Wilsão estuda reajuste salarial para acabar com paralisações
Tanto o Governador quanto o Prefeito,porém, temem o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal
Com os serviços parcialmente paralisados em setores vitais como saúde e segurança pública, o Governo do Estado estuda a concessão, ainda para este mês, de aumento salarial para as diversas categorias do funcionalismo público. A Prefeitura de Teresina, por sua vez, anunciou ontem reajuste de 7% para todos os servidores municipais. O governo do Estado ainda avalia os percentuais e o impacto do reajuste no tesouro estadual.
Tanto o governador quanto o prefeito, porém, temem o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com os gastos com pessoal. O secretário estadual de Administração, Paulo Ivan, informou ontem que o governador Wilson Martins (PSB) autorizou conceder o aumento possível ao funcionalismo estadual, levando em conta a capacidade de caixa e a situação financeira do Estado. O aumento deve atender a todas as categorias, mas ainda não foi fechado o valor percentual do aumento e nem o impacto que pode gerar na folha de pagamento.
Atualmente, estão em greve servidores da saúde, polícia civil, da Companhia Metropolitana e os professores e servidores da Universidade Estadual do Piauí. Ontem, durante inauguração de uma ponte em Francisco Ayres, o governador Wilson Martins tentou minimizar os efeitos das paralisações. Considera que é um ato democrático, mas pediu compreensão aos servidores, observando a situação financeira do Estado.
Ontem, durante entrevista à TV Cidade Verde, o secretário Paulo Ivan comentou que as greves pipocam em vários estados e em várias categorias. "Isso é tradicional no mês de maio, que é mês de aumento", observou. "Estamos estudando o valor do aumento. Não será o desejado pela maioria, mas o governador autorizou que seja o maior percentual possível", completou.
No município, estão em greve os servidores da saúde e da educação, que realizaram manifestação ontem na frente do Palácio da Cidade, sede do governo municipal. Os servidores municipais estão em greve há 16 dias reivindicando reajuste salarial de 47%. "Estamos vendo o reajuste linear para todos os trabalhadores ativo, inativos e comissionados. Este aumento, de 7%, é o que eu posso dar respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal", justificou Elmano Férrer.
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