Em 2014, chorou e desistiu · 16/04/2018 - 09h44 | Última atualização em 16/04/2018 - 17h57

No chove e não molha, JVC irá desta vez bancar um projeto político até o fim?


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João Vicente Claudino não tem nódoa em sua história que possa pôr em xeque sua honestidade como empresário e homem público. Mas quando o assunto é política, ele não conta com a confiança da classe.

Para explicar, precisamos voltar a 2014, quando acabou desistindo de sua candidatura à reeleição no Senado. Ladeado por Wellington Dias, Ciro Nogueira, Margarete Coelho e companhia, ele chorou e disse que iria se dedicar à família e aos negócios.

Agora, volta à cena política, pregando discurso de oposição, mas deixando aberto o espaço para uma composição com o Karnak. Fica no chove não molha, adiando decisões.

Por um lado é compreensível, afinal muitos enxergam o ex-senador como um "pote de dinheiro". E como homem rico que é, precisa se defender. Não é doido. Não vai sair por aí dando dinheiro sem que lhe ofertem algo em troca.

Mas sabe também que não é fácil enfrentar W.Dias de peito aberto, tendo o governador vencido suas últimas três eleições já em primeiro turno. Há o evidente receio de não conseguir polarizar com o petista e, em tese, acabar ficando em terceiro, atrás de Luciano Nunes, sendo o tucano até agora o principal pré-candidato de oposição, de fato.

Veja só a situação dos deputados do PTB: se o ex-senador decidir mesmo emplacar uma campanha contra o governo, Nerinho, Janainna Marques e Zé Hamilton, que estão na base de W.Dias, ficarão à deriva. E quanto a Dr. Pessoa, pré-candidato ao Senador, que já não cabe mais na composição com Luciano, e descarta um palanque governista?

E apesar de se alguém com quem todos gostariam de estar num palanque eleitoral, JVC não tem a confiança da classe política, afinal não conseguiu bancar seus últimos projetos até o final.

 

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