Após declaração de Bolsonaro · 17/01/2020 - 14h54 | Última atualização em 17/01/2020 - 15h18

Semar/PI afirma que "nunca" recebeu solicitação para exploração de vanádio


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O Governo do Piauí, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR), se manifestou em nota repassada ao blog sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro, dadas em live na noite desta quinta-feira (16), afirmando que “nunca recebeu solicitação de licenciamento para exploração de vanádio”.

Ontem, Bolsonaro disse ter conversado com um empresário australiano, que teria se queixado da demora na concessão de uma licença ambiental no estado, e que estaria prestes a desistir do negócio no Piauí.

A SEMAR, que tem Sádia Castro como gestora, afirma na nota que das consultas aos registros do órgão constatou apenas um pedido de autorização do grupo australiano Riverbank Resources Mineração Ltda, mas para estudo de viabilidade para exploração de fosfato. Solicitação esta que foi concedida, mas está vencida desde março de 2017.

“No caso em específico, reiteramos que empresa citada solicitou apenas a licença para pesquisa e sondagem, não dando sequência para os estudos. Caso a empresa renove o pedido, o mesmo será atendido como foi feito anteriormente”, diz a SEMAR.

- Integra da nota repassada ao blog pelo WhatsApp

Live de Bolsonaro

O comentário do presidente foi feito aos internautas durante live no Facebook. Hoje teve um grande empresário australiano conversando comigo, ele é da área da mineração. Ele está querendo explorar vanádio no Piauí. O Piauí é o estado mais pobre do Brasil, né. O penúltimo é o Maranhão. Acho que o Piauí é o mais pobre sim. Está três anos lutando por uma licença ambiental do estado, e não consegue. O governador lá, é o governador quem indica o secretário de Meio Ambiente. Agora, a visão destas pessoas é tacanha", comentou.


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