Disputa pela presidência · 29/10/2018 - 14h35

OAB | Mesmo apadrinhado por Chico Lucas, Villa tenta pregar renovação


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O advogado Lucas Villa chega como candidato à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí, pregando a renovação, sem fugir do discurso de continuidade da atual gestão, sob o comando de Chico Lucas. Em entrevista ao 180, ele defende que é preciso levar a marca da atual diretoria para garantir o andamento de projetos hoje iniciados, aliando-se ao vigor de novos nomes que não integravam a Ordem.

"Temos uma gestão que foi extremamente bem sucedida, que teve uma série de projetos a serem executados", avalia Lucas Villa. 

Atual vice-presidente da OAB, o primeiro desafio de Villa ao compor sua chapa foi garantir a renovação dos nomes apresentados. A começar pela ausência de Chico Lucas, que na campanha passada prometeu que não iria buscar a reeleição. Promessa que, a princípio cumpre, apesar do compromisso feito com Villa de que, caso ele seja eleito para presidir a Ordem, possa então integrar uma das comissões na próxima gestão.

Questionado se isso não seria também uma forma de Chico Lucas se perpetuar na OAB, Villa argumenta que não, avaliando que as comissões não são espaços de poder nem de comando.

"Na verdade o que ele me diz que é quer continuar trabalhando pela advocacia. (..) Inclusive ajudando em algo que ele percebeu que é um pouco difícil de encontrar pessoas dispostas a ajudar nisso, que é fazendo as sustentações orais nos tribunais de Justiça, nas causas que envolvem violação de prerrogativas, que envolvem interesse de advogados, e a gente percebeu que não é tão fácil encontrar colegas advogados dispostos a ir para o front nesta batalha, e ele esta se colocando à disposição", explica.

O mote da campanha, OAB Aberta, Villa explica que é uma contraposição ao que a entidade é hoje e o que foi no passado. "Hoje temos uma ordem que está aberta para participação de todos os advogados. Não é mais dirigida por grandes escritórios, uma OAB cujas decisões não são tomadas por uma meia duzia de grandes escritórios, e são tomadas de forma vertical", afirma o candidato.

E rejeita críticas ao modelo de gestão. "Todos os advogados e advogadas podem trabalhar, ser dentro da OAB, do tamanho e quiserem ser. (...) Às vezes a gente até é criticado por isso, há quem diga que a OAB perdeu o seu prestígio, porque hoje qualquer um fala em nome da OAB, mas a nossa intenção é essa mesma. A OAB não é seu presidente, não é seu vice-presidente, não é sua diretoria. É a soma de todos os advogados e advogadas", completa.

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