Oito cidades do PI estão entre as 20 do país com piores PIB
Um dos fatores que contribui para esse paradoxo é a concentração de riquezas
Apesar do Piauí ter sido o Estado brasileiro com maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em todo o país, durante o ano de 2009, ele ainda reúne quase a metade dos municípios com o menor rendimento do PIB. Das 20 últimas colocadas neste ranking, oito cidades são piauienses, com destaque para São Miguel da Baixa Grande e Santo Antônio dos Milagres, que apresentaram os piores índices do país. Um dos fatores que contribui para esse paradoxo é a concentração de riquezas, pois o estudo mostrou também que as cinco cidades que mais contribuíram com o PIB piauiense agrupam quase 60% das riquezas do Estado, que possui outros 219 municípios.
O panorama das riquezas produzidas pelos municípios piauienses durante o ano de 2009 foi apresentado ontem. O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceira com a Fundação Centro de Pesquisa Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro). "Mais uma vez estamos cumprindo nosso papel de subsidiar os órgãos governamentais com dados confiáveis para embasar o planejamento", destaca o presidente da Fundação Cepro, Raimundo Filho.
Em 2009, o PIB do Piauí alcançou R$ 19,033 bilhões. As cidades que mais contribuíram para a geração de riquezas foram Teresina, Parnaíba, Picos, Uruçuí e Floriano, respectivamente, que concentram 57,95% da renda do Estado. Essa lista se mantém igual ao ano anterior, porém, a concentração de riquezas aumentou 1,19%. Enquanto isso, os outros 219 municípios piauienses respondem por 42,06% das riquezas. Aroeira do Itaim, São Luís do Piauí, Miguel Leão, São Miguel da Baixa Grande e Santo Antônio dos Milagres são as cidades que menos agregaram valor ao PIB estadual. "A concentração de riquezas ainda está muito presente no Piauí, e é ela que explica o fato de o Estado ter alcançado um crescimento expressivo, mas continua apresentando percentuais pequenos no PIB de algumas cidades", observa a economista Joana D'arc Portela, coordenadora da pesquisa.
Representando a Associação Piauiense dos Municípios, o economista Valmir Falcão afirmou que analisa com preocupação essa alta concentração de renda apresentada pela pesquisa. "É preciso uma ação governamental para descentralizar e incentivar atividades econômicas e a instalação de indústrias nas cidades do interior", destaca Falcão. Segundo ele, a APPM vai realizar uma conferência com gestores municipais para analisar os dados da pesquisa e utilizar as informações no planejamento de estratégias para o desenvolvimento das cidades.
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