela foi capaz de usar suas habilidades para algo bom em vez de algo destrutivo pela primeira vez em anos, e é exatamente disso que o mundo precisará depois que todos esses aspirantes a monarcas pararem de lutar entre si. (Se ao menos o Cão pudesse ter dado a Dany a mesma conversa de motivação).

E tão desapontado quanto eu é que a série realmente parece colocar Jon como o último homem de pé e merecedor de tudo, apesar do fato de que ele tenha todo o clichê de a “jornada de herói” que inicialmente parecia que Martin estava disposto a subverter, foi comovente  vê-lo perceber que os homens com quem ele lutou e sangrou lado a lado em “The Long Night” não são melhores (na verdade, são realmente piores) do que os Lannisters do outro lado. Você pensaria que ele já teria aprendido que as pessoas estão muito ansiosas para seguir seus piores impulsos quando ninguém está olhando, depois do que aconteceu com ele na Patrulha da Noite. Uma verdade consistente em Game of Thrones: Jon Snow ainda não sabe nada.

Miguel Sapochnik sempre foi um dos diretores mais talentosos na tela grande ou pequena quando se trata de capturar o imediatismo e a claustrofobia da batalha, e ainda mais do que o caos e a carnificina da Batalha de Winterfell, a Batalha de Porto Real mostrou ser tão espetacular e poderosa quanto o elenco prometeu (em parte porque poderíamos realmente ver dessa vez).

O verdadeiro horror de “The Bells” foram as baixas entre os civis inocentes – pessoas que não têm nenhum papel a desempenhar no jogo de tronos, e provavelmente não dão a mínima para quem está usando a coroa, desde que eles ainda possam alimentar suas famílias e manter um teto sobre suas cabeças. É a representação mais realista da guerra que a série já nos deu, parecendo intencionalmente evocar algumas das imagens horripilantes que vimos no Oriente Médio nos últimos anos – com os civis ensanguentados cobertos de cinzas, procurando desesperadamente por entes queridos.

Quer você concorde com algumas das escolhas dos personagens ou não, a destruição de Porto Real chega ao coração do que George RR Martin parecia explorar quando começou a escrever As Crônicas de Gelo e Fogo – mesmo que você ganhe uma guerra, você ainda perde e aqueles que sofrem mais são geralmente aqueles que têm menos poder. Se Game of Thrones nos deixar com essa mensagem niilista (mas no fim honesta) no final, tudo não terá sido em vão, mesmo que os eventos deste penúltimo episódio pareçam garantir que o último capítulo será uma porcaria.

 

 

Veredito

Eu honestamente ainda não sei dizer o que sentir em “The Bells”, e é quase impossível dar um veredito sem ver como esta história termina no final da série. Enquanto a decisão de Daenerys de queimar Porto Real parece uma reviravolta abrupta e inesperada para mim, a série tem indiscutivelmente lançado as bases para este enredo desde o começo. O que você sente sobre isso provavelmente depende de como você se sente sobre Daenerys como personagem (e como você se sente sobre Jon Snow, que os showrunners claramente acham muito mais interessante do que eu). Mas, independentemente das decisões do personagem, “The Bells” é um dos mais artísticos, poéticos e perturbadores da história de Game of Thrones, como o verdadeiro custo da guerra atinge sua casa de forma devastadora e visceral, com civis desamparados presos no fogo cruzado e personagens honrosos forçados a ver a feiura da humanidade quando a lei e a ordem são esquecidas.

Eu deixei várias coisas nesse texto, mas as que ficaram, foram o mais importantes a serem ditos.

Texto revisado pelo Érico.

Todas as imagens são cortesia da HBO.

 

Fique ligado:

Game Of Thrones | The Last Of The Starks, Resenha

Game Of Thrones | The Long Night, Resenha

Game Of Thrones | A Knight Of The Seven Kingdoms Review 

Game Of Thrones | Winterfell Review

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Teoria absurda, mas legal! · 11/05/2019 - 08h00

Podem Ter Mais Dragões No Novo Episódio De Game Of Thrones?


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Mais uma batalha está prestes a acontecer em “Game of Thrones” e Daenerys (Emilia Clarke), que sempre contou com a ajuda de seus dragões para derrotar os adversários, está em desvantagem contra Cersei (Lena Headey) pelo fato de só Drogon ter sobrevivido ao último confronto.

Na prévia do quinto episódio, Euron Greyjoy (Philip Asbæk), que feriu Rhaegal, o dragão verde que Jon Snow (Kit Harrington) montou nessa temporada, olha para o céu assustado, como se não houvesse apenas um único dragão, mas vários.

 

E se existisse uma chance do próprio Rhaegal retornar com vida ou Daenerys conseguisse mais dragões para ajudá-la a vencer? Entenda como isso é possível!

 

Teoria Sobre Novos Dragões Em “Game Of Thrones”

 

Drogon Deu À Luz A Novos Dragões Em Valyria

 

    HBO/Youtube

 

Talvez você não se lembre, mas, na quinta temporada, durante a viagem de Jorah (Ian Glen) e Tyrion (Peter Dinklage) para alcançar Daenerys, ambos encontraram Drogon sobrevoando Valyria, momentos antes de serem atacados pelo exército dos Homens de Pedra, o que tirou o destaque dos animais.

Mesmo assim, a presença de Drogon na região poderia ter relação com os ovos que estavam em processo de desenvolvimento e, depois de tanto tempo, os bebês poderiam ter se transformado em dragões adultos. Bem a tempo para a batalha final pelo Trono de Ferro!

 

Existem Ovos De Dragão Nas Criptas De Winterfell

    HBO

 

As criptas de Winterfell ganharam destaque nesta última temporada, mas, talvez, não pelo modo como imaginávamos. E isso pode ser porque ainda existem detalhes importantes a serem revelados lá embaixo. Será que a origem de Jon Targaryen lhe dará direito a alguns ovos de dragão?

De qualquer modo, eles seriam apenas bebês e não conseguiriam lutar. Isso só mudaria se existisse uma grande quantidade deles. Seja como for, essa possibilidade tem menos força, mas, ao invés de morrer, esses dragões poderiam viver em Westeros se algo acontecer com Drogon.

 

Bran Vai Conseguir Entrar Em Rhaegal

    HBO

 

Faz tempo que descobrimos a habilidade de Bran Stark (Isaac Hempstead-Wright) de entrar no corpo de animais ou até pessoas (como ele fez com Hodor). É válido lembrar que o antigo Corvo de Três Olhos chegou a dizer para ele: “Você nunca mais andará de novo… mas voará”.

Por isso, faz todo sentido que Bran assuma o controle de um dos dragões de Daenerys para salvar os Sete Reinos da tirania. É claro que tudo não passa de uma teoria, mas serve para explicar a surpresa de Euron, além de permitir que a rainha finalmente vença.

Esse texto absurdo, porém, bastante legal é da Tatiana Leonel.


Fonte: Tatiana Leonel
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    Reprodução/WB

 

Matrix é, com toda certeza, um marco na cultura pop. Os filmes dirigidos pelas irmãs Wachowski se tornaram uma grande referência no cinema e deu mais destaque para a carreira de Keanu Reeves. E neste ano, que o primeiro longa comemora 20 anos de lançamento, o diretor de John Wick: Parabellum afirma que as Wachowski estão trabalhando em um novo filme Matrix.

Chad Stahelski atualmente dirige o terceiro capítulo da história do assassino de aluguel interpretado por Reeves, mas já trabalhou dirigindo as cenas de ação dos três filmes Matrix. Durante uma entrevista, ele fala que as irmãs, Lilly e Lana Wachowsi, estão retornando para mais um longa de Neo e companhia.

Stahelski falou com a Yahoo Movies UK sobre as irmãs estarem se preparando para mais um capítulo da saga. Apesar da notícia ser empolgante, ainda não há informações se o longa pode ser uma sequência ou reboot.

Estou muito feliz que as Wachowski não estejam apenas fazendo mais um 'Matrix', mas estão expandindo o que todos nós amamos. E se estiver perto do nível do que elas já fizeram, não seria preciso mais do que uma ligação, 'Hey, queremos que você seja um dublê' e eu provavelmente seria atingido por um carro.

 

Ainda sobre o filme, o diretor falou que não sabe se as irmãs estarão dirigindo o projeto. Pelo menos, segundo Stahelski, Lana ainda não é algo 100% certo no longa ainda.

Sobre voltar a trabalhar com as Wachowski, o diretor de John Wick: Parabellumafirmou que está pronto para voltar a qualquer momento para estar com as irmãs no projeto do novo filme.

Sim. E se elas quisessem ajuda, eu absolutamente deixaria tudo o que estava fazendo de lado para ajudá-las.

As irmãs Wachowski recentemente trabalharam em uma série original da Netflix chamada Sense8. Lilly acabou saindo do projeto ainda na primeira temporada e Lana assumiu o posto.

Além das duas temporadas, a série conta com episódios especiais e o episódio final, que tem cerca de duas horas de duração.

Estamos animados para ver as Wachowski trabalhando em um novo longa Matrix ao lado de Keanu Reeves e outros personagens, caso eles retornem!


Fonte: Mariana Lapeloso/Aficionados
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O que entrou em cartaz · 10/05/2019 - 08h00 | Última atualização em 10/05/2019 - 08h41

Cinemas Teresina realizam pré-estreia do documentário “Tá Rindo de Que?- Humor e ditadura”


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O cinema nacional mais uma vez é destaque nas estreias dos Cinemas Teresina com os documentários “Tá Rindo de Que?- Humor e ditadura” e “A Parte do Mundo que Me Pertence”. Além disso, ainda tem filmes de muita ação, aventura, drama e terror.

    (Reprodução)

 

Tá Rindo de Que?- Humor e ditadura” terá pré-estreia no sábado (11), às 11h. O longa de Claudio Manoel, Álvaro Campos e Alê Braga resgata o humor nos tempos da Ditadura. O filme traça um panorama da produção humorística nacional realizada principalmente no período de 1964 a 1985, quando toda atividade artística estava submetida à censura da ditadura militar. O humor serviu como arma de resistência, mas também como válvula de escape, criou formas de driblar os censores, revolucionou linguagens, criou, debochou, divertiu, foi perseguido, proibido, encarcerado e, ainda bem, riu por último.

 

 

Já o documentário “A Parte do Mundo que Me Pertence”, que estreia essa semana, é um filme autoral sobre sonhos e desejos de pessoas comuns. Pequenas histórias da vida cotidiana de diferentes personagens que têm rotinas simples, anônimos que geralmente não são notícias de jornais.

 

A outra pré-estreia dos Cinemas Teresina é “O Anjo”, exibido no domingo (12), às 10h30. O filme é um retrato ficcional de Carlos Robledo Puch, serial killer conhecido como Anjo da Morte e prisioneiro mais antigo da história da Argentina. Desde a adolescência, Carlos (Lorenzo Ferro) tem o hábito de invadir casas. Às vezes ele leva algo para casa, mas jamais para ganhar dinheiro, apenas para curtir o momento. Ao conhecer Ramón (Chino Darín) em sua nova escola, ele logo é apresentado a um universo mais profissional de crimes. Carlos logo se destaca pela ousadia nos crimes que comete, impulsionado pela atração que sente por Ramón. O longa teve duas indicações no Festival de Cannes 2018: Queer Palm e Un Certain Regard Award.

 

 

A Menina e o Leão” também chega aos cinemas. Mia (Daniah De Villiers) é uma jovem de 14 anos que desde pequena tem uma profunda amizade com Charlie, um leão branco da fazenda de sua família. Quando seu pai decide vender Charlie para caçadores de troféus, Mia não vê outra opção além de fugir com o leão para salvá-lo.

 

O fofo “Pokémon Detetive Pikachu” é mais uma estreia imperdível. O filme mostra o mundo habitado por monstrinhos poderosos dos games da Nintendo. No enredo, o desaparecimento do detetive Harry Goodman faz com que seu filho Tim (Justice Smith) parta à sua procura. Ao seu lado ele conta com Pikachu, o antigo parceiro Pokémon de seu pai, que perdeu a memória recentemente. Juntos, eles percorrem as ruas da metrópole de Ryme City, onde humanos e Pokémon vivem em harmonia...por enquanto. O ator Ryan Reynolds é quem dá voz ao personagem-título.

 

Uma das histórias mais sinistras de Stephen King, o mestre do terror, está de volta aos cinemas na nova adaptação de "Cemitério Maldito". O longa mostra a família Creed que se muda para uma nova casa no interior, localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado usado para enterrar animais de estimação - mas que já foi usado para sepultamento de indígenas. Algumas coisas estranhas começam a acontecer, transformando a vida cotidiana dos moradores em um pesadelo.

 

 

Para saber horários, sessões e promoções, clique em nosso banner:

 


Fonte: Cinemas Teresina
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Melhor lista da internet! · 10/05/2019 - 08h00 | Última atualização em 10/05/2019 - 08h20

Todos os filmes da franquia Star Wars do pior ao melhor


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Mais de 40 anos depois, Star Wars ainda é forte como a Força.

O primeiro filme foi lançado em 1977 – no dia 25 de maio, para ser exato – e a ópera espacial, inspirada nos seriados de Flash Gordon e nos filmes de Kurosawa, mudou toda a estrutura da cultura pop para sempre. George Lucas não tinha ideia do que estava fazendo, mas seu filme deu certo e alcançou toda a galáxia literalmente.

Essa franquia é única, quatro décadas de existência – que aparentemente morreu pelo menos duas vezes e nasceu três vezes – mas que continua viva e ficando cada vez mais poderosa do que qualquer um imaginava.

Com três trilogias distintas, mas muitas ligações em entre si, Star Wars é um Universo que amamos, mas que às vezes desliza um pouco e entrega filmes abaixo do que se espera. Esta lista foi criada por diversos sites pelo mundo, mas ela vem com meu toque especial com um ranking com todos os filmes da franquia ordenados do pior ao melhor. Para a seleção foram consideradas a popularidade dos títulos entre o público e a avaliação da crítica especializada para deixar a coisa mais confiável.
 

11. The Clone Wars (Star Wars: A Guerra dos Clones)
 

 

Muito antes de a Disney ter comprado Star Wars e lançar sua própria trilogia, a Lucasfilm estava explorando filmes fora dos próprios episódios principais, pelo menos era isso que a proposta da empresa queria…

Apesar de ter sido lançado para o cinema, The Clone Wars, de 2008, é pouco mais que um piloto para a série animada (tanto que você provavelmente pode até falar que ele realmente não conta como um filme mas como saiu no cinema, entra na lista), e infelizmente é um negócio ruim de engolir.

O filme explora o período entre Ataque dos Clones (2002) e a Vingança dos Sith (2005), mas infelizmente é incapaz de fazer algo realmente interessante sobre esse período de três anos. A história tende a se desviar para o absurdo, com Anakin treinando e acompanhando a Padawan, Ahsoka Tano, e os dois indo em uma missão para recuperar o filho sequestrado de Jabba, o Hutt, com todo o terrível diálogo que Lucas vinha produzindo nos últimos anos.

Se há um benefício, é que isso nos deu o caráter de Ahsoka que, apesar de irritante, se torna uma dos melhores Jedi da história da franquia, ela deveria sim, ganhar um filme. The Clone Wars é totalmente esquecível e se você nunca assistiu, sorte a sua.
 

10. Ataque dos Clones

 

Enquanto é o Episódio I fala da infância e da ira do Anakin, em Ataque dos Clones tenta mostrar as mudanças de personalidade do quase adulto protagonista, o problema que esse filme consegue ser pior que o Episódio I. É o filme em que as falhas da trilogia prequela de George Lucas estão por todos os lados e que todo mundo parou de passar o pano e ter certeza que ele é um péssimo roteirista.

Isso não quer dizer que tudo no episódio II é horrível. A luta entre Jango Fett e Obi-Wan é excitante, auxiliada pela atmosfera encharcada e chuvosa de Kamino, além disso, é agradável assistir o detetive de Obi-Wan trabalhando, essas cenas permitiram que Ewan McGregor realmente se torne um personagem como o personagem precisava ser. A Arena também é um ótimo momento.

Tudo isso, no entanto, está atolado pelo foco no romance de Anakin e Padme, no colapso do episódio I e em algumas conspirações absolutamente frágeis. O diálogo notoriamente ruim de Lucas está em seu ápice, assim como a atuação horrível de Hayden Christensen (e sua completa falta de química com Natalie Portman), mas o mais notório problema do filme é o uso excessivo de CGI. Já tentaram assistir esse filme atualmente?

Todos os tipos de cores e formas são jogados na tela para produzir uma mistura de efeitos complicados. Isso alimenta os problemas mais amplos do filme (e, de fato, a trilogia), com a ação sendo subdesenvolvida e carente de caráter, e a narrativa funciona tão sem vida quanto as criações geradas por computador.

 

9. Ameaça Fantasma

 

Pesadamente criticado como o pior filme de Star Wars (isso se você ignorar The Clones Wars), Ameaça Fantasma não merece esse título, mas esse é apenas o único elogio que consigo fazer dele.

O episódio I foi talvez o filme mais sensacionalista de todos os tempos antes do seu lançamento (e mesmo agora, poucos filmes conseguiram essa façanha), era uma tarefa titânica ele corresponder às expectativas, não podemos negar. No entanto isso não explica que seja uma bagunça ruim de acompanhar.

O filme é salvo pelo épico embate 2 contra 1 com sabres de luz, que é um dos melhores da franquia até hoje. Pode ser mais focado na coreografia deslumbrante do que na intensidade emocional dos originais, mas há uma beleza balética na cena, e é tão surpreendente quanto envolvente.

Sem contar a impressionante trilha sonora de John Williams, que representa alguns de seus melhores trabalhos na saga. O Pod race também é uma sequência impressionante mas não é suficiente para compensar acordos comerciais galácticos, midi-chlorians, diálogo digno de piada, Jar Jar Binks… deu tudo quase errado aqui nesse filme.

 

8. A Vingança dos Sith

 

Apesar de fechar a tão falada Prequel Trilogy e contendo alguns dos mesmos problemas dos filmes anteriores, A Vingança dos Sith é um passo importante em qualidade e o filme em que George Lucas realmente descobre que precisa de ajuda de outras pessoas para fazer de sua criação um arco fechado mais ou menos elegante, mesmo o final tendo sido uma desgraça.

Este é o filme onde Anakin Skywalker se transforma em Darth Vader, o que significa que o ritmo da história aumenta e o trabalho do personagem é interessante o suficiente para cobrir as falhas na performance de Hayden Christensen. É o filme que também faz os Jedi parecerem idiotas – uma noção abordada por Luke em Os Últimos Jedi.

No entanto, há muita coisa aqui que realmente funciona, incluindo algumas excelentes batalhas de sabre de luz – tanto Yoda e Mace Windu batalham com Darth Sidious – quanto o nascimento horrível de Darth Sidious que eu considero um dos melhores momentos sutis da saga.

Mas claro, o que é realmente memorável sobre o filme é o confronto final entre Anakin e Obi-Wan em Mustafar. É impressionante tanto em termos de cenário quanto de coreografia, e é um dos confrontos mais pessoais da saga, com muita ajuda da ótima performance de Ewan McGregor.

 

7. Solo

 

Um filme do Han Solo já era um projeto questionável, já que não era um projeto que muitos achavam que valeria a pena contar quando os diretores originais, Phil Lord e Christopher Miller foram demitidos do filme, apesar de terem feito mais de 80% dele e a entrada, às pressas, de Ron Howard para supervisionar o fim da produção em julho de 2017. Mas o pior aconteceu, Howard precisou refazer cerca de 3/4 do filme para ser lançando em 2018 e basicamente foi um terrível equívoco da Disney.

Mas é uma façanha que Solo seja um passeio divertido ao universo de Star Wars. Dá para acreditar? Pode não ter Harrison Ford, mas Alden Ehrenreich prova que os que duvidaram estavam errados. Ele se saiu um jovem Han charmoso, convencido mas com um grande coração e uma seriedade que o torna mais compreensível do que nunca.

O filme demora a pegar, engasgando no começo mas uma vez que começa, ele tende a melhorar no final. Alguns personagens são desperdiçados por causa desse ritmo, Emilia Clarke não tem um bom desempenho e há alguns momentos de fan-service muito questionáveis.

No geral, é filme divertido, cheio de blocos sólidos para alguns dos melhores personagens de Star Wars – Lando e especialmente Chewie são bem servidos aqui – e faz o seu trabalho de contar uma boa história que aprofunda nossa compreensão e apreciação de um dos heróis mais importantes da saga.


6. Rogue One

 

Poderia um filme não-Skywalker de Star Wars funcionar? Essa foi a enorme questão que Rogue One enfrentou, o primeiro filme autônomo da franquia. Felizmente tudo correu bem e foi melhor do que esperado.

Ele pode ter tido alguns problemas nos bastidores, principalmente nas extensas refilmagens que mudaram o final, mas ao contrário de muitos blockbusters modernos eles trabalharam para melhor. Este é o primeiro filme de Star Wars a colocar verdadeiramente a ênfase em apenas uma única linha de palavras, dando-nos um filme de guerra completo com algumas armadilhas galácticas mais.

É um dos filmes mais incrivelmente bem filmados da galáxia até hoje e apresenta um monte de novos personagens com os quais você se importa no final. A ação é soberba, tudo tem peso, e se torna uma história que vale a pena ser contada pelo peso que ela se conecta – e melhora – tudo que sabíamos sobre Uma Nova Esperança.

Existem alguns problemas, especialmente no departamento de ritmo. O filme leva muito tempo para começar, e você se preocupa com alguns dos personagens mais por causa da situação a que eles são forçados. A trilha sonora de Michael Giacchino é boa, mas você pode dizer que foi montada rapidamente e Krennic é em grande parte desperdiçado como um vilão. Mas essas questões são mais fáceis de ignorar quando tudo se junta no surpreendente terceiro e final ato, e nos dá duas coisas: Darth Vader desencadeado de forma incrível todo seu assustador poder, e o plot para Uma Nova Esperança.

 

5. O Despertar da Força

 

Em 2012, você seria perdoado por pensar que Star Wars, pelo menos em termos de novos filmes, estava morto e enterrado. Claro, George Lucas sempre falou sobre fazer nove filmes, mas depois da má recepção aos prequels não parecia haver muito apetite por mais. Apetite soa muito bem colocado aqui por sinal.

Nesse meio tempo, a Disney compra a Lucasfilm e sacode toda a galáxia e, três anos depois, finalmente tivemos um Episódio VII. Este foi o filme mais falado de todos os tempos e foi responsável por trazer Star Wars de volta à vida. E não devemos esquecer de mencionar que J.J. Abrams merece muito crédito sobre isso.

O filme segue as batidas estruturais do Episódio IV de forma extremamente parecida, algo que muitos costumam criticá-lo, mas foi a melhor maneira de banir as memórias da saga do Anakin e restaurar a fé nos fãs – pode ser uma recauchutagem mas, pelo menos, parece Star Wars. Existem problemas maiores também, com o segundo ato indo para o terceiro bastante confuso em termos de ritmo e edição. O lance de mais uma estrela da morte meio que forçou bastante a coisa.

Ainda assim, há muito o que amar neste filme. Ele pode beber muito dos filmes anteriores mas Abrams também cria alguns novos personagens brilhantes e serviços antigos como o Han Solo indo par a vala finalmente. Rey, Kylo Ren, BB-8, Finn e Poe são a verdadeira força desse filme, proporcionando uma nova geração de fãs com heróis e um vilão complexo para zombar por décadas, e fazendo isso numa montanha-russa emocionante e divertida.

 

4. O Retorno de Jedi

 

Não é uma posição justa mas esse ficou velho e, da trilogia original, ele é o que mais sofreu com o tempo. É o mais fraco dos três em diversos elementos, mas ainda deve ser lembrado como tendo um final digno.

Há alguns momentos incríveis e inesquecíveis neste filme. A força principal está em sua resolução do conflito Luke-Vader, que nos dá algumas reviravoltas, um épico duelo intenso de sabres de luz, assistido por um Imperador Palpatine com um final muito bem elaborado e pouco usual naquele momento histórico do cinema.

É também um filme que é muito divertido de assistir, com alguns grandes momentos de monstros e todos os tipos de caos dos Ewoks. Este é o filme onde você pode ver sinais que George Lucas faria mais filmes da franquia e para vender bonecos como nunca.

Richard Marquand não é um grande diretor mas também há muita interferência visível de Lucas, resultando em um filme confuso com alguns diálogos ruins. Ainda assim fez justiça com seu final.

 

3. Os Ultimos Jedi


Ainda é relativamente cedo para falar sobre este filme que provou ser extremamente divisivo entre os fãs da franquia, a opinião da gente muda de um jeito ou de outro à medida que o tempo passa mas, por enquanto, este filme tem problemas com os antigos e novos fãs de Star Wars de uma forma que eu não esperava.

No entanto, é difícil deixar de lado a sensação de que Rian Johnson fez algo realmente especial. Como o fio intermediário desta nova trilogia, ele constrói o Despertar da Força e prepara o terreno para o Episódio IX. Poderia ser melhor? E como poderia.

Ele está mais preocupado em cumprir sua própria visão do que em abrir as caixas de mistérios deixadas por J.J. Abrams. Isso pode frustrar alguns mas acaba sendo a força deste filme. Esse fato permite que o filme de Johnson seja inteiramente enraizado em personagens e temas, o que significa que ele fez algo que parece Star Wars mas também cria seu próprio caminho e se torna algo realmente diferente. Isso não é para todo mundo, mesmo com alguns encontrando choques tonais ou problemas de ritmo (a subtrama Finn / Rose é fraca e há muito humor) mas é uma jogada ousada de diretor.

É um dos filmes mais bem dirigidos da franquia, e lindamente filmado por Steve Yedlin, a paleta de cores deste filme é suprema e existem algumas sequências incríveis. Mas é o que eles fazem com os personagens que dá o toque de destaque de Os Últimos Jedi. Eles são todos desafiados e empurrados de maneiras fascinantes:uma resolução aceitável e justificáve, desde o espelhamento de Rey e Kylo Ren – com uma performance impressionante de Adam Driver – até o retorno de Luke Skywalker. É um filme ambicioso, emocionalmente ressonante e tematicamente rico de se assistir.


2. Star Wars

 

A década de 1970 é o marco zero para o novo cinema americano. É uma época em que Francis Ford Coppola, Steven Spielberg e Martin Scorsese estão mudando a sétima arte para sempre, e entre essa nova geração está George Lucas, que luta para lançar sua ópera espacial. Todos duvidaram na época que daria certo. Até mesmo o seu criador.

25 de maio de 1977 filas e mais filas dobrando quarteirões para assistir Star Wars. O filme que mudou o cinema e iniciou o que conhecemos de cultura pop, dava o início da maior franquia de todos os tempos. É quase impossível imaginar como seriam os 40 anos subsequentes do filme se isso falhasse, mas Star Wars – agora rotulado de Uma Nova Esperança – foi um grande sucesso.

Há alguns erros de roteiro no filme – aqueles erros que o Lucas em vez de consertar, só pirou nos anos seguintes – e Mark Hamill não é um grande ator até hoje, sejamos sensatos, mas foi uma boa escolha para um papel de um jovem sonhador idealista, Luke Skywalker. Esses destalhes são pequenos e fáceis de perdoar quando tudo funciona tão bem, dando início a tudo e se tornando o ícone do que conhecemos como a jornada do herói.

Além de seu status, é um filme completamente agradável de assistir até hoje. O ritmo nunca diminui, os novos heróis são imediatamente carismáticos, além de nos dar o terrível vilão Darth Vader. O filme caiu na boca da massa em poucos dias porque nessa época estava surgindo uma geração de fanáticos por ficção científica e, Star Wars ia além disso, trazendo também a Fantasia com a Força e os sabres de luz.

Uma Nova Esperança é engraçado e esquisito, épico e íntimo – desde dos primeiros momentos de sua abertura com o enorme Star Destroyer até a morte de Obi-Wan, tudo é meio familiar e alienígena, transformando todos nós em Luke Skywalker olhando o pôs do sol duplo no horizonte de Tatooine.

 

1.O Império Contra-Ataca

 


O Império Contra-Ataca é a sequência que nos dá a noção que o futuro dos Jedi parece nada promissor. É um filme que se baseia em tudo o que foi estabelecido em Uma Nova Esperança, tornando este filme tão bom ao mesmo tempo em que move tudo para a frente e proporciona uma sensação ainda mais épica.

Depois de perceber que não era um bom diretor e muito menos um roteirista, George Lucas pediu ajuda a Lawrence Kasdan para supervisionar os rascunhos finais do roteiro, e Ivan Kershner para dirigir o filme. Ambos viram o potencial em criar algo mais sério e adulto, e ajudaram a impulsionar essa visão, apesar de Lucas não ter gostado disso.

Este é um filme que realmente testa seus personagens, dividindo-os numa jogada arriscada, dado o quão bem eles trabalharam juntos no primeiro. Continua a jornada do herói ao mesmo tempo em que o subverte, tem momentos de romance e humor, peso emocional, e é o melhor filme de Guerra nas Estrelas até hoje.

Kershner e o diretor de fotografia Peter Suschitzky criaram uma estética sombria, com azuis gelados, laranjas flamejantes e uma sensação cinematográfica clássica. E, claro, há o plot final. Todo mundo sabe disso agora mas é um momento de definição de saga que muda tudo; É um momento de uma tragédia esmagadora, de escuridão e presságio, e apesar de tudo isso, o filme ainda encontra um lampejo de esperança para terminar.

Imagens: Lucasfilm/Disney

 

Fique Por Dentro:

Como A Estrela Da Morte Pode Ser A Chave Para A Redenção De Kylo Ren

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Premiado Documentário · 07/05/2019 - 08h20 | Última atualização em 07/05/2019 - 08h24

Cinemas Teresina realizam Sessão Debate com diretor Marcos Pimentel


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    (Reprodução)

 

Premiado documentário “A parte do mundo que me pertence” mostra sonhos e desejos de pessoas comuns

 

A 16ª edição da Sessão com Debate dos Cinemas Teresina já tem data marcada: será dia 08 de maio, às 19h30, com a presença do diretor Marcos Pimentel, responsável pelo premiado documentário “A parte do mundo que me pertence”.

 

O filme estreia dia 09 de maio pela Olhar Distribuição, e chega em primeiríssima mão aos Cinemas Teresina. O documentário de Marcos Pimentel é um filme autoral sobre sonhos e desejos de pessoas comuns. Pequenas histórias da vida cotidiana de diferentes personagens que têm rotinas simples, anônimos que geralmente não são notícias de jornais.

 

 

Um garoto da periferia louco por pipas; uma adolescente que sonha em se tornar bailarina; um trabalhador que quer melhorar a casa de sua família; uma jovem que quer ser reconhecida como musicista; um lutador de jiu jitsu que sonha em ser cantor de rap; uma ex-obesa que sonha em se casar; um aposentado que se realiza dançando em gafieiras; uma mulher que busca companhia; uma idosa que espera ter saúde no tempo que lhe resta de vida...  Essas distintas realidades convivem em harmonia no espaço urbano e revelam como a cidade – palco da satisfação de desejos – atua na esfera íntima de seus habitantes mais comuns e corriqueiros.

 

“Um filme que busca restituir a intimidade das pessoas e atingir a essência da existência de cada um de seus personagens. Um íntimo e inspirado mosaico de sons e imagens, que revela que parte da grandeza do ser humano reside exatamente nas sutilezas de seus pequenos gestos.” explica o diretor.

    (Reprodução)

 

O longa foi o vencedor da mostra NOVOS RUMOS do Festival do Rio – 2017, onde recebeu o prêmio de “Melhor Filme” em competição. Também ganhou o prêmio de “Melhor Longa Documentário” no 2º Indian World Film Festival (Índia, 2018) e recebeu uma menção honrosa no PireDOC – Festival de Cinema de Pirenópolis (GO, 2018).

 

Sobre o diretor

    (Reprodução)

 

Marcos Pimentel é formado pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba) e especializado em Cinema Documentário pela Filmakademie Baden-Württemberg, na Alemanha. Também é graduado, no Brasil, em Comunicação Social (UFJF) e Psicologia (CES-JF).

 

Diretor e roteirista de documentários para cinema que foram exibidos em mais de 700 festivais de 52 países e ganharam 91 prêmios por festivais internacionais, como “A parte do mundo que me pertence” (2017), “Sopro” (2013), “Sanã” (2013), “A poeira e o vento” (2011), “Taba” (2010), “Pólis” (2009), “A arquitetura do corpo” (2008) e “O maior espetáculo da Terra” (2005).

 

Entre suas produções para televisão destacam-se o telefilme “Ruminantes”(2005), exibido para toda Europa pelo Canal ARTÈ (França e Alemanha); o telefilme “Horizontes Mínimos” ( 2012), contemplado pelo DOCTV América Latina e exibido em emissoras públicas de 15 países latino-americanos; a série “Fé” (2013) e o telefilme “Pequenas lonas” (2012), exibidos pela TV Brasil, TV Cultura e Rede Minas de Televisão; a série “Diários sobre o corpo” (2017) e o telefilme “As batalhas da fé” (2017), contemplados pelo Prodav 11 – Edital de Conteúdo para TVs Públicas e exibidos em 220 emissoras públicas de TV (culturais, educativas, universitárias e comunitárias) de todo território nacional.

 

Desde 2009, é professor do departamento de documentários do curso regular da Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba), onde ministra aulas para alunos do curso regular, da maestria documental e dos talleres internacionales. Também dá aulas no curso de Cinema da Escuela de Diseño de Altos de Chavón, na República Dominicana. Desde 2012, é coordenador audiovisual da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, sediado em Cataguases, sendo responsável pelos projetos da área de formação audiovisual. Vive e trabalha em Belo Horizonte.


Fonte: Cinemas Teresina
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Ancine entrou no caso · 07/05/2019 - 08h08 | Última atualização em 07/05/2019 - 08h17

Após polêmica com 'Vingadores', ministro assina cota para filmes nacionais


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    (Marvel Studios)

 

Estreia do filme causou deformidade na exibição de filmes nacionais, o que gerou reclamações do setor audiovisual; Proposta ainda não foi aprovada

Foi assinado nesta segunda-feira (06) pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra o documento que prevê a Cota de Tela para 2019 — regra que garante espaço nas salas de cinema do país para filmes brasileiros. O próximo passo é ser aprovado na Casa Civil, para em seguida ser encaminhado para o presidente Jair Bolsonaro, que dá a assinatura final.

A discussão sobre a Cota de Tela ganhou força nas últimas semanas por conta da : Ultimato", nos cinemas brasileiros — mais de 80% das salas estavam exibindo o blockbuster da Marvel na semana de estreia.

O mecanismo para garantir "reserva" de salas existe há tempos, e costumava ser renovado a cada ano. No fim de 2018, entretanto, o decreto não foi assinado pelo então presidente Michel Temer. Ministro da Cultura na época, Sérgio Sá Leitão (hoje secretário de Cultura de São Paulo) disse em janeiro deste ano que enviou o decreto da cota de tela para o ministério da Casa Civil no dia 24 de dezembro, após cumprir todas as etapas de análise:

"Em 29 de dezembro, fui comunicado pela Casa Civil que o presidente Michel Temer deixaria o decreto para o próximo presidente assinar. O que comuniquei imediatamente ao secretário Henrique (Medeiros Pires)", disse ele ao Globo em janeiro.

Não ficou claro, entretanto, se a regra passa a ser retroativa a 1º de janeiro. Contactada, a assessoria do Ministério da Cidadania disse que não poderá dar mais detalhes nesta segunda.

A falta de limite claro para a ocupação de um filme nos cinemas brasileiros é um dos assuntos que vêm deixando o setor audiovisual preocupado nos últimos meses. Uma reunião realizada na última sexta (03) na Ancine, com produtores, cineastas e o presidente do órgão, Christian de Castro, foi motivada pela preocupação com o exemplo de "Vingadores". Ainda este ano, outros filmes com potencial de ocupar muitas salas, como "Aladdin" e "Rei Leão", serão lançados.

 


Fonte: IG Gente
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Resenha com Spoiler! · 07/05/2019 - 08h00 | Última atualização em 07/05/2019 - 08h19

Game Of Thrones | The Last Of The Starks, Resenha


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    (Helen Sloan/HBO)

 

Rei da Noite foi derrotado, mas é Cersei que está causando o caos nos Sete Reinos.

Esta crítica contém spoilers da oitava temporada de Game of Thrones, episódio 4: “The Last of the Starks”. Para refrescar sua memória de onde paramos, leia na minha resenha de GoT S8, Episódio 3, “The Long Night”.

Primeiro, Dracays. Segundo, foi problemático escrever uma crítica equilibrada deste episódio, mas tentei de alguma forma não destilar tanto ódio sobre o que a HBO está fazendo com a última temporada de Game of Thrones.

De muitas maneiras “The Last of the Starks” é o mais sólido episódio de Game of Thrones que tivemos em muito tempo, cheio de maquinações políticas e esquemas sussurrados. Mas ele sofre das mesmas frustrações narrativas que atormentaram esta temporada (e, possivelmente, todas as temporadas desde que a série começou a superar os livros de George R. R. Martin).

É um tanto quanto realístico que mesmo os personagens mais “heroicos” e sensatos começam a cair na desconfiança e na paranoia quando há tanta história a ser contada (sem falar nos personagens que não são tão sensatos, como Cersei e Daenerys), mas ainda é enfurecedor que mesmo depois de tudo o que essas pessoas passaram e todas as coisas horríveis que viram, elas não podem deixar de lado suas diferenças e simplesmente tentar ver as coisas do ponto de vista do outro. Isso serve também para o nosso mundo e para as muitas guerras que surgiram por causa do orgulho de alguém.

Game of Thrones sempre adotou a noção de que o poder corrompe, e estamos claramente prestes a ver isso com o sangue de cada homem, mulher e criança em Porto Real. Cersei está obviamente preparada para usá-los todos como escudo humano, enquanto Daenerys está tão focada em seu objetivo e tão traumatizada por tudo o que perdeu (seus dois amigos mais próximos e dois de seus filhos) que está cega pelo ódio para parar e isso pode ter um dano colateral para ela. A morte de Missandei é particularmente um desperdício – sim, ela é a última sobrevivente do séquito de Dany que poderia provocar tal reação, e esse certamente era o objetivo de Cersei, mas a morte de Rhaegal deveria ter sido suficiente para catalisar a vingança de Dany. Além disso, basicamente permitir que Daenerys liberte seus instintos mais vingativos e destrutivos parece um pouco fora da personagem para uma mulher que viu o custo de tal violência (especialmente voltada contra os pobres e indefesos habitantes de uma cidade) por toda a sua vida.

A série, neste episódio, jogou nos holofotes que eles consideram essas duas “Mad Queens” lutando numa rinha de galo, onde a destruição mutuamente garantida parece ser o resultado mais provável. Mas o problema é que Daenerys disse que não veio a Westeros para ser “rainha das cinzas”. Então quem seria responsável para puxá-la de volta dessa ira vingativa? Será que Jon Snow ou Tyrion tem toda essa força sensata para isso?

Agora que os Caminhantes Brancos estão destruídos é impossível não lembrar da visão que Daenerys teve na Casa dos Imortais, neve caindo sobre o Trono de Ferro através de buracos abertos no telhado. E todo mundo pensando que isso seria um trabalho do Rei da Noite, mas agora pode ser que essa visão de destruição seja facilmente causada por fogo de dragão ou fogovivo, já que em “The Long Night” era impossível distinguir entre neve e cinza. Cersei simplesmente poderia explodir os esconderijos que ela fez dentro da cidade cheios de combustível (como o pai de Daenerys uma vez tentou fazer) numa pequena demonstração de “se eu não posso ter o trono, ninguém pode”. E, de certa forma, esse provavelmente seria o melhor resultado para todos pois quando Tyrion fala sobre o filho na barriga de sua irmã, Euron contou em sua cabeça que dois mais dois não eram três. Ele se mostrou inteligente todas as vezes que apareceu, um erro matemático tão simples não passaria batido na sua mente astuta.

Mas o grande elefante branco do episódio foi a série se inclinando tão pesadamente e desajeitadamente para uma Mad Queen de Dany, eu ainda espero que a HBO nos ofereça uma reviravolta satisfatória nessa pesada prefiguração – de outra forma, quais eram as suas longas (e muitas vezes chatas) ações em Essos e tudo que ela passou e sofreu lá basicamente sozinha?

Daenerys pode ser estratégica quando precisa ser – legitimando Gendry como um verdadeiro Baratheon para assegurar sua lealdade –, mas também vemos como ela está solitária sem Jorah e os Dothraki ao seu redor. Para que serve tudo isso, se ela não tem o amor das pessoas ou de uma família que fique ao lado dela como Jon tem? De certa forma, parece que a série está preparando Dany para se sacrificar por Jon, percebendo que as necessidades do reino devem vir antes de seus próprios desejos. Igualmente provável que Varys seja a terceira traição que foi profetizada para Dany nos livros: “Três traições você terá: uma vez por sangue e uma vez por ouro e uma vez por amor.”. Varys fala que seu amor pelo reino superará qualquer lealdade a Dany. Então ela poderia ser a única a matá-lo (como Melisandre previu) depois que ele tentar assassiná-la antes do confronto final com Cersei?

Varys e Tyrion não são os únicos planejando coisas para semana que vem. Não podemos culpar as irmãs Stark por quererem manter a ideia de que “o lobo solitário morre, mas o bando sobrevive”, especialmente considerando todos que tentaram separar sua família, mas ainda é exaustivo ver Jon Snow fazer os mesmos erros desastrosos que ele cometeu várias vezes no passado. Ele pode ser um homem de honra mas é um desastre quando ele coloca o coração na frente dos bois. Ao dizer a Sansa e Arya a verdade sobre sua identidade como Aegon Targaryen, ele prova o direito de Daenerys – Sansa imediatamente começa a tentar minar a reivindicação de Dany, e em sua mente, isso é provavelmente perfeitamente racional, dado tudo o que ela viu da Dragon Queen até agora.

Na minha terra chamamos o que aconteceu neste de episódio de “cobra comendo cobra”. Talvez o melhor resultado de ontem (e nesta temporada) seja que realmente não podemos mais dividir quem são os heróis ou vilões – Sansa e Arya têm nossa lealdade em virtude de serem Starks, mas o comportamento delas nesta temporada é de mulher manipuladora e mercenária igual Cersei, ao mesmo tempo que Daenerys parece estar se comportando como uma egoísta e insensível exatamente Sansa, Arya e Sam avisaram a Jon que ela seria. Os Starks podem não confiar nela, mas não era para tanto.

Jon Snow pode ser o único personagem da série que tecnicamente tem suas mãos limpas, permanecendo fiel aos seus votos, mas sua ingenuidade também coloca em risco tudo o que ele ama – e aqueles que não aprendem com a história estão condenados a repeti-la? Ele viu o que a honestidade custou a Ned Stark e quando Daenerys diz a ele que algumas verdades são muito mais dolorosas e prejudiciais do que o custo de escondê-las, ele egocentricamente coloca sua honra e conforto acima de manter a paz. Mentir para suas irmãs faria ele se sentir culpado? Só porque ele é um líder relutante não significa que ele é mais qualificado do que Daenerys, quando ele não tem noção de como resolver problemas ou comprometer quando necessário.

Tywin Lannister disse certa vez que não é a santidade, a justiça ou a força que faz um bom rei mas a sabedoria – “um rei sábio sabe o que sabe e o que não sabe”. Às vezes, sabedoria significa conhecer um segredo – como Ned fez por toda sua vida para manter Jon vivo todos esses anos, com um grande custo para seu casamento e reputação.

Dessa forma, por mais frustrante que esse episódio pareça, talvez este seja um dos mais honestos das últimas temporadas para alguns – especialmente quando Jaime (mesmo depois de experimentar algo verdadeiramente puro e bom e saudável com Brienne) admite que ele é “tão ruim” quanto sua irmã Cersei é, e sai para enfrentá-la uma última vez. É um momento de partir o coração, mas apesar da redenção calorosa de Jaime ao longo das últimas temporadas, este é um sentimento verdadeiro para o personagem – é claro que ele não sente que merece o final feliz.

A educada recusa de Arya à proposta de Gendry soa como um deja vu (ela há muito tempo disse a Ned “não sou eu” quando ele previu que ela um dia se casaria com um lorde) e é um retorno satisfatório ouvi-la dizer a Gendry o mesmo. Como sua loba Nymeria, ela precisa ser livre. Ainda tem um nome para riscar de sua lista, afinal.

“The Last of the Starks” ainda consegue piorar depois de tudo que falei acima. O uso de atalhos na trama foi bastante complicado de engolir. Sempre soubemos que fazer Lobos Gigantes nas cenas é caro (mas agora que Rhaegal e Viserion estão mortos, presumivelmente o orçamento caiu em dois terços), e ainda assim Jon Snow decide arbitrariamente que Ghost deve ir para o norte com Tormund, o coitado do animal perdeu um pedaço da orelha e praticamente seu dorso ficou em carne viva para seu mestre apenas se livra dele sem ao menos um toque de agradecimento pela batalha que ele travou? Os lobos eram uma parte muito importante nas primeiras temporadas da série, (e ainda são parte crucial dos livros de George RR Martin, graças à ênfase de A Canção de Gelo e Fogo nas habilidades Warks dos Starks) é triste vê-los tão marginalizados na série.Eu quase quero que Jon morra novamente apenas por tratar seu fiel companheiro tão mal.

Por que Daenerys não voou por trás da frota do Euron onde não parecia haver balistas? Como os dragões não viram a frota do Euron a quilômetros de distância? O que diabos fizeram com o Bronn? A série está com tanta pressa para entrar em seu trecho final que esqueceram um copo de café em cena? É inadmissível que Dany tenha perdido outro dragão tão rapidamente, seu poder de fogo caiu tragicamente, a destruição dos Caminhantes Brancos e o desinteresse da série nos lobisomens, gigantes e lobos gigantes mostra que eles não gostam de magia.

Talvez seja apenas por causa da natureza do episódio truncado que as decisões de todos parecem muito mais extremas e pesadas do que costumavam ser, a série perdeu um pouco o senso de nuance que fez dessa obra da TV algo tão único e incrível. Precisamos ficar preparados e com expectativas abaixo da média para o próximo episódio.

 

Veredito

Este é o episódio de Game of Thrones mais político das últimas temporadas, e há algo imensamente satisfatório em voltar a todas as maquinações e maledicências que dirigiram as primeiras temporadas da série, mesmo que a oitava temporada tenha perdido toda a sutileza e nuance que costumavam ser uma marca da série. Há algo dolorosamente realístico em ver nossos personagens se transformarem nesse tipo de mesquinhez mesmo depois de encarar a encarnação literal da morte, mesmo assim desejamos que a série termine pelo menos de uma forma satisfatória. Mas minhas esperanças sobre isso são bem pequenas.

P.S: Agradecimento em rede nacional pela a Ana Karoline ter revisado o texto.

 

Fique ligado:

Game Of Thrones | A Knight Of The Seven Kingdoms Review

Game Of Thrones | Winterfell Review

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Polêmica no Ar · 05/05/2019 - 09h07 | Última atualização em 05/05/2019 - 09h23

13 Reasons Why influenciou no aumento de suicídios entre jovens nos EUA, aponta estudo


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    (Netflix)

 

Governo americano realizou estudo que concluiu que série da Netflix está ligada ao aumento de 28% na taxa de suicídio entre jovens.

Um novo estudo abalizado pelo governo americano percebeu que o seriado 13 Reasons Why pode estar diretamente ligado com uma crescente repentina nos índices de suicídio entre jovens. A pesquisa realizada por um grupo de universidades e hospitais junto do Instituto Nacional de Saúde Mental (INSM) levou em conta tendências que podem ter corroborado para o aumento de 28,9% no índice de suicídios em abril de 2017 — um mês após a primeira temporada da série ser lançada na Netflix.

O estudo publicado no periódico científico Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry confirmou que o número de mortes por suicídio em abril de 2017 superou os dados registrados em qualquer outro mês nos cinco anos anteriores. A pesquisa foi feita com base em dados da agência governamental CDC e, com isso, foi descoberto que os índices no mês posterior ao lançamento da série foram maiores entre jovens de 10 a 17 anos. A taxa de mortes em março, mês anterior à estreia de 13 Reasons Why, também ficou acima da expectativa dos institutos. Os pesquisadores apontam que o aumento pode estar ligado a ampla campanha de marketing que a série e o livro que a inspirou tiveram no mês anterior.

O crescimento no índice de suicídios aconteceu principalmente com jovens do sexo masculino no mês seguinte à estreia. Houve um pequeno crescimento também no sexo feminino, mas ele foi considerado estatisticamente insignificante pela pesquisa. Não houve alta nestes meses para taxas de suicídio entre pessoas mais velhas do que 18 anos.

Os resultados devem servir de alerta de que os jovens são especialmente sensíveis ao que é exibido pela mídia”, afirmou Lisa Horowitz, cientista do INMS e autora do estudo.

"Todos os profissionais, inclusive da mídia, devem se preocupar em serem construtivos e cuidadosos ao lidar com temas relacionados a crises de saúde pública"

A pesquisa, no entanto, não consegue comprovar a influência da série:  foi possível identificar uma correlação entre o aumento nos índices e a estreia do programa, mas não necessariamente que a série é responsável pelo crescimento repentino. Os cientistas até cogitam que outros fatores poderiam ter influenciado o fenômeno e, por isso, fizeram uma nova análise de dados para chegar mais próximo de um resultado. Eles analisaram mortes por homicídios no exato mesmo período de lançamento da série, verificando se estavam ou não ligados a fatores externos. Nessa análise, não foi identificada nenhuma alteração social ou ambiental de grande impacto no período — o que reforçou a conclusão de que 13 Reasons Why influenciou a taxa de suicídio entre jovens na época.

A contrapartida

 

Um outro estudo, este realizado pela Universidade da Pensilvânia, mostra que as diferentes temporadas da série da Netflix tiveram impactos diferentes na sociedade e na cultura. De acordo com essa analise,  jovens que assistiram toda a segunda temporada de 13 Reasons Why estavam menos propensos a considerar o suicídio. Porém, aqueles que pararam de assistir a temporada pela metade eram “menos otimistas quanto a seu futuro e tinham mais chances de cometer suicídio” (via BBC). Segundo os pesquisadores, o impacto da segunda temporada é tão diferente quando comparado a primeira pois nela os personagens falam e discutem abertamente o suicídio.

Em um comunicado à BBC News Brasil, a Netflix  afirma que está analisando e ponderando sobre o estudo para lidar da melhor maneira possível com a série e suas temáticas. “É um tema de extrema importância e temos trabalhado muito para assegurar que estamos lidando de maneira responsável com essa questão sensível”, informou a empresa.

As duas primeiras temporadas de 13 Reasons Why está disponível na Netflix. Uma terceira foi confirmada, mas ainda não há data para ser lançada.

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Você precisa assistir isso! · 04/05/2019 - 13h53 | Última atualização em 04/05/2019 - 17h25

Crítica | Virando A Mesa Do Poder: correndo para ganhar corações, mentes e votos


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O grande atrativo do exuberante documentário “Virando a Mesa do Poder” - onde conta a história de quatro mulheres que concorreram ao Congresso Americano em 2018 – é a Representante Alexandria Ocasio-Cortez, democrata eleita de Nova York. A ex-barman que se tornou congressista na primeira vez que concorreu é a membro de maior destaque da turma de calouros que entraram este ano no poder político americano, além disso, ela não precisa de uma apresentação. Sua presença nas mídias sociais por si só mostra por que se transformou em celebridade pop, seja ela tuitando ou fazendo streaming ao vivo no Instagram enquanto come pipoca. Hoje ela é uma das mulheres mais poderosas da política dos Estados Unidos.

 

O documentário surgiu após a diretora Rachel Lears falar em entrevistas que após a eleição presidencial de 2016, procurou alguns grupos progressistas. Para explicar como isso funciona, deixa eu resumir. Nesse mesmo ano, o Partido Democrata havia perdido a conexão com uma grande parte de sua base tradicional – que é geralmente mais urbana e composta por trabalhadores do que a base dos Republicanos. O Partido Democrata desde 2016 que está com problemas e perdendo grandes nomes importantes após a era Trump, porém, está apostando na nova geração de “Democratas insurgentes”, liderada por grupos progressistas como Indivisible, Justice Democrats e Brand New Congress. E atualmente grupos são uma peça-chave nesse sentido.

Eles estão pegando políticos sem carreira, mas com ideias brilhantes e dando a eles uma chance de concorrer à vagas no congresso estagnado americano.

Foi dessa perspectiva que Lears escolheu quatro candidatas democratas do sexo feminino – Ocasio-Cortez, Cori Bush, Paula Jean Swearengin e Amy Vilela – cada uma com uma história única e uma plataforma progressista com um adversário aparentemente imbatível. Rachel com seu marido, Robin Blotnick, escreveram e produziram “Knock Down the House” que na versão nacional ficou, Virando a Mesa do Poder; onde ela atuou como diretora de fotografia enquanto ele assumia o papel de editor.

As histórias de cada uma é contada aos poucos em Virando a Mesa do Poder, com os dois seguindo a campanha delas até a noite da eleição de 2018 que ocorreu em novembro passado. Foi disputada vagas para governador, câmaras locais e para o Congresso dos Estados Unidos. O Congresso é dividido por duas Casas: o Senado, com 100 parlamentares, e a Câmara dos Representantes, com 453 deputados. Foi o ano onde todas as cadeiras da Casa dos Representantes foram colocadas em votação. O mandato dura quatro anos. O Senado por sua vez, a pessoa tem um mandato de seis anos, onde se renova um terço durante cada eleição, ou seja, ano passado tinha 36 cadeiras do senado em votação.

De volta as nossas protagonistas do documentário, algumas parecem que estão por dentro de tudo e como funciona o período pré-eleitoral, já outras, nem tanto. Amy Vilela, que concorria uma vaga por Nevada, parece ter investido mais em algo pessoal, tendo sido levada à política por uma agonizante tragédia familiar sobre a qual ela fala com uma sinceridade crua e pesada. Tanto Cori Bush (do Missouri) quanto Jean Swearengin (Virgínia Ocidental) parecem estar fartas dos democratas que representam seus distritos.

Ocasio-Cortez rapidamente, e sem surpresa, surge como o foco do documentário. Ela é uma presença que qualquer pessoa quer assistir: afiada, jovem, enfática e quando fala em público, é tremendamente confiante. Nada parece tirá-la de seu jogo, quer esteja sorrindo para os transeuntes alheios à sua campanha ou limpando vigorosamente o relógio de seu oponente na TV, Joe Crowley, que estava no cargo desde 1999. Nos meados de 2018, Crowley – que tinha sido originalmente colocado na cédula por seu antecessor, Thomas J. Manton – foi o quarto democrata mais importantes dos Estados Unidos. Ela estava concorrendo a vaga com alguém muito poderoso.

Durante sua campanha, Crowley nunca se importou como estava as intenções de voto para Ocasio-Cortez. Poucos políticos grandes fizeram isso, além desses cineastas. Por causa do acesso de Lears aos candidatos, ela e sua câmera parecem estar nas salas de guerra desde o começo. Rapidamente e eficientemente, e com a ajuda de textos concisos na tela e entrevistas, ela esboça como o Brand New Congress e Justice Democrats operam. Muito disso é fascinante, mas poderia ser mais claro para quem não entende o funcionamento das eleições americanas. Há cenas atmosféricas nos bastidores com os candidatos e suas equipes, mas chega um momento que uma pergunta surge em nossa mente: quem contratou quem?

A linha do tempo as vezes não é sutil. Ocasio-Cortez começa o filme com uma divertida análise de gênero enquanto se maquia. Depois corta para o Kentucky nove meses antes, onde um grupo de jovens com laptops estão discutindo um potencial candidato. Há uma conversa e uma chamada no que parece uma votação, depois corta para Corbin Trent, representante do Justice Democats, sobre que é importante acabar com o sistema corrupto da política velha americana.

Mas a mensagem mais importante desses grupos é oferecer um caminho alternativo ao Congresso, livre de lobistas e grupos de interesses. “Neste momento nosso congresso é de 81% de homens”, diz Trent no documentário. "É principalmente homens brancos milionários, e principalmente advogados." Esta espiada em organizações externas é fascinante e poderia ser facilmente transformada em um documentário separado. Foi mais ou menos assim, de pessoas comuns, que o Barack Obama chegou e venceu a eleição. Na verdade, ele é bastante citado de forma sutil no filme, sendo por imagens ou por pessoas que foram peças chaves de sua campanha em 2008.

O documentário explica da insurgência de novos nomes para a política americana, uma coisa que fazia parte de uma mudança nacional mais ampla e metendo o dedo na ferida dos aliados do Trump. A diretora Lears não se interessa por essa mudança tão profundamente quanto podia, pois o filme poderia ser um pouco maior para trabalhar melhor essas questões. Mas apesar de tudo, é um documentário poderoso. Ela mostra mulheres que estão correndo para uma mudança no cenário político – enquanto dirigem, caminham, conversam e andam-tentando ganhar corações, mentes e votos. Muitas vezes, parece que elas estão fazendo isso por suas vidas. Eles também estão, como diz Ocasio-Cortez, “correndo para vencer”. Recomendo. Eu senti um pouco de esperança na nova política americana.

Vencedor de dois prêmios no Festival de Sundance, ‘Virando a Mesa do Poder‘ é um ótimo documentário – e extremamente apropriado para os dias de hoje.

Diretora: Rachel Lears
Estrelas: Alexandria Ocasio-Cortez, Cori Bush, Joe Crowley, Paula Jean Swearingen, Amy Vilela
Duração: 1h 26m
Gênero: Documentário
Plataforma: Disponível na Netflix

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O legado Skywalker é bom? · 03/05/2019 - 08h49

Como a Estrela da Morte pode ser a chave para a redenção de Kylo Ren


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    (LucasFilm/Disney)

 

Nossa primeira teoria após o lançamento do trailer de Star Wars IX, A Ascensão Skywalker. E se o Kylo Ren for o segredo do título do filme?

Ainda estão falando, teorizando e pensando sobre o primeiro trailer de Star Wars: A Ascensão Skywalker. O vídeo tem apenas dois minutos e já tantas coias escritas sobre isso. Antigamente, eu teria feito diversas listas sobre o trailer, mas atualmente, eu prefiro ir para lugares que pouca gente vai. Teorias que ninguém fala muito, mas que tem um peso enorme no contexto da história do filme. Uma das principais coisas que não consigo parar de pensar neste trailer é a imagem da Estrela da Morte destruída no horizonte no quadro final do trailer.

O que os heróis estão fazendo ali e como isso pode ser significativo para o enredo de A Ascensão Skywalker? Eu tenho algumas ideias que ligam a aparição da Estrela da Morte ao enredo principal do filme e a possível redenção de Kylo Ren ou provas de que Vader ficou bom.

Todas as teorias sobre o último episódio da Saga Star Wars não chegam nem perto do que nos espera no filme em dezembro. Parem de procurar por isso na internet. Tudo que estou escrevendo é baseado no painel do filme que ocorreu no Star Wars Celebration no mês de Abril, o diretor J.J. Abrams revelou que uma quantidade significativa de tempo se passou desde os eventos de Os Últimos Jedi. Na conversa, ele fala que o filme começa no planeta visto na primeira foto oficial. Abrams disse que o jovem elenco estarão juntos todo o filme. As ruínas da Estrela da Morte são claramente parte da aventura que eles precisam resolver, mas não sabemos por que ou qual é o propósito ainda.

 

É difícil dizer se o planeta visto na primeira cena seja totalmente novo ou um local que já vimos. Poderia ser a lua florestal de Endor. Se for esse o caso, talvez a tripulação volte para lá especificamente para encontrar as ruínas da segunda Estrela da Morte que foi destruída no final de O Retorno de Jedi. A imagem deles em pé diante das ruínas da Estrela da Morte, que está submerso na água, poderia facilmente ser a lua que habitam os Ewoks, nos quadrinhos e uma visão área de lá no filme mostra que ela contém florestas e oceanos. Também é possível que eles estejam em uma das outras nove luas de Endor (o planeta em si é gasoso, então eles provavelmente não estão lá). Uma coisa é certa sobre isso tudo, sobrou fragmentos da Estrelas da Morte na queda do Império.

Mas por que eles precisam da Estrela da Morte? Se esta é realmente a segunda versão da arma, é também onde Darth Vader derrotou o malvado Imperador Palpatine e se redimindo no final retornando para o lado da luz da Força. A única pessoa que poderia dar algumas repostas era Luke, e ele é um fantasma agora. Mas foi um momento vital, o qual a galáxia – fora de Leia e da Resistência – não tem consciência. E se o trio está tentando se infiltrar nas ruínas da Estrela da Morte para que eles possam obter algum tipo de prova de que Vader se afastou do Lado Negro e se tornou Anakin novamente?

Se já se passaram anos desde os eventos de Os Últimos Jedi, podemos supor que Kylo se tornou mais poderoso e se estabeleceu como o Líder Supremo da Primeira Ordem. No Cânone, a galáxia ainda vê Vader como uma personificação da maldade, e é provável que Kylo tenha estabelecido sua reputação como o neto do dito vilão. Legados são importantes para os Líderes Supremos, e já sabemos que Kylo tem uma fixação pelo seu avô.

Mas se Rey e a Resistência conseguiram de alguma forma obter provas de que Vader voltou para a luz, isso poderia desfazer toda a “propaganda política” de Kylo. Como poderiam aqueles que aprovam e seguem a Primeira Ordem confiar em seu temível líder quando soubessem que ele é o descendente direto do homem responsável por matar o Imperador? Isso poderia preparar o terreno para uma perseguição épica pela galáxia; Rey e seus amigos procurando uma maneira de transmitir informações vitais para o universo, e Kylo na cola, desesperado para manter sua imagem. Tem lógica, não é?

    (LucasFilm/Disney)

 

A prova de que Vader é bom não só refletiria o mal em Kylo, mas também poderia servir como uma ferramenta para restaurar o nome Skywalker. Nos livros cânones, surge uma controvérsia quando as pessoas descobrem que Leia é filha de Darth Vader. Mas e se ela fosse capaz de revelar o famoso Vader como sendo Anakin Skywalker, e que apesar de sua queda, ele finalmente escolheu o bem e o sacrifício? Se Kylo também fizer algum tipo de nobre sacrifício na parte IX de Star Wars, algo que ajudou a destruir a Primeira Ordem e salvar a Resistência, poderia restaurar a fé na sua linhagem. Existe até uma brincadeira entre os fãs sobre o peso do nome que em tradução livre fica Andarilhos Celestes. Que eles, os Skywalker, sejam a própria força em corpo presente. Nunca devemos esquecer que a proposta Jedi tem elementos messiânicos cristãos e que Luke e a força até no Os Ultimos Jedi não passavam de uma lenda. Então, essas ações serviriam para mudar a visão da galáxia sobre isso.

Existem mais na história do que apenas isso que estou escrevendo, é claro. Palpatine tem que figurar com mais terror e poder em Ascensão Skywalker de alguma forma, e há muitas aventuras secundárias que me dará meses de pesquisas e teorias. Mas, essa perspectiva que Kylo seja um cara bom fingindo que é das trevas pode ser uma parte do enorme quebra-cabeça que é a saga Skywalker.

O filme chega ao cinema no dia 20 de Dezembro, mas antes disso, eu escreverei várias coisas até lá.


Fonte: Quinta Capa
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Nesta cinesemana os Cinemas Teresina realizam a sua 16ª Sessão com Debate. A exibição especial será dia 08 de maio, às 19h30, do filme brasileiro “A Parte do Mundo que Me Pertence” com a presença do diretor Marcos Pimentel.

Leia mais aqui.

O documentário é autoral sobre sonhos e desejos de pessoas comuns. Pequenas histórias da vida cotidiana de diferentes personagens que têm rotinas simples, anônimos que geralmente não são notícias de jornais. O longa premiadíssimo, foi o vencedor da mostra NOVOS RUMOS do Festival do Rio – 2017, onde recebeu o prêmio de “Melhor Filme” em competição. Também ganhou o prêmio de “Melhor Longa Documentário” no 2º Indian World Film Festival (Índia, 2018) e recebeu uma menção honrosa no PireDOC – Festival de Cinema de Pirenópolis (GO, 2018).

 

“Gräns” (Sue/Din, 2018), escrito por Ali Abbasi, Isabella Eklöf e John Ajvide Lindqvist, dirigido por Ali Abbasi, com Eva Melander, Eero Milonoff, Jörgen Thorsson.
“Gräns” (Sue/Din, 2018), escrito por Ali Abbasi, Isabella Eklöf e John Ajvide Lindqvist, dirigido por Ali Abbasi, com Eva Melander, Eero Milonoff, Jörgen Thorsson.    (Reprodução)

 

Ainda esta semana, no domingo (05) às 10h30, acontece a pré-estreia do terror “Border”. O filme fez grande burburinho em Cannes levando o prêmio de melhor longa na seção Um Certo Olhar e logo ganhou a alcunha de longa mais esquisito do ano por mostrar cena de sexo monstruoso.

No filme, Tina (Eva Melander) é uma policial que trabalha no aeroporto fiscalizando bagagens e passageiros. Depois de ser atingida por um raio na infância, ela desenvolveu uma espécie de sexto sentido, fazendo com que seja capaz de “ler as pessoas” apenas pelo o olhar. Isso sempre representou uma vantagem na sua profissão, mas tudo muda quando ela identifica um criminoso em potencial e não consegue achar provas para justificar sua intuição. Após o episódio, ela passa a questionar seu dom, ao mesmo tempo em que fica obcecada em descobrir qual o verdadeiro segredo de Vore (Eero Milonoff), seu único suspeito não legitimado. Simplesmente sensacional.

Confira o trailer:

 

 

No sábado (04), às 11h, teremos a pré-estreia de “Gloria Bell”. O remake do chileno Gloria também dirigido por Sebastián Lelio, mostra a história de uma mulher sozinha com 50 anos e espírito livre (Julianne Moore). Ela ocupa suas noites buscando amor em boates para adultos solteiros em Los Angeles. Sua frágil felicidade muda no dia em que conhece Arnold (John Turturro). Sua intensa paixão a deixa alternando entre esperança e desespero, até descobrir uma nova força e que agora, surpreendentemente, ela consegue brilhar mais do que nunca.

Assista o trailer:

 

“O Último Lance” também chega às salas dos Cinemas Teresina. Olavi (Heikki Nousiainen) é um negociante de arte obcecado com trabalho que vem sendo deixado para trás com a modernização da indústria, que favorece cada vez mais grandes conglomerados. Quando o que pode ser um obscuro ícone de um pintor russo acaba em suas mãos, ele recebe a ajuda surpreendente de seu neto para recuperar suas finanças, o reaproximando de sua filha.

 

Cena do filme O Último Lance
Cena do filme O Último Lance    (Reprodução)

 

Veja o trailer:

 

O drama “Tudo o que Tivemos” é mais uma estreia dessa semana. Junto com a filha adolescente Emma (Taissa Farmiga), Bridget (Hilary Swank) precisa viajar de volta para a casa da sua mãe, Ruth (Blythe Danner), após ela acordar de madrugada e sair caminhando por uma tempestade de neve devido ao Alzheimer. No retorno a sua casa, Bridget precisa lidar com o teimoso pai Burt (Robert Forster) e o irmão Nicky (Michael Shannon), enquanto discutem sobre colocar Ruth em uma casa de cuidados para a memória ou não.

 

Para saber mais sobre sessões, horários e promoções clique em nosso banner:

 


Fonte: Cinemas Teresina
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Premiado documentário “A parte do mundo que me pertence” mostra sonhos e desejos de pessoas comuns

A 16ª edição da Sessão com Debate dos Cinemas Teresina já tem data marcada: será dia 08 de maio, às 19h30, com a presença do diretor Marcos Pimentel, responsável pelo premiado documentário “A parte do mundo que me pertence”.

O filme estreia dia 09 de maio pela Olhar Distribuição, e chega em primeiríssima mão aos Cinemas Teresina. O documentário de Marcos Pimentel é um filme autoral sobre sonhos e desejos de pessoas comuns. Pequenas histórias da vida cotidiana de diferentes personagens que têm rotinas simples, anônimos que geralmente não são notícias de jornais.

Um garoto da periferia louco por pipas; uma adolescente que sonha em se tornar bailarina; um trabalhador que quer melhorar a casa de sua família; uma jovem que quer ser reconhecida como musicista; um lutador de jiu jitsu que sonha em ser cantor de rap; uma ex-obesa que sonha em se casar; um aposentado que se realiza dançando em gafieiras; uma mulher que busca companhia; uma idosa que espera ter saúde no tempo que lhe resta de vida...  Essas distintas realidades convivem em harmonia no espaço urbano e revelam como a cidade – palco da satisfação de desejos – atua na esfera íntima de seus habitantes mais comuns e corriqueiros.

“Um filme que busca restituir a intimidade das pessoas e atingir a essência da existência de cada um de seus personagens. Um íntimo e inspirado mosaico de sons e imagens, que revela que parte da grandeza do ser humano reside exatamente nas sutilezas de seus pequenos gestos.” explica o diretor.

O longa foi o vencedor da mostra NOVOS RUMOS do Festival do Rio – 2017, onde recebeu o prêmio de “Melhor Filme” em competição. Também ganhou o prêmio de “Melhor Longa Documentário” no 2º Indian World Film Festival (Índia, 2018) e recebeu uma menção honrosa no PireDOC – Festival de Cinema de Pirenópolis (GO, 2018).

Sobre o diretor

Marcos Pimentel é formado pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba) e especializado em Cinema Documentário pela Filmakademie Baden-Württemberg, na Alemanha. Também é graduado, no Brasil, em Comunicação Social (UFJF) e Psicologia (CES-JF).

Diretor e roteirista de documentários para cinema que foram exibidos em mais de 700 festivais de 52 países e ganharam 91 prêmios por festivais internacionais, como “A parte do mundo que me pertence” (2017), “Sopro” (2013), “Sanã” (2013), “A poeira e o vento” (2011), “Taba” (2010), “Pólis” (2009), “A arquitetura do corpo” (2008) e “O maior espetáculo da Terra” (2005).

Entre suas produções para televisão destacam-se o telefilme “Ruminantes”(2005), exibido para toda Europa pelo Canal ARTÈ (França e Alemanha); o telefilme “Horizontes Mínimos” ( 2012), contemplado pelo DOCTV América Latina e exibido em emissoras públicas de 15 países latino-americanos; a série “Fé” (2013) e o telefilme “Pequenas lonas” (2012), exibidos pela TV Brasil, TV Cultura e Rede Minas de Televisão; a série “Diários sobre o corpo” (2017) e o telefilme “As batalhas da fé” (2017), contemplados pelo Prodav 11 – Edital de Conteúdo para TVs Públicas e exibidos em 220 emissoras públicas de TV (culturais, educativas, universitárias e comunitárias) de todo território nacional.

Desde 2009, é professor do departamento de documentários do curso regular da Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños (EICTV – Cuba), onde ministra aulas para alunos do curso regular, da maestria documental e dos talleres internacionales. Também dá aulas no curso de Cinema da Escuela de Diseño de Altos de Chavón, na República Dominicana. Desde 2012, é coordenador audiovisual da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, sediado em Cataguases, sendo responsável pelos projetos da área de formação audiovisual. Vive e trabalha em Belo Horizonte.

 


Fonte: Cinemas Teresina
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Cuidado com Spoiler! · 30/04/2019 - 20h58 | Última atualização em 30/04/2019 - 21h37

As principais perguntas que ficaram após o evento Vingadores: Ultimato


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    (Marvel Studios)

 

Então, você viu Vingadores: Ultimato?

Sim, continue. Não, leia outra coisa legal no site que escrevi.

A conclusão da saga de 22 filmes da Marvel é cheia de momentos grandiosos e outros nem tanto assim. Há milhares de referências aos 11 anos de filmes da Marvel, assim como momentos que podem parecer que o fan service serviu apenas para tapar um buraco aqui outro ali, de qualquer forma, a coisa funcionou vertiginosamente. O escopo completo do blockbuster, combinado com toda a mitologia UCM e as pontas soltas dos personagens que precisavam ser amarradas, provavelmente gerou algumas dúvidas em muita gente.

Por isso, estamos aqui para analisar alguns pontos para vocês. Primeiro fazendo perguntas e tentando responder satisfatoriamente para no fim, mostrar que algumas teorias podem ser reais para o futuro do cinema de heróis da casa do rato.

    (Marvel Studios)

 

Quem morreu, precisava realmente morrer?

Ok, a pergunta feita por muitos, mas que foi respondida por poucos. Os Vingadores estavam dispostos a fazer o que for preciso para trazer de volta as pessoas que perderam em Guerra Infinita e derrotar Thanos para sempre; mas para alguns heróis, isso significava sacrificar-se pela causa.

Viúva Negra, que caiu para a morte no santuário de Vormir, permitindo que Gavião Arqueiro reivindicasse a Joia da Alma, está definitivamente morta. Sua queda foi ainda mais trágica porque o público sabia o que estava por vir; em Vingadores: Guerra Infinita, vimos Thanos matar sua filha adotiva, Gamora, no mesmo santuário. Todos os nossos heróis sabiam, porém, que Thanos saiu com Gamora e retornou com a pedra. Quando Peter Quill destruiu todo o plano dos heróis de tirar a Manopla ao descobri da morte de Gamora, eles não tinham dúvidas que dessa vez não poderiam errar, então o sacrifício era esperado.

Grande parte de Ultimato toca o canto do cisne do Homem de Ferro, homenageando o personagem que começou tudo. As teorias que ele se sacrificaria eram bem forte e fazia todo o sentindo. Em Ultimato, Tony Stark torna-se pai e consegue até fechar as arestas abertas que ficaram com seu próprio pai. O círculo estava fechado para o “gênio, bilionário, playboy, filantropo”, que finalmente consegue admitir o que sempre soubemos – que Tony Stark tem um coração.

Homem de Ferro derrota Thanos, depois de roubar as pedras do Infinito dele e apagar a existência do Titã Louco e seu exército para sempre. Mas o esforço foi demais para o Homem de Ferro e ele morre no campo de batalha. Sua esposa, Pepper Potts, garante que eles estão bem e ele pode descansar agora.

Os dois personagens saíram no auge de suas performances, porém com todo o respeito e agradecimento tanto pelo que foi mostrado no filme como por todos os fãs.

 

Mas como o Homem de Ferro roubou as Joias do Infinito de Thanos?

A coisa é mais simples que parece.

Foi apenas uma distração inteligente e um truque particularmente impressionante. É possível que Tony tenha criado algum tipo de mecanismo que ejete rapidamente as pedras de sua manopla do infinito tecnológica, mas é mais provável que Thanos simplesmente não tenha muita sensibilidade usando essa luva gigante.

    (Marvel Studios)

 

Como o Capitão América conseguiu ficar digno para segurar o Martelo do Thor (AKA MJOLNIR)?

Em um dos momentos mais impressionantes de Ultimato, o martelo de Thor, Mjolnir, voa pelo ar para pousar na mão estendida do Capitão América (meu coração de fã quase foi parar na boca e foi um momento que minhas costas ficaram doendo de tanto eu gritar). Apenas o ser considerado “digno” pode usar a arma forjada pelos anões, provando de uma vez por todas que Steve Rogers é de fato digno. Ele sempre foi, não é?

Foi um callback triunfante para uma cena de Vingadores: Era de Ultron. Durante uma festa na Torre dos Vingadores, o resto da equipe tenta pegar o martelo de Thor. Ninguém é capaz de “levantar”, mas Steve é o único que faz Thor parecer preocupado. Existe até uma teoria dos fãs bem popular de que Capitão não estava realmente tentando levantá-la. Se isso prova que a teoria ou Steve se tornou digno nos anos que se passaram depende da interpretação de cada.

    (Marvel Studios)

 

Quem era o Capitão dançando no final?

Ao longo de Ultimato, somos lembrados de que Steve Rogers perdeu o amor de sua vida, Peggy Carter, quando ele caiu do avião levando o Tesseract para o oceano. Enquanto ele estava congelado por 70 anos, Peggy continuou a envelhecer, tornando-se a diretora da SHIELD. Em Capitão América: O Soldado Invernal, Steve visita Peggy, uma senhora de 95 anos que está morrendo, comparecendo até ao seu funeral, em Capitão America: Guerra Civil, vimos que ele ainda não superou o que poderia ter sido sua vida com ela e isso ficou bem conclusivo em Ultimato.

Quando o Capitão é encarregado de devolver as Joias do Infinito às suas linhas de tempo originais, ele não volta. Bucky e Sam olham e vêem Steve Rogers, agora um homem velho. Ele diz a seus dois melhores amigos que ele ficou em 1945 para tentar realmente viver sua vida. Por fim, ele entrega o escudo do Capitão América e o título para Sam.

A última cena do filme mostra Steve dançando com Peggy, que é um retorno e uma homenagem ao primeiro filme do Capitão América. Os dois brincaram sobre dançar durante o filme, ainda quando ele era apenas um esquelético soldado e que por causa disso, seria pisado pelas mulheres. Então essa dança fecharia o ciclo do Capitão dentro da Saga do Infinito e que muita gente não deu a devida importância. Ali dançando era o Steve Rogers antes do soro do Super Soldado e essa cena é bem emocionante porque passa um filme literalmente na cabeça da gente.

Quem é o garoto no Funeral do Homem de Ferro?

Quando Tony Stark finalmente encontra seu descanso final, a câmera passa por cima dos convidados reunidos, mostrando todos os Vingadores e suas famílias. De pé perto da parte de trás está um adolescente que você provavelmente não reconheceu, mas ele tem fortes laços com o passado do Homem de Ferro.

Ele é Harley Keener, interpretado por Ty Simpkins, o garoto de Homem de Ferro 3 que Tony, a contragosto, o ajudou quando estava preso no Tennessee com a armadura danificada. Os dois ligaram-se ao amor que tinham por gadgets e aos problemas do pai, e é bom ver que eles aparentemente mantiveram contato ao longo dos anos. Existem diversas teorias sobre o futuro do personagem na UCM, mas por enquanto deixaremos isso mais para frente. Ainda é muito cedo para especular qualquer coisa.

Viúva Negra morreu mesmo?

A maneira como a viagem no tempo funciona em Ultimato é … complicada (e um pouco desajeitada), mas Hulk e Gavião Arqueiro estão convencidos de que não há como Natasha ser trazida de volta à vida, já que sua morte foi um sacrifício para recuperar a Joia da Alma. Hulk até diz que tentou trazê-la de volta, quando colocou a Manopla do Infinito, mas não funcionou. Mesmo assim, é improvável que essa seja a última aparição da Viúva Negra no UCM. Já que a Marvel confirmou seu filme solo, que agora tem um roteirista, um diretor e um elenco todo escalado.

Thor fará parte dos Guardiões da Galáxia 3?

Depois de entregar o que sobrou do reino de Asgard à Valquíria, Thor parte para novas aventuras com os Guardiões. Nós sabemos que os Guardiões da Galáxia, vol. 3 está chegando, então, a menos que Peter Quill fique farto dessa ameaça alta e bonita à sua autoridade, parece que teremos um Asgardiano da Galáxia em um futuro próximo. Thor sempre foi um dos Vingadores mais esquisitos e engraçado e, honestamente, nós não podemos esperar para ver o que James Gunn fará com o Deus do Trovão.

E para onde foi a Gamora?

O Gamora em nossa linha do tempo atual não é o Gamora que se uniu aos Guardiões e eventualmente se apaixonou por Peter. Thanos a matou em 2018 para obter a Joia da Alma, e porque isso aconteceu antes do Snap (estalar de dedos), ela não foi ressuscitada pelo Hulk. Em vez disso, a Gamora viva do filme ainda é pré-Guardiões de 2014. Já que ela não tem nenhum apego aos Guardiões, após a última batalha ela simplesmente desaparece – provavelmente de volta ao espaço, já que é sua casa, mas não temos certeza, além disso, Peter é incapaz de rastreá-la como foi mostrado nas cenas finais do filme. Presumivelmente, vamos saber o que aconteceu sobre isso tudo apenas no terceiro filme dos Guardiões.

Visão está Morto, como será então a série Wandavision do Disney Plus?

WandaVision será uma das muitas séries da Marvel que estão chegando ao serviço de streaming Disney Plus , onde focará Wanda Maximoff e Visão em algum momento da linha do tempo do UCM. Parece ótimo a proposta, exceto que o Visão morreu antes do Snap e não por causa do Snap. No final do filme, vemos Wanda refletindo sobre a perda de entes queridos, mas em que direção ela vai após a batalha final e a Iniciativa Vingadores é um mistério. Elizabeth Olsen, que interpreta Wanda, mencionou à Variety que a série acontece na década de 1950, então podemos ver ainda mais viagens no futuro do universo Marvel?

Para onde o Loki foi?

Um desastre em 2012 deixa Tony, Steve, Scott e o alvo de Bruce, o Tesseract, nas mãos de Loki, que o pega em meio a uma briga e o usa para se teletransportar da Terra. Para onde? Não temos certeza. Mas poderia estar em qualquer lugar do outro lado do espaço – e poderia ser o gancho da série Disney Plus do Loki.

Se passou cinco anos, como Peter vai resolver seu ensino médio?

As pessoas que sofreram seu fim por Thanos em Guerra Infinita voltaram como estavam há cinco anos. Para os adultos, isso não importa, mas para o adolescente Peter Parker, isso significa que alguns de seus colegas de classe já estão na faixa dos 20 anos. Felizmente, parece - a julgar pelo trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa – que a maior parte do círculo de amizades de Peter (MJ, Ned, Betty e Flash) foi apagada e depois restaurada. Que coincidência, não é? (Risos)

Bem, aqui estão as perguntas que conseguimos responder mais ou menos satisfatoriamente.

Agora, deixaremos para vocês algumas perguntas que ficaram em aberto que darão muito pano para manga e que fase 4 do UCM precisa responder.

 

* Com a morte do Thanos e seus exércitos de 2014 em 2023, como Guerra Infinita ainda pode acontecer em 2018 (o que é obviamente necessário para estabelecer Ultimato)?

 

* Se a Nebulosa de 2014 foi morta em 2023, como a Nebulosa de 2023 ainda existe?

 

* Como o Capitão América devolveu a Joia da Alma para Vormir já que a Gamora de 2018 não morreu?

 

* Eles não poderiam ter usado a Joia da Mente que trouxeram do passado e para reconstruir o Visão, então remover a Joia sem a pressão de Thanos? Por que ninguém pensou em perguntar a Wanda se ela queria isso novamente?

 

* Sam Wilson pode realmente ser o Capitão América sem o soro do Super Soldado?

 

* Então… Capitão no passado vai apenas ignorar todas as coisas que a Hydra fará?

 

* As Joias do Infinito são oficialmente destruídas então, certo?

 

* Eles não poderiam simplesmente ter ido e pegado a Joia do Tempo?

 

* Por que eles não criaram mais partículas de Pym?

 

* Como as partículas de Pym que o Capitão roubou nos anos 70 acabaram em 2023?

Todo dia essa lista aumenta mais um pouco. Mas me diga, você tem alguma dúvida sobre o filme? Deixe nos comentário!

 

Leita também: 

Crítica | Vingadores: Ultimato termina a Saga do Infinito gloriosamente

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Maior evento da história da TV · 29/04/2019 - 18h12

Game Of Thrones | The Long Night, Resenha


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    (HBO)

 

Game of Thrones nos prometeu algo sem precedentes para o terceiro episódio da 8ª temporada, e foi entregue, mas de uma maneira que nunca poderíamos esperar ou ao menos enxergar.

Essa resenha tem spoiler para todos os lados que você ler.

É impossível não se sentir desapontado, dado o hype para este episódio em todas as esferas sociais, só tivemos sete mortes notáveis (e vamos encarar isso com dignidade que, apesar da nobre morte de Jorah proteger sua Khaleesi até o final, ele, Beric e Edd poderiam ter morridos com mais graciosidade pela importância que cada um desempenhou por todos esses anos). Theon e Melisandre também serviram seus propósitos narrativos de uma maneira que eu não fiquei surpreso (ou particularmente devastado) em vê-los partir, e embora a morte de Lyanna tenha sido muito impactante e tão poderoso – que atriz com futuro promissor, essa Bella Ramsey – era sabido pelos showrunners que ela foi originalmente projetada para ser um personagem de uma cena, então obviamente isso não afeta o desfecho final da série.

Não que eu quisesse perder qualquer personagem querido, é claro – mas o fato de o episódio ter poupado todo o elenco principal prejudicou o impacto emocional da batalha. Houve momentos em que Brienne, Jaime, Sam, Tyrion e Sansa, em particular, estavam completamente cercados e invadidos, e ainda assim a armadura da trama ficou muito grossa para penetrar e alguém sair realmente com feridas mortais. Isso não significa que alguns deles não morrerão nos três episódios finais, é claro, mas para um confronto tão fortemente previsto e muito atrasado quanto a luta final com o Rei da Noite, o episódio teve ecos do episódio “Beyond the Wall” da sétima temporada. Onde os personagens tomavam decisões questionáveis porque o enredo ditava isso, e ainda assim conseguiam sobreviver, apesar das probabilidades.

Se pegarmos o episódio em termos de escala, “The Long Night” ofuscou facilmente a ambição e a tensão de “Battle of the Bastards” e “Hardhome”, que também foram dirigidas por Miguel Sapochnik. Se eu estivesse realmente medindo o episódio apenas com base na dificuldade técnica, seria um 10 fácil.

“The Long Night” é uma conquista tão espetacular para o entretenimento – certamente coloca muitas das batalhas culminantes do universo de filmes da Marvel e DC em vergonha e, graças à sua intensidade, só não pode ser respeitado como algo parecido com o que aconteceu no Abismo de Helm em Senhor dos Anéis: As Duas Torres – mas eu tive que avaliar e escrever a coisa baseada nos pontos da trama. Que por sinal, ficaram dúbias.

Para onde Bran foi depois que ele mandou os corvos espionar o Rei da Noite? Não vemos ele tentando observar o progresso do vilão em todo o episódio, e ainda assim ele ficou com olhos virados durante a maior parte da luta final de Theon. Porque ele não advertiu o irmão sobre que o Rei da Noite estava fazendo ou para o coitado do Theon? Por que Jon e Dany ficaram voando por tanto tempo feito dois cegos antes de entrarem de vez na batalha, quando seus dragões poderiam facilmente defender as ameias quando os zumbis começassem a invadir as muralhas? De quem foi a ideia de fazer os Dothraki uma ponta de lança para atacar um exército de mortos-vivos (especialmente quando não conseguíamos nem vê-los)? Como Arya passou por todos aqueles Morto-Vivos e Caminhantes Brancos e matar o Rei da Noite? E por que estava tão escuro?

    (HBO)

 

Estas perguntas não são uma quebra de contrato que minam completamente a lógica da série da maneira que “Beyond the Wall” fez, mas para um episódio tão meticulosamente trabalhado, são distrações frustrantes projetadas para aumentar a tensão (ou salvar o orçamento para os efeitos visuais) para o público sem fazer muito sentido dentro da batalha – e isso é especialmente verdadeiro dado pequeno número de corpos entre os nossos protagonistas. No passado, George R.R. Martin não tinha medo de matar seus favoritos, e isso dava valor a Canção de Gelo e Fogo e alguma imprevisibilidade, mas enquanto “The Long Night” flertava com aquela sensação de Perigo várias vezes, simplesmente morreu antes de entregar o golpe mortal que era necessário. Uma decepção.

Se eu for basear “The Long Night” com a Battle of the Bastards”, o episódio capturou a desorientação frenética de uma zona de guerra melhor do que qualquer outra coisa na televisão, enquanto também mudava o tom e o ímpeto para manter os espectadores na ponta dos pés. Os Caminhantes Brancos podem não ter dado a ação que estávamos esperando, mas o ataque implacável das criaturas foi realmente aterrorizante, ilustrando a escala de sua ameaça de uma maneira que no espisódio “Hardhome” apenas sugeriu. A angustiante tentativa de Arya de passar pela biblioteca infestada de criaturas parecia algo saído de um filme de terror ou temporadas anteriores de The Walking Dead (quando a séria ainda sabia fazer cenas com bastante tensão) – e o silêncio da cena só aumentava o medo, tanto que eu estava prendendo a respiração junto com Arya enquanto ela tentava escapar despercebida. Há algo especialmente pungente na noção de que o lar ancestral dos Starks – os salões sagrados onde Jon, Arya, Sansa, Bran e Theon cresceram – tornou-se um local de terror e destruição; um aceno sutil para a inocência que eles perderam ao longo da série.

E ao utilizar um tempo maior no episódio, criando alguns núcleos, cortes interessantes e pela primeira vez o terror com uma visão panorâmica da luta, Sapochnik, o diretor, mais uma vez nos colocou no nosso devido lugar durante as cenas corpo a corpo que, foram magistralmente retratando a claustrofobia, o caos e a carnificina de uma maneira que não será facilmente esquecida. Eu preciso falar de coisas boas também. E as cenas são incríveis.

Aconteceu cenas engenhosas e indeléveis que permanecerão como algumas das mais icônicas da série quando tudo estiver dito e feito: do feitiço espetacular de Melisandre para acender os arakhs do Dothraki antes da batalha (e a cena assombrosa desses pontos de luz diminuindo no horizonte enquanto eles alcançavam os morto-vivos) até a poética “dança dos dragões” entre Drogon, Rhaegal e Viserion enquanto lutavam brutalmente nos céus acima de Winterfell.

    (HBO)

 

Os momentos mais sutis de alguns personagens deram ainda mais peso às cenas de ação brutais: o momento terno de Tyrion e Sansa nas criptas; O ataque de pânico literal do Cão (seguido por sua decisão de proteger Arya independentemente de seu próprio medo); A obstinada determinação de Beric em segurar os zumbis para dar a ambos uma chance de escapar, considerando o quanto o relacionamento entre os três costumava ser contencioso; Jaime e Brienne lutando através de hordas de guerreiros para se defenderem; Daenerys pegando uma espada provavelmente pela primeira vez em sua vida para ajudar Jorah; e Theon condenado a atacar o Rei da Noite só para dar a Bran mais alguns segundos. Estes são personagens que já enfrentaram dificuldades intransponíveis, e de fato, que estiveram em lados opostos da guerra em um passado não muito distante, e ainda assim nós os vimos unidos em uma batalha não apenas pelo destino de Winterfell, mas toda Westeros.

    (HBO)

 

Eu não consigo pensar em um momento mais épico que agradou a multidão de telespectadores da história da série do que Arya matando o Rei da Noite. Certamente há mortes com mais impacto emocional e enredo, como Joffrey, Ramsay e Walder Frey, mas honestamente, esse episódio só não foi um problema por dar a Arya uma cena perfeita e que nunca devemos esquecer como ela é uma assassina sem defeitos – por um momento parecia que o Rei da Noite quebraria o pescoço dela como um galho, não foi?

Esperei com diversos fãs pelo mundo – pelo menos desde Hardhome – que o confronto final seria entre Jon e o Rei da Noite, mas foi uma deliciosa subversão para Jon fazer um último esforço heroico contra o vilão, apenas para o Rei da Noite virar as costas para ele como um insignificante mosquito que não valeria a pena reconhecer, deixando uma horda reanimada para fazer seu trabalho sujo. Ele foi humilhado e precisamos concordar sobre isso.

    (HBO)

 

O fato de que Arya matou o Rei da Noite com um movimento que ela também desferiu contra Brienne em sua cena de treino na 7ª temporada foi um grande plot, junto com o fato de que ela salvou Bran usando o punhal de Aço Valiriano que quase o matou e praticamente começou todo o conflito central de Game of Thrones, quando Mindinho tentou culpar os Lannister na tentativa de assassinato de Bran na 1ª temporada. É um culminar dos anos de treinamento e trauma de Arya – que apesar dela não ter conseguido salvar seu pai de Joffrey, ou sua mãe e irmão dos Freys, ou o filho do açougueiro do Cão de Caça, ela poderia pelo menos proteger Bran quando ele mais precisava. Se você pensar na cena de Ned Stark vendo Arya treinar com o Syrio Forel na primeira temporada, ele talvez tenha previsto esse destino perturbador para sua filha – mas, pelo menos, agora sabemos que havia um propósito para tudo isso, apesar da dor.

Parece meio ridículo e impossível pensar que depois de anos prenunciando a ameaça dos Caminhantes Brancos – desde o primeiro lançamento da série – eles foram praticamente despachados em um episódio, sem que nós aprendêssemos nada sobre as motivações do Rei da Noite ou sobre a mitologia dos Caminhantes Brancos além do que foi revelado pelas Crianças da Floresta há temporadas atrás. Não foi fácil, por qualquer meio, mas também não foi um golpe tão duro como deveria ser, e certamente nos deixa questionando todas as teorias que foram por água abaixo que a série nos fez escrever e debater por anos. Nada é perfeito, infelizmente.

Talvez seja por isso que, por baixo de todos os momentos épicos e efeitos especiais inegavelmente impressionantes, o episódio pareça um pouco anticlímax. (A não ser, é claro, que a série esteja prestes a revelar alguma ameaça sobrenatural maior e mais antiga por trás de tudo – mas isso pareceria uma desculpa de roteirista depois de ver todo o Exército dos Mortos se desintegrar como poeira igual ao final de Guerra Infinita).

De muitas maneiras, é apropriado que a batalha final pelo futuro dos Sete Reinos seja revelada para os humanos e suas escolhas – Jon, Daenerys e Cersei e o quanto estão dispostos a ir por poder. Mas depois da escala épica deste episódio e das muitas batalhas que aconteceram antes, o final de Game of Thrones ainda será capaz de nos chocar com um clímax?

Veredito

Em termos de puro espetáculo, nenhum outro episódio de Game of Thrones rivaliza em escala ou ambição que “The Long Night”, com Miguel Sapochnik habilmente equilibrando os muitos tópicos do enredo de cada personagem enquanto constrói uma sensação tangível de pavor. Ainda assim, para um confronto tão esperado com o Rei da Noite, o episódio 3 pareceu que poderia ser melhor e coisas que nunca será explicado da longa história dos Caminhantes Brancos, especialmente depois que tantos personagens-chave sobreviveram. Estamos aliviados que alguns não tenha morrido, mas mais algumas baixas teriam tornado a vitória ainda mais doce. E ficará no ar uma pergunta, essa briga dos tronos realmente importa agora?

    (HBO)

 

Fique ligado:

Game Of Thrones | A Knight Of The Seven Kingdoms Review

Game Of Thrones | Winterfell Review

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Sem Spoiler! Pode confiar! · 26/04/2019 - 14h02 | Última atualização em 26/04/2019 - 14h19

Vingadores: Ultimato, Google lança easter egg do filme!


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    (Marvel Studios)

 

A Google é famosa por aproveitar datas e eventos especiais para lançar doodles ou outras pequenas brincadeiras no seu sistema de busca, não perdendo a chance de entrar no hype.

O novo easter egg do Google é com o filme do momento: Vingadores: Ultimato! A brincadeira é simples: quando você pesquisa por Thanos no serviço de buscas, ao lado direito da tela irá aparecer a Manopla com as Joias do Infinito.

 

Depois que o usuário clica na Manopla, os dedos são estalados e, assim como em Vingadores: Guerra Infinita metade dos seres vivos são eliminados, metade dos resultados da busca vão sendo vaporizados da tela!

Para retornar ao resultado original, basta clicar novamente na Manopla que a Jóia do Tempo brilha e os efeitos do estalar de dedos é desfeito!

Gostaram da brincadeira? 😀

Leia minha crítica: Vingadores: Ultimato termina a Saga do Infinito gloriosamente

 

Vingadores: Ultimato está em cartaz nos cinemas teresina:

 

 

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Sem spoiler e exclusiva! · 26/04/2019 - 08h00 | Última atualização em 26/04/2019 - 08h34

Crítica | Vingadores: Ultimato termina a Saga do Infinito gloriosamente


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    (Marvel Studios)

 

O final do Universo Cinematográfico da Marvel é o retorno de tudo. Crítica do filme sem spoiler.

Eu levei alguns meses, algumas releituras e diversos debates sobre isso, mas tenho que admitir como um crítico que falhei num detalhe trivial: Guerra Infinita só o prato de entrada para Ultimato. Mesmo quando eu tinha este filme como algo intocável, reconheci que seus roteiristas estavam reunindo tudo o que pudessem construir para combater o que cada personagens desempenharia no filme final do Universo Cinematográfico da Marvel de um jeito maciço dentro do enredo. Na época de Guerra Infinita, eu achava que ela era o melhor que poderia ser feito para contar uma saga épica de um crossover de quadrinhos em duas horas e 40 minutos. Como estava enganado.

    (Marvel Studios)

 

Depois de assistir Vingadores: Ultimato, eu me pergunto se a Guerra Infinita acabou sendo apenas uma versão beta sendo configurado como um filme de 149 minutos.

Algumas pessoas não gostam de falar isso, mas em Guerra Infinita alguns personagens tiveram dificuldades em encontra o tempo certo em cena, já em Ultimato, cada personagem está tão incrível que fiquei diversas vezes me perguntando como eles conseguiram fazer aquilo sem parecer ridículo. O filme, mais uma vez comandado pelos diretores Joe Russo e Anthony Russo, é uma homenagem gigantesca àqueles que amam e acompanham o Universo Cinematográfico Marvel por mais de uma década, só que a coisa é engenhosamente trabalhada.

Guerra Infinita faz sua parte para entregar-nos tudo que queríamos assistir em Ultimato? Isso é algo que eu poderia fazer diversas teorias por várias semanas. Mas será importante lembrar isso quando chegar no fim do meu texto.

Os primeiros 20 minutos de Ultimato são um pouco desajeitados e lentos, eles precisavam realmente sair da sombra que Guerra Infinita deixou. Quando finalmente saiu, o céu era o limite para onde Ultimato queria voar. Com cada núcleo de heróis desempenhando um papel tão importante quanto o final de Guerra Infinita.

Vingadores: Ultimato é um filme de ação e foi escrito para ser dessa forma. Sabemos em nossos corações treinados e acostumados em histórias em quadrinhos que nossos heróis vencerão no final, mas um script surpreendentemente e impecavelmente bem-feito cria solução para cada um dos problemas engenhosos entregando reviravolta por cima de reviravolta. Partindo dessa lógica, abre-se diversas possibilidades emocionais para nossos heróis, como nenhum outro filme do gênero ousou fazer, e enquanto o impulso da trama é sobre as Joias do Infinito, ela é pendurada em uma estrutura de desenvolvimento de caráter e recompensa. E não há nada que Ultimato estabeleça que não valha a pena.

Este é o primeiro filme dos Vingadores após os Guardiões da Galáxia, Homem-Formiga, e Thor: Ragnarok que realmente combina todos os gêneros do Universo Cinematográfico da Marvel sem se sentir como se fosse três projetos solos que se completam. O roteiro passa sem esforço de Homem de ferro (2008) para Vingadores (2012) explodindo no jogo de espião que assistimos em Capitão América: O Soldado Invernal ao drama operístico dos dois primeiros filmes de Thor. Ele flui por todos os outros filmes como um Rio recebendo água de seus afluentes e isso é assustador.

Paul Rudd serve muitas vezes como se fosse cada um nós – o cara comum que simplesmente não pode acreditar como foi parar no meio daquilo tudo, achando legal e ainda tentando salvar o mundo – e suas interações com os outros atores cômicos do elenco devem ser saboreadas. Chris Hemsworth está claramente tendo o tempo livre que pediu a Deus, quer dizer, a Odin, como um Thor pós-Ragnarok, mais engraçado que nunca, porém alguém que está vazio internamente por tudo que aconteceu com ele desde a destruição de Asgard. É muito interessante o que fizeram com o Thor nesse filme. E ele com Paul Rudd fazem as melhores cenas de comédia.

Mas enquanto Ultimato está cheio até a tampa com o humor (profundamente baseado em seus personagens), o hábito da Marvel de diminuir o drama com piscadelas sobre como isso não deve ser levado tão a sério ficou longe aqui. O filme tem as cenas engraçadas, mas o drama vem requintes de crueldades para todos. Na verdade, Chris Evans Capitão América da Silva é, de todas as pessoas, com Jon Favreau como Happy Hogan, têm algumas cenas que podem levá-lo às lágrimas. Eu fiquei devastado.

Todo esse trabalho feito com os personagens principalmente com os principais e originais Vingadores, deixam seus respectivos elencos de apoio – alguns deles tão amados ou mais do que algumas das estrelas maiores do filme – sem muita dimensionalidade. Mas eu suponho que é para isso que as séries de TV da Disney+ desse universo servirá.

Há momentos em que Ultimato cai novamente na sombra desoladora de Guerra Infinita, mas sempre conseguiu sair de lá rapidinho. Ainda não há como evitar o fato de que três horas é bastante tempo para a maioria dos telespectadores jovens que estão indo ao cinema há, pelo menos, dez anos, e assim como acontece com a maioria dos filmes de super-heróis, o confronto final é uma confusão maravilhosa de socos e gritos. Mas Ultimato sabe o que o público quer, e entrega isso sem se sentir como um fanservice.

Eu ando me cansando de filmes heróis, não sei se terei mais ânimo para continuar acompanhado o que a Marvel ainda irá nos mostras nos cinemas nos próximos anos. Mas Ultimato me fez lembrar que ainda me importo com o Capitão América e o Homem de Ferro, Thor, Hulk, Viúva Negra e o Gavião Arqueiro e isso foi muito importante.

Veredito

Vingadores: Ultimato é facilmente o filme mais ambicioso, emocional e comovente do Universo Cinematográfico da Marvel até hoje, conseguindo de alguma forma prender mais de uma década de narrativa em um clímax confiante (e quase sempre coerente) - um obstáculo que muitas outras franquias de sucesso tropeçaram. Aquilo que só poderia ser possível nos quadrinhos finalmente foi para o cinema.

Isso inevitavelmente provocará anos de debates entre os fãs, principalmente questões técnicas, mas em termos se baseando o coração, Ultimato é impecável. Este pode não ter sido o único caminho para a Marvel terminar o primeiro capítulo de sua saga de super-heróis, mas quando se depara com 14.000.605 resultados possíveis, ele consegue ser surpreendente e satisfatório.

 

Vingadores: Ultimato está em cartaz nos Cinemas Teresina

 

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Fã que é fã não mede esforços para acompanhar seu filme favorito. Na madrugada de quarta para quinta-feira aconteceu nos Cinemas Teresina a pré-estreia de “Vingadores: Ultimato”, que foi um sucesso.

Os Cinemas disponibilizou três sessões especiais, que estavam lotadas e ao final da exibição, às 3h da manhã, os fãs da saga foram surpreendidos com um delicioso lanche oferecido pelos Cinemas Teresina. Quem participou ainda pôde bater um papo sobre as impressões que teve do longa da Marvel.

Confira algumas imagens:

 

“Vingadores: Ultimato” segue em exibição nos Cinemas Teresina com mais de 10 sessões disponíveis em 3D e 2D

 


Fonte: Cinemas Teresina
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O grande dia finalmente chegou · 24/04/2019 - 17h36

Vingadores: Ultimato é a grande estreia dos Cinemas Teresina


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    (Marvel Studios)

 

A cinesemana de estreias nos Cinemas Teresina é uma das mais aguardadas do ano com o lançamento mundial de “Vingadores: Ultimato”. Além disso, os cinemas realizam  as pré-estreias dos dramas: “Em Trânsito” e “Uma Viagem Inesperada”.

 

Depois de mais de 10 anos, chega ao fim uma das sagas de maior sucesso do cinema, a saga Marvel. Com 22 filmes, a Marvel conclui sua bem sucedida empreitada com “Vingadores: Ultimato”. O filme dá continuidade aos eventos iniciados com "Guerra infinita". Os heróis mais poderosos da Terra e da galáxia tentam encontrar uma solução para reverter o estalar de dedos do titã Thanos (Josh Brolin), que apagou metade da vida em todo o universo.

 

Para a nova missão um timaço de super heróis se reúne. Os Vingadores originais, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Hulk (Mark Ruffalo) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), se juntam a Nebulosa (Karen Gillan), Rocket (Bradley Cooper), Capitã Marvel (Brie Larson) e alguns outros sobreviventes. Com pouco mais de três horas de duração Ultimato promete encerrar de forma grandiosa essa fase da Marvel.

 

Além desse aguardado lançamento, os Cinemas Teresina ainda traz a pré-estreia de “Em Trânsito”, no sábado (27) às 11h. O drama alemão mostra a história deGeorg (Franz Rogowski), que ao tenta fugir da França após a invasão nazista, ele rouba os manuscritos de um autor falecido e assume sua identidade. Preso em Marseille, acaba conhecendo Marie (Paula Beer), que está desesperada para encontrar seu marido desaparecido - o mesmo que ele está fingindo ser. Para complicar ainda mais, ele começa a se apaixonar por ela.

 

A outra pré-estreia da semana é “Uma Viagem Inesperada”, exibido no domingo (28) às 10h30. No drama Pablo (Pablo Rago) é um engenheiro argentino que mora no Brasil. Ele trabalha como responsável pela criação de uma nova plataforma de petróleo numa empresa localizada no Rio de Janeiro. Morar longe de sua família é algo que gerou certo afastamento. Porém, quando seu filho passa por um problema, Pablo viaja para seu país natal em busca de soluções.

 

Ainda continuam em cartaz nos Cinemas Teresina os filmes: “Mussum, Um Filme do Cacildis”; “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos”; “Los Silencios”; “Superação - O Milagre da Fé”; ”António Um Dois Três” e muitos outros.

Horários, sessões e promoções,clique em nosso banner:

 


Fonte: Cinemas Teresina
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A estreia é amanha! · 24/04/2019 - 14h25 | Última atualização em 24/04/2019 - 15h09

Vingadores: Ultimato – Tudo para você se preparar para o último filme


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    (Reprodução/Marvel Studios)

 

Aviso: Contém spoilers! Se você ainda não assistiu a todos os filmes da franquia da Marvel sobre os Vingadores e mesmo assim quer ler este post, você está colocando a sua conta em risco.

 

Após vários filmes, a franquia dos Vingadores está chegando ao fim. Ao longo desses anos, conhecemos vários super heróis com os mais diferentes poderes, descobrimos planetas e lugares desconhecidos, assistimos diversas batalhas e vimos os heróis sempre derrotarem os vilões.

Mas isso não aconteceu no Vingadores: Guerra Infinita. Você deve se lembrar que mesmo os super heróis tendo se unidos, o fato de Thanos ter conseguido juntar todas as Joias do Infinito lhe concederam poderes que, até então, parecem ter o deixado invencível — no próximo filme, vamos descobrir se essa invencibilidade tem algum limite.

Se você também está ansioso para a estréia do novo filme, lendo diversas teorias e precisa de ajuda para se atualizar sobre todos os acontecimentos, este post é perfeito para você!

Vamos voltar ao último filme. Você deve se lembrar que após Thanos conseguir juntar todas as Joias do Infinito, com um simples estalar de dedos ele conseguiu desintegrar vários personagens.

Cena do Filme: Vingadores, Guerra Infinita, 2018
Cena do Filme: Vingadores, Guerra Infinita, 2018    (Marvel Studios)

 

Infográfico: O que aconteceu depois que Thanos estalou os dedos?

 

Para ajudar, a equipe de design da Venngage criou o infográfico abaixo, mostrando onde cada super-herói estava e o que aconteceu com cada um após o estalar de dedos de Thanos.

 

 

Por quê Thanos quer destruir metade do Universo?

Quem acompanha as histórias em quadrinhos da Marvel, conhece muito bem esse personagem e até mesmo a sua história antes de ter se tornado o tão temido vilão dos filmes.

Mas se esse não é o seu caso, vamos relembrar por quê Thanos decidiu matar e desintegrar diversos super-heróis, além de metade do Universo.

Se você acredita que o motivo por trás de tudo isso é porque ele é apenas mais um vilão louco, você não está completamente errado.

Thanos tem como motivação “equilibrar o Universo”. Por isso, ele se esforçou tanto em busca das Joias do Infinito, já que com elas ele poderia dizimar metade de toda a população e evitar que os recursos se extinguissem tão rapidamente.

    (Marvel Studios) ​​​​​​​​​​

 

Ou seja, como ele já viu isso acontecer em Titã, seu planeta de origem, ele tentou evitar ao máximo que isso acontecesse novamente, o levando a acreditar que ele é responsável por garantir esse equilíbrio.

No último filme, ele afirma já ter tentado colocar esse mesmo plano em prática no seu antigo planeta, mas não foi algo aceito. Agora, com os poderes das Joias do Infinito ele não precisa de permissão e como vimos, já começou a colocar em prática o seu plano.

O que são as Joias do Infinito?

Agora, vamos as tão famosas Joias do Infinito. De acordo com o Colecionador no filme Guardiões da Galáxia, existiam seis singularidades que com a explosão do Big Ben, além de ter criado o Universo, o que restou desse sistema foi forjado no que ele chama de gemas concentradas, mais conhecidas como Joias do Infinito.

Ao todo são 6 pedras cósmicas na qual cada uma concede a quem a portar um poder específico relacionado aos aspectos do Universo. Elas são:

* Espaço;

* Mente;

* Realidade;

* Poder;

* Tempo;

* Alma.

Elas só podem ser usadas por seres muito fortes devido ao grande poder que elas representam.

Aquele que conseguir reunir todas, como foi o caso do Thanos que as colocou em um manopla — aquela luva parecida com uma armadura que ele mesmo construiu para usar todas as joias ao mesmo tempo — passa a ter controle total sobre o Universo, tendo poder suficiente para aniquilar civilizações inteiras, por exemplo.

Se quiser saber mais sobre as jóias clique aqui.

 

Infográfico: Quais personagens ainda estão vivos no final de Vingadores: Guerra Infinita?

 

Agora você já se atualizou e está pronto para assistir Vingadores: O Ultimato! Enquanto o dia da estreia mundial não chega que tal ver mais uma vez o trailer (você com certeza já viu, correto?) desse filme tão aguardado que terá 3 horas e 2 minutosde duração:

 

O fim dos Vingadores está muito próximo, mas teremos outros filmes da Marvel em breve para nos animar! Homem-Aranha: Longe de Casa já está confirmado para o dia 4 de Julho e além disso já existem algumas especulações sobre os próximos que estão por vir.

 

Gostou do Infográficos? Faça o seu!

Se divirta criando o seu infográfico! Pense sobre algo que você goste, pode ser sobre o seu filme favorito ou aquela série da Netflix que você adora assistir.

Ao usar um infográfico você ajuda a transmitir suas ideias de uma forma visual e simples de ser entendida. Quer saber mais dicas?

1.Defina o seu tema

O que você quer abordar no seu infográfico? Pense em algo que você goste e que pode ser interessante para outras pessoas.

2.Pense nos tópicos que serão explorados e nas relações entre eles

Neste post, você viu um exemplo. Para elaborar o primeiro infográfico, além de reunir todas as informações foi necessário relacioná-las. Abordamos os super-heróis, onde eles estavam e como eles ficaram após o estalar de dedos do Thanos.

Reparou que existe uma lógica? Isso é essencial para tornar o seu infográfico entendível.

3.Escolha um modelo para contar a sua história

 

 

Na página de modelos você consegue ver diversas opções de infográfico para você escolher aquele que mais gostou!

 

4.Faça os ajustes finais

 

 

O seu infográfico está ficando do jeito que você queria? Pense nas cores, fontes e ícones que gostaria de usar e não limite a sua criatividade.

Pronto! Seguindo esses passos, dentro de alguns minutos você terá o seu infográfico para poder compartilhar com os amigos e mesmo publicá-lo na internet.

 

Esse texto foi oferecido pela equipe Venngage e escrito pela Letícia Fonseca.


Fonte: Venngage
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