Sindicato solicita à Justiça a prisão de diretor geral do DER
Eles cobram a diferença dos valores retidos que, segundo Carlos Nascimento
Os servidores do Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI) cobram o pagamento de uma diferença de salário referente há dois meses no valor de R$ 3,2 milhões ao governo do Estado. Foram encaminhados dois ofícios ao governador Wilson Martins para autorizar o pagamento, mas não houve resposta. Os servidores esperam há um ano o cumprimento da decisão judicial por parte do Estado.
O advogado do Sindicato dos Servidores do DER-PI, Jairo Cavalcante, resolveu ingressar com uma ação judicial pedindo o pagamento, e a prisão do diretor geral do DER-PI, Severo Eulálio, se houver descumprimento da decisão. O relator da matéria é o desembargador Francisco Antonio Paes Landim. O presidente do Sindicato, Carlos Nascimento, afirmou que são cerca de mil servidores, incluindo pensionistas e inativos, que tiveram os salários reduzidos de 20% a 82% durante os meses de janeiro e fevereiro de 2011.
Eles cobram a diferença dos valores retidos que, segundo Carlos Nascimento, chega a R$ 3,2 milhões. Uma decisão liminar do desembargador Paes Landim, informada pelo advogado Jairo Cavalcante, mandou retornar o salário normal dos servidores do DER-PI e pagar a diferença do que foi descontado, mas até agora não foi cumprida. A decisão é do início do ano passado. "O pedido foi feito, foi concedido, mas não foi cumprido. Os descontos foram feitos sem critério, claro. Reclamamos na Justiça, mas ainda não pagaram a diferença. O secretário de Administração, Paulo Ivan, estava inflexível", comentou Jairo Cavalcante.
Carlos Nascimento disse que a proposta do Governo era transformar o pagamento dos R$ 3,2 milhões a mil servidores em precatórios. "Mas a liminar determinava o pagamento, exceto o salário de dezembro e o décimo terceiro salário de 2010, porque que ainda vai ser julgado o mérito. O corte foi feito, segundo o secretário de Administração, alegando que o Sindicato perdeu a ação rescisória. Isso não era verdade. Foi um Mandado de Segurança que deveria ser cumprido no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que deveria ser de acordo com o salário mínimo. Então, tivemos prejuízos duas vezes", lamentou o sindicalista.
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