'TV Cidade Verde vai a Parnaíba e faz exclusiva no Caso Franciele'
Em reportagem exibida na TV Cidade Verde, na manhã desta quarta-feira (22) no programa Notícia da Manhã, a equipe de reportagem da TV Cidade Verde foi à Parnaíba ouvir o depoimento de Franciele de Almeida, jovem do caso de abuso sexual que vem repercutindo na mídia piauiense.
Franciele fala como tudo começou, e conta detalhes do caso.
“Tudo começou quando eu tinha sete anos de idade. E todo mundo pensa ‘Ah, ela só tinha sete anos... Como é que ela lembra coisas quando ela tinha sete anos? ’. Eu lembro bem de várias cenas. Eu me lembro de quando começou, foi na época que nasceu meu irmão. Eu tinha um irmãozinho novo, mas ao mesmo tempo eu tinha dentro de casa alguém que estava fazendo uma coisa comigo que eu não entendia o que era.Eu ficava triste por uma coisa, mas alegre por outra. Eu era uma criança bem triste, eu vivia chorando e a minha mãe não entendia o por que", conta Franciele.
Sobre o assunto, a jovem conta que mesmo diante dos abusos ela foi tocando a vida. "E mesmo assim fui tocando minha vida para frente. E vivi assim até os 14 anos no interior da cidade de São José do Divino. Quando fui morar com meu pai, os abusos só continuaram.No caso, com meu padrasto nunca teve condição carnal, mas com meu pai teve. Que foi quando eu tinha 14 anos, não tinha mais estudo para mim na cidade onde eu morava, e o meu pai reapareceu na minha vida, ele era separado da minha mãe desde quando eu tinha três anos de idade", disse.
Franciele descreve o momento em que seu pai repareceu, e ela acreditou que tivesse diferente por ter mudado de situação financeira." Meu pai reapareceu com uma condição social bem melhor, podendo ajudar a mim e à minha irmã. Então, aceitamos essa oportunidade e fomos então morar com ele. Eu, acreditando que eu ia sair da condição em que eu estava de abuso do meu padrasto fui.Ele dizia para mim ‘Eu vou sumir com sua mãe, tu vai perder tudo, tu não vai ter ninguém se tu contar essa história, tu não vai ter mais nada para te ajudar’. Isso tudo te desestrutura. Você vai crescendo uma pessoa altamente desestruturada de cabeça. E eu vim acordar para toda essa história e perceber tudo isso, depois de vários anos de tratamento psicológico. Vai fazer três anos que eu estou em acompanhamento psicológico para ter toda essa coragem e vir falar dessa história", fala.
Ela conta ainda que a irmã também sofria de abusos. "A minha irmã, por parte de pai e mãe foi vítima do meu pai, somente. Quando eu fui morar com ele com 14 anos, ela foi comigo com 11 anos. Os abusos dela começaram com 11 anos e foram até os 18 anos dela. No caso, em junho do ano passado. A minha irmã eu vim saber em setembro do ano passado, que foi quando eu consegui denunciar para a justiça, todo o meu caso e o caso dela. Durante todos os abusos do meu pai, em 2006 ele acabou me engravidando e me deu um remédio para eu abortar. No caso, foi feita uma curetagem do aborto num Hospital de Piripiri por uma médica de uma clínica particular”, conta Franciele de Almeida.
Franciele de Almeida
Ainda durante a reportagem o Delegado Geral da Polícia Civil, James Guerra, falou sobre a posição da polícia em relação ao caso. Ele afirmou que o caso já está adiantado e que assim que for concluído o inquérito tudo estará esclarecido.
Delegado Geral da Polícia Civil, James Guerra.
“Nós, da Polícia Civil adotamos todas as providências ouvindo as testemunhas, solicitando exames periciais, tudo isso acompanhado pelo Ministério Público do Estado. Após o primeiro prazo de 30 dias, encaminhamos à Justiça, que por sua vez, devolveu o processo. Nós temos o prazo de sessenta dias para concluir. Não vamos revelar a natureza do inquérito policial, até porque tramita em segredo de Justiça. Agora, posso garantir que a investigação está bem adiantada, e assim que estiver concluído o inquérito policial, tudo estará esclarecido”, afirma o delegado James Guerra.
Fonte: TV Cidade Verde










