Assunto gerou repercussão · 12/06/2019 - 10h32 | Última atualização em 12/06/2019 - 10h54

Fábio Sérvio defende Moro e procuradores após vazamentos; confira a carta


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Imagino o peso da responsabilidade que está sob os ombros de cada um dos integrantes da operação Lava Jato. Somente nos momentos a sós deve ser possível mensurar a dimensão do apoio de milhares de brasileiros ao trabalho realizado por magistrados, procuradores e policiais federais. Não que esse momento possa representar solidão para cada um de vocês. Saibam, é impossível ficar sozinho diante de milhões que estão ao seu lado.

Senhores e senhoras, nos momentos de silêncio, observem, ainda é possível ouvir o eco da voz da sociedade brasileira que nos últimos anos clamou por justiça diante de toda a corrupção que tomou conta do país. E não estou falando dos gritos nas ruas, que foram importantes, falo sim das conversas dentro dos lares, escritórios e até bares nos rincões mais distantes deste gigante Brasil.

A recém reportagem do site Intercept os acusam de interferir nas eleições de 2018. Pois bem, não acredito nesta possibilidade. Não creio que Bolsonaro tenha sido eleito por causa de decisões judiciais do então juiz Sérgio Moro. Não pode ter havido interferência. Mas saibam, houve inspiração. E se isso for crime, vocês são culpados. Culpados de demonstrar a um país cansado e descrente que é possível combater a corrupção e levar à cadeia figuras poderosas. Culpados de demonstrar que no serviço público existem pessoas dispostas a fazer sacrifícios em nome do Brasil. Culpados de devolver ao povo o protagonismo político de fazer um filho da pátria mãe gentil ter coragem de não fugir à luta.

Se esses foram seus erros, carreguem essa culpa de peito aberto. A Lava Jato foi, e é, a operação que lavou a alma desta nação. Orgulhem-se do trabalho feito, das noites de sono perdidas, da ausência da família. Seus nomes foram escritos, não na história, mas na memória de milhões de brasileiros. Nenhuma honraria, condecoração, medalha ou diploma pode ser uma homenagem mais significativa a:

Agentes e delegados anônimos da Polícia Federal
Deltan Martinazzo Dallagnol
Alexandre Jabur
Athayde Ribeiro Costa
Felipe D´Elia Camargo
Isabel Cristina Groba Vieira
Jerusa Burmann Viecili
Juliana de Azevedo Santa Rosa Câmara
Júlio Carlos Motta Noronha
Laura Tessler
Marcelo Ribeiro Oliveira 
Orlando Martello Junior
Paulo Roberto Galvão
Roberson Henrique Pozzobon
Antônio Carlos Welter
Januário Paludo
Andrey Borges de Mendonça
Carlos Fernando dos Santos Lima
Diogo Castor de Mattos
Aurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre (procuradora natural)
Francisco de Assis Vieira Sanseverino
Jose Adonis Callou de Araujo Sa
Marcelo Antônio Muscogliati
Nivio de Freitas Silva Filho
Antônio Carlos Fonseca da Silva
Maria Caetana Cintra Santos
Eduardo Ribeiro Gomes El Hage (Coordenador)
Fabiana Schneider
Felipe Almeida Bogado Leite
José Augusto Simões Vagos
Leonardo Cardoso de Freitas
Marisa Varotto Ferrari
Rafael Antonio Barretto dos Santos
Rodrigo Timóteo da Costa
Sérgio Luiz Pinel Dias
Stanley Valeriano da Silva
Luiz Felipe Hoffmann Sanzi
Maria Emília Corrêa da Costa Dick (Coordenadora)
Carlos Augusto da Silva Cazarré
Ana Luisa Chiodelli von Mengden
Mauricio Gotardo Gerum
Adriano Augusto Silvestrin Guedes
Adriana Scordamaglia
Ana Cristina Bandeira Lins
Anamara Osório Silva
André Lopes Lasmar
Daniel de Resende Salgado
Guilherme Rocha Göpfert
Janice Agostinho Barreto Ascari
Lucio Mauro Carloni Fleury Curado
Luís Eduardo Marrocos de Araújo
Thaméa Danelon
Thiago Lacerda Nobre (Coordenador)
Andrea Bayão Pereira Freire
Carlos Alberto Gomes de Aguiar (Coordenador)
Mônica Campos de Ré
Neide Cardoso de Oliveira
Rogério José Bento Soares do Nascimento
Silvana Batini Cesar Góes
Sérgio Moro

De um brasileiro, que por causa de vocês, acredita na Justiça.


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