Saiba planejar sua sucessão · 04/11/2020 - 14h55

Planejamento sucessório: uma maneira eficaz de economizar impostos


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O planejamento sucessório é um dos temas de interesse para quem quer economizar nos impostos, poupar dinheiro ou mesmo ter a chance de fazer investimentos.

Com isso em mente, faz sentido entender exatamente o que é e quais são as vantagens de fazer o seu.

Após a leitura deste texto, recomendo também a leitura deste artigo que ensina as melhores estratégias de planejamento sucessório.

Vamos começar?

 O que é o planejamento sucessório?

 

Para começar, o planejamento sucessório é definido como uma tomada de decisões que envolvem como uma fortuna, herança ou empresas serão distribuídos após a morte.

Como resultado, é mais utilizada por famílias que tem um número alto de bens patrimoniais ou dinheiro.

Um dos principais objetivos é garantir a preservação da herança bem como evitar que possíveis conflitos familiares aconteçam.

Ao mesmo tempo, quando tem empresas envolvidas na herança, o foco é garantir a continuidade do negócio, que pode ir a reina quando mal administrado ou quando existem brigas internas.

De maneira simples, o planejamento sucessório funciona como uma atitude racional a fim de evitar que as emoções tomem conta do dinheiro.

Principalmente após a perda do genitor ou responsável pelos negócios e dinheiro.

Exemplo clássico de tal condição é quando os sucessores decidem dividir o patrimônio e acabam quebrando uma empresa ou mesmo perdendo anos e milhares de reais com advogados.

Vale ressaltar ainda que isso evita os altos custos de um inventário, tornando tudo mais simples e seguro após a sua partida.

Vantagens do planejamento

O planejamento dos negócios familiares é parte essencial da vida e da rotina, sendo que quanto maior o faturamento, maior o cuidado.

Pensando nisso, existem algumas vantagens em optar por essa modalidade que podem ajudar você.

Redução dos custos:

Os brasileiros sabem, de maneira geral, que existem uma série de juros impostos sobre os valores recebidos a cada mês.

 

Ao mesmo tempo, existe o imposto de renda que precisa ser declarado e uma série de outras taxas impostas a quem tem um montante muito alto ou uma empresa.

Dessa forma, o planejamento sucessório vem como uma alternativa para todos esses custos, que podem comprometer muito a sua herança a longo prazo.

Em síntese, o primeiro custo reduzido é o de transferência de bens chamado de Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação.

Ou seja, sempre que alguém morre e a herança, bens e negócios serão passados a outra pessoa, cada Estado tem uma taxa de cobrança que pode variar de 1,5% a 8%.

Ao mesmo tempo, existe a custo do processo de inventário, com um imposto que varia de 2% a 8%, regularizar toda a documentação pode custar até 20% do valor patrimonial.

Porém, se o processo ainda contar com brigas e processos, existe o custo dos honorários dos advogados.

Com os custos de taxas crescendo a cada conta, a herança vai sendo cortada.

Portanto, dá para entender porque algumas famílias que deveriam ter muito dinheiro, terminam um processo de transmissão de bens com um valor bem abaixo do original.

Através do planejamento, todas essas questões ficam resolvidas de forma antecipada.

Logo, os gastos serão bem menores e os conflitos serão mínimos ou sequer existirão.

Planejamento sucessório garante a preservação dos bens:

É possível que você já tenha conhecido ou ouvido falar sobre alguma empresa ou bem que está a anos na mesma família, sem nenhum tipo de conflito.

Nesses casos, é possível dizer que isso aconteça de forma tão natural porque existe um controle acima dos membros.

Em regra, tudo fica mais simples e preservado.

 

Um exemplo clássico é quando os pais morrem, deixando dois filhos e duas casas.

Em um mundo perfeito, daria para dizer que os filhos entrariam em um acordo, mas o comum é que isso não aconteça.

Mesmo quando os imóveis custam o mesmo valor, cada um dos filhos teria direito a metade de cada propriedade.

No final, o s imóveis passariam anos até que algum acordo fosse firmado e, nesse tempo, ele perderia o valor e qualidade.

Comum essa história, não é?

Pois então, com o planejamento, tudo fica claro e simples: sem dúvidas, sem chance de briga e sem a possibilidade de que um imóvel, dinheiro ou empresa fique parado no tempo.

É uma garantia da continuidade da ação empresarial:

Na maior parte das vezes, quando o assunto é divisão de bens, os familiares logo pensam em casas e contas bancárias.

Entretanto, também pode ser que existam empresas e investimentos.

Sem um planejamento sucessório, tudo vai para os herdeiros diretos, como filhos e cônjuges.

Entretanto, pode ser que esses herdeiros não saibam como fazer as empresas e investimentos continuarem rendendo.

Sendo exatamente este o cenário para a falência ou perda de dinheiro.

Mais importante que isso, se o falecido tiver alguma ação, pode ser que o valor dela acabe sendo reduzido após a sua morte.

Por outro lado, um bom planejamento faz com que tudo isso fique em segundo plano e as coisas continuem funcionando exatamente como deveriam.

Assim, as ações não perdem o valor, empresas continuam rodando e investimentos continuam lucrando.

Uma opção para isso, é fazer com que um dos herdeiros tenham ações ordinárias ou ações preferenciais.

As ações ordinárias permitem o voto e gestão, enquanto o preferencial não tem poder de gestão, mas recebe os dividendos.

Enfim, todos saem ganhando, os negócios empresariais continuam em alta e ainda evita conflitos internos.

Como fazer o planejamento sucessório?

O planejamento pode ser feito de diferentes maneiras, como, através de um testamento, doação e usufruto, holding familiar ou previdência privada.

Para escolher o melhor método, é essencial conversar com um profissional qualificado que possa lhe ajudar a entender como cada opção pode beneficiar os seus familiares.

Portanto, não se esqueça de se preparar para o futuro da melhor forma que puder e ainda garantir que tudo aquilo que você construiu em vida vai continuar funcionando da melhor maneira possível.

Logo, as pessoas que amam você pode viver o luto ao longo do tempo, sem precisar se preocupar em lidar com papéis e advogados.

Por fim, você ainda tem alguma dúvida ou gostaria de saber mais sobre o planejamento?

Comenta aqui embaixo para que eu possa ajudar ou aproveite para compartilhar a sua experiência com nossos leitores.

Grande abraço e até o próximo post!

 

 

 


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